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História SWEET; bokuto koutarou. - Capítulo 5


Escrita por: kikipwpyu

Capítulo 5 - Capítulo quatro.


Fanfic / Fanfiction SWEET; bokuto koutarou. - Capítulo 5 - Capítulo quatro.

O relógio marcava-se já uma e quatorze da manhã, e eu ainda não havia pregado o olho. Minha mente estava a mil, eu não conseguia dormir, eu tentava de todas as maneiras, mas era quase que impossível. Respirei fundo fechando os olhos por um momento logo os abrindo novamente e encarando o teto. Estava tudo quieto, o único barulho que se podia ouvir era dos carros andando na rua, apesar do horário. Me levantei da cama me sentando olhando para o chão escuro, talvez morar sozinha tenha suas desvantagens. Eu sentia uma enorme vontade de abraçar alguém, mais especificamente o Asahi. Sorri feito uma boba, mas ele nunca faria isso comigo. Voltei a estaca zero. Talvez Akiteru faria isso para me animar. Suspirei me levantando da cama indo para fora do quarto, liguei uma luz me fazendo fechar um pouco os olhos para me acostumar com a claridade. Fui para a cozinha e abri a geladeira pegando um copo de água para mim.

Bebi e coloquei o copo na pia voltando para a sala. Me joguei no sofá da sala pegando o controle e liguei a televisão. Coloquei em um canal qualquer só para passar o tempo mesmo. Mordi minha unha e virei meu rosto em direção a porta, a encarei logo revirando os meus olhos voltando a a prestar atenção na televisão. Era claro que aquele bobo ia ter uma namorada. Ele tinha fama, dinheiro, tudo que uma garota precisa. Eu nem lembro ao certo qual foi a última vez que eu namorei, ou melhor, que eu transei. Me sentia uma idiota por estar pensando nisso. Me joguei de novo no sofá e fechei meus olhos com força me concentrando para dormir.


[...]


Acordei um porre, estava com uma baita cara de sono e olheiras, tudo por causa de uma noite de sono mal dormida. Além de tudo estava com dor nas costas, dormi de mal jeito, mas pelo menos consegui acordar no horário certo. Colocava meu uniforme e ia até o banheiro arrumar meu cabelo que estava todo desarrumado. Não era de passar maquiagem para ir para escola, mas hoje era realmente necessário. Depois de me arrumar, fui até a cozinha comer alguma coisa, peguei leite e achocolatado algumas torradas e uma geleia de goiaba e levei para a mesa, não sentia muita fome de manhã então isso era o suficiente para mim.

Depois de lavar a louça, peguei minha mochila e coloquei nas minhas costas pegando a chave que estava em cima da mesa logo abrindo a minha porta saindo de casa, fechei ela e passei a chave, quando me virei dei de cara com Bokuto me olhando, sozinho. Me assustei me encostando na porta enquanto o olhava tentando saber o que estava acontecendo. Mas ele nada disse, apenas pegou meu braço e abriu a porta que vai em direção as escadas do prédio. Eu não acredito que ele vai me fazer correr as escadas do sétimo andar até a portaria. Mas ele realmente fez isso. Quando chegamos na garagem do prédio eu me apoiei em um pilar respirando ofegante olhando para o chão. Eu realmente não tinha fôlego para isso. Meu sedentarismo grita por socorro.

─ Você já está cansada? ─ perguntou rindo da minha cara. Às vezes ele é bem sem noção. Eu o olhei com a cara fechada. ─ Tá bom, tá bom, desculpa. ─ se abaixou até mim. ─ Vem, vou te levar para um lugar. ─ estendeu a mão para eu pegar. Eu o olhei sem entender.

─ Você acha que pode ir me levando assim pra qualquer lugar? ─ perguntei pegando a sua mão e ele aperta. ─ A gente tem aula. ─ eu o lembrei cruzando meus braços.

─ Eu não estou nem um pouco afim de ir, você está? ─ arqueou uma sobrancelha me puxando para a moto dele igual ontem. ─ Vamos, eu sinto que você não está bem. ─ Ele fala como se já me conhecesse à anos. Eu por fim não falei nada, apenas peguei o capacete e coloquei na minha cabeça o arrumando esperando o sinal de que eu pudesse subir. Talvez mudar um pouco a rotina não seja muito ruim. Só por hoje.

