História Sweet - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Seokjin (Jin)
Tags Bangtan Boys, Bts, Fluffy, Jin, Kim Namjoon, Namjin, Namjoon, Oneshot, Rap Mon, Rap Monster, Romance, Seokjin
Visualizações 16
Palavras 3.339
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Escrevi essa Oneshot ano passado para um amigo secreto e nunca tive a chance de postá-la, então estou colocando aqui.

Aí vocês perguntam: "Mais uma fanfic com temática de confeitaria?" e eu digo: SIM! Nunca é demais hahahah

Minha amiga tava bem borocoxô e pediu algo pra animá-la, então se preparem para ler coisas bem fofinhas :D

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sweet - Capítulo 1 - Capítulo Único

Jin nunca foi muito fã de doces.

Na verdade, se tivesse que escolher entre comer doce ou salgado pro resto da vida, obviamente seria salgado. Mas é claro que na hora de arranjar um emprego isso não tinha a menor importância, contanto que estivesse ganhando dinheiro pra ajudar os pais, que passavam por problemas financeiros há muito tempo.

Foi por isso que Jin começou a trabalhar na confeitaria de seu tio desde seus 16 anos, e teve que abandonar seu sonho de ser um chef de cozinha; mas apenas por enquanto. Todos os dias se imaginava em algum lugar como Paris, cozinhando para altas celebridades e começando uma nova vida longe daquela cidadezinha pequena.

Jin amava seus pais, amava a o lugar, mas não suportava as pessoas e suas mentes fechadas. Durante o ensino médio fora muito julgado por ser o menor e mais tímido; principalmente depois que começou a trabalhar na confeitaria. Os outros o xingavam com nomes ofensivos e riam de seu jeito frágil (só porque gostava de rosa), como se isso fosse sinal de feminilidade – porque um garoto demonstrando suas emoções só podia significar que era "viado". Uma vez, no vestiário depois da aula de educação física, seus colegas de sala o obrigaram a tirar toda a roupa e andar com apenas um avental de cozinha cor de rosa na frente da escola inteira.

A diretora não gostou disso, mas por motivos errados. Disse que Jin devia se comportar, porque senão mancharia a reputação da escola. Claro que Jin foi ameaçado a não contar para seus pais sobre isso. 

Odiava aquela escola e seu preconceito enrustido; mas teve que aguentar mais dois anos naquele lugar, até que pudesse se formar. Seus pais reconheceram o fato de que por serem muito pobres, Jin não poderia entrar na faculdade de gastronomia tão cedo. Mesmo assim, nunca pararam de encorajá-lo; eram ótimos pais.

Agora tinha que ficar ali, fazendo todos esses bolos enormes para pessoas ricas. Não lembrava nem a última vez que ele mesmo havia ganhado uma festa de aniversário.

Mas seguia sempre em frente. Em breve provaria para todos que sua comida era capaz de atingir até os lugares mais distantes do mundo, e todos esses que lhe subestimaram teriam que respeitá-lo. Traria orgulho e uma vida confortável para sua família, mesmo que tivesse que dar a própria vida para isso.

— Como assim presos no trânsito?! — Seu tio gritou no telefone. Levava seu negócio muito a sério, então sempre cobrava ao máximo de seus funcionários. Claramente os amigos de Jin entraram em alguma enrascada. De novo.— O casamento já é amanhã! Argh. Ok. Eu mesmo vou ter que levar então. E tragam logo seus traseiros preguiçosos pra cá antes que eu corte o salário de vocês!

Seu tio desligou o celular, claramente irritado. Jin permanecia no canto da cozinha decorando um dos bolos com glacê, quieto como sempre, cuidando dos próprios afazeres. 

Taehyung e Yoongi podiam ser bagunceiros e só um pouco preguiçosos de vez em quando, mas eram ótimos funcionários. Jin sabia que no fundo (bem lá no fundo mesmo) seu tio até gostava um pouco deles, mas não queria admitir.

— SeokJin. Seus amigos cabeça-oca pegaram um caminho errado e agora estão presos num engarrafamento. Eles não vão conseguir chegar aqui a tempo de buscar o bolo, então eu vou ter que pegar a outra van na oficina e levar eu mesmo. — O tio limpou as mãos num pano de prato e se direcionou à porta da cozinha, retirando seu avental. — Volto daqui uns 15 minutos com a van; cuide da loja por enquanto, ok? E não deixe ninguém se aproximar desse bolo. Só ele custa mais do que a minha casa.

