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História SWEET; bokuto koutarou. - Capítulo 19


Escrita por: kikipwpyu

Notas do Autor


boa noitee! avisando que eu fiquei mal escrevendo isso e que talvez o passado sobre esses dois seja um pouco pesado sim. mas enfim, temos o Bokuto conosco :((

avisando que estamos próximos da reta final da fic, sim, ela está quase acabando e eu me sinto muito grato por vocês estarem me acompanhando. sinto que vocês vai me odiar tanto KKKKKKKKKJ enfim, obrigado pelas 3000 visualizações e quase 100 fav's. vocês são demais !!

boa leitura à todos ♡.

Capítulo 19 - Capítulo dezoito.


Fanfic / Fanfiction SWEET; bokuto koutarou. - Capítulo 19 - Capítulo dezoito.

Havia muitas pessoas que estavam lá que eu não conhecia e sentia o olhar daquele que estava ali pesando sobre mim. Era notável o meu desconforto com tudo aquilo e eu ainda tinha que lidar com Bokuto me perguntando um monte de coisas que eu não conseguia responder de uma vez. Eu estava com medo de ele vir até mim e acabar despertando a curiosidade no mesmo. Eu odiava em ter que lembrar de tudo aquilo, certamente, um dos piores momentos da minha vida.

Indo até Kuroo para pegar carne para mim eu pude sentir alguém se aproximar e eu torcia para que não fosse ele, eu não conseguiria encará-lo depois de tanto tempo.

─ Pode me dar licencinha? ─ perguntou uma boa diferente me fazendo virar aos poucos para trás. Mas eu tive que levantar minha cabeça para conseguir ver seu rosto. Esse cara era imenso, como isso era possível. ─ Desculpa. ─ ele riu um pouquinho sem jeito.

Eu ainda estava chocada com o tamanho que aquele menino tinha, nem sei por que ainda ficava surpresa, esses caras que jogam vôlei são realmente altos e apesar da minha altura não ser tão baixa, eu ainda assim me sentia baixinha perto deles.

─ desculpa, mas, você tem quantos de altura? ─ perguntei esquecendo completamente de que tinha que pegar a carne e me interessando mais no menino na minha frente.

─ Eu? Ah, 1,96. ─ disse simples vendo o espanto na minha cara nitidamente mas também um tanto encantada.

─ Que legal! ─ sorri pequeno olhando o mesmo se assustar um pouco. ─ Você deve jogar muito com essa altura toda, deve ter bastante vantagem! ─ falei animada querendo muito ver um dia ele jogar.

─ Ah, bem, é, eu jogo bem sim. ─ coçou a nuca sorrindo pouco . ─ Você joga vôlei também? ─ perguntou o menino curioso.

─ Não, eu não jogo. ─ suspirei. ─ mas eu tenho vontade de um começar a praticar de verdade. Aliás, você joga em qual escola? ─ me encostei na parede dando a minha atenção para ele.

─ Eu jogo na Nekoma. ─ aquele nome não me parecia estranho. ─ eu jogo com o Kenma e o Kuroo que estão ali. ─ apontou para eles.

Fiquei ainda mais surpresa em saber que eram do mesmo time. Realmente seria um máximo poder jogar com ele. Me lamentei por um momento por não ter me interessado por vôlei antes. Suspirei vendo que ele me olhava um pouco confuso.

─ Que máximo! Imagino que você tem ótimas referências não é mesmo? Como eu posso te chamar? ─ sorri gentilmente vendo ele se aproximar.

─ Me chamo Lev. E você?

─ [Seu Nome].

Ficamos conversando por um bom tempo sobre várias coisas que eu até mesmo me esqueci que Bokuto ainda me esperava. Ao me lembrar tomei um susto ao olhar para o lado e ver o mesmo me olhando com a cara fechada e um enorme bico nos lábios que seria até fofo se ele não estivesse tão sombrio daquele jeito. Acabei indo me despedir do meu mais novo amigo, apesar de ser grande ele era um amor, realmente tinha gostado de o conhecer.

