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História Sweater Weather - Capítulo 20


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Notas do Autor


boa leitura

Capítulo 20 - Clara usa saltos como arma


POV’s Heloísa Gutierrez

-Pra quem não ficava cinco minutos a mais do que o necessário... – a voz de Clara se aproximava cheia de humor pelas minhas costas, me virei segurando duas taças de champagne borbulhante. Minha irmã sorria na minha direção com Rita ao seu lado, Anderson e Tina vinham logo atrás rindo de alguma coisa – Até dançar, dançou.

-Você não vai roubar o meu bom humor hoje, irmãzinha – anunciei erguendo a taça em um brindar solitário fazendo com que a Lambertini mais velha soltasse uma risada alta e minha irmã revirasse os olhos – Desista disso.

Estávamos paradas nas tendas fora do Casarão, especificamente nos jardins, havia uma brisa agradável cortando a noite. A luz da lua se refletia no lago tornando as águas escuras prateadas, havia um caminho traçado com pequenas luzes amareladas na direção dele. Crianças corriam e os vestidos de festa caros alugados para uma única noite desfilavam alegremente, a mesa de frutas estava recheada com a especialidade da cidade: morangos frescos. Garçons circulavam equilibrando suas bandejas de canapés, docinhos e bebidas sem parar um segundo sequer.

-Você sabe que é o meu trabalho – comentou me dando uma piscadela enquanto eu bebia um pouco do conteúdo borbulhante.

-Cadê a Sam? – questionou Rita varrendo o lugar com os olhos atrás da irmã.

-Lá dentro – apontei com o queixo na direção da ala do Casarão com luzes apagadas – Eu só vim pegar isso para bebermos.

-Pensei que só Samantha gostasse disso – comentou a loba, ela puxou minha mão até próxima do nariz e inspirou antes de empurrar de volta com uma careta – Champagne? Isso tem gosto de xixi.

-Meu Deus – gemeu Clara fechando os olhos, Tina fez um high five com Rita e as duas riram.

-Acredito em casais improváveis, veja só como estamos... O amor é o nosso maior inimigo – Tina comentou abraçando a cintura do rapaz, ela sorriu para mim – Dizem que encontramos o amor quando menos esperamos.

- romântica, samurai? – perguntou Anderson em tom de brincadeira antes de deixar um beijo nos cabelos perfeitamente arrumados da minha amiga e eu não pude deixar de sorrir com aquilo.

Tina merecia alguém que gostasse dela de verdade e, bem, não existe outra razão que não seja um sentimento muito forte e mútuo entre um vampiro e um lobo para estarem próximos sem desejar a morte. Bom, eu realmente esperava que meu pensamento estivesse correto. Clara, embora não gostasse de dar o braço a torcer, parecia completamente mais a vontade próxima de Rita. E mesmo que – as duas – tivessem suas próprias ressalvas e orgulhos postos a prova de fogo o tempo inteiro. Rita tinha um braço jogado por cima dos ombros de Clara e ela ria da cara de enfezada que minha irmã fez quando falou alguma besteira que ela mesma havia falado, Tina e Anderson pareciam presos e perdidos na própria bolha. Imersos em algo semelhante, ou ainda mais intenso, ao que eu e Samantha tínhamos.

Por um segundo esqueci todas as fragilidades que nos envolviam e deixei que aquele sentimento bom me consumisse silenciosamente em segredo.

Existem momentos universais onde tudo está bem, cada partícula solta no ar encontra-se com outra e permanecem juntas. Como se todos os cacos de vidros pudessem ser colados novamente, tornando tudo inteiro e concreto. Sem rachaduras indesejáveis ou imperfeições. Todos os problemas possuem uma solução fácil e óbvia, todas as fórmulas matemáticas funcionam magicamente. As peças do quebra cabeça se conectam perfeitamente. Esse momento sempre precede a queda de toda uma construção e - eu sabia que - era uma questão de tempo até tudo cair por terra e só sobrarem os escombros.

O único problema desses momentos é que eles chegam rápido demais.

-O que está acontecendo aqui?

