História Sweet Boy - Capítulo 3


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Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Hyoseo, Romance, Snsd, Soona, Taeny, Yulsic
Visualizações 133
Palavras 1.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyong! Como estão?

Eu aproveitei a inspiração e escrevi esse capítulo, que é bem importante.

Há coisas nele que não irão mudar muito o ritmo da fanfic, mas que vocês podem achar que são importantes. Por mais que seja, não irá fazer com que tenha uma mudança significativa. Afinal, a fic é calma e vai abordar as coisas de forma calma.

É sempre bom ressaltar isso.

Então espero que gostem dele.

Boa leitura.

Capítulo 3 - 3


Ela me olhava paciente e eu continuava tentando encontrar uma desculpa plausível. Até que eu percebi que não precisava disso, não nos conhecíamos e era a nossa primeira conversa, ela achando ou não que era mentira eu não me importava.

- É uma música qualquer, mas ela é a minha preferida. - Dei de ombros e ela cruzou os braços me olhando séria.

- Eu notei que ela é a sua preferida, pois você cantou com muita emoção. Mas eu quero saber do real significado de ter cantado, sei que não foi por "qualquer coisa" - Fez aspas e eu franzi o cenho.

- Não nos conhecemos para você agir dessa forma e nem pensar que usando esse tom de voz arrogante vai me fazer falar algo. - Ela cerrou os olhos e eu continuei achando aquilo muito estranho.

Ninguém tem culpa do que aconteceu com ela para ficar sendo arrogante e fria com todos. Eu nasci no corpo errado e não posso culpar alguém por isso, nem mesmo meus pais.

- Tiffany - Ela disse depois de um suspiro. - Meu nome é Tiffany Hwang. - Estendi a minha mão em sua direção e ela franziu o cenho, sorri um pouco.

- Prazer, sou Kim Taeyeon. - Ela apertou a minha mão e sorriu de lado, desviou o olhar para o seu colo enquanto eu quebrava o contato entre a gente.

Havia algumas folhas em seu colo, assim como um lápis e uma borracha, fiquei curioso em saber o motivo de estar carregando isso.

Eu também era bastante curioso, o que as vezes me fazia falar ou agir de forma errada.

- Escreve? - Perguntei e ela me olhou. Apontei para os papéis.

- Não, desenho. - Arregalo os olhos e sorrio.

Eu sempre fui muito apaixonado por desenhos, pinturas, fotografias, esculturas, entre outras diversas coisas relacionada com o mundo das artes. Adorava ir a museus nos finais de semana e passar horas observando uma pintura, esculturas ou até mesmo em uma exposição de fotos.

Aquilo me deixava bem, era como se eu fosse transportado para outra dimensão e pudesse agir da forma que eu queria, pensar conforme eu sempre quis e poder me expressar livremente.

- Posso ver? - Ela me olhou e arqueou uma sobrancelha. - Eu não irei falar mal, só estou curiosa...

- Vai me dizer o significado daquela música? - Neguei. - Então não.

Tiffany era esperta e não se esquecia das coisas, assim como eu que estava tentando desviar o assunto da música.

- Eu... é complicado, Tiffany. Perdoe-me - Coloquei a minha mão em meu pescoço desviando o olhar.

- Taeyeon... Olhe para mim, você acha isso menos complicado do que falar o significado de uma música? - Perguntou enquanto apontava para isso.

- Você aceita o seu corpo? - Perguntei e ela assentiu meio hesitante.

- Mesmo dessa forma, eu gosto do meu corpo. - Sorri.

- Então por que se refere a ele como "isso"?

- Ora, Taeyeon! Eu sou uma inválida! - Disse alto e eu cruzei os meus braços. - Eu não posso andar, dançar, correr e nem ao menos ficar em pé!

- Mas pode falar, gritar, cantar, enxergar, escutar, mexer os braços e desenhar - Falei calmo e ela ficou em silêncio. - Tem várias pessoas no mundo que não tem um dos sentidos, nasceu sem uma parte do corpo e todos os dias demonstram que são fortes e determinados. Você pode estar nessa cadeira de rodas mas isso não te impede de ser feliz e nem de realizar os seus sonhos.

Tiffany me olhava chocada, acredito que nunca tenham dito isso à ela e apenas concordado com o que ela pensava.

- Mas os olhares de pena? - Ela falou um pouco baixo.

