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História SwanQueen - You Are The Reason - Capítulo 22


Escrita por:


Notas do Autor


EAI, SWENS. Como estão? Estão bem? Espero do fundo do meu coração que sim.

Capítulo novo para vocês hoje — e provavelmente amanhã também ;)

• OBS: tudo que estiver escrito em itálico é mensagem ou ligação. (vcs vão entender no decorrer do capítulo.)

É isto. Espero que aproveitem a leitura. beijo para vocês. ❤️

Capítulo 22 - Capítulo 21



Pov’s Emma Swan


      Minha cabeça latejava devido a claridade que ultrapassava as persianas. Abri os olhos com certa dificuldade devido á ressaca e corpo levemente dolorido, e ao olhar para o lado, reparei que não estava sozinha. 

HOLY SHIT!  Ao meu lado da cama encontrava-se uma mulher de aparência bonita, cabelos castanhos levemente desgrenhados no travesseiro e coberta apenas por um de meus lençóis. 

Merda, Emma Swan. Merda. Mil vezes merda. — Praguejei mentalmente.

Eu tinha dormido com uma mulher da boate que eu nem mesmo lembrava o nome, quem dirá outras informações. E para completar o “combo”, estávamos nuas no meu quarto.

 ESTÁVAMOS NUAS NO MEU QUARTO. Tentei não entrar em pânico procurando alguma razão que me fizesse não surtar e bom, pelo menos eu estava no meu quarto. — talvez tivesse sido pior caso eu estivesse em um lugar desconhecido com uma pessoa desconhecida.


Me recusando a acreditar neste fato, esfreguei os olhos pedindo para que tudo não passasse de um sonho, mas não houveram mudanças. 

Não era como se eu nunca tivesse feito sexo com desconhecidas na vida, mas nunca cheguei ao ponto de não lembrar do nome ou sequer informações básicas sobre a pessoa, me entende? E isso era preocupante.

Eu levantei quase que abruptamente da cama, cobrindo o meu corpo despido com o lençol. Ato que acabou despertando a mulher ao meu lado. 

Ótimo, Emma Swan. Você acabou de piorar as coisas. Porque você ao menos teve de tempo de lembrar-se do restante da noite anterior. — penso. 


- ... que horas são? - ouvi-a perguntar baixinho, desviando-me do mundo dos pensamentos paranóicos e me trazendo de volta para o mundo real. Sua voz era doce, apesar de ainda estar sonolenta.

São uh... 09:45 - eu digo observando o relógio digital acima do meu criado mudo, tentando não transparecer pânico. Minha voz ainda estava embargada de sono, e eu podia sentir minha barriga girar, devido às bebidas exageradas de ontem. Ruby Lucas e Killian Jones me pagariam depois. Com certeza havia dedo dos dois no meio disso.

Merda! - ela disse, levantando-se rapidamente da cama e procurando por suas roupas espalhadas no chão. - Estou atrasada para o hospital. 

Hospital? - questiono-a, franzindo o cenho. 

Sou ortopedista. - ela diz, curvando os lábios num sorrisinho curto.

Observei-a atentamente tentando me lembrar-me de seu nome ou ao menos informações básicas sobre ela, mas... não me lembrava de nada, exceto de quando ela me beijou. 

Desculpe, nós não nos apresentamos muito bem. Eu sou Eliza Minnick, caso não se lembre perfeitamente. - ela disse vestindo-se a minha frente.

Oh, sim...

A gente veio para o seu apartamento depois da boate. O clima esquentou. Fizemos sexo até o dia clarear e depois pegamos no sono. Você estava bem bêbada, então não me surpreende que esteja forçando um pouco a mente para se lembrar. - ela disse vestindo-se com suas roupas - De qualquer forma, você foi excelente, Emma. Se estiver disposta a mais noites como essa, eu trabalho no Grey Sloan. Me encontra fácil lá. Tenho que ir. Obrigada pela noite. - me lançou um beijo no ar e saiu.

Minha cabeça doía como o inferno. Estava de ressaca e ainda tentando juntar os fatos da noite anterior e lembrar-me de mais detalhes daquilo, por mais que definitivamente preferisse esquecer que existiu. Logo senti minha barriga dar pontadas infernais, insinuando que eu precisava vomitar.  

Corri para o banheiro da minha suíte e coloquei para fora toda a bebida exagerada de ontem. Após esse fato nada agradável, me encarreguei de tomar um bom banho caprichado e demorado, seguido por analgésicos e café com canela. 