Eu o agarrei podendo sentir o cheiro do seu perfume, que era muito cheiroso por sinal, fechei meus olhos eu pude ouvir ele ligando a moto começando a sair com ela para fora da garagem. Estava tudo bem até ele começar a acelerar. Como era de manhã, ainda era frio, o vento batia contra todo o meu corpo me fazendo arrepiar por inteira. Se eu soubesse, teria trazido uma blusa. O amaldiçoei por ter me pego de surpresa desse jeito.

Andamos de moto por um bom tempo, eu achei que nunca chegaria em tal lugar. Quando chegamos, era um lugar vazio e alto, tinha grama no chão e algumas árvores, dava pra ver a cidade inteira daquele lugar, eu olhei fascinada mas com bastante medo de acabar caindo daquela altura enorme. Vi Bokuto se sentando em uma pedra e me chamou para poder sentar ao lado dele, assim eu fiz, juntando minhas pernas uma na outra me esquentando daquele frio enorme. Ele percebendo acabou me oferecendo a blusa que ele usava, aceitei agradecendo podendo me esquentar mais com o pano sobre o meu corpo, mesmo sendo um pouco grande em mim.

─ Eu gosto bastante de vir aqui quando estou nervoso ou quando algo dá errado. Esse lugar me trás uma paz enorme. ─ falava olhando para frente admirando a paisagem. ─ Aconteceu alguma coisa com você? você não é assim.

─ Como assim "você não é assim"? A gente mal se conhece, eu já falei. ─ continuei olhando para baixo.

─ E precisa conhecer muito tempo para perceber que algo não está certo? Haha, para com isso. ─ ele riu colocando a sua em meu ombro batendo devagar. ─ Brigou com seu irmão? ─ perguntou numa tentativa de saber oque havia acontecido. Mas nem eu mesmo ao certo sabia porque estava assim. Às vezes batia esses pensamentos ruins na minha cabeça e eu ficava assim, com cara de enterro.

─ Não foi nada, eu estou bem Bokuto. ─ afirmei dessa vez olhando para ele, ele também me olhava, era nítido saber que ele não estava acreditando naquilo, mas ele preferiu não insistir e eu fiquei mais aliviada voltando a olhar para frente.

Ficamos em silêncio por um bom tempo, apenas aproveitando tudo aquilo. Era bom escutar o barulho dos carros e sentir o vento batendo contra o rosto. Eu me sentia talvez um pouco melhor com esse "passeio". Mesmo que ele não ficava quieto em nenhum segundo, ele sempre estava olhando as pequenas flores em seu lado ou simplesmente tentava pegar uma borboleta em sua mão. Eu sorria enquanto olhava para ele, por mais esquisito que ele fosse, era legal poder ficar com ele.

─ Como você conseguiu descobrir esse lugar? ─ perguntei tirando a atenção dele do bichinho que ele pegava na mão.

─ Descobri por acaso quando errei o caminho da casa do Akaashe'. Ele ficou bravo comigo mas adorou conhecer esse lugar também. ─ ele riu baixinho e eu acabei rindo também, a risada dele era engraçada.

─ Entendi. Você e ele são bem amigos não é?

─ Sim, Akaashe' é meu melhor amigo!


[...]


Conversamos um bom tempo sobre nossas vidas, conheci mais sobre ele e ele também conheceu mais sobre mim, por mais que eu não quisesse tanta aproximadade assim com ele, ele era tão engraçado era quase impossível não perder a compostura diante daquela risada gostosa que ele possuía. Ele tinha conseguido arrancar muitas coisas de mim principalmente risadas. Ter saído com ele tinha sido incrível.

Ele tinha me deixado na frente de um lugar para comer e insistiu para que eu pegasse o dinheiro dele para eu pagar. Eu aceitei depois de muita insistência, ele disse que tinha que ir treinar por isso me deixaria. Ele falava como se não conseguisse viver sem ele. Me despedi dele e entrei no local sendo recebida muito bem. Tudo era bem arrumado e tinha algumas pessoas conversando. Me sentei em uma mesa um pouco mais afastada e pedi um café e um pedaço de bolo de prestígio com chocolate. Senti meu celular vibrar e eu logo o pego vendo que era uma mensagem de Bokuto, sorri abrindo a mensagem. Havíamos trocado números por muita insistência da parte dele. Ele era muito insistente.

"Chegou bem? Akaashi me deu uma bronca por telefone agora à pouco por ter faltado aula KKKKKKKKKKK"

"Cheguei bem sim. Bem feito."