Pegando uma quantidade de carne e colocando em um prato eu voltei para a mesa que o platinado estava, de braços cruzados e carrancudo. Suspirei, teríamos uma longa conversa.

─ Eu trouxe as car-

─ O que tanto vocês conversavam? Você estava rindo demais! Ele é mais interessante do que eu? ─ perguntou chateado mais ainda permanecia com aquele bico grande na boca deixando ele fofo.

─ Eu só estava impressionada com a altura dele, não era nada demais, também acabei descobrindo que ele joga junto com o Kuroo e o Kenma, só fiquei curiosa. ─ o chamei com o medo dedo vendo ele aos poucos se aproximar de mim. Chegando perto da sua orelha, eu apenas sussurrei. ─ E você é bem mais interessante que ele. ─ sorri ao meu afastar vendo que o mais alta em minha frente ganhava uma coloração avermelhada em suas bochechas tentando disfarçar o sorriso que logo se formava em seus lábios.

Deixou esse assunto de lado e juntos comemos tranquilamente enquanto observávamos as pessoas que brincavam na piscina e conversam espalhados por aí.

─ Quer tomar alguma coisa Bo? ─ recebi um aceno do mesmo e me levantei da cadeira. ─ agorinha eu volto, fica aí. ─ selei seus lábios e sorri dando as costas para ele andando até a mesa aonde estava os refrigerantes.

Suspirei pegando dois copos plásticos e uma garrafa colocando o líquido dentro delas já bebendo um gole do meu sentindo que estava gelado, do jeito que eu gostava.

─ Então é realmente você, [Seu Nome]. ─ me assustei me virando para trás ficando um pouco mais aliviada em não ser Tooru.

─ Hajime. ─ disse simples vendo um pequeno sorriso na sua boca. ─ Quanto tempo.

─ Seu cabelo está diferente, deve ser por isso que Oikawa não te reconheceu completamente. ─ disse pegando um pouco de refrigerante também. ─ eu não entendo, por que você 'tá aqui?

─ Eu sou irmã do Tsukishima e amiga do Kuroo. ─ disse simples vendo ele dizer um "a" mudo colocando o copo na boca.

─ vejo que vocês também conseguiram ser ótimos jogadores de vôlei.

─ Sim, Oikawa é um levantador incrível e nosso time é bastante completo. Temos orgulho do que somos hoje em dia. ─ falou me olhando. Ele estava mais alto do que da última vez e bonito também.

─ Eu fico feliz por vocês. ─ forcei um sorriso pequeno. ─ Eu vou indo, foi bom ver você.

─ digo o mesmo, só não liga pro besta do Oikawa. ─ suspirou olhando para trás. ─ será bom se ele não te ver, então não chama a atenção. ─ falou e eu concordei pegando os copos me despedindo do mesmo que saiu em seguida.

Mas não foi impossível de sentir ele me olhando mais uma vez, eu quase acabei derrubando os copos no chão de tão nervosa que eu havia ficado naquele momento. Olhei para Bokuto que estava distraído demais conversando com os outros e eu agradeci por isso.

"Então não chama a atenção". Ele já havia me percebido há um bom tempo. Eu já estava marcada naqueles olhos desde o momento que ele chegou e eu não estava gostando daquilo.

Chegando na mesa novamente eu me sentei arrastando um copo para Bokuto que logo pegou e agradeceu mas percebeu que eu estava um pouco pensativa demais a ideia de que ele me puxaria para algum lugar só para esfregar na minha cara que estava no topo, que era o melhor e que eu não era nada me assombrava e eu queria dar um jeito de ir para o meu apartamento e me trancar de tudo.

Eu odiava o fato de que um dia eu o conheci. E pior ainda, um dia ter falado que Tooru era o homem certo para mim.

─ Vamos nos juntar aqui para tirarmos uma foto. ─ daichi disse alto chamando a atenção de todos.

