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História Sweet Blood. - Capítulo 27


Escrita por: MoonPrinceses

Capítulo 27 - O cheiro bom de uma bela tarde.


Fanfic / Fanfiction Sweet Blood. - Capítulo 27 - O cheiro bom de uma bela tarde.

na cama, abraçados e debaixo de um cobertor quente.

— A suas costas brilharam de novo hoje! — Grace disse positivamente.

Snape sorriu com o canto dos lábios.

— Você quebrou mais uma fase da maldição, querida.

— E agora faltam quantas? — Ela perguntou animada.

— Duas... Mas, como você sabe, eu não posso te contar.

— E então? Como se sente? — Grace perguntou.

— Eu não gosto de criar muitas expectativas... Já tive muito azar. Não sei o que vai acontecer quando elas forem quebradas por completo.

— Sei que é difícil pensar positivo no cenário atual, mas tente fazer isso, querido.

— É difícil para mim... — ele respondeu.

— Tudo bem, meu amor. Isso vai vim com o tempo.

— Eu espero. — Snape falou. 

Ele deu um sorriso de canto para disfarçar seu mau otimismo. Grace percebeu e o beijou, um beijo leve e romântico.

— Eu te amo... — ela disse.

E ele continuou com o beijo depois disso.

Pararam ao ouvir uma voz chamando na porta.

— Senhor? O almoço está pronto. — Um elfo disse.

— Estou indo. — Snape respondeu se levantando e vestindo suas calças.

Quando terminou de colocar suas roupas ele foi se higienizar no banheiro, depois se agasalhou e deu um beijo leve em Grace.

— Eu já volto. — ele falou e saiu pela porta.

— Nós não encontramos a srta.Harper, senhor Snape. — A pequena criaturinha disse.

—  Eu e Grace estamos conversando, se importam se eu comer no quarto? — Snape perguntou.

— De maneira alguma, mestre. Pode deixar que vamos levar até lá para o senhor.

— Não precisa… Pode deixar que eu mesmo faço isso. — Ele disse em tom convincente.

O elfo estranhou, mas obedeceu.

— Certo, meu senhor. Mas se precisar de ajuda basta chamar. — o pequeno disse prestativo.

— Agradeço. — O homem respondeu.

E assim logo Snape voltou com duas bandejas em mãos, Grace já tinha se higienizado e colocado suas roupas. Agora ela apenas o aguardava.

— Obrigada, meu bem.

— Vou buscar a bebida. — Ele disse com um sorriso de canto. 

Snape deu uma das bandejas para Grace e colocou a outra no lado vazio da cama. Ele retornou com uma garrafa.

— Um dia frio pede por um vinho. — A mulher disse ao vê-lo entrar com a bebida em mãos juntamente de duas taças.

— Concordo. — ele falou, parecia mais animado.

P.o.v Grace

Severus encheu as taças de vinho e se sentou ao meu lado. 

— Sabe de uma coisa? Eu não poderia estar mais feliz! — Grace falou de repente.

— Mesmo que o momento não seja dos melhores, ter você ao meu lado… é bom. — Severus respondeu, sempre ficava sem jeito quando dizia algo do tipo.

Eu sorri para ele e segurei sua mão.

— Temos que resolver o que vamos fazer nesses dias. Quero aproveitá-los. — ele disse.

— Você tem razão, mas algo me diz que vamos aproveitar muito bem.

Ele deu um sorriso de canto.

— E eu adoraria repetir o que fizemos hoje várias vezes durante a semana… — Falei

— Sério? Que bela coincidência. — Severus me respondeu, parecia bem humorado.

Severus me beijou.

Nós dois comemos e quando terminamos ficamos enrolando um pouco para ir lavar os pratos.  Severus deu um suspiro de satisfação e se voltou para mim.

— Os elfos te consideram como família agora, Grey. As portas do Castelo sempre estarão abertas para você e se precisar de ajuda basta recorrer a eles… São de confiança. 

— Eles são gentis… Sempre senti que poderia confiar neles, nunca me contaram nada sobre você. — eu ri. 

— Srta. Harper sempre tão intrometida. — Ele disse irônico.

— Você me dava migalhas, parecia que queria que eu soubesse mais de você mas ao mesmo tempo não queria assumir. — falei brincando.

— Seu cheiro sempre me atraiu, Grey. Às vezes acho que meu lado… Como posso dizer? Selvagem… Se apaixonou por você antes de mim. Agora posso compreender o porquê de eu ter assumido a responsabilidade de ter você em casa mesmo sem conhecê-la direito.

— Acha que, lá no fundo, você já sabia que eu seria capaz de quebrar sua maldição?

— Não sei ao certo o que aconteceu… Lembra-se das vibrações? — ele perguntou.

— Sim. Dizem que objetos amaldiçoados respondem quando você tenta quebrá-los… Será que funciona assim com você? 

— É uma boa colocação. — Severus confirmou.

— Você ultimamente parece bem cansado… Já está a quanto tempo sem sangue?

— Fazem meses… Muitos meses. 

— Não faz falta? — Questionei.

— Se pensa em oferecer seu sangue de novo, saiba que não vou aceitar. Nunca tive contato com um sangue como o seu, não sei qual pode ser minha reação.

— Eu não acho que você me faria mal. Você tem muito autocontrole e já sentiu o cheiro do meu sangue outras vezes…

— Mas nunca o coloquei na boca, Grey. 

A realidade era que eu suspeito que essa pode ser outra forma de quebrar uma fase de sua maldição. Mas pelo visto Severus não está disposto a fazer isso.

— Você parece preocupada…

— Sim. Você trabalha o dia inteiro e ainda está cansado e mesmo assim não consome sangue.