"Pq você é assim? 😓"

Sorri guardando meu celular no bolso da minha saia vendo meu café e meu bolo chegarem, agradeci a moça e comecei a comer tranquilamente. Caramba, isso era muito bom. No fim acabei comprando dois pedaços daquele bolo, era muito gostoso. Depois de pagar a moça eu saí eu andei pela rua sem rumo, entrava nas lojas olhava as roupas, ia nas lojas de doces e comia aquelas amostras grátis mas no fim não comprava nada. Fiquei assim quase o dia inteiro. Aquele incômodo de ontem e também de hoje mais cedo já haviam ido embora, eu me sentia bem. Enquanto passava pela rua, acabei vendo em uma vitrine várias camisetas dos times de vôlei, entre eles, a Karasuno e a Fukoradani.

Tinha a camiseta do Bokuto.

Ao entrar na loja eu perguntei se tinha a do Asahi, a moça disse que estava em falta, mas que tinha de vários outros jogadores bons também que faziam sucesso. Acho que pela primeira vez no dia eu usaria meu cartão de crédito.


Estava voltando para o prédio, já eram quatro horas da tarde, estava doida para deitar no meu sofá e descansar mesmo que fosse só um pouco. Entrei no prédio e fui direto para o elevador indo para o andar do meu apartamento. Assim que cheguei, olhei para a porta do Koutarou, dessa vez estava tudo quieto, acho que ele ainda não havia chegado. Mordi meu lábio indo até a minha porta abrindo a mesma com a chave. Entrei em casa colocando a sacola em cima da mesa, tirei meus sapatos indo até o sofá me deitando. Peguei meu celular e tinha várias mensagens dele. Talvez passar meu número não tenha sido uma boa ideia.

"[Seu Nome], olha esse meme KKKKKKKKKKK"
" *foto*"
"áudio"
"áudio"
"áudio"
"ligação perdida às 15:09"
"Desculpa, vc deve estar ocupada"
"áudio"

Quase morri de rir com os áudios que ele havia me mandado, alguns com a participação de Akaashi o mandando largar o celular no meio do treino. Ele era um bobo, um bobo que me fazia rir que nem uma outra boba. Deixei meu celular de lado e me levantei do sofá indo até a mesa pegando a sacola com a camiseta que eu havia comprado. Tinha sido um pouco cara, mas talvez tenha valido a pena comprar. Fui até meu quarto e tirei a blusa de Bokuto que eu quase havia me esquecido de que ainda usava ela e logo em seguida meu uniforme ficando de sutiã na frente do espelho, me olhei e peguei a camiseta de dentro da sacola logo à vestindo. Tinha ficado um pouco grande, mas ficou boa, eu havia gostado. Me virei de costas vendo o número 4 destacando no meio à trás e o nome dele em cima estampado.

Talvez eu usasse em algum jogo para lhe dar alguma confiança, mesmo que ele não precisasse.

Me assustei ao escutar minha campanhia tocar, fui tirei a blusa colocando ela debaixo da cama vestindo uma blusa qualquer indo correndo até a porta abrindo ela vendo Tsukishima me olhando com aquela típica cara dele. Por sorte era ele, coloquei a mão no meu peito respirando fundo o puxando pra dentro.

─ Você quer me matar do coração? Por que não avisou que viria? ─ fechei a porta me virando para ele arrumando minha blusa no corpo. Ele tinha uma sobrancelha arqueada.

─ Pra quê? Você por acaso estava fazendo algo de errado? ─ disse sarcástico indo até o sofá se sentando colocando suas mãos sobre as suas coxas. ─A mamãe disse para eu vir aqui, mas eu não queria. ─ disse.

─ Claro, eu até achei estranho justamente você vindo aqui. ─ debochei. ─ Não quis trazer Yamaguchi? ─ perguntei me sentando no braço do sofá o olhando.

─ Porque eu deveria trazer ele aqui? ─ me olhou com os olhos semi-cerrados. ─ Não é como se fôssemos inseparáveis, [Seu Nome]. ─ falou ríspido.

─ Eu sei, é que normalmente ele sempre está com você. Não sei como ele te aguenta. ─ suspirei.

─ Cala a boca, [Seu Nome].


Ele passou uma boa parte da tarde comigo, a gente conversou, brigou, conversou de novo, sacaneou um ao outro e no fim fizemos um lanche juntos. Ele perguntava como era morar sozinha, perguntava se eu estava namorando ou algo assim. Como que era a escola. Ele ficou surpreso em saber que o Bokuto morava em frente do meu ap. Ele disse que ele era bastante chato e que se morasse aqui, teria se mudado na primeira oportunidade.