- Se você ficar se preocupando com a forma que os outros te olham, você realmente não vai conseguir, Tiffany. Não deixe os olhares, as palavras de algumas pessoas te impedirem de conseguir o que quer. Várias pessoas estarão do seu lado quando conquistar algo, mas poucas estarão por sempre terem te apoiado.

- Ah... - Ela desviou o olhar e estendeu os papéis para mim. - Veja!

- Obrigada, Tiffany.

Comecei a ver os desenhos e são maravilhosos. A forma como ela desenhava, os detalhes minuciosos, até aqueles que quase ninguém se preocupa estavam lá. Parecia uma foto das que eu via em exposições na Coréia, cheias de vidas e detalhes para apreciar. Desviei meu olhar para Tiffany que parecia mais interessada em observar as suas mãos.

- Você é extremamente talentosa, Tiffany! - Ela me olhou. - Parece uma foto, faz anos que eu não vejo um desenho tão maravilhoso igual à esse!

- Você está dizendo isso apenas para me fazer sentir bem.... - Parei de ver os desenhos e andei um pouco em sua direção.

- Eu não gosto de mentiras, Tiffany. Eu já vivo com elas há muito tempo. - Falei. - Posso fazer as pessoas se sentirem bem com piadas, histórias, abraços e sorrisos. Eu sei que desenhar é a sua paixão, percebi quando vi os desenhos, mas eu não iria falar isso só por dizer. Para mim, a sinceridade é muito importante, se estivesse feio eu diria. Eu não gosto de esconder algo que eu posso falar livremente.

Percebi que Tiffany iria falar algo mas logo escutamos o sinal tocar, entreguei cuidadosamente os seus desenhos e sorri mais uma vez para ela.

- Você é muito talentosa, Tiffany. - Falei e ela sorriu enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás de sua orelha. - Quer ajuda?

- Ah não precisa, obrigada. - Disse e eu assenti, comecei a descer as pequenas escadas do palco mas logo escutei ela me chamar novamente. - Obrigada, Taeyeon.

Eu assenti enquanto sorria, acenei para ela e saí dali indo para a sala.




*****




- Eu não sabia que podia fazer isso aqui - Falei enquanto andava ao lado de Jessica.

Ela teve que ir ao hospital fazer alguns exames de rotinas e por isso chegou tarde. Como não podia faltar, ela teve que assistir a última aula e vez ou outra eu tinha que cutucá-la para não acabar dormindo ali.

- Não é algo legal, mas eles só te deixam faltar se estiver doente. Se for pra exames rotineiros, você vai ter que voltar para escola mesmo que seja para assistir dez minutos de aula. - Ela dizia enquanto andava em ziguezague.

- Tem certeza que não quer segurar em meu braço? Você está quase caindo, Jessica. - Ela suspirou e assentiu enquanto abraçava o meu braço e colocava a sua cabeça em meu ombro.

- Você não acha isso estranho? - Ela disse.

- O quê?

- Você nunca teve amigos mas age de uma forma extremamente protetora e fofa comigo, como se fôssemos amigas a vida toda. - Ela disse e eu suspirei a levando para um banco que havia ali.

- Acho que é o instinto, sabe? Confesso que as vezes eu me pergunto como eu tenho a coragem de te abraçar de forma normal sendo que eu nunca tive amigos e não faz nem uma semana que nos conhecemos. - Falei e escutei a sua risada.

- Porque eu não tenho o seu dom? Tem certeza que não é meu anjo da guarda? - Falou e eu ri.

- Acho que tiraram muito o seu sangue e agora você está delirando. Vamos antes que você ache que está vendo fadas - Eu ri quando a vi me olhar com os olhos cerrados.

- Sorte sua que você é muito fofa e eu fico com pena de bater em você. - Disse séria e eu ri levantando as minhas mãos.

Eu achava aquela nossa aproximação muito estranha, mas eu estava gostando de ter Jessica como uma amiga. Só teria que ser cuidadoso e paciente em certas coisas e esperava que ela fosse também comigo.

O percurso foi o mesmo, chegamos em frente à entrada do metrô e observei Jessica suspirar.

- Até amanhã? - Perguntou e eu assenti.

- Claro! Mas antes, eu preciso do seu número - Ela sorriu largo antes de pegar o seu celular dentro da bolsa e me entregar. Eu fiz o mesmo e ela começou a digitar o seu número.