Enquanto tomava o café, liguei meu celular no intuito de enviar milhões de mensagens xingando Killian e Ruby por me deixarem nesta situação, quando vi duas ligações perdidas de Regina. DUAS LIGAÇÕES DE REGINA de quase duas horas atrás, seguidas de uma mensagem de texto que sequer tive coragem de visualizar.

Minha respiração desregulou-se e minhas mãos tremeram de maneira involuntária. 

A mensagem que esperei durante semanas de repente estava ali bem a minha frente e eu sequer tinha coragem de abri-la. 

Bloqueei a tela do celular. Tomei uma respiração profunda e em seguida levei a caneca de café á boca, engolindo todo aquele líquido de uma vez só.

Meu estômago parecia revirar novamente, e dessa vez não era devido a ressaca de ontem à noite. 

A curiosidade parecia invadir cada pedacinho do meu corpo a cada minuto que se passava ali, e eu... precisava abrir aquela mensagem ao menos para ver o que tinha escrito.


 “Olá, Emma. Desculpe por não ter falado com você desde a sua ida. Acontece que, como você deve saber, eu estou sobrecarregada de problemas que ganham maior parte do meu tempo. Esta mensagem já foi apagada uma centena de vezes antes de ser enviada para você, porque você sabe, eu sou péssima em expressar qualquer tipo de sentimento. Mas, dessa vez eu preciso mesmo falar com você. Se puder me retornar, eu ficaria completamente grata. Caso não queria falar mais comigo, eu entendo, mas Henry gostaria muito de ter notícias de você e... eu também.” — Regina Mills.


Li e reli essa mensagem uma centena de vezes como uma louca por minutos, antes de decidir retornar a ligação. E após um tempo considerável pensando, acabei discando o número dela e retornando a ligação.

Caixa postal.

Liguei novamente e novamente dentro de alguns minutos e porquê diabos ela não me atendia? será que estava ocupada? ou arrependida de ter enviado a mensagem? Provavelmente os dois.

Esquece... Ela atendeu. 

Ela atendeu, e de repente, eu me vi extremante nervosa por uma ligação. 

Estava um tanto chateada, com certeza. Mas apesar de tudo, eu estava demasiadamente curiosa em saber o motivo pelo qual ela estava me ligando. Se estava deixando o orgulho de lado ou sabe-se lá o que. Não importa. Eu só precisava ouvir a voz dela mais uma vez.


“Emma...” - disse com sua voz rouca, e pelo seu tom de voz, senti que também parecia nervosa. Bom, pelo menos eu não era a única.

“Regina...” - eu disse, sem saber ao certo como iniciar uma conversa. Era como se minha capacidade de falar tivesse sido limitada ao ouvir sua voz do outro lado da linha. 

“Fico feliz que tenha ligado de volta. Sinceramente, achei que você fosse me odiar o suficiente para me ignorar.”  - ela riu, mas não havia humor em sua voz. Parecia nervosa.  - “Sinto muito por não ter dado notícias ou perguntado se você chegou bem anteriormente...”

“Tudo bem. Mas... acredito que esse não tenha sido totalmente o motivo de você ter ligado para mim mais cedo, foi?.” 

“Em parte, foi.”

“Como?” 

“Henry também está sentindo sua falta. Mais do que deveria, eu acho. Ele... está internado há pouco mais de uma hora aqui no hospital infantil. O médico disse que é febre emocional, e eu não pude pensar em outra pessoa que não fosse você. Ele pergunta por você sempre que pode e até então eu não tinha uma resposta tão concreta para isso, porque eu sequer fui capaz de lhe perguntar e... me sinto péssima por isso.  - eu apertei os lábios, processando aquelas informações, enquanto ela falava - Desculpe por não ter atendido logo quando você retornou, eu estava de olho enquanto o médico o atendia.”

“Oh, pobre Henry. Eu não gosto de pensar nele doente. Espero que ele fique melhor logo, ou eu sou capaz de chorar porque eu odeio hospitais - digo - E ah, por favor avise a ele que também sinto falta dele e...”

“Você gostaria de falar com ele?” 

“É claro.” - respondo imediatamente.

Regina rapidamente passou o celular para o garoto, que certamente estava próximo dela.

“Oi Emm.” – ele diz. Sua voz parecia um pouco mais baixa e menos animada que o normal.