─ Eu também achava isso, mas acho que já estou me acostumando. ─ falei enquanto secava os pratos que ele me entregava. ─ Aliás, eu vi o treino deles ontem também, eles são incríveis. ─ sorri me lembrando.

─ Hum, sim, o jeito que eles jogam é realmente incrível. ─ Tsukishima dizia enquanto se concentrava em lavar as louças e enxaguar. ─ O Ace deles é realmente fantástico, mas também ao mesmo tempo consegue ser esquisito.

─ Sim. ─ dei uma risada alta terminado de secar às louças. Fomos para a sala novamente e nos sentamos no sofá, coloquei uma almofada em seu colo e deitei minha cabeça lá, ele nada disse somente suspirou. Pouco me importava se ele não estava gostando disso ou não.

─ Você está estranha. ─ falou por fim quebrando o silêncio. ─ De novo com sua crise existencial? ─ perguntou abaixando seu olhar para mim. ─ Vou ter que falar para a ma-

─ Está tudo bem Kei, não é nada. Eu só estou cansada. ─ disse em um muxoxo virando meu corpo para o outro lado. Na verdade talvez pudesse ser mesmo uma das minhas crises, mas eu não iria falar, eu não gostava de mostrar que eu não estava bem. ─ Você vai dormir aqui?

─ Não. ─ falou. ─ Eu só vim te ver mesmo, como eu havia falado antes, aliás, eu já vou indo embora. ─ me tirou de seu colo e eu resmunguei. ─ Se sinta feliz que eu vim até aqui te ver. ─ se levantou do sofá arrumando seu óculos.

─ Mais já? Poxa, pelo menos me dê um abraço na sua irmãzinha hein?! ─ abri meus braços e ele não fez nada. ─ Não seja tão chato Kei! ─ ele suspirou e veio até mim me dando um abraço desajeitado logo se afastando.

─ Você é chata. ─ falou irritado e eu ri. ─ Tchau, até qualquer dia. ─ acenou para mim abrindo a porta e eu o acompanhei.

─ Tchau, se cuida e toma cuidado. Beijo. ─ acenei de volta para ele vendo ele entrar dentro do elevador logo vendo o fechar. Suspirei me virando para fechar a minha porta, quando o outro elevador se abre dando a visão do Bokuto saindo, ele estava sozinho e logo sorriu quando me viu vindo até mim segurando sua mochila.

Eu o olhei e sorri pequeno me aproximando também.

─ Hey [Seu Nome], notou que eu estou mais forte? Malhei o dia inteiro hoje. ─ mostrou seus músculos à mim se exibindo. Eu olhei vendo que realmente ele estava forte. Era incrível como ele conseguia ser assim.

─ Oh sim, você está bastante forte! ─ falei balançando minha cabeça e pude ver o quanto ele ficou feliz em receber tal comentário. ─ Aliás eu vou pegar sua blusa. ─ disse.

─ Não precisa, pode ficar com aquela, eu tenho outra. ─ aproximou seu rosto do meu.

─ Não, eu não quero, ela é sua, não precisa ficar me dando tudo. ─ me aproximei também.

─ Mas eu quero te dar ela.

─ Mas eu não quero!

─ Você é muito chata.

─ E você é muito insistente!

Me afastei virando meu rosto, suspirando enquanto revirava meus olhos. Se eu não aceitasse a blusa, ele nunca mais ia parar de falar sobre isso, seria um saco ter que ficar ouvindo isso por muito tempo.

─ Se eu aceitar você para de encher meu saco? ─ perguntei ainda com meu rosto virado.

─ Não. ─ disse em um tom provocativo. ─ É engraçado te ver estressada assim. ─ ele riu da minha cara e eu o olhei sem acreditar. Que idiota.

─ Pega essa blusa e enfia no-

─ Olha a boca! Enfim, a blusa agora é sua, não aceito devoluções, passar bem. ─ passou por mim indo até a sua porta destravando e entrando. ─ Boa noite. ─ fechou a porta e eu quase arrombei aquela porta de raiva. Entrei em casa com ódio fechando a porta com força. Vontade de pegar aquela blusa e queimar.

Meu celular vibra e eu o pego em minhas mãos vendo que era mais uma mensagem do Koutarou. Suspirei abrindo ela.

"A blusa fica melhor em você do que em mim."

Mordi meu lábio desviando minha atenção do celular. Que idiota! Por algum motivo, aquilo havia me confortado e meu coração batia rápido depois de ler isso.




Notas Finais


até o próximo 🌷


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