Jin já havia cuidado sozinho da loja milhões de vezes. Já estava acostumado, então apenas assentiu para o tio, que saiu em seguida.
Suspirou. Não gostava muito de ficar no balcão; atender os clientes não era lá sua especialidade. Aliás, tudo que envolvia interagir diretamente com pessoas o assustava. Sempre preferiu manter distância, trabalhando na cozinha onde não podiam dirigir-lhe nenhuma palavra ruim ou insulto. 

Mas como era o único que seu tio confiava para deixar cuidando da loja, não tinha muita escolha.

Era uma quinta-feira à tarde, então pelo menos o movimento não estava muito grande. Só tinha um casal tomando café numa mesa na frente da vitrine e uma outra senhora saboreando um belo pedaço de cheesecake.

Como ainda não tinha nada pra fazer, o rapaz então começou a limpar o balcão com um pano... Até que um grupo de adolescentes entrou pela porta, fazendo o sino tocar e chamando a atenção de Jin.

— Bem-vindos à confeitaria To The Beautiful Cake, como posso aju-

Foi quando percebeu quem eram. Parou de falar na hora; sua garganta fechou. Por um momento não se lembrava mais como respirar. Eram os garotos de sua antiga escola. Pelo menos dois deles, o terceiro Jin não conseguiu identificar, mas estava ali junto, então presumiu que também fizesse parte do bando.

— E aí, viadinho. — O menor deles disse, com um sorriso cínico e um olhar cruel.

De novo não.

Jin achou que nunca mais iria vê-los novamente depois que saísse daquela escola. Achou que poderia deixar tudo isso para trás e se livrar desse pesadelo, mas esqueceu o quão pequena era aquela cidade. É óbvio que uma hora eles iriam se encontrar novamente, e essa hora havia chegado.

A questão é que Jin ainda não estava preparado para isso.

— Achou que nunca mais ia nos ver, né? Nós fizemos questão de vir aqui te lembrar da aberração que você é. — O segundo rapaz começou. Tinha a estatura um pouco mais alta que seu outro amigo, e o mesmo sorriso cínico na boca. — Fez todo mundo da escola ter que lidar com sua viadice por anos, inclusive a diretora, e mesmo depois de toda a desonra que trouxe pro nosso colégio, ainda continuou lá nos fazendo te aturar por mais uns anos. E agora continua aqui na nossa cidade. Você esqueceu que te mandamos ir embora há muito tempo?

Os clientes já começavam a olhar para os garotos, desconfiados. Jin não queria assustá-los.

— Por favor... Não aqui. Lá dentro. — Sussurrou, tentando não deixar a voz trêmula. Já estava cansado. Passou tantos anos da vida sofrendo agressões que nem reagia mais. Só queria que isso tudo passasse logo.

— Se é assim que a princesinha quer... — O primeiro rapaz disse, apontando para a cozinha com a cabeça e seguindo Jin assim que ele seguiu andando para lá.

Os quatro entraram na cozinha. Jin estava na frente, enquanto os outros ficavam de costas. Decidiu olhar bem para cada um deles.
Podia ver em seus antigos colegas de classe aquele olhar de ódio; como se ele fosse o causador de todas as coisas ruins no mundo, e fosse trabalho deles exterminá-lo. Mas também conseguia ver prazer. Eles claramente estavam curtindo isso, o que não deixava Jin surpreso. 

É o que esse tipo de garotos gosta de fazer: assistir pornô, malhar e bater nos mais fracos nas horas vagas.

Foi quando finalmente decidiu olhar para o último garoto (o único que ainda não havia falado nada). Ele era com certeza mais alto que todos eles; usava uma jaqueta preta de couro, com calças também pretas. Tinha o cabelo castanho-claro jogado pra trás, e uma pele um pouco mais escura. Sua postura era um pouco intimidadora, mas seus olhos, ao contrário, eram doces; uma doçura que Jin nunca havia visto antes em alguém, e com certeza nunca imaginou que veria em um dos amigos daqueles dois.

— Se vocês querem me bater... Vão em frente. Não vou resistir. Só por favor, não prejudiquem os clientes. Eles não têm nada a ver com isso.

— Você acha que seria assim tão fácil, Seokjin? Que nós apenas te daríamos uns socos e iríamos embora? Não... Nós queremos ver você se ferrar.