Aos poucos as pessoas foram indo até ele se posicionando e antes que pudesse dizer algo, Koutarou já estava puxando meu braço em direção aonde os outros estavam juntos. Me ajeitei fazendo uma pose menos feia, Kuroo estava ao nosso lado e Kenma estava na minha frente tive que chegar mais para o lado para poder aparecer, mas ele nem se importou e continuou do mesmo jeito, imóvel. Mas que coisa.

Tiramos uma, duas, três fotos vendo se realmente tinha ficado boa, não aguentando mais ficar em pé e forçando um sorriso, eu me via saindo aos poucos de perto deles não me importando se apareceria ou não nas fotos. Falei à Bokuto que iria no banheiro e o mesmo fosse que estava tudo bem.

Tinha um banheiro lá, era mais ou menos grande e tinha duas portas com dois vasos sanitários. Era bem limpo pelo menos. No segundo que eu ia fechar a porta ela foi empurrada com força contra mim e eu o vi, aquilo que eu mais estava temendo estava agora, na minha frente. Eu tentei fechar a porta novamente, mas ele era mais forte do que eu, eu era inferior perto dele. Trancou a porta e me encarou se aproximando de mim com aquele sorriso, aquele sorriso idiota, sorriso de que iria me julgar à todo custo.

─ Eu tinha certeza que era você e agora que está na minha frente, tenho mais ainda. ─ sua voz soou por todo o lugar enquanto caminhava, ainda, para vir até mim. ─ Seu cabelo está grande, você sabe que eu preferia ele curto. ─ pegou uma mecha do meu cabelo em sua mão

─ Eu não ligo. ─ foi a única coisa que eu consegui dizer para ele cerrando meus punhos. Ele riu. Riu da minha cara arqueado a sobrancelha.

─ Não podia imaginar que você morava aqui. ─ olhou para os lados. ─ Um tempo atrás eu tinha ido até a casa da sua mãe, mas você já não morava mais lá. ─ suspirou colocando as mãos no bolso. ─ Aqui é chique, coisa que não combina com você, [Seu Apelido].

Oikawa sempre deixou bem claro que eu era somente uma pessoa inútil comparada à ele. Eu o odiava ainda mais por isso.

─ Eu vou embora.

─ Não sabia que estava namorando com o ace da Fukurodani. ─ gelei ao ouvir aquilo vendo ele parar na minha frente novamente. ─ Mas um para você quebrar o coração. Ele vai sofrer [Seu Nome]-chan! Coitado! ─ fez uma voz irritante.

─ Eu não vou. ─ falei. ─ Eu o amo. ─ escutei mais uma vez a sua risada e a raiva foi subindo cada vez mais.

─ Você também disse que me amava. ─ me olhou dessa vez sério. ─ mas felizmente eu consegui reverter o seu joguinho e olha aonde nós estamos. ─ voltou a sorrir. ─ Você só acha que ama, você usa e abusa da pessoa, do coração dela, e depois que enjoa, você os despedaça como se não fosse nada. ─ falou no meu ouvido beijando a minha bochecha.

─ Ele é diferente! Eu sinto que o amo de verdade! E você não vai estragar isso. ─ o olhei feio me segurando para não lhe bater na cara.

─ Eu não irei estragar nada.

Ele andou em círculos estando mais relaxado possível sem nem se importar se alguém pudesse sentir nossa falta lá fora.

─ Por quê você mesmo consegue estragar tudo sozinha.

Suas palavras eram como facas no meu coração. Nao importa quanto tempo passe, eu sempre irei me sentir mal com ele falando assim de mim. O jeito que ele fazia com que eu me sentisse um monstro era cruel, esse era o jeito dele, eu não sei como suportava isso.

─ Para com isso. Você não sabe de nada! Eu não esse tipo de pessoa mais, eu não sou mais você! Me deixa ir embora! ─ pedi mais uma vez sentindo que iria chorar, que droga, eu não queria.

