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História Suvivors - Imagine Alice in Borderland - Capítulo 3


Escrita por: e trixdreams


Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês espero que gostem...

Boa leitura ✨

Capítulo 3 - Bem vinda - Lea Fontaine.



Tóquio, Alice in borderland.



Irão se fazer oito dias que eu procuro essa tal de "Praia" e não encontro. Estou começando a achar que essa "Praia" não existe e o que a Kuina disse não passava de uma mera mentira, para eu poder procurar como uma louca. 

Enquanto andava encontrei uma arena funcionando, entrei no estabelecimento animada dessa vez o jogo seria em um parque de diversão, adoro parques desde de pequena eles sempre foram o meu refúgio, sei que esse jogo não será nem um pouco fácil, mas só em sentir essa nostalgia, já fico feliz. Vou andando até a mesa dos celulares e peguei um, o celular fez o reconhecimento fácil e logo a voz robótica fala "Falta um minuto para o encerramento das inscrições" observo que tem mais duas mesas com diferentes tipos de armas, certamente o jogo será de tiro ao alvo, então melhor pegar uma arma.

Peguei um rifle automático, enquanto andava encontrei um 'barco vinking' como gostava de chamar, era o meu brinquedo preferido. Subi no brinquedo e percebi que o mesmo começou a se mexer, fico animada com isso. Até a voz robótica fala novamente.

"As inscrições acabaram." 

"Dificuldade: Cinco de paus"


"O tempo limite é de trinta minutos. Jogo: caçador de feras, usando o placar como referência, trabalhem em conjunto e derrotem as feras na arena."

O jogo não tinha o que tanto explicar, era apenas um jogo de tiro, gosto de jogos com armas me fazem esquecer as coisas, ajuda aliviar ansiedade e o estresse. 

Escutei barulhos de tiro lá em olhei para baixo e percebi que algumas pessoas têm armas, estranho, todos eles trabalham em conjunto. A várias pessoas gritando e correndo, isso estressante era para todos estarem trabalhando em conjunto, odeio isso. Comecei a tirar em algumas aves que voavam perto, não sou muito boa em mira, mas dá para o gasto.

Comecei a assistir as pessoas morrendo sendo devoradas pelos animais, atirava em alguns animais para ajudá-los, não sei porque estou sendo tão empática, mas talvez apenas seja o calor do momento. Quando ainda morava com a minha mãe ela dizia que deveríamos ajudar as pessoas, mesmo que a gente também precisasse de ajuda, o homem que minha mãe supostamente tinha um relacionamento me obrigou aprender outros idiomas, ele era professor, até hoje não sei o motivo, mas toda vez que eu errava a pronúncia ele me batia, era o seu passa tempo, eu era o seu alvo de divertimento.

Odiava ele, odiava aquele seu mau hálito, odiava aquela sua barba, odiava aquela barriga, odiava tudo nele, ainda sinto vontade de matar ele só em pensar que ele pode estar por aí fazendo coisa pior é horrível. Ele nunca me tocou, a única coisa que ele fazia era me bater enquanto a minha mãe não estava.

— Olha quem está lá embaixo — o homem careca do outro jogo, ele estava atirando em uma onça. 

— Parece que isso é o destino!— afirmei rindo.

Continuo a tirar acumulado cem mil pontos, sinto o 'barco vinking' parando, perdendo totalmente a graça. Saio do brinquedo e escuto a voz robótica falando "Jogo zerado, parabéns." sorri, coloquei a arma no chão, e vi todos os animais mortos, esse jogo é desumano, matar para sobreviver nunca seria permitido no outro mundo. O mestre do jogo é um louco sádico que não tem piedade das pessoas que chegam ou vão embora, estou começando achar que não tem como zerar esse jogo.

Comecei a percorrer o local e tudo está destruído, paro de andar e começo a tatear o carrossel, eu odeio o carrossel não faz nem um sentido, um brinquedo que gira sem parar até pode vomitar.

Escuto um barulho de arma sendo destravado, me deixando assustada. — Você vem com a gente! — 

Me virou devagar para poder ver quem era o dono da voz, era o homem careca ele está junto de algumas pessoas, todos eles tem armas é certo por um que tem uma katana.