“Oi, garoto. Como você está?” – pergunto.

“Eu tô doente, mas o doutor Karev disse que eu ia melhorar logo. E eu tô’ com saudades de você também.” - ele diz com sua voz fininha definitivamente num tom baixo que o normal.

“Oh, eu também estou morrendo de saudades de você, sabia?” - falei curvando os lábios num sorrisinho. - Sinto falta de brincar com você.

“Eu também sinto falta de brincar com você, Emm” - ele diz, em seguida puxa um novo assunto - EMM, você vem para o meu aniversário?” 

“Oh, eu... ainda não sei.”

“Por favorzinho. A minha mãe também sente sua falta, porque ela tá triste sem você aqui. A gente sente a sua falta. Até o senhor dinossauro...” - eu podia ter certeza que ele estava fazendo um biquinho do outro lado da tela nesse momento.

“Eu também sinto falta de vocês, garoto. E sabe de uma coisa? Eu vou ir sim te ver no dia do seu aniversário. Mas, para isso eu preciso que você fique bom logo, para brincarmos bastante no dia, certo?.”


Ótimo, agora eu havia aceitado o “convite” do aniversário do garoto sem ao menos ser convidada. - pensei.


“Tá. Eu vou ficar bom o mais rápido que der para eu ver você.” - ele diz, noto uma animação maior em sua voz.


Henry após mais uns poucos minutos me atualizando de algumas coisas que aprendeu na escola e de sua mãe, passou o celular novamente para Regina. Pude ouvir o seu suspiro pesado, assim que pegou o celular


“Bom, acho que Henry acabou avisando sobre o aniversário antes mesmo que eu tivesse a chance de comentar com você. Mas enfim, saiba que está sim convidada, se caso ainda tenha alguma dúvida sobre isso. Os convites ainda estão sendo enviados e eu enviei o seu por Sedex e e-mail. Gostaria muito que viesse, e... que estivesse aqui analisar a montagem do quarto de Henry, se puder. - ela disse essa parte baixinho.

“Eu irei fazer o possível para comparecer aí. E Regina, eu queria falar mesmo com você a respeito da montagem do quarto de Henry.”


Meu celular tocou ainda em ligação e era Fiona. Provavelmente para falar sobre algum cliente da empresa ou para comentar sobre minhas atitudes, ou uma infinidade de coisas.


“Emma, você ainda está aí? — Regina pergunta, me trazendo de volta á realidade.”

“Sim. Gina, podemos falar uma outra hora? Preciso atender uma ligação de um de meus chefes agora. E também é do tipo insuportável, caso você queira saber. E para completar minha situação... o velho Gold ainda está furioso comigo.

“É claro. Eu já iria mesmo desligar a ligação, enfim...” - ela disse.

“Certo. Eu te ligo mais tarde para continuarmos isso, até mais.” - respondi encerrando a ligação e praguejando mentalmente por isso, mas precisava atender a ligação de Fiona.


Eu estava quase que por um fio naquela empresa e tenho certeza que Robert Gold estava esperando qualquer deslize para que eu saísse de lá.

Respirei fundo antes de retornar a ligação de Fiona Gold, que foi breve:

“Senhorita Swan, sei que está em seu dia de folga, mas temos dois clientes importantes esperando por contato com você. Querem modificações no projeto e precisam da sua ajuda para isso. — ela diz — Você sabe que eles podem pagar bem mais que o dobro pelo projeto e sim, também iremos beneficia-la por estar fora de seu expediente, acredito que nem preciso comentar isso. Gostaria muito que pudesse contata-los o mais rápido possível para o projeto. Teria como fazer isso, não teria? Você sabe que eles são importantes para mim e para a mídia...”

“Irei contatá-los em alguns minutos. - Respondi. Não queria problemas com mais um chefe. Gold já estava ‘pegando no meu pé’ o suficiente, não precisava que Fiona também fizesse o mesmo.”

Sábia decisão, bambina’. - disse, e sem mais delongas, encerou a ligação.


Marquei encontro com os clientes em alguns minutos na Gold’s. Ambos eram amigos’ particulares de Fiona e com uma reputação excelente nas redes sociais. Não que isso me importasse, mas para a minha chefe aquilo era tudo.

As horas passaram de maneira rápida, pois eles de fato tinham um projeto interessante, o qual eu realmente estava animada em fazer parte.