─ Você não mudou, você é exatamente igual ao passado. Você era igualmente à mim, mas o quê muda tudo isso é que eu sou alguém, alguém que todos amam. ─ passou a mão no meu rosto. ─ Eu tenho pena do Bokuto ter se apaixonado por alguém como você, sinceramente, pessoas como você merecem ficar sozinhas. Você não presta, você é tão inútil, tão fraca, tão..miserável. ─ cuspiu as palavras na minha cara e eu não me contive em começar a chorar de raiva, as lágrimas desciam em grande quantidade e eu tentava não o olhar e me segurar pra não fazer nenhuma besteira. ─ Você-

─ Cala a boca!

─ Mas-

─ Cala a sua boca! Se eu sou assim hoje é graças à você! Eu te odeio, te odeio, te odeio, te odeio do fundo do meu coração! Vai embora! ─ eu o empurrei tirando ele de perto de mim respirando fundo passando a mão no meu rosto, nervosa.

O silêncio pairou e só se podia escutar o barulho do lado de fora das pessoas. Limpei meu rosto e o vi se virando para mim com a cara séria olhando diretamente para mim. Abaixei minha cabeça incapaz de falar algo ou conseguir olhar direito para o mesmo. Tudo isso mexeu com a minha cabeça, eu não sei se conseguiria me manter bem diante dos outros do lado de fora, como eu encararia Bokuto?

─ Você não me odeia. ─ ele disse por fim colocando a mão no meu ombro ao se aproximar. ─ Você só se odeia por ter sido fraca e desconta isso nos outros. ─ deu duas batidinhas ali e foi até a porta destrancando e saindo depois de me olhar uma última vez e sorrir. ─ Até mais, [Seu Nome]-chan!

A porta se fechou e eu desmoronei completamente me encostando na pia tentando não ir ao chão. Minha visão foi ficando cada vez mais embaçada por conta das lágrimas. Estava tudo bom demais para ser verdade, eu só esperava que ele não fosse estragar minha relação com o platinado, eu certamente ficaria sem chão.

─ Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. ─ Eu falei para mim mesma me olhando no espelho do banheiro. Era melhor eu ir voltar o mais rápido possível, já tinha demorado demais aqui, podem até achar que eu morri. E isso não seria má ideia.

Liguei a torneira deixando a água cair por um segundo, peguei na minha mão e joguei na minha cara vermelha por conta do recente choro, eu tinha que me acalmar primeiro se quisesse voltar para onde todos estavam. Sequei com papel e joguei no lixo em seguida. Meu nariz ainda estava um pouco vermelho e se perguntassem eu inventava alguma coisa na hora.

Respirei fundo e abri a porta vendo aquela multidão de meninos bebendo, comendo e conversando alto. Me pergunto se os outros moradores já não reclamaram disso ainda. Suspirei olhando para os lados tentando ver aonde o platinado estava. Kuroo estava ainda na churrasqueira não parecendo cansado, sorria até demais e enchia Kenma de comida ao seu lado.

Por incrível acabei escutando a risada semelhante a daquele que eu procurava, me virando para trás vi ele conversando animadamente com uma..menina? Se tudo já estava ruim agora estava tudo pior. Eu achava essa coisa de ciúmes ridícula mas quando era comigo, eu não me aguentava, iria tirar essa garota pelos cabelos de cima do MEU corujinha.

Me aproximando em passos pesados e rápidos eu cheguei ao lado da mesa vendo a tal menina me olhar e Bokuto me olhar também sorrindo para mim como se nada estivesse acontecendo ali. Há quanto tempo será que eles estavam assim? Vai me dizer que já se interessou por ela? Não me diga que esse tempo todo que estava sofrendo no banheiro ele estava flertando com essa garota?

─ Oi meu amor! Você demorou, oque estava acontecendo? Foi por conta que você comeu muita carne? Está passando mal? ─ começou a me perguntar um monte de coisas mas eu estava bem mais interessada em saber quem era ela. ─ Aliás essa daqui é uma amiga minha lá da minha sala.

Olhei para ela mais uma vez vendo que ela tinha uma aparência familiar, talvez já à tivesse visto por aí nos corredores do colégio. Ainda estava com um pé atrás e me sentei na cadeira olhando para os dois sem falar nada.

