História Sweet Bitterness - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jimin
Visualizações 20
Palavras 2.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então né gente, que coisa, eu voltei. Não me matem. Eu amo vocês. Fiquem comigo. Ok? Minhas justificativas:
Em primeiro lugar, a minha igreja estava em festa por causa do nosso cinquentenário, e eu faço parte do grupo de coreografias de lá e tinha que ensaiar várias danças, o único horário favorável pra todo mundo era de noite, então eu so saia de la de madrugada, inclusive teve um dia em que eu saí de manhã de lá.
Teve também o MAMA, e antes disso o AMAs, e o MELON, então minha atenção foi tudo pra isso. Desculpa mesmo a demora, mas eu voltei, isso que importa.

Música: Back to You - Louis Tomlinson ft. Bebe Rexha
Meu marido e minha mulher sim.
Bjs
~Boa leitura

Capítulo 16 - De volta pra você


Sei que você diz que me conhece, me conhece bem

Mas esses dias nem eu mesma me conheço, não

Eu sempre pensei que estaria com outra pessoa

Eu pensei que seria a dona do jeito como eu sentia

~

S/N? - aquela voz tão familiar soou pelos meus ouvidos, não tive coragem de levantar a cabeça, o pano que eu esfregava pelo chão parou no meio do seu percurso, apertei os olhos com toda força que ainda tinha.

Não era possível que apesar de todos os meus esforços para mantê-lo afastado, para não encontrá-lo, para que ele ficasse bem, no fim das contas, não tivessem dado certo. Queria me levantar dalí e saí correndo o mais rápido possível, eu perderia meu emprego, com certeza, mas era a única coisa que eu podia fazer, essa era a minha única alternativa, a única que eu aceitaria pelo menos.

Me sentei sobre os joelhos, e suspirei derrotada, ainda não tinha criado coragem para olhá-lo no rosto, mas pude ver quando ele levantou bruscamente e empurrando a cadeira para longe de forma inevitável, sabia o que viria em seguida e não tive forças para evitar. Ele me puxou pelo braço e com todos os olhares da sala em cima de nós, me arrastou para fora da sala, me jogando contra a parede e se apoiando com a mão ao lado do meu rosto.

Permaneci com a cabeça abaixada, sem atitude para olhá-lo nos olhos. Ele estava tão perto, e podia prever minhas energias serem dissipadas em apenas encará-lo diretamente nos olhos, meu coração estava acelerado, batendo descontrolavelmente dentro do meu peito, ele com certeza podia ouvir o escândalo que o mesmo fazia, minhas mãos estavam tremendo ao lado do meu corpo, amortecidas pelo momento, pela enrrascada que era ter Park Jimin tão perto, de ter sua respiração também acelerada batendo em meu rosto, seu hálito fresco, tão bom e tão vívido, inundando minhas narinas.

Não era possível que o sentimento estivesse tão vivo, intenso e presente, tão bom que parecia impossível, ou melhor, inimaginável, algo que ninguém poderia criar, algo que simplesmente existe, ou acontece. Sua mão esquerda acariciou minha bochecha carinhosamente e delicada da forma que só ele sabia ser, que só ele era. Fechei meus olhos, apertando-os bem para que aproveitasse o máximo possível aquele momento. Senti um líquido quente descer pela minha bochecha. Estava chorando, e nem percebera, suspirei.

- Você é real. - ele sussurrou, não para mim, mas para si mesmo, como se não conseguisse ou pudesse crer que eu estava ali, tão perto e bem diante de seus olhos, tentando convencer a si mesmo de que nada era um sonho, um triste sonho, de onde acordaria e se machucaria muito mais ao perceber que continuava sozinho. Queria que fosse um sonho, e ao mesmo tempo, o meu eu mais profundo, implorava, gritava para que não fosse, mas eu sabia que era errado, era errado continuar com aquilo, com aquele momento, por mais maravilhoso, perfeito e lindo que fosse, eu tinha que tomar uma atitude, eu tinha que protegê-lo, e mostrar que o amo ao ponto de arriscar nosso próprio amor para o seu bem, eu sabia que tudo aquilo nos causaria muito mal e que eu podia evitar, se quisesse. Então, por que era tão difícil? Se eu sabia de tudo, se eu era a única a saber de tudo, por que eu não conseguia me afastar? Por que eu não me movia? Por que eu não podia magoá-lo de novo, da mesma forma que fiz anos atrás? Por que ele ainda causava esses efeitos sobre mim? Por que ele me dominava com apenas um simples e singelo toque? Isso tinha que terminar.