— Não escuto o que ele disse? — fala uma garota que está ao seu lado, fiquei calada, não ousei responder ela.

Ela não me dá medo, ela apenas não merece uma resposta, apenas olhei para garota e rir dela. Não sei porque, mas nem um deles me deixa com medo. A minha única reação que poderia ter deles e ri, todos me olharam perplexo, certamente pensarão "Essa garota é uma lunática".

— Me desculpa é que vocês são muito engraçados — tentou cessar as gargalhadas e coloquei a mão na barriga para tentar aliviar a dor.

 — Sabe... — Digo recuperando o fôlego. — Infelizmente eu não vou poder ir com vocês, não faço a mínima ideia de quem vocês sejam, então até a próxima — Digo dando as costas para eles e indo embora.

Só que sou impedida com o homem apontando sua katana, me impossibilitando de ir embora. 

— Que bela espada, senhor, só que ela fica mais bela guarda — Falei desarmado ele de sua  katana, tenho mãos habilidosas, conseguindo desarmar ele facilmente. 

Finalmente eu pude ver sua face além de seu olhar sombrio seu rosto tem tatuagens perturbadoras, certamente ele não bate bem da cabeça.

— É melhor você me devolver isso agora! — ele tirou o seu capuz, revelando mais as suas tatuagens.

— Não! — todos apontavam suas armas para mim, sei que sou só uma, mas não irei deixar eles me levarem tão fácil assim.

— Garota, vamos para logo com essa brincadeira, já está ficando chata! — o homem careca parecia entediado.

 — Eu já disse que não vou com vocês, é tão difícil assim entender?! — falei cansada.

Respirei fundo, não quero ter que brincar estou cansada demais para isso, com certeza eles perceberam, estou segurando a espada do tatuado ameaçando qualquer um que se aproximei, mas sentir o meu corpo indo de encontro ao chão, antes de acabar desmaiando consegui ouvir "Peguem a garota". Vindo do careca. Péssima hora para desmaiar, pensei antes de perder totalmente a consciência.

(...)

Quando acordei senti que a minha cabeça iria explodir a qualquer hora, os meus músculos estão doloridos, alguns flashback invadiram os meus pensamentos sobre a noite passada fazendo eu recordar do que aconteceu. Abrir os olhos e analisei a minha situação sinto que os meus braços estão presos a uma cadeira e que tem uma venda me impossibilitando de enxergar alguma coisa. 

Escuto algumas vozes cochichando, eles tiraram a venda do meu rosto. — Bom dia! — disse uma mulher de cabelos escuros como a noite.

Todos estão me olhando com certa indiferença, sinto um arrepio na espinha.

— Me tirem daqui agora! Quem diabos vocês pensam que são para me amarrar? — Falei enraivecida. — Por questão de segurança não podemos desamarrar você! — um homem de óculos falou.

 — Me soltem agora! — Ordeno. — Que merda são vocês? Que lugar é esse? — Perguntei tentando me desamarrar.

De repente as portas foram abertas por um homem com roupas de banho, se não fosse estranho suas roupas, ele realmente é bonito, logo atrás dele estavam algumas pessoas, hilário, aqui também e cheio de lunáticos.

— Você meu bem está na praia! — O homem com roupas de banho falou me chamando atenção, ficou em choque por alguns segundos, mas logo me recomponho. 

— Desamarrem ela! — Ordenou, sinto o nó sendo desfeito aliviando a dor que estava sentindo.

— Prazer me chamou chapeleiro — Diz colocando a sua mão no meu queixo fazendo eu encarar ele. — E como a senhora se chama? — questionou com um sorriso amigável.

— Sabe, quando descobrirmos que tinha mais uma estrangeira rodando pelas ruas de Tóquio eu disse "Porque não trazermos ela até aqui, ela com certeza precisa de ajuda para sobreviver, ela precisa estar aqui" Então eu fiz isso, mas acho que você está sendo um pouco ingrata não me agradecendo — fala dando as costas. 

Ele disse mais uma estrangeira? Eu não sou a única estrangeira nesse mundo? Como assim?

— Mas que lugar é esse? — Perguntei, me levantando da cadeira, fazendo todos ficarem tensos.

— A praia é uma utopia, e um refúgio para os jogadores. — Ele parou de falar.