─ Olá! ─ ela disse gentilmente para mim. ─ Bokuto fala muito de você. ─ sorriu para mim e eu acabei abaixando um pouco a minha cabeça sem graça.

─ Oi. ─ respondi timidamente sentindo a mão do mesmo acariciando a minha coxa.

─ Ela é bem tímida. ─ riu fazendo a garota rir um pouco também. ─ mas ela também é um amor, é só pegar intimidade. Eu amo essa garota.

─ Para de falar essas coisas assim. ─ disse constrangida obviamente vermelha com tudo isso. Não era comum para mim receber tanta atenção assim e ainda mais ser um assunto principal de uma conversa, isso, sei lá, soa estranho mas é bom ao mesmo tempo. Gostava de saber que ele falava de mim, ficava feliz.

Mas aquilo ainda martelava na minha cabeça e não sairia tão cedo. Tudo vinha à tona aos poucos, eu estava quase esquecendo tudo aquilo, mas foi só um pensamento mesmo. Nem tudo dá certo.

Não é como se eu ainda sentia alguma coisa pelo Oikawa, ele foi um grande peso que saiu das minhas costas quando me abandonou daquela forma tão cafona. As coisas que mais me incomodavam e me atormentavam até hoje eram as suas palavras que insistiam em continuar na minha cabeça me incapacitando de, às vezes, dar continuidade à minha vida. Ele acha que eu sou igual à ele, mas eu nunca fui, eu só não conseguia dizer não.

Eu só queria que isso de alguma forma não afetasse em tudo que eu tenho com Koutarou, ele é como se fosse a única esperança na minha vida que me mantinha viva, feliz e me fazer pensar em outras coisas que não fosse aquilo do passado.

Doía pensar que tudo aquilo que Tooru havia me dito fosse verdade. Eu não era capaz de amá-lo? Desde sempre eu sabia que não merecia ele, mas mesmo assim eu tentei e hoje eu sinto que o amo na mesma intensidade que ele, mas ainda não era o suficiente? Medo de eu acabar sendo controladora demais e ele acabar se enjoando de mim e ir embora como os outros.

Ver ele sorrir era a maior cura dos meus problemas e eu nunca, jamais queria ver ele sofrendo por mim, o máximo que eu podia ver era eu sofrendo por ele, seria bem mais justo e eu conseguiria aguentar, aliás, isso não é uma coisa tão incomum para mim.

Perdida nos meus pensamentos eu nem percebi que encarava o rosto do platinado ao meu lado de forma admirada, eu simplesmente amava os seus traços o jeito que o cabelo dele ficava impecável em pé, seus olhos grandes e tão bonitos, sua boca, seu sorriso, o jeito que me chamava, o jeito que me tocava, me beijava, me abraçava, a maneira quando me falava que me amava, o jeito que gostava de dormir comigo, eram coisas que eu era muito apegada e que se um dia perdesse sentiria bastante falta. Ele iria me fazer falta.

─ Aconteceu alguma coisa? ─ perguntou Bokuto me tirando do transe e ver que tinha dormido um pouco no tempo. ─ Você está chorando? ─ nem tinha percebido que meus olhos estavam cheios d'água, droga, acho que estava próxima à aqueles dias. Suspirei disfarçando imediatamente.

─ Fiquei com saudade da minha mãe. ─ menti limpando meus olhos vendo ele me abraçar de um jeito desajeitado. Que raiva. ─ Está tudo bem Bo, às vezes isso acontece.

─ Entendi, sempre que isso acontecer eu vou estar aqui para você. ─ beijou o topo da minha cabeça e eu senti ainda mais vontade de chorar. ─ Está cansada? Quer subir? Não tem problema se você quiser ir, Kuroo dá conta de tudo aqui. ─ se afastou de mim me fazendo olhar para ele enquanto passava seu polegar na minha bochecha. ─ Sinto que você está desconfortável com alguma coisa desde que voltou do banheiro.

Desviei meu olhar do seu suspirando a vontade de me abrir era grande mas anda assim não me sentia confortável falando disso para alguém.