A pergunta veio da voz cortante de Mitsuko parada um pouco atrás de Rita e Clara, os olhos escuros transbordavam todo o nojo que ela sentia ao ver os lobos ali presentes tão próximos que poderia arrancar o pescoço deles sem muito esforço. Imediatamente a postura de ambos se enrijeceu e os rostos se tornaram mais sérios. A receptividade desapareceu das íris. Era engraçado como os instintos funcionam: eles sequer precisavam conhecer aquela morcega velha para saberem que nada de bom viria dali.

 -O que você está fazendo com essas... criaturas, Cristina? – questionou e por pouco (muito pouco mesmo) o tom forçado de educação não se desfez em milhões de pedaços, a expressão torcida evidenciava o quanto foi difícil a se referir aos lobos ali presentes. Ela voltou os olhos para minha irmã, completamente surpresa e chocada com a presença dela ali – Clara, eu não esperava isso de você. Pensei que você fosse mais orgulhosa do que somos e do que não toleramos – havia uma pontinha de indignação ali no meio da aversão, os ombros de minha irmã encolheram ligeiramente como se tivesse acabado de levar uma rasteira. Os olhos da vampira mais velha recaíram sobre mim cintilando de fúria, ela ergueu um dedo em riste em direção ao meu peito – Isso tinha que ter um dedo seu.

E - contrariando todas as expectativas prudentes - eu sorri para ela.

-Oh, você me pegou, Mitsuko – debochei antes de tomar um gole do meu champagne, Rita deu uma risada baixa fazendo que o ar tremesse ao nosso redor – Chame os guardas do castelo e me coloquem na fogueira – todos os músculos do rosto da mulher se enrijeceram – Você descobriu meu plano nefasto de socialização entre as espécies.

Dona Marta que me perdoasse por essa grande falta de educação, mas, já estava na hora de alguém colocar aquela mulher no lugar dela.

-Eu sabia que você estava planejando alguma coisa, todo aquele papo de renegar o que te da à vida era uma grande balela – sibilou entre dentes e eu tive que lidar com a vontade de cortar o pescoço dela feito um bloco de areia – Você quer o que, Heloísa? Acabar com a nossa reputação? Humilhar os vampiros? – ela apontou para Rita acusatoriamente – Eles vão te matar quando você menos esperar.

-Deixo esse trabalho para você – rebati com desgosto observando a respiração da mulher se agitar furiosamente – Tem desempenhado esse papel com excelência por anos mesmo.

-Já acabou com o teatro, Mitsuko? – questionou Clara se recuperando, os olhos ferozes se voltaram para ela – Estávamos tendo uma noite incrivelmente agradável até você aparecer.

Ela lançou um olhar irritado para minha irmã antes de voltar a me encarar.

-Edgar vai ficar sabendo disso, essa sua atitude terá consequências – informou gravemente me fazendo erguer as sobrancelhas, ela se voltou na direção de Tina – Vamos, Cristina.

A menina não moveu um músculo do lugar, o corpo abraçado no vestido tubinho vermelho tremeu levemente sob o olhar da mãe de criação enquanto Anderson matinha as mãos nos ombros dela.

-Não. – respondeu com a voz firme.

-O que você disse, Cristina? – a mulher rosnou na direção dela.

-A senhora é surda? – foi Anderson que respondeu erguendo as sobrancelhas, a vampira parecia um cão raivoso pronto para espumar – Ela disse que não.

-É melhor tirar as mãos da minha filha, seu cachorro sarnento – avisou trincando o maxilar.

-Mãe... – Tina começou a protestar, mas foi Anderson quem respondeu.

-Eu não tenho medo de assombração – garantiu exibindo sua coleção de dentes em um sorriso ameaçador, foi minha vez de rir – Nem de gente morta.

-Ora seu moleque insolente – ela latiu dando um passo na direção do garoto, os lobos responderam juntos com um rosnado baixo quase como se fosse coreografado.

Ao nosso redor as pessoas continuavam indo e vindo e a música ainda tocava, ninguém parecia notar a guerra silenciosa que ocorria dentro daquela nossa bolha. O que tornava tudo mais perigoso para as pessoas que estavam ali presentes. No entanto, a vampira não se intimidou e ameaçou erguer a mão na direção do lobo, os olhos de Anderson e Rita cintilaram em expectativa de que ela fizesse algo que se arrependeria no minuto seguinte. Exatamente como estava prestes a fazer: liberar um pandemônio no meio de uma festa.