 — Um oásis que criamos para poder ajudar a existir esperança nesse país — Continuou o Chapeleiro.

— Como assim país? — Perguntei confusa. 

— O fato de você ter recebido um visto, significa que esse lugar é um país onde os cidadãos de Tóquio sumiram de repente. A nossa melhor hipótese é que entramos em um país acidentalmente e se for verdade, deve haver um jeito de voltarmos — finalizou, indo se sentar numa poltrona.

— O realmente você quer comigo? — De certa forma aquele lugar me assusta, saber que eles estavam me procurando é simplesmente assustado.

— Apenas queremos ajudar você! — sorri.

— Me disseram que você tem as respostas, isso é verdade? — foi andando em sua direção.


— Sim, nós temos as respostas. A resposta está nas cartas só podemos sair desse pesadelo se você coletar todas as cinquenta e duas cartas, mas só um pode ir embora. Então esse é o nosso objetivo, se unir e conquistar todas as cartas. — Ele sorriu quando terminou de falar. 

— Então se coletar todas as cartas conseguir zerar o jogo, mas como isso pode ser verdade? — Questiono desconfiada. 

— Não posso contar todos os detalhes agora, mas a fonte dessa informação é confiável. — fala se levantando e se aproximando de mim.

— Criamos essa organização para podermos ajudar as pessoas, para poder dar a elas um pouco de esperança — Ditou a mulher de cabelos longos.

— Como vocês fazem para gerar energia? — Questionou.

 — Usamos os combustíveis para gerar energia — Diz uma morena de cabelos curtos. 

— E temos armas de todo país armazenadas, mas só quem é da milícia podem usá-las — completou o Chapeleiro.

— E por fim usamos a água da chuva como suprimentos — Diz o homem de óculos, certamente ele é o único mais normal.

— Eu fiquei sabendo que você tem ótimas cartas, então eu quero que você se junte para podermos nos ajudar a unir todas as cartas — ditou pegando alguma coisa na mesa.


— E se eu recusar a sua proposta? — desafiou ele.

Todos começaram a rir. — Não pode recusar, você já sabe muita coisa! — Falou ainda rindo. 

—  Só existem três pequenas regras que devem ser compridas. Primeira regra: sempre usar roupas de banho, assim você não irá esconder armas. Segunda regra: Todas as cartas são da "Praia", então vocês devem depositar sua total confiança na gente. — Diz sorrindo, ele fez uma pausa e logo depois continuou.

— Terceira regra e última: Os traidores morrem. Todos da praia fazem um juramento, mesmo custando sua própria vida, para poderem sair desse jogo, essa é a nossa missão! — Diz gritando a última frase. 

— E os que desrespeitarem o juramento, nunca mais serão perdoados pela "Praia". — Ele me olhou de um jeito estranho.

Ficou assustada com o que ele disse, morte aos traidores isso é loucura. Eu me arrisquei a tanta coisa para no final, eles me acharem e me obrigarem a participar dessa loucura.

— Não acredito! — Afirmou. 


— Ela encontrou nove de copas — gritou eufórico. 

— Abram agora! — Ordenou para que uns garotos abrissem uma parede falsa. Todas as cartas estão pintadas na parede, só que as algumas tem um 'xis' marcando. 

— Muito obrigado, estamos a mais um passo de sair daqui — Diz confiante. 

— Vamos considerar promover você para um escalão mais alto. — Falou vindo em minha direção.

— Bem vinda a sua temporada na praia. — sorri vitorioso quando disse aquilo. 

— Nunca é tarde demais meu bem para a aproveitar — acho que ele queria dizer algo como 'Carpe Diem', só que mais filosófico para poder me deixar um pouco mais inspirada de poder encontrar as cartas que ele deseja.

 — Me desculpe pela grosseria do Aguni, irei pedir para que cuidem do seu machucado na testa — Diz encostando sua mão em meu machucado, fazendo eu reclamar de dor. — E que Ann e a Mira ajudem você a encontrar um biquíni — Falou olhando para duas mulheres na minha frente.

As duas me levaram até a enfermeira e pediram para um homem cuidar do meu machucado. Ele parecia surpreso por eu ser estrangeira, acharia estranho se ele não achasse isso. 