Por um instante, Jin não conseguiu entender o que eles estavam dizendo. 

Até que seguiu a direção de seus olhares... até o bolo de casamento em cima da bancada.

Não.

Isso não.

— P-por favor. Não façam isso. Meu tio demorou dias nesse bolo. Não o prejudiquem, por favor eu imploro...

— Foi você que causou tudo isso. Agora vai ter que pagar as consequências.

— E-eu saio da cidade. Eu faço qualquer coisa. Por favor...

— Tarde demais, bichinha.

E foi aí que ouviu o baque.

Aconteceu muito rápido. Rápido demais.

O garoto piscou, e quando abriu os olhos novamente, já conseguia ver seus dois colegas de sala pisando nos destroços do que era pra ser o bolo.

Fechou os olhos com força. 

Jin queria sumir dali. Queria chorar. Queria poder se teletransportar para outro lugar bem longe e fingir que nada disso estava acontecendo. Só queria paz... Será que era pedir muito?

— Jin, cheg-

E como se não bastasse, seu tio estava na porta da cozinha. Olhando fixamente para os restos do bolo no chão, estático.

Jin nem sabia o que dizer. Não sabia o que fazer. Claro que seus colegas foram espertos o bastante para sair correndo pela porta dos fundos e deixá-lo levar a culpa. 

Esse era seu fim; teria que juntar dinheiro a vida inteira para pagar o estrago. Já podia dizer tchau pro sonho de ser chef. Só lhe restava fechar os olhos e aguardar o castigo de cabeça erguida, como fez durante todos esses anos.

— JIN... MAS O QUÊ???

— T-tio... E-eu-

— Fui eu, senhor. Eu estraguei o bolo.

De repente, ouviu uma voz grave vindo atrás de si. Abriu os olhos com surpresa, virando a cabeça devagar. Era aquele garoto alto. O que ele estava fazendo? Por que tinha ficado ali e não corrido com seus amigos?

— VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE VOCÊ FEZ?! Esse bolo me custou uma fortuna!!! Me passe o telefone dos seus pais agora. Eles vão ter que pagar.

— Meus pais não têm dinheiro, senhor.

— Então vai ter que trabalhar aqui na confeitaria até sua dívida estar quitada. Meu sobrinho vai definir suas tarefas. Agora saia da minha frente.

Jin quase caiu no chão. Não estava conseguindo pensar, não estava conseguindo controlar o próprio corpo direito. Estava desnorteado. Nem percebeu que disse para seu tio que ia tomar um ar lá fora e sentou na calçada, não ouvindo os gritos e chiliques em resposta.

Foi quando notou a presença de alguém. Lá estava o garoto, apoiando-se num poste e acendendo um cigarro, soltando a fumaça aos poucos.

— Por que fez isso? — Jin sussurrou, sem ser capaz de encará-lo.

— Não foi você que fez aquilo. Não merecia levar a culpa.

— Devia ter fugido com seus amigos...

— Eles não são meus amigos.

Jin olhou para ele. Sua pose se contradizia com sua atitude. Parecia o típico bad boy dos filmes, com sua jaqueta de couro e seu cigarro; mas Jin não conseguia enxergar essa mesma rebeldia em seus olhos ou em seus atos.

— Os pais deles são amigos dos meus pais. — O rapaz disse, sentando no meio fio ao lado do menor e tragando seu cigarro mais uma vez, de forma calma. — Ando com eles basicamente por livre e espontânea obrigação.

Deu um sorriso leve, fazendo o coração teimoso de Jin pular algumas batidas.

— Meu nome é Namjoon. Seokjin, certo? Bom, como vamos ter que passar longas semanas presos um com o outro, acho que já podemos cortar as formalidades. Posso te chamar de Jin?

— P-pode.

— Me chame de Joon, se quiser.

— Tudo bem... J-joon.

Passaram uns minutos em silêncio, enquanto o maior terminava de apreciar seu cigarro. Era um silêncio confortável, apesar de tudo; pela primeira vez na vida, Jin se sentia confortável em ficar perto de alguém e conversar. Alguém que não fosse seus pais.

Foi então que o maior levantou devagar, jogando a bituca no chão e pisando em cima para apagá-la.

— Eu preciso ir agora. Meus pais estão me esperando. Então... Amanhã às 08h?