─ Eu devo estar perto de menstruar, é isso. Eu fico meio assim quando isso acontece, coisa de mulheres. ─ falei simples vendo ele assentir entendendo oque eu havia lhe dito. ─ agorinha eu subo.

Ele não disse mais nada e eu preferi assim, agora não estava com tanta vontade assim de conversar. Pedi para ele pagar um pouco de refrigerante para mim e ele logo o fez indo pegar oque havia pedido. Quase me esqueci que a menina ainda estava na nossa mesa, ela estava mexendo no celular silenciosamente.

Prestando atenção em minha volta eu não via mas Tooru, era bem melhor assim não aguentaria ficar ali me olhando por mais tempo. Bokuto voltou sorridente me dando o copo e eu o agradeci pegando o copo descartável em minha mão bebendo o líquido em seguida vendo que à tarde ia embora dando lugar a noite. Apesar do que havia acontecido o dia havia até que sido incrivelmente bom – no começo – mas mesmo assim só de ver que as pessoas que eu gosto estão bem eu fico bem também.

Koutarou foi chamado, nesse meio tempo, para tirar foto umas 4 vezes, estavam abusando muito dele mas lá estava o mesmo sorriso para todas as fotos na qual era chamado. Era tão bonitinho ver ele fazendo pose e dizendo "x" era um pitico.

─ Oi. ─ uma voz atrás de mim me assustou e eu olhei para trás rapidamente vendo Akaashi sorrindo para mim. ─ acho que cheguei um pouco atrasado. ─ riu anasalado olhando em volta. ─ posso me sentar aqui?

─ Ah, pode sim. ─ sorri também para ele que logo se sentou na cadeira que era a de Bokuto, mas tenho certeza que ele não se importaria com isso. ─ O que aconteceu para você chegar só agora?

─ Eu tive um imprevisto com a minha família, não podia faltar por isso só consegui sair de lá agora e vim pra cá já que Bokuto-san havia me mandado mais de 30 mensagens só para saber oque eu estava fazendo. ─ suspirou. ─ na verdade, aonde ele está?

─ Tirando fotos. ─ afastei um pouco minha cabeça para o lado dando a visão do platinado fazendo fotos e várias poses com os outros jogadores.

Uma risadinha baixa saiu da sua garganta e eu achei incrivelmente fofa, era rara às vezes que ele estava assim tão descontraído, me pergunto como ele ainda não tem uma namorada. Será que era uma preferência dele não ter ninguém? Ou ainda não encontrou alguém que o interesse? Minha língua formigava para perguntar mas eu achei melhor deixar isso de lado, vai que era um assunto que ele não gostava de falar e ficasse um clima estranho entre a gente.

─ Se estiver com fome, tem carne bem ali e refrigerante ali. Fica à vontade. ─ apontei com meu dedo aonde estava as coisas e vi ele assentir e se levantar.

Suspirei agora podendo ver que Koutarou conversava com Kuroo e grita em felicidade em ver seu grande amigo Akaashi ali. Era fofo o jeito que eles se tratavam, resolvi realmente deixar tudo que eu tinha contra o Keiji para trás, não havia motivos para odiá-lo, certamente se um dia eu fosse me casar com o Koutarou, ele seria o padrinho e de qualquer jeito eu teria que aceitar isso.

─ Você tem ciúmes dele com o Bokuto não é? ─ a garota me olhou me fazendo a olhar sem entender. ─ Eu sei como é, eu já tive um relacionamento assim. Pode parecer difícil já que ele é bem mais apagado ao amigo, mas depois, posso garantir que tudo fica bem. ─ sorriu. ─ Mas bem, o Akaashi meio que gosta de homens então eu imagino como você deve se sentir.

─ Espera, oque você disse?! ─ a olhei assustada achando que havia escutado coisas.

─ Eu falei tantas coisas. ─ disse sem entender.

─ Você disse que o Akaashi "meio que gosta de homens", isso é verdade? ─ perguntei vendo ela dar uma risadinha baixa e eu comecei a ficar com raiva.