— Garota, como você se chama? — Questionou Ann.

 — Lea Fontaine  — Respondi ainda sentada numa cadeira, enquanto o médico fazia o meu curativo. 

— Francesa? — Questionou Mira.

 — Sim, tá muito na cara isso? — Perguntei rindo, mas logo me arrependo quando sinto ardência do medicamento na ferida. 

— Na verdade não, foi um pouco difícil de descobrir — Diz Mira com seu sorriso cínico, ela me deixa com calafrios com seu olhar de insanidade. 

— Está pronto Lea! — Diz o médico colocando um curativo, e prestando um pouco mais de atenção ele é bastante bonito, sorri em forma de agradecimento. 

Elas me tiraram da enfermaria e me levaram para o meu quarto, é uma suíte, pelo o que parece todos que são de um escalão alto ou fazem parte da milícia ficam nas suítes. Elas me deram vários biquínis e depois me deixaram sozinha no meu quarto, mas foi difícil achar um biquíni que coubesse. Mas só couber, os meus seios são muito grandes, odeio ter seios grandes, chamam atenção de qualquer um. 

Não encontrei nem uma blusa, apenas um short jeans de cintura alta. Saí do quarto, fui procurar a piscina, desço as escadas, e me encaminhei ao hall da entrada. Tudo nesse local bem iluminado, simplesmente lindo.

— Você é a outra estrangeira, certo? — Perguntou um homem me fazendo olhar para ele, o mesmo tem cabelos loiros grandes. — Acho que sim! — Digo sendo sarcástica. 

— A gente já jogou juntos? — Questionou. 

— Acho que sim! — Não estou afim de responder perguntas.

Kuina vai ficar feliz por você estar aqui — Diz sorrindo. — Prazer me chamou Shuntarō Chishiya — Falou tirando a mão do bolso estendendo para que eu pudesse apertar  

— Lea — respondi depois sai andando de perto dele.

Cheguei na piscina vejo que todos estão curtindo, dançando, bebendo e se drogando. Isso é loucura, aqui está parecendo mais uma boate de strip, ainda está de dia, então porque toda essa empolgação. Várias pessoas estão me olhando com olhares de luxúria e outros com olhares de ciúmes, parece que nunca viram uma estrangeira, na verdade uma segunda estrangeira. Bufei irritada. Estou sentada no bar, não bebi nada até agora, estou cansada do jogo de ontem. 

Saio daquele lugar e vou para o meu quarto, não aguentava mais homens ou mulheres dando em cima de mim, estou farta desse tipo de coisa, irei descansar, vou andando até meu corredor da minha suíte, observando cada detalhe daquele corredor, só que sinto o meu corpo batendo em alguém.

Pedir desculpas e continuar andando. — O garota! — Gritou alguém fazendo eu parar de andar e me virar para olhar o indivíduo. 

— Eu? — disse em tom de sarcasmo. 

— Claro que é você idiota — E o homem careca. 

— Aguni, espero que você tenha me parado para poder pedir desculpas — comecei a rir.

— E me desculpa pelo modo que eu bati em você ontem a noite — ele parecia estar envergonhado. 

— Tudo bem, só não repita isso sem o meu consentimento. — Digo rindo e continuando o meu caminho.

Fechei a porta atrás de mim, e me escorei nela. Talvez seja cedo demais para transar com alguém aqui, mas estou fazendo como o chapeleiro disse "Nunca é tarde demais para aproveitar", só que talvez eu consiga tirar um aproveitou disso.

Entrei no meu quarto e fechei a porta, comecei a rir e a contar até dez. Sei como seduzir os homens, aprendi com a melhor. Escuto batidas na porta e logo abri, sorri com quem eu vejo.

— Olha quem está aqui na minha porta! — Falei sorrindo. — Cala a boca! — Diz me empurrando para dentro do quarto e logo fechando a porta atrás dele.