Era por volta de 15:30 quando saí da empresa, e eu estava faminta. Por isso, segui a estrada diretamente para o restaurante de Ruby. 

Sentei-me em uma das mesas próximas ao balcão principal. Logo fui atendida por uma das garçonetes novatas, pois não conseguia lembrar seu nome, muito menos lembrava de tê-la visto alguma vez.

⁃    Pode me informar se Ruby está aí? - pergunto.

Sim, mas ela está ocupada na cozinha no momento. Gostaria de alguma coisa?

Imaginei que Ruby estivesse preparando um prato importante para alguém importante, por isso não pedi para que a garçonete a comunicasse de minha presença, apenas fiz meu pedido tradicional, e aguardei.

E enquanto aguardava o meu pedido, peguei meu celular e acabei por enviar uma mensagem para Regina.

Me: “Hey, você está disponível?” - péssima escolha de palavras, eu sei, mas fora a única coisa que pensei e enviei antes que perdesse a coragem momentânea. - “Posso te ligar para continuarmos aquela conversa?”

R: Sim. Eu tenho alguns minutos.

“Hey, como você está? Henry está melhor?”

“Voltamos para casa. Ele está bem melhor em comparação à hoje de manhã. Obrigada por isso.” - ela diz.

“Fico feliz que ele tenha melhorado. E Regina, eu... - eu sinto a sua falta. Queria comentar sobre isso, mas não sabia se era ideal para o momento. “... Uh, como estão as coisas por aí? Você está bem?

“Cansada, mas estou bem. Não gostaria de comentar, mas seus conselhos de palestrante fazem falta.”

“Só os conselhos?” 

“Você sabe que não. - ela disse e houve uma pausa em sua fala. Parecia nervosa. - Eu... Preciso desligar agora. Estou me preparando para a audiência da guarda de Henry. Tenho que estar completamente preparada para enfrentar aquilo.”

“Oh! - digo surpresa com a notícia - Eu não sabia que... bom, boa sorte. Você é excelente e não tenho dúvidas que a guarda será sua.” 

“Obrigada.”

Pela manhã Regina estava cuidado de um pequeno Henry que estava doente e agora estava preparando-se para a audiência para a custódia do garoto. Imaginei que estivesse sendo duro para ela, por isso o nervosismo visível em sua voz. 

Se pudesse fazer um desejo agora, tudo que eu gostaria era teletransportar-me para estar ao seu lado agora, mas por mais que quisesse, não podia. 

Apesar disso, estava imensamente feliz por Regina ter me ligado e quebrado (ainda que não totalmente) a barreira que nos impedia.


Com quem você estava falando que está sorrindo sozinha? Com aquela morena gostosa que transou com você ontem? Ligou para ela? - Ruby diz sentando-se ao meu lado na mesa, me fazendo pular de susto.

RUBY! Você me assustou! - digo levando uma mão ao peito e ela sorri - Como soube que eu estou aqui?

Escutei o pedido na cozinha e tive certeza de que era você. - ela diz - E  ainda não respondeu minha pergunta. 

Com outra morena gostosa. A única a qual me importo. - eu digo, fazendo-a ficar ficar boquiaberta por uns instantes.

Argh! Eu não acredito que você ligou para ela, Emma Swan. Você realmente só pode ser uma masoquista! - ela faz uma expressão brava.

Ela me enviou uma mensagem e me ligou. Não consigo ignora-la nem se eu quisesse. 

Ruby rapidamente puxou o celular de minhas mãos, desbloqueou com a sua digital — que havia colocado mesmo sem a minha permissão — e leu a mensagem que Regina havia me enviado pela manhã em voz alta, me fazendo ficar com as bochechas coradas.

Nada mal. Mas, você continua sendo uma masoquista. Ela passou duas semanas sem perguntar ao menos se você chegou bem e agora acha que uma mensagem pode consertar isso?

Ela está em um momento difícil na vida dela, Ruby.

Se é o que você diz... - deu de ombros e levantou-se  - Só não me peça mais ajuda quando estiver com o coração partido outra vez. 

Ruby...

Eu vou apressar o seu almoço. - ela diz indo em direção a cozinha.


Notas Finais


Eu acabei por não corrigir o capítulo, como sempre, então peço inúmeras desculpas pelo erros e que os relevem. ;-;

Provavelmente amanhã tem continuação disso e... Estão preparadas para a audiência da guarda de Henry? 🥵


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