- Mas não deveria ser, porque eu não queria te encontrar. - disse tentando soar o mais fria possível, retirei sua mão do meu rosto, e recebi um riso sarcástico de si.

- Agora não, mas houve um tempo em que você me desejava tanto quanto eu, que você me beijava feito louca, - se aproximou mais, causando em mim não apenas calafrios como também uma desestabilização respiratória, e encostou os lábios na ponta da minha orelha. - e gemia como uma gatinha no orgasmo.

Meu rosto inteiro queimou de vergonha, estava mais vermelha que o próprio vermelho, adquiri um tom escarlate instantaneamente e tão rápido quanto isso minha palma direita foi em direção ao seu peitoral o empurrando e depois seu rosto, deixando uma marca rosada na sua bochecha. Jimin nunca diria algo como aquilo, ou será que eu nunca conheci, de verdade, Park Jimin?

- O que foi S/N? Você se arrepende tanto assim de tudo que vivemos? Se envergonha de ter me amado tanto a ponto de se entregar inteiramente à mim? - Jimin começou a lagrimar lentamente, ficando com as bochecas mais coradas. - Você ao menos me amou?

Era tão horrível, eu não podia negar a última pergunta; mas queria muito poder negar as anteriores, queria que fosse diferente. Ah, meu amor, se você no mínimo soubesse de uma parte... seria tão mais fácil. Mas acredito que ele não aceitaria ficar longe, o Park era o tipo de pessoa que amava inteira e intensamente, ele sabia se entregar a um relacionamento e sabia firmar o mesmo, por isso, iria preferir morrer ao se afastar, literalmente, o que tornava para mim tudo mais difícil, porque por mais que eu resistisse, era horrível ser a vilã da minha própria história de amor, detestava ser a garota má e ao mesmo tempo não ser, odiava ter quem eu amava achando que tudo que sentíamos, na verdade, não era recíproco, e acima de tudo abominava a vida, o destino, Deus ou sei lá quem nos fez passar por isso, ou permitiu que fôssemos fadados a sofrer vida após vida, sem nunca, nem mesmo uma única vez, podermos ser feliz até o fim, um fim que não fosse causado por um demônio, também apaixonado que não podia ter amor em resposta à seus atos e sentimentos. Era tudo tão... injusto.

- Jimin... eu... isso... isso tem... precisa acabar.

- Você já acabou com isso, S/N, a alguns anos atrás, acabou com tudo, com o que tínhamos construídos, não que fosse muito, mas era alguma coisa, era algo com que eu me importava. - ele pronunciou alto demais e terminou a frase fazendo com que eu me sentisse pior do que já era.

- Não é disso que 'tô falando... é desse... - a palavra simplesmente travou no meio da minha garganta e se recusou a sair de qualquer jeito.

- Sentimento? Amor? É isso? Você não consegue nem mesmo falar? - ele riu alto, mas parou poucos segundos depois focando seus olhos de forma intensa sobre os meus - Então quer dizer que você sente algo?

- NÃO! Eu não disse isso, eu disse que precisava acabar e... e estava me referindo aos seus sentimentos, e-eu... não sinto mais nada por você.

- Admito que aprimorou seus péssimos talentos para a mentira, mas ainda é bem visível tudo o que diz. - suspirei, não podia continuar alimentando a conversa, era demais para nós dois.

- Ótimo. Se não acredita? Dane-se. Eu não me importo, agora tenho que limpar aquela bagunça ali, - inclinei o dedo indicador sugerindo a sala que saímos à minutos atrás, - porque eu preciso manter meu emprego e me sustentar. - virei o corpo na direção ao lado, mas como imaginei que aconteceria, sua mão me impediu segurando meu braço e trazendo de volta ao lugar de antes, colada à parede.

- Você não vai sair daqui, temos muitas coisas pedentes.

- Não! Não temos mais nada, eu acabei com tudo, lembra?

- Jimin? - viramos os rostos na direção da porta ao lado e vimos o CEO nos encarando sério, me curvei em sua direção e permaneci assim até que ele me dissesse para relaxar. - Não acha que temos uma reunião para terminar?

- Desculpa, - disse de uma forma respeitosa, a qual eu nunca o vi usar - é só que eu tenho que resolver isso.