Ann me levou para um jogo, ela disse que era para saber se eu me encaixava para pode ser membro executivo da praia, pelo o que me lembro o jogo se chamava "Caça ao tesouro", foi um jogo difícil, só que com um pouco mais de calma e atenção poderia ser resolvido. Quando voltarmos todos os nativos, já estavam comemorando pelo chapeleiro ter saído vivo desse jogo, na verdade acho que todo dia é uma comemoração, talvez só por estarem vivos ou não. Estou sentada numa espreguiçadeira, observando cada detalhe desse lugar, aqui é um lugar lindo, mas perturbador, desde de que cheguei sinto quer estou sendo observada, certamente novatos devem chamar atenção. Senti de repente alguém sentando ao meu lado. 

— Você veio, estava preocupada com você — Kuina sentou ao meu lado. 

— Eu poderia te dar uma surra agora, por ter me feito procurar como uma louca isso daqui, mas no final acabei descobrindo que eles estavam me procurando para fazer parte dessa loucura — Falei rindo. 

— Talvez tenha sido o Aguni que contou a eles — ela parecia não se importar com o que eu acabei de dizer.

— o que aconteceu com sua testa? — fala enquanto colocava a mão no meu curativo. 

— Nada de tão importante, apenas o jeito que foi recebida — Digo sorrindo olhando para ela, pensava que ela estava com um cigarro na boca, me perguntou do porque ela não  acende.

— Porque não acende? — apontei para o cigarro.

 — Não é de verdade, é feito de um material de borracha, é falso. — Diz tirando o cigarro repousado dos lábios e me entregando. 

— Porque? — questionei.

— Minha mãe está em como no outro mundo, ela não consegue ir ao banheiro sem a minha ajuda, tentei parar de fumar no outro mundo, mas não consegui. — Diz com um pesar na voz.

 — Preciso de um estímulo para continuar viva, isso é o mais próximo que chegou de fumar, meu propósito sobreviver nesse mundo, sair viva. — Ditou ela por fim. 

— Nossa! — Digo um tanto que surpresa. 

— Você é forte. — Elogio ela, a mesma apenas sorri. 

— Quem são eles? — Perguntei apontando ao casal que estavam em pé na festa sem entender nada, logo entregou o seu cigarro. 

— A são o Arisu e Usagi, formam um ótimo casal, não é? — Ditou se referindo a eles. 

— Sim, eles tão aqui a quanto tempo? — Perguntei. 

— A alguns dias — Diz acenando para que o Arisu e Usagi venham até a gente. 

Arisu e Usagi se sentaram juntos em uma espreguiçadeira na nossa frente, sorri.

 — Prazer Lea, não precisa se apresentar eu sei o nome de vocês — Falei antes deles dizerem alguma coisa. 

— A quanto tempo você está aqui? — Questionou Arisu. — Acho que uma semana, não sei dizer exatamente. — Respondi. 

— Como você veio para aqui? — Perguntou Usagi.

Só em pensar novamente naquele dia sinto ânsia de vomitar, não respondi apenas fiquei calada, mas alguém derramar tequila em cima de mim, me fazendo levantar e olhar para o indivíduo, foi uma garota de cabelos loiros, merda será que ela tá pensando?

— Garota, porque você fez isso? — Perguntei me levantando.

 — Pra que tanto alvoroço em estrangeira? — fala saindo, mas eu seguro seu braço a impedindo.

 — Eu fiz uma pergunta, não vou repetir de novo — apertou o seu braço com mais força.

 — Solta a porra do meu braço — ela tenta puxar. 

— Me responda agora. — Falei sendo severa. 

— Para você se colocar no seu lugar! — Que merda você tá dizendo? — Falei soltando o braço dela.

 — O que eu quero dizer que você não precisa tá se esfregando em todo homem que anda por aí! — Diz ríspida. 

— Escuta aqui! — Digo agarrando o seu rosto. — É melhor você não mexer comigo ou você morre! — Falei emburrado ela, fazendo a mesma ir embora.

— Acho que com você aqui as coisas podem melhorar — Diz Kuina, eu apenas fiquei calada, ainda em pé. 

A nossa atenção foi tirada quando alguém gritou pedindo para tirar a música. — Eles são a milícia, o líder deles e o Aguni. — Diz Kuina.

 — Ao lado dele é o Niragi seu braço direito. — Diz se referindo ao homem de cabelos escuros como a escuridão que está segurando o rifle.

 — Interessante — Digo risonha. 

— Melhor ficar longe deles principalmente do Niragi, a única mais simpática é a Monika — Diz apontando para garota estrangeira, ela é linda, o seu olhar é penetrante.