─ Sim? Espera ele nunca te falou isso? Até o Bokuto sabe!

Por quê eu era a única que não sabia disso? Então eu estava sempre certa sobre isso?! Eu sempre soube nem precisava que alguém me contasse isso mesmo. Suspirei massageando minha têmpora voltando à olhar para ela com um sorriso falso.

─ É claro que eu sabia, aliás, eu já desconfiava disso, quando Bokuto me contou eu nem fiquei chocada. ─ falei simples fingindo não estar afetada por tudo isso.

─ Aham, você estava toda sem saber no começo e agora age como se soubesse? Sei, sei. ─ me olhou desconfiada.

─ Quer saber? Vai se ferrar. ─ disse irritada saindo da mesa com raiva indo para algum lugar longe dali.

Quem ela pensa que é 'pra vim falar desse jeito comigo? e daí que eu não sabia disso? Algum problema, mas bem que o Bokuto podia ter me falado sobre isso. Já estava cansada mesmo de ficar aqui, iria subir para cima e tomar um banho, meu cabelo estava uma bagunça e meu corpo ficava por conta dos pernilongos que ficavam em cima de mim.

Escrevi uma mensagem de texto para o platinado para que ele depois não ficasse que nem um louco me procurando por aí e achar que eu o abandonei. Estava com sono também, quem sabe eu dormiria também quando chegasse lá em cima.

Entrando dentro do elevador eu me encarava no espelho vendo como eu estava horrorosa no fim do dia, também, depois de tantas turbulências quem não ficaria assim? Peguei a chave no meu bolso e fui até a minha porta vendo que ela estava aberta, não vai me dizer que além de tudo eu também fui assaltada? Entrei em desespero e com medo de entrar lá dentro e apontarem uma arma na minha cabeça.

Era só oque me faltava.

Colocando a mão na maçaneta eu a girei cuidadosamente tentando ouvir algum barulho, mas não ouvia nada, talvez já não estivessem mais aí e sim só deixado o prejuízo para mim. Queria chorar de tão horrível esse dia havia sido.

Mas quando abri totalmente a porta só pude ver algo ainda mais pior do que ser assaltado, duas pessoas se pegando e não fazia ideia de quem poderia ser aqueles dois. Por Deus, eu precisaria de olhos novos depois disso.

Virando meu rosto para o lado eu escutei eles pedindo desculpas dizendo que iriam se vestir o mais rápido possível. Me pergunto como eles conseguiram entrar aqui ou quem poderia ter pego minha chave sem que eu vesse. Eu estava com os nervos à flor da pele com tudo isso, eu só queria descansar na minha casa mas nem isso eu podia mais.

─ nos perdoe por isso, Kuroo nos disse que essa era casa do Koutarou e que ele não se importaria com isso. ─ falou um que colocou sua camisa desajeitadamente andando até mim.

Kuroo seu filho da mãe.

─ tudo bem, pelo menos não sujaram meu lindo sofá não é? ─ perguntei já com o coração na mão.

─ não, você chegou na hora. ─ disse o outro irritado vestindo a calça. Ninguém mandou vir para a minha casa, bando de idiotas.

Revirei meus olhos e dei espaço para saírem e mais uma vez o mais alto me pediu desculpas, tinha curiosidade em saber quem eram e usaria esse fato contra o meu favor. Quando foram embora eu soltei um grande suspiro e fechei minha porta jogando a chave na mesa e meu celular verificando se tinha alguma mensagem.

"Tudo bem, logo estarei aí. Se cuida. Te amo ♡"

Sorri para o celular o colocando na mesa também. Só precisava de um banho e a minha cama, e quem sabe, chorar um pouquinho também enquanto escuto música. Tirei meu biquíni e o short jeans que usava em seguida tirando a parte debaixo. Entrei no box e liguei o chuveiro esperando a água esquentar para poder entrar.

Fechava meus olhos e aproveitava o pequeno momento que estava tendo ali, o contato da água quente na minha pele era bom, e isso me deixava bastante relaxada.