Não era muito inteligente ou ético uma simples faxineira se intrometer em assuntos dos chefes, principalmente se for tratar do dono de uma empresa, mas era uma oportunidade, uma que eu abracei.

- Perdoe me senhor, mas... - comecei pedindo perdão ao meu superior - acho que resolvemos isso anos atrás Jimin. - concluí olhando para o garoto ao meu lado que assentiu com a cabeça, uma atitude suspeita que não me convenceu, eu teria que ficar esperta a partir dalí.

- Certo, - homem à nossa frente limpou a garganta antes de continuar - você pode ir, irei chamar outro funcionário para isso. E você, bonitinho, vem comigo. - Jimin balançou a cabeça em concordância abaixou a cabeça para que os braços do CEO enlaçassem seu pescoço.

- Eu não estou sendo demitida, estou? - perguntei antes de eles continuarem com a voz trêmula e temerosa.

- Não - respondeu sorrindo - Sempre acontece de alguém achar que pode misturar trabalho com vida pessoa, não é bonitinho? - e beliscou Jimin no abdômen, fazendo com que este soltasse um "ai" dolorido.

- Não seja assim! - reclamou com um bico nos lábios, tive que rir da cena, apenas um pequeno sorriso, algo misturado com um déjà-vu confortável. Me curvei formalmente duas vezes antes de virar de costas para ambos, evitei olhá-lo nos olhos, sabia que ele não tirava os seus de mim, por isso não o olhei. Mas antes que pudesse dar meu segundo passo, sua mão agarrou meu braço direito e ele colou seu corpo à minhas costas e sussurrou no meu ouvido com a respiração batendo perto demais no meu pescoço.

- Eu ainda não acabei isso. - e me largou, com o corpo arrepiado e amortecido.


~


Era nove hrs, estava em casa, jogada no sofá, tinha comida, mas não tinha fome, não lembro de ter almoçado, provavelmente não, só conseguia pensar em uma voz bem perto do meu ouvido, uma respiração quente na minha pele, e na minha mão acertando seu rosto. ARGH! EU NÃO DEVIA TER FEITO AQUILO!

Como pude lhe bater?

Ele é tão adorável e bonito?

O quê?

Enlouquecendo.

Era isso, estava enlouquecendo de vez, Park Jimin era a razão para tanta loucura, eu não merecia isso.

Espera.

Eu merecia, e merecia pior.

AH!

Até seu cheiro continuava me perseguindo, devia ser castigo dos céus. Pudera também né S/N? Se apaixonar por um DEMÔNIO em uma vida passada? Sério?

Que tipo de idiota eu era? Aish!

A culpa era toda minha, e eu sabia disso, tirar Jimin dessa, era a única coisa que podia fazer, e doía tanto, o vazio que ele deixava, estava enlouquecendo, eu queria ele, queria tocar-lhe, e era tão difícil, era tudo tão complexo. Parabéns pra mim que conseguiu tranformar seu relacionamento em um problema completo com direito a morte e suicídio. Uma idiota, eu era definitivamente uma tremenda idiota. E pensar nisso tudo só piorava as coisas, era ele, era por causa dele, se não tivéssemos nos encontrado, eu não estaria assim, pensando em como seria jogar toda a merda no ventilador e viver um amor feliz, curto e trágico. Isso tudo me deixava fraca e venerável, e o pior de tudo é que eu estava sozinha, eu odiava isso, detestava com todas as minhas forças, que no momento; não eram nem de longe grande coisa. Suspirei, tentei esquecer, mas quanto mais eu tentava, mas eu me envolvia, mais eu me embaralhava em várias linhas de pensamentos, mais eu me perdia, mais eu me buscava, e nunca, nunca em nem um momento eu me encontrava.

Talvez eu tivesse cochilado, por alguns minutos, ou horas, não sabia, apenas perdi a noção de tempo e espaço, pois quando abri os olhos espantada pelo barulho da campainha, não conseguia me lembrar de onde estava, como tinha parado ali, porque estava ali. Cocei os olhos, ao som da campainha que se repetia, levantei do sofá e me espreguicei, olhei ao redor. Era meu apartamento. Suspirei pesado e cansada, uma dor lacerante atingiu minha coluna, consequência do dia de trabalho.