— Lea o chapeleiro que fala com você — ditou Aguni parando na nossa frente.

 — Porque tem que ser agora? — Digo tentando provocar ele. 

— Apenas vai falar com ele, garota! — fala como se não fosse importante. 

 —  Está bem! — sair de perto deles.

Aguni, e o tipo de homem que depois de transar fingir não te conhece, evitar você e aí depois te procurar para pedir mais. Odeio caras como eles, mas dessa vez vale a pena, usar um homem como ele, até pode servir sei que depois, ele vai ter cansado quando um novo rabo de saia aparece, devo começar aproveitar do que eu posso fazer ele dizer,o que importa é que ele me diga alguma coisa que realmente seja importante.

Estou no escritório do chapeleiro, ele ainda não pronunciou nada até agora, ele está bastante calmo, parecia estar distante.

— Sabe me disseram que você é muito inteligente, espero que a pessoa que tenha me dito esteja certa. Você foi selecionada para fazer parte do comitê executivo — me entregou um copo de whisky.

 — Pode beber, não tem veneno! — ele riu.

— Você não é muito de confiar nas pessoas por isso que gosto de você, mas quero que saiba que pode confiar em mim — Falou se referindo a si mesmo. 

— O que você fazia antes de vir para aqui? — Questionou. 


— Trabalhava em uma loja de brinquedos. — Respondi simplista. 

— Interessante… Onde você morava? — afinal aonde ele que chegar me perguntando essas coisas.

 — Distrito de Kabukichō — Falei com receio.

 — Eu tinha uma casa de acompanhante no distrito de Kabukichō, chamada a 'Praia', já ouviu falar? — Diz empolgado.

 — Não, estou aqui em Tóquio não faz muito tempo — Digo sem devaneios. 

— Era muito famosa, anunciei com carros de som por toda cidade de Tóquio — ele parecia cabisbaixo.

 — Nunca ouvir falar nela — bebo logo em seguida um gole do whisky.

— Eu queria ser o melhor no distrito de Kabukichō, trabalhei muito pra isso acontecer todas as minhas funcionárias me apreciavam e eu dizia que dominaria a cidade, para uma acompanhante está tudo acabado se o cliente não gosta dela, não importa o quanto ela o faça beber, mas jamais devemos perder o nosso orgulho eu dizia isso a elas, entretanto levaram ao limite e no dormitório todas se mataram. Todas. Todas me deixaram. Eu queria dominar tudo aquilo com todas elas. — Diz deixando uma lágrima escapar.

Ele se levantou. — Aqui nessa nova praia, todos os jogadores devotam o seu corpo e vida a mim! — Falou gritando. 

— Eu serei o único herói. O único capaz de tirar todos daqui — ele estava com um sorriso estranho.

 — Este sou eu, o Chapeleiro. — ele bebeu um gole do whisky. 

— Todos no final me agradeceram — falou rindo. 

— Todo herói precisa de uma história trágica, para ser um grande herói. Um viva a nova praia! — Falou gritando, e todos que estavam na sala bateram palmas.

Não confio no chapeleiro, espero não estar certa de que isso seja apenas uma grande mentira, espero não está certa que estou sendo cúmplice de uma mentira, odeio ter que está certa, odeio ter que está certa sobre esse mundo.

 Depois que o chapeleiro me deixou ir embora o mesmo disse que teríamos uma reunião daqui a vinte minutos, perguntei do que se tratava a reunião, mas ele não me respondeu, apenas ficou calado rindo. Estou no saguão do hotel observando todos que entram e saem, a maioria em três, é engraçado ter que observar isso e entender, viver nesse mundo é engraçado o desespero que esse mundo causa as pessoas e incrivelmente maçante que chegar a ser engraçado.

— Lea, a reunião vai começar e querem você lá — Falou o homem com o rosto tatuado apontando a sua espada para mim. — Você não cansa de ficar apontando essa coisa — Digo cansada. 

— Porque você tem medo? — Me olhou com um olhar mortal. — Não e muito menos de você — comecei a rir. 






Notas Finais


espero que tenham gostado do capítulo, até o próximo capítulo meu amores ✨ @trixdrems


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