Jin apenas fez que sim com a cabeça, vendo o maior dar um sorriso.

— Até amanhã então... Jin.

O menor apenas continuou ali sentado, vendo Namjoon seguir pela rua. Não era um expert em sorrisos, mas sabia que aquele com certeza era um dos mais doces já existentes.

***

Semanas se passaram desde que Namjoon começara a trabalhar na confeitaria. O tio de Jin ainda não ia muito com sua cara; achava que ele era igual aos outros garotos irresponsáveis e baderneiros que conhecia por aí. 

Mas Namjoon não era um deles. Muito pelo contrário: era um rapaz atencioso, apesar de ser um pouco desengonçado e estabanado. Com certeza não sabia cozinhar, e isso era fato; mas Jin estava o ajudando a melhorar nisso.

Já havia o ensinado a fazer a massa do bolo e a botar no forno para assar (só essa parte já demorou semanas para que aprendesse), agora só faltava a parte mais difícil: decorar o bolo.

Namjoon tinha as mãos muito grandes e os dedos bem compridos, fazendo com que a bisnaga de glacê escorregasse diversas vezes. Suas mãos sempre tremiam, tornando o ato ainda impossível. Jin suspirou pela décima oitava vez naquele dia, ao ver as mãos de Namjoon todas sujas de glacê após a bisnaga praticamente estourar em suas mãos.

— Joon, você está apertando muito forte. Tem que ser com delicadeza! Você sabe, é uma bisnaga de glacê, não o pescoço de alguém.

Jin disse a última parte com um tom de zoação, fazendo Namjoon bufar um pouco, frustrado. Enquanto isso, usava um pano para limpar as mãos do maior.

— Eu tento, Jin... É só que eu fico muito nervoso, e minhas mãos começam a tremer e eu não sei como controlar.

— Mas por que você fica tão nervoso? — Jin perguntou inocentemente, enquanto olhava para as mãos de Namjoon. Eram mãos muito bonitas, bem maiores que as suas, e até delicadas demais para um rapaz robusto como ele.

— Eu... Não sei. — O maior abaixou a cabeça, suspirando.

— Joon... Posso te perguntar uma coisa?

— Pode.

— Você sabe que sua dívida já está quitada faz um mês, não sabe?

— Sei...

— Então por que ainda está aqui? — Finalmente o menor tomou coragem para olhar em seus olhos. Aqueles olhos gentis que o envolviam de uma forma tão reconfortante, que faziam com que Jin quisesse encará-los o dia todo. 

Desde que Namjoon começara a trabalhar ali, se sentia bem mais seguro. Sentia como se finalmente tivesse alguém para conversar, para ter como companhia; alguém que o aceitava do jeito que era. Estava até mais confiante para conversar com outras pessoas. Até mesmo seu tio e seus amigos notaram que estava mais feliz desde que o maior aparecera. 

A verdade é que desde o primeiro dia sentia algo muito forte pelo moreno, e é por isso que não havia perguntado antes. Não queria que ele fosse embora. Não estava pronto para se despedir.

— Está me mandando embora?? — Namjoon fingiu estar magoado, fazendo um bico fofo.

— C-claro que não, eu só...-

— Shhhhh.

O maior o interrompeu, dando aquele sorriso que Jin tanto amava e abaixando a cabeça. O menor conseguia perceber que suas mãos estavam inquietas, procurando alguma coisa para mexer; parando em uma linha solta de seu avental.

— Eu não fui embora porque eu... Eu quis ficar.

— Por quê?

— Por você, Jin

O maior manteu o olhar abaixado, hesitando na hora de falar. Queria encontrar as palavras certas.

— Eu já tinha te visto antes. Uma vez eu estava na rua com minha irmã mais nova. Nosso cachorro havia morrido, ela estava triste... E estava chovendo muito. Então entramos na confeitaria, apenas para esperarmos a chuva passar. Você estava trabalhando no balcão aquele dia... Todo pequeno e encolhido, as sobrancelhas franzidas, concentrado nas suas tarefas. E foi quando você viu minha irmã chorando e trouxe um pedaço de bolo pra ela. Mesmo eu insistindo que não tínhamos como pagar.

Jin se lembrava desse dia. Estava caindo uma tempestade horrível, e aquela garotinha parecia muito assustada e abalada. O mínimo que poderia fazer era tentar confortá-la de alguma forma. Mas não lembrava que Namjoon era aquele garoto; já fazia muito tempo.