- Já vai! - gritei da sala enquanto procurava pelo meu chinelo, encontrei um par debaixo da mesinha Central e fui até a porta. Não tinha olho mágico, meu prédio não era lá muito normal, afinal, todas as casas deveriam ter, certo? Por isso eu nunca sabia quem estava do outro lado, mas não via mal nisso, afinal nem mesmo esperava que pudesse receber visitas.

Abri a porta apenas o suficiente para ver quem estava do outro lado, e me assustar, empurrando-a de volta. Mas ele pôs os pés no bantente me impedindo de fechá-la, arregalei os olhos quando ele grunhiu de dor, e recuou o pé com uma expressão nada boa. Larguei a maçaneta a deixei a porta, indo em sua direção com um olhar preocupado.

- Você se machucou? Meu Deus! Me perdoa, eu não queria lhe causar mal, mas você também não colabora tinha que colocar o pé na frente? Bem feito, era pra ter sangrado. - falei rápido demais enquanto me jogava no chão e analisava seu pé.

- Pelo menos você ainda se importa comigo. - falou meio inebriado, meio grogue - Senti saudade do seu olhar preocupado, e do tom da sua voz quando fica irritada, dos seus cuidados também, por que você me deixou S/N?

- Jimin, VOCÊ TÁ BÊBADO? - praticamente gritei com ele - E como conseguiu meu endereço, andou subornando alguém na empresa, foi? Que tipo de pessoa faz isso? Você não fazia essas coisas!

- Ele é meu amigo, ou talvez ele só me admire muito, não sei.

- Quem?

- Quem me deu seu endereço.

- Bom, não importa agora, você tem que ir pra casa, olha como está! - eu realmente não tinha percebido como ele estava, me preocupei mais em fugir ou em cuidar dele, que não prestei atenção na sua situação em si.

Trajava a mesma roupa de cedo, porém com o sobretudo jogado por sobre o ombro direito , a camisa social tirada parcialmente de dentro da calça, o rosto corado, o fios loiros bagunçados e alguns grudados na testa, e tinha sua boca, sim a sua boca, aquela maldita boca. Estava tão vermelha e saliente, mostrando o quão saudável, macia e gostosa era. Ah...

Me despertei das minhas taradices, quando ele começou a rir da minha situação.

- Cuidado, não olhe tanto para minha boca, você pode acabar perto demais dela.

- O quê? - perguntei ainda perdida naquele pedaço de carne macia, e tão vermelhinha, ele devia ter mordido ela, e o desgraçado percebendo minha perdição apertou os dentes sobre a mesma bem devagar e sensual. Ah... Park Jimin, não faça esse tipo de coisa. - Oh, é... bom... v-você devia ir para casa, sabe? Dormir, comer, tomar um banho essas coisas. - abaixei a cabeça envergonhada mas ouvi uma risadinha baixa e satisfeita vindo dele.

- Eu poderia fazer isso aqui, não acha? Faz tempo que não como alguma coisa. - meu rosto ruborizou por completo com a fala dele, dei um tapa em seu braço.

- Não fale assim; olhe só para você, não é o mesmo que levou um fora a um tempo atrás. Aish! Vai pra casa Jimin, você deve ter bebido além de conta.

- E-eu bebi apenas a quantidade certa para chegar aqui. Na sua c-casa, e eu to bem...- terminou soluçando e tomabando para o lado, agarrei sua cintura impedindo que caísse no chão. Olhei preocupada para ele, não chegaria na sua casa em segurança nem se quisesse, e não parecia querer, o coitado nem se mantinha em pé, o amaldiçoei mentalmente por isso, por tudo, por aquela maldita boca, que não sei porque mas não saia da minha cabeça, e pelo que iria fazer, por ele.

- Jimin? - chamei fraca, em um fio de voz, ele me olhou bem nos olhos, um olhar intenso, porém bêbado - Me promete que amanhã você não vai lembrar de nada?

- O quê?

~

Whoah, você me estressa, você me mata

Você me derruba, você me fode

Estamos no chão, estamos gritando

Eu não sei como fazer isso parar

Eu amo, eu odeio e não consigo aceitar

Mas eu continuo voltando para você


Notas Finais


Pse né gente.
Esse Jimin todo cachaceiro ai. Essa S/N fraca pra ele, tão eu.
Ai, enfim.
Espero que tenham gostado.
Comentem. Please. É importante pra história a opinião de vcs . Bjs. Até o próximo.


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