— Eu…

— Severus, eu não te considero um monstro. Não vejo problema em ver você consumir meu sangue ou algo do tipo. Apenas quero ver você bem, querido. 

— Não faz tanta diferença, querida. Eu tenho força e velocidade sobre-humana, a falta de sangue só me afeta nisso.

— Vai me dizer que não se sentiria menos cansado se consumisse sangue?

— … Quem sabe quando eu tiver certeza.

— Certo… Até lá não vou insistir. — o respondi.

Ele deu um pequeno sorriso de canto e me beijou. A grande janela em seu quarto nos iluminava com a luz do começo da tarde.

— Como vão suas pernas? — Perguntou debochado.

— Você está muito abusado, Senhor Snape.

— Deixe-me ver suas pernas. — Ele disse.

— Sério? — Falei brincando, mas o fiz. 

Ele segurou minha coxa firmemente e a acariciou. Snape repetiu esse movimento várias vezes até puxar meu joelho para cima de sua cintura.

— Vamos aproveitar o dia, Grey… E depois quem sabe aproveitar a cama mais uma vez? — ele disse malicioso. 

O beijei como resposta e mordi seu lábio, juntamente de olhar que eu tenho certeza que o afetou.

— Vem. —  Me levantei e vesti uma roupa mais quente. — Vamos fazer biscoitos! Hoje é dia de comermos bastante. Vai ser legal.

— Animada, Srta. Harper?

— Mas é claro! É meu primeiro Natal com você.

Narrador:

Por um breve instante algo veio na cabeça de Snape.

— Onde você passa o Natal normalmente? 

— Em casa… Quando era mais jovem até ia na casa de alguns amigos, mas a gente se acostuma a ficar sozinho. Não concorda?

— Sim… — Snape sabia mais do que tudo qual era essa sensação. — Antes dos meus 11 anos eu não fazia nada de especial no Natal, minha família não tinha condições… Depois eu basicamente vivi em Hogwarts.

— Bom, ao menos dessa vez vai ser diferente. — falei.

Ele deu um sorriso de canto e se levantou.

 

Os dois desceram e foram até a cozinha. Em horários como esses os elfos normalmente estavam em lugares diferentes da casa praticando algum hobby ou descansando. 

— Vamos separar os ingredientes, precisaremos fazer bastante… — Grace disse.

Snape pegou açúcar, fermento, leite, farinha de trigo, ovos e chocolate. Ele chutou que esses seriam os ingredientes principais.

— Temos essência de baunilha e açúcar mascavo?

— Acredito que sim… — depois de alguns muitos procurando Snape encontrou os itens.

Há muita coisa na despensa, já que tem muitos elfos e eles cozinham de tudo para tentar agradar Snape.

Grace começou a fazer as medidas e aos poucos tanto ela quanto Snape adicionaram ingredientes na massa que pouco a pouco se formava. Em um certo momento, Snape tirou sua atenção dos biscoitos. Ele estava atrás de Grace e beijou o pescoço dela. Sua mão, que antes repousava na cintura da mulher, desceu um pouco até a outra curva do corpo dela — ou melhor, até a bunda dela — e a apalpou de leve.

— Severus! — Grace chamou sua atenção de forma bem humorada enquanto ria. — Biscoitos, Severus, Biscoitos. 

— Certo, biscoitos… — Ele deu um sorriso de canto. 

Grace batia a massa enquanto Snape a observava atencioso com o queixo em cima de seu ombro. 

— … Parece bom. — Ele disse quando os preparativos acabaram.

E não era por mero elogio, Snape tinha um olfato muito bom e o cheiro estava incrível. Por um pequeno instante ele se lembrou da última vez que sentiu o sabor de uma comida de verdade. E é claro que uma certa tristeza entrou no coração de Grace quando refletiu sobre isso. Ela pensou em quantas vezes ele deveria ter ficado com vontade de experimentar algo mas não sentiu o gosto quando o fez. O coração de Grace pesou e seus olhos arderam um pouco enquanto passava em sua cabeça o quanto Snape sofre com tudo relacionado a sua transformação.

— Quando sua maldição se quebrar vou fazer você enjoar de tanto comer biscoitos. — ela disse alegre, disfarçando a tristeza que sentiu.

Snape deu um sorriso de canto e por um momento se esqueceu de sua missão e do que o futuro reservava para ele: ser um cão de Voldemort.

— Tenho certeza que estão incríveis… Posso sentir o cheiro. — o homem disse.

E novamente Grace se sentiu mal por Severus. Não bastasse ele não saber o gosto da comida, ele também tinha de conviver com o fato de ter um olfato sobre-humano e sentir o cheiro de coisas magníficas sem saborear elas com eficácia. Ao pensar nisso a mulher se virou para ele e abraçou seu pescoço, Snape a olhou nos olhos.

— Você é incrível. — ela falou.

— Foi você quem fez os biscoitos. — Snape disse.

— Não é isso… — Grace sorriu.

Ela o beijou lentamente e com muito carinho.

— Você é o bruxo mais corajoso que já conheci. — a mulher cochichou quando eles se afastaram.

Snape ficou um pouco sem jeito, ele apenas encostou sua testa na da menina e a olhou nos olhos.

— Não sei porque me diz isso… Mas se você pensa dessa forma temo que acordarei um pouco mais animado todos os dias. — O homem falou com. uma voz grave, porém em um tom fraco.

Ele a beijou de novo, Grace sorriu depois do beijo e isso fez Snape sentir um pequeno frio na barriga. 

— Precisamos terminar os biscoitos. — ela disse.

E então separam a massa em várias bandeijas e colocaram inúmeros biscoitos para assar.



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