Quando saí peguei uma roupa qualquer para vestir na intenção de já ir dormir, eram quase oito da noite e eu estava morrendo de sono, não sei nem por que, só queria minha caminha. Coloquei meu sutiã e minha blusa e penteei meu cabelo de forma preguiçosa, saudade de quando Bokuto arrumava meu cabelo nessas horas.

Mordi meu lábio prendendo ele pendurando a toalha na porta desligando a luz indo me deitar na cama pegando a coberta e me cobrindo até a cabeça chorando alto.

Eu estava tão chateada com tudo, era tão cansativo tudo isso e agora tinha que lidar com esse fato de que Akaashi gosta de homens e ninguém nem se deu o trabalho de me contar. Não que eu estivesse com raiva, mas, poxa, Bokuto deveria ter me falado ou algo assim, parecia que eu não podia saber de nada em especial. Só queria o colo da minha mãe quando estou assim, ela saberia exatamente como me consolar.

Tirei a coberta do meu rosto e respirei fundo fungando deixando as lágrimas caírem livremente pelo meu rosto, sem contar que estava passando mal com tanta carne que tinha comido. Hoje foi meu dia de azar, literalmente. Eu queria morrer. Não, eu não podia morrer, oque seria do Bokuto? Sinto que ele nunca mais seria o mesmo sem mim aqui, também imagino com minha mãe e os meus irmãos iriam ficar. Será que o Tsukki choraria?

Sorri com isso limpando as minhas lágrimas fungando mais uma vez. Me pergunto como conseguem suportar o Tooru, ele é tão chato, e..mesquinho. Revirei meus olhos pensando em outra coisa.

Lembrar do Bokuto me fazia chorar ainda mais, ele era tão perfeito, tão bom para uma pessoa como eu? Mas eu me sentia outra pessoa quando estava com ele, eu o amava tanto, daria tudo só para poder ter um segundo da minha vida ao seu lado, seria o suficiente para eu me sentir bem. Um sorriso grande se formou nos meus lábios, eu ficava boiola também quando pensava que ele me amava tanto assim é deixava isso bem claro.

Fiquei um bom tempo só pensando nisso, tentando ocupar minha mente com coisas boas porque se eu só pensasse naquilo, eu obviamente não conseguiria viver em paz e também não queria que o Bo me visse assim, era tão deplorável esse meu estado.

A porta se abriu com cuidado e acabei dando um pulinho na cama surpresa nem dando tempo para disfarçar que estava "dormindo". Droga, minha cara deveria estar tão inchada e vermelha eu estaria horrível. Mas ele não ligou a luz, só se aproximou aos poucos da cama me abraçando por trás beijando meu pescoço e meu rosto com cuidado.

─ Eu sei que você está triste, com algo que eu certamente não sei oque é. Se sinta à vontade a se abrir comigo quando quiser conversar, desabafar sobre isso. Sério, eu estou aqui para te ajudar também, você sabe. Eu só quero te ver bem. ─ dizia baixinho. ─ Quando quiser, eu estarei à disposição.

Ele era um anjo. Ele existia mesmo? Sorri limpando as lágrimas que haviam se acumulado no canto dos meus olhos sorrindo pequeno.

─ obrigada, sério. Eu te amo tanto. ─ disse com a voz falha escutando ele dar uma risadinha.

─ Você está chorando mesmo? ─ me olhou de uma forma acolhedora me fazendo virar contra o seu corpo e me esconder na curvatura do seu pescoço. ─ o meu amor, não precisa chorar, assim eu choro também.

─ idiota. ─ bati no seu ombro soluçando. ─ se um dia você me deixar, eu juro que te busco à força e te dou um murro de verdade. ─ ele riu mais alto.

─ Como se isso um dia fosse acontecer. ─ fez carinho nas minhas costas me aninhando em si me fazendo me sentir protegida com ele ali.

É, eu esperava que não. 


Notas Finais


ótimo fim de semana para vocês, até segunda. se cuidem <33


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