Devolvemos os celulares e Jessica se aproximou de mim depositando um beijo em minha bochecha, ela riu e entrou na estação.

Franzi o cenho achando aquela ação estranha, mas decidi não me preocupar com isso. Acredito que Jessica só estava agradecendo por eu ter cuidado dela.

Eu, literalmente, tenho que ler algo sobre amizade.




*****




Mais uma vez meus pais haviam saído, eu já estava ficando chateado com isso. Não que eu quisesse atenção deles, mas que pelo menos, me avisassem que iriam sair e deixassem uma cópia da chave para mim.

Eu fiz todo o meu ritual quando cheguei em meu quarto e fui para o banheiro respirando fundo e tentando pensar em diversas coisas para que eu esquecesse que iria tocar em meu corpo.

Decidi cantar. Iria resolver.

Passei menos de cinco minutos ali. Meus banhos nunca eram longos, por motivos óbvios.

Quando saí do banheiro, já arrumado, minha mãe estava sentada em minha cama enquanto olhava para a parede.

- Mãe? - Chamei a sua atenção e ela desviou o olhar para mim e sorriu. - Aconteceu algo?

- Não. Eu só quero conversar com você, pode ser? - Assenti e fui me sentar ao seu lado. - Hoje, quando eu estava voltando do supermercado, eu vi algo que me deixou curiosa.

- O quê?

- Você. - Franzi o cenho.

- Então, por que não me chamou? - Ela suspirou enquanto negava com a cabeça.

- Eu vi você com uma garota, Taeyeon. E ainda vi ela te beijando. - Suspirei.

- Sim, eu estava com Jessica e ela apenas me beijou na bochecha em forma de agradecimento por eu tê-la ajudado hoje. Ela teve que voltar pra escola depois de ter passado o dia todo no hospital, estava muito cansada. - Dei de ombros e mais uma vez escutei o seu suspiro.

- Taeyeon, não precisa se explicar. Está tudo bem, querida. Eu não me importo se ela for algo a mais. - Disse enquanto segurava as minhas mãos. - Eu só quero que seja feliz, Taeyeon. Independente de tudo. Sua felicidade é mais importante para mim.

Eu observava minha mãe estático. Por anos eu imaginei que ela fosse aquela pessoa intolerante e muito tradicional, que o certo seria homem e mulher e, o resto era errado e pecado. Mas agora ela estava ali, na minha frente e dizendo que me apoiava.

Eu não sabia o que dizer.

- M-Mãe... e-eu - Ela negou enquanto sorria.

- Sei que você nunca teve amigos - Ela disse. - O diretor da sua antiga escola havia me contado sobre isso... - Assenti devagar, ainda estava tentando absorver o que ela havia dito agora pouco. - Acho que ter uma amizade agora está sendo complicado para você, já que nunca teve uma. Pode ser que o que eu vi, realmente seja uma forma de agradecimento, não estou desconfiando de você. Apenas quero que saiba que eu estou aqui, pode conversar sobre tudo comigo. Prometo sempre tentar te compreender. - Ela sorriu e eu senti meus olhos lagrimarem. Abracei ela que me apertou um pouco mais forte.

- Obrigada, mãe. Mas Jessica é só uma amiga, não se preocupe. - Sorri e ela assentiu.

Conversamos sobre a escola até que escutamos a porta abrir. Minha mãe se levantou dizendo que iria ajudar o meu pai, deixei que ela fosse.

Eu ainda sentia medo. Não sabia qual seria a reação da minha mãe se eu contasse a verdade, o que estou passando durante anos. Uma coisa é ela me aceita por eu gostar de uma garota, outra coisa é eu dizer à ela que sou um homem. Não estava preparado para falar de uma forma tão brusca. Mas de uma coisa eu tinha certeza. Eu poderia ir falando as coisas devagar e tentando perceber algumas reações dela.


Notas Finais


Então, como estamos?

TaengSic só amizade, ok?

TaeNy? Nunca nem vi...

Adorei escrever esse momento entre mãe e filho, as vezes quando alguém está passando por essa aceitação eles só querem alguém que apoiem e estejam do lado deles.

E eu digo, é MUITO IMPORTANTE essa relação entre eles. O Tae vai precisar.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

See Ya!


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