-Se você der mais um passo na direção de qualquer um dos meus amigos na intenção de machuca-los juro que vou queima-la na fogueira como faziam com as bruxas, não deixarei nem que suas cinzas sobrem para contar história – ameacei interceptando seu caminho, os olhos dela estavam estreitos na minha direção – Eu já estou cansada da sua ignorância por todos os cantos, desse veneno que sai da sua boca sempre que você fala – se um olhar matasse eu já não estaria ali – Saia da minha frente antes que você não consiga mais fazer isso.

-Você se acha muito forte, não é, menina? – provocou me fazendo respirar fundo buscando toda a paciência que eu poderia ter – É só mais uma criança mimada e bajulada por Marta e Edgar – ela se voltou para Clara com os lábios crispando – Vocês duas são.

-Saia da minha frente – rosnei na direção dela – Eu não vou pedir de novo.

-Você vai ter o que merece, Heloísa – prometeu de forma ácida olhando para mim – Comprou uma guerra que não vai conseguir impedir.

-Agora, Mitsuko – sibilei uma última vez.

A mulher se afastou de nós, seus passos racharam a esfera frágil de perfeição da noite até aquele momento que nos envolvia e nos vimos bruscamente devolvidos a realidades. As consequências se voltariam para nós e não havia o que fazer para evitar que isso acontecesse.

-Isso foi emocionante – Rita soltou após um minuto de silencio, encarei as taças de champagne que pareciam menos borbulhantes naquele segundo – Aquilo ali é o MB?

Levantei os olhos para encontrar seu olhar voltado para os limites do bosque onde uma mancha loira e pálida se movia meio cambaleante nas sombras das arvores, longe o suficiente das pessoas ainda assim perto o bastante para que o notássemos. Olhei para Tina e Clara, tão confusas quanto eu, e seguimos naquela direção sem pensar duas vezes. Deixei as taças no meio do caminho, enfiadas no meio da mesa de frutas, de qualquer forma, elas pareciam meio sem graça naquele momento.

As sombras formavam um arco sobre as nossas cabeças quanto mais nos aproximávamos de MB na floresta, parecíamos um cardume de peixe avançando mar a dentro, os saltos de Clara e Tina faziam um clique irritante nas folhas úmidas e ouvi Rita resmungar sobre isso em alguma parte do trajeto.

-Lica! Argh! – ele gemeu se curvando para frente e eu tive que me adiantar para segurar seu corpo e não deixa-lo cair na direção do som – Ainda bem...

-MB, o que aconteceu? – perguntou Tina se aproximando e abaixando o rosto na altura do dele, torci o nariz para o cheiro de ferrugem que o atingiu.

-Argh! – a mão dele apertava o braço contra o corpo, ele ergueu a cabeça e abriu os olhos azuis cintilantes na minha direção – O espectro está aqui e não veio sozinho.

E, como se não bastasse, a noite despejou toda a água fria em nós de uma vez só.

-Samantha... – falei erguendo os olhos na direção de Clara, meu corpo fazendo a menção de largar MB e correr de volta para a festa atrás da loba.

-Eu vou busca-la – anunciou parando por um segundo e tocando o braço de Rita cuidadosamente, as duas trocaram um olhar silencioso carregado de promessas – Volto num segundo.

-Tome cuidado – cochichou a loba para a cabeleira loira que se afastava rapidamente, seguindo o caminho para dentro da festa. Ela se voltou para o vampiro que gemia com a cara fechada – Onde encontramos o bicho papão?

-Eu estava caminhando pela margem do lago quando vi algo se mover na floresta – contou puxando o ar pelo nariz – Primeiro, achei que fosse alguém perdido andando sem saber por aonde ir... Depois, eu que percebi – ele levantou os olhos azuis na nossa direção – Era uma armadilha e era tarde demais, só tive tempo de correr depois disso.