— Desde aquele dia... Eu não consegui mais parar de pensar naquilo. Em você. Não precisava ter feito isso... Você nem nos conhecia.

O mais alto então esticou a mão levemente até a mão do menor, enlaçando-as devagar. Jin estava atônito; sentia um turbilhão de emoções ao mesmo tempo, o coração batendo acelerado no peito, quase saindo pela boca.

— Eu vim aqui outras vezes apenas para vê-lo, mas você estava sempre na cozinha. Então eu decidi esperar até o momento certo... E foi quando descobri que meus amigos estudaram com você.

Namjoon suspirou e finalmente o encarou, com olhos tristes e melancólicos.

— Quando eles disseram coisas ruins de você... Jin, eu juro que tive que vontade de socar cada um deles. Mas eu não podia... Eu não pude. Nossas famílias são sócias; se eu arranjasse briga com eles, meus pais perderiam tudo que já conseguiram. Foi por isso que eu não reagi quando eles quiseram destruir o bolo... Mas isso não me impediu de levar a culpa por você.

— Joon...

Antes que o menor pudesse terminar sua fala, Namjoon o interrompeu com um leve 'shhhh'. 

— Agora... Finalmente respondendo sua pergunta: Eu não fui embora porque... eu estou apaixonado por você. Desde o dia que te conheci. E porque eu não consigo mais ficar longe de você. Toda vez que eu vou pra casa eu fico contando os segundos pra te ver de novo...
Jin nunca havia o visto tão acanhado antes; e foi assim que soube que o maior estava realmente falando a verdade. Namjoon o amava por quem ele era... com todos os seus defeitos, com todas as suas características únicas que os outros sempre criticavam. O amava além tudo e apesar de tudo. E Jin só queria sorrir e chorar de alegria, porque retribuía cada pedaço desse sentimento. 

— Namjoon...

— Olha, eu sei que é muito pra processar. Se você quiser eu posso sair, eu posso te dar um tem-

— Namjoon.

— É sério, eu não quero que se sinta pressiona-

— NAMJOON!!!

O grito de Jin o fez ficar calado imediatamente. Nunca vira o pequeno tão autoritário assim antes.

— Olha pra mim.

Jin colocou a mão no rosto do maior com carinho, enquanto Namjoon apoiava sua mão em cima da dele. Seus olhos diziam tanto que nem precisavam  de palavras. Ambos iam se aproximando lentamente; o sorriso doce de Namjoon que Jin tanto amava aumentava cada vez mais, e o coração do menor batia mais veloz que um trem bala.

— Eu te amo, Namjoon. — O mais baixo sussurrou, segundos antes de colar seus lábios num beijo singelo. 
Foi um beijo sincero e único, tão doce quanto chocolate. Jin levou suas mãos até a nuca do moreno e Namjoon o puxou pela cintura, trazendo-o mais pra perto. Nenhum dos dois queria terminar aquilo, mas infelizmente o ar se fez necessário.

— Eu tenho uma surpresa pra você. — O maior disse, ao se afastar levemente para respirar. Tirou um envelope do bolso, tomando cuidado para não amassá-lo, e o colocou nas mãos de Jin enquanto coçava a nuca, envergonhado — Eu conversei com seu tio sobre eu ter ficado mais um tempo aqui trabalhando, e ele me deu um salário. Não é muito, eu sei, mas... Eu espero que ajude nas primeiras mensalidades.

Dentro do envelope havia todo o dinheiro que havia juntado, junto com um bilhete escrito à mão, que Jin leu cuidadosamente:

"Meu querido Jin,
espero que siga seus sonhos. Você merece ser o melhor chef de cozinha do mundo, porque pra mim você já é a pessoa mais maravilhosa do mundo. Eu te amo.
Ass: Joon"

Jin não conseguiu segurar as lágrimas que rolavam por seu rosto e pingavam naquele bilhete. Nunca havia ganhado algo de ninguém, ainda mais uma coisa tão linda quanto essa. Só conseguiu abraçar o moreno, enquanto soluçava e afundava o rosto em seu peito. Aquele era o melhor momento de sua vida.

Jin nunca foi muito fã de doces.

Mas agora com certeza era fã das palavras, dos beijos, dos sorrisos e dos olhares mais doces do mundo: os de Kim Namjoon.
 



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