-Tina, você precisa tirar MB daqui – falei ajudando o menino a dar passos incertos, a vampira acenou positivamente – Anderson, você pode ajuda-la? Se o espectro voltar para pegar MB seria de uma grande valia ter alguém pra protegê-lo.

-Tem certeza? – ele questionou parecendo indeciso, lançou um olhar hesitante na direção de Rita.

-Fica com a Tina e o MB, se algo der errado – falou Rita engolindo em seco e pude ver o medo brilhar sem seus olhos – Eu preciso que tome conta deles... E da minha irmã.

-Não vai acontecer nada – interviu Tina com a voz calma, ela se afastou de Anderson e abraçou MB pelos ombros com cuidado – Vamos, parceiro, eu vou cuidar de você – anunciou com a voz mais baixa e carinhosa. Antes de ir, ela se voltou para mim com os olhos escuros repletos de algo que eu não sabia o que era e ordenou – Tomem cuidado.

Desfiz o abraço com MB e deixei que ele seguisse seu caminho com gemidos antes de me virar para Rita. A loba tinha os olhos voltados para dentro da floresta e inspirou profundamente, soltando todo o ar pela boca. Eu conseguia ouvir aves nos seus ninhos e corujas em algum lugar, algo se arrastava contra as folhas no chão úmido. Passos se moviam levemente contra o solo entre as árvores, quase como se dançassem na escuridão. A natureza tende a se rebelar quando nós - seres que a desequilibram - andamos por seu manto sagrado, é quase um pecado a sendo cometido.

-Seja lá o que for – Rita falou se virando para mim com o nariz torcido – Fede muito.

-E se move estranhamente leve – documentei fechando a cara – Espero que tenha umas estacas nessa bota.

-Más notícias – anunciou Clara chegando apressada, os cabelos loiros tinha perdido todo o glamour da noite e foram se desmanchado a cada passo. Espiei para trás dela a procura de Samantha, mas ela estava completamente sozinha e com uma cara de poucos amigos – Samantha sumiu.

-Como assim sumiu? – perguntei esticando o pescoço na direção da festa, ouvi Rita puxar algo de dentro da sua jaqueta – Ela...

-Bom, não temos muito tempo para descobrir isso – tomou Rita com a seriedade assumindo todos os seus traços, os olhos se tornaram felinos – Vamos acha-la.

 

Há algo de místico em florestas, talvez seja uma conexão tão concreta com algum deus esquecido que ele se revolte conosco toda vez que avançamos sua terra imaculada. O vento soprando suavemente como se risse ao contar uma travessura, os galhos se curvando e transformando tudo numa grande labirinto para nos deixar presos ali para sempre. Eu até entendo ele, também ficaria zangada se alguém resolvesse pisar na minha cara quanto tiro um cochilo. Só que, naquele momento, eu estava mais preocupada com o fato de Samantha ter desaparecido. Aquilo não era normal dela.

-O fedor fica mais forte para aquele lado – informou Rita tomando frente e pulando um monte de raízes altas com musgo, o corpo da loba tremeu como se tivesse levado um choque – Essa coisa não toma banho, não?

-É o cheiro da alma que ele perdeu – comentou Clara encolhendo os ombros, o vestido azul escuro que ela usava tinha a bainha imunda pela terra úmida e as folhas que se agarravam nele quando passava. Ela havia arrancado os saltos e os carregava na mão como uma possível arma – O meu corpo todo quer correr para o mais longe possível daqui.

-Só fique onde eu possa manter os olhos em você, loirinha – Rita até tentou sorrir para apontar o humor na sua frase, mas tudo o que ela conseguiu foi uma careta por cima do ombro – E o mais longe possível desse fedor.

Clara tentou devolveu com um sorriso, mas ele morreu tão breve quanto começou.

-Esperem – pedi num murmuro.

Deixei que meus pés se afundassem na terra fofa e esperei por um segundo, os passos ainda dançavam ao nosso redor indo para dentro da floresta e eu achei por um segundo que estivesse enganada, mas, quando paramos, eles também pararam. Uma corda foi esticada vagarosamente.

O ar zuniu quando algo o partiu em dois.

-É uma armadilha – sussurrei antes de tirar a cabeça da frente do que quer que estivesse vindo na minha direção a atingisse.

Uma flecha se cravou na arvore logo atrás de mim.

-Sempre prevendo meus movimentos, Heloísa – deliberou uma voz tão conhecida por mim que não acreditei no primeiro minuto.

Eleanor estava segurando uma besta apontada diretamente na direção do meu peito enquanto usava o seu uniforme de caça vampiros. Duas tranças laterais se atavam e prendiam o cabelo castanho na parte de trás da cabeça. Ela estava mais velha desde a última vez que nos vimos, mas o rosto continuava anguloso e os olhos marcantes não desviavam um segundo do meu rosto. A boca se entreabriu num sorriso contido de vitória ao encontrar a surpresa na minha expressão. Espiei ao redor a procura de algum rastro de Samantha. Nenhuma folha, cheiro, coração batendo. Nada. Era como olhar para dentro de um poço escuro.

-Eleanor.

-Em carne e osso – falou presunçosa alargando o sorriso – Como vai minha doce e querida Heloísa?

-Eu pensei...

-Que talvez eu tivesse morrido? Tsc tsc  - Eleanor sacudiu a cabeça brevemente estalando a língua – Você tem que conferir quando alguém esta realmente morto.

-O que você quer aqui? Volte para o buraco que esteve nos últimos dez anos – rosnou Clara avançando alguns passos, os olhos cintilando na direção da mulher.

-Clarinha, que bom ver você – zombou se virando na direção da minha irmã – Sempre soube que você não apoiava o meu casamento com a sua irmã, mas... – ela riu – Pensei que já tivesse superado.

-Casamento, Lica? – cochichou Rita parecendo meio perdida na conversa, a cara completamente franzida em aversão – Essa coisa fede, seu nariz deve ser horrível.

-Esse é seu novo brinquedinho, Liquinha? – perguntou girando a besta para a loba que rosnou, Eleanor sorriu contente – Deveria colocar seu cachorro na coleira, meu amor.

O ar pareceu se condensar ao redor de Rita e então ela se transformou em um lobo tão grande quanto Samantha era. As patas rasparam no chão e ela se moveu para ficar próxima de Clara, os dentes grandes exibidos em um sorriso alarmado e ameaçador.

-Certo, Eleanor, estamos sem tempo e paciência – avisei dando alguns passos incertos para frente, os ombros da menina ficaram tensos – O que você quer?

-Direto ao ponto, como eu gosto – ela sorriu de forma que seus dentes perfeitos reluziram – Eu só vim aqui para dar um recado.

-Que recado? – retrucou Clara de forma grosseira.

-Digamos que, quando a morte te salva, ela cobra seus próprios favores – explicou calmamente – E ela quer a vida nesse momento, então, vocês têm até o inicio da primavera para me trazer.

-Isso é daqui há...

-Três meses – completou abaixando milimetricamente a besta, havia tensão no canto de seus olhos – A menina que da a vida precisa ser entregue até a meia noite da primavera.

-Seja quem for – avisou Clara aprumando os ombros – Não vamos entregar a você.

-Então eu serei obrigada a tira-la de vocês – falou como quem conta um segredo – É por bem ou por mal.

Rita rosnou e arreganhou ainda mais seus dentes na direção da menina.

-Foi ótimo encontrar rostos amigos, mas... Preciso ir – brincou dando uma piscadela para mim – Mande lembranças ao MB.

E desapareceu como se evaporasse diante de nossos olhos.

Clara, em um ato de pura infantilidade, arremessou os saltos caros no lugar onde Eleanor desaparecera. Sua cara completamente aflita se voltou para mim e compartilhamos por um segundo o mesmo sentimento.

Rita voltou à forma humana alguns segundos depois, ombros caídos e o rosto suado como se tivesse corrido uma maratona dentro de uma floresta em chamas.

-Eu sei onde Samantha está – anunciou com a voz de quem havia se quebrado em um milhão de partes.

E então os uivos começaram.


Notas Finais


Oi, gente, como vocês estão? Tudo bem? Eu espero que sim!
bom, cês sabem, né, contem-me tudo e não me escondam nada! bora fofocar?
ps: adoro o modo como vocês fofocam <3


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