História Sweet Burn - Capítulo 12


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Beemo "BMO", Cake, Fionna, Lord Monocromicórnio "Lormo", Marshall Lee, Principe Chiclete, Príncipe de Fogo
Tags blake, Chiclete, Gumballe, Hora De Aventura, Leo, Leoxblake, Marshall Lee, Sweet Blood
Visualizações 93
Palavras 2.639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olááááááááá!
Gostaria de agradecer as favoritações de:MarcellineLee, albusdiggory, soophisailor7 e TheSimpleGirl14.
Boa leitura meus lindos!

Capítulo 12 - Sensações Estranhas


Marsh On

Ok, aquilo tudo foi muito estranho.

O que estava acontecendo com o Léo? Eu sei que algo estava acontecendo, afinal, hoje ele não aprontou nada.

Não beijou ou fez coisas maliciosas com o Blake (aliás, ele se afastou completamente dele, o que está me assustando e muito); ele também não chamou a atenção da tia da escola hoje; não me fez passar vergonha... Nada!

O problema central da história: depois de bater o sinal para irmos embora, ele saiu correndo da sala com a maior velocidade que um vampiro pode ter, não me dando chances nem de saber o caminho que ele pegou.

Ou seja, não faço a mínima ideia para onde ele foi.

Estava andando apressadamente pelos corredores, olhando para todos os lados, tentando com todos os meus esforços encontrá-lo.

-Marsh!

Olhei imediatamente para a direção da voz, encontrei exatamente a Mary correndo até a mim.

Ela parecia desesperada, seus olhos arregalados e o maxilar duro transmitia isso.

- O Léo... Ele não está bem. – Disse, via que ela recuperava o fôlego o mais rápido que podia, mesmo que não fosse o necessário para o seu corpo, para transmitir a informação o quanto antes. – Ele está no banheiro masculino desse andar, te pedindo ajuda.

-Obrigado Mary! – Disse, correndo entre os alunos.

Algo muito errado estava acontecendo.

~ Na manhã daquele mesmo dia

Léo On

Entrei no presídio (escola) no mesmo ânimo que sempre: torcendo para que as horas passassem rápido para ir para casa.

Principalmente hoje, afinal, vai ter prova... Ahh, que ranço.

O pior é que eu passei o dia inteiro de ontem estudando para ela, mesmo que minha vontade fosse de maratonar uma série muito louca que achei na internet. Afinal, papai Chiclete não gostava quando eu pegava recuperação nas coisas (sei bem disso... Ah, meu trauma de infância).

Bem, dei toda minha alma para isso, espero que o professor não me pegue de surpresa na prova...

Sem falar que... A preocupação com a prova não era o que estava invadindo meu lindo cérebro.

Devo ter assistido muita besteira nessa vida para chegar a esse ponto... A primeira coisa que eu pensei quando eu acordei hoje era o quanto eu queria transar com Blake novamente.

Em minha autodefesa, faz um mês e alguns dias desde que fizemos aquilo naquela festa... Poxa, eu sou humano!

E agora que senti o quanto é bom... Bem, é difícil largar.

Espero não ser uma viciada em sexo, era o que me faltava (apesar que não me surpreenderia).

Enfim, eu queria falar com ele se a gente podia se encontrar em algum lugar ainda hoje, porque nossa... Não tem como explicar, só sei que estou querendo muito.

Mas era melhor eu não conversar com ele por enquanto, porque no momento infelizmente tenho que esquecer a vontade e me concentrar na matéria da prova de hoje, ou eu só responderia “quero pegar Blake” em todas as linhas de resposta. Se as perguntas do teste pedissem pra justificar... Vixe, aí coitado do professor.

Caramba, tenho que pensar pelo menos por um segundo em não pegar ele.

Respirei fundo e fui junto com Marsh até o Blake.

-Olá Blake. – Saudou Marsh.

-E aí Marsh? Léo? – Ele disse, olhando para mim em seguida, se inclinando em minha direção para me dar um selinho.

Porém, algo muito louco aconteceu.

Meu corpo inteiro se arrepiou e a sensação foi tão intensa que tive que segurar o gemido, sem falar no cheiro de Blake... Tipo, eu sei que ele é muito cheiroso porque sempre passava algum perfume, mas era como se ele tivesse tomado banho com o frasco hoje. O perfume invadia totalmente o meu ser, me levando à insanidade.

E então, quando ele me beijou...

Uma onda de choque percorreu meu corpo, me fazendo gemer. Tive que segurar com força na camiseta de uniforme dele para não perder o controle ali mesmo.

Ele se afastou de mim, me olhando um pouco confuso. Agradeci internamente por ele não ter perguntado nada e logo em seguida ter ignorado, assim que soltei a camisa e fiquei um pouco afastado dele.

Tentei prestar atenção na conversa que meu irmão e ele estavam tendo, mas eu não conseguia parar de pensar no que acabou de acontecer ali.

Por que senti tudo com tanta intensidade? Ele só me deu um selinho, não foi nem de língua ou algo assim.

Eu acho que me tornei quem eu mais temia: um tarado.

Apesar que admito que já sabia que eu era isso há muito tempo.

Mas, eu não consegui deixar de ficar preocupado, afinal, era a primeira vez que eu senti essas coisas e, em somatória, eu não sabia a razão.

Acho que não saber, principalmente em como fazer isso parar, era o que mais me assustava.

O sinal bateu, indiciando que a hora do massacre iria começar.

Respirei fundo,claro, depois de me afastar um pouco de Blake, se não eu iria ficar de quatro na frente dele agora mesmo.

Tudo ficaria bem.

Sim, eu iria me concentrar na prova, aí tudo daria certo.

Acho que esse plano funcionará bem, afinal, hoje é um daqueles dias mais tediosos da vida de um estudante: uma prova integral, isso mesmo, aquela que cai todas as matérias e custa todas as aulas de hoje para fazê-la.

Além do medo devido à expectativa que eu estava com aquela prova, o Blake sentava perto de mim, então não foi de muita ajuda para eu parar de sentir os arrepios.

No mínimo, as questões de exatas acabaram me distraindo, afinal, eu percebi que estava tão ferrado que acabei esquecendo do meu problema inicial.

É, até que estava ajudando, apesar de eu ainda sentir aquelas sensações estranhas.

Soltei o ar pela boca.

Vai ficar tudo bem

Tem que ficar tudo bem.

//

Não está nada bem.

Nem um pouco.

Ficar a manhã inteira sentindo o banho de perfume que o Blake tomou naquele dia não estava me fazendo muito bem.

Faltava finalmente três minutos para acabar aquele péssimo dia na escola.

Estávamos esperando o professor recolher nossas provas e o sinal bater, enquanto isso, arrumávamos nossas coisas. Ouvia Blake e Marsh conversando, mas sinceramente, eu não conseguia ouvir mais nada, apenas sentia meu corpo estremecendo... Cara, eu quero muito ir para casa. De verdade.

Falaria com eles que iria logo para casa, já que não estava me sentindo muito bem.

Finalmente, o sinal bateu, GLÓRIA A GLOOB.

Me levantei da carteira para poder conversar com eles.

Quando... Percebi a gravidade da situação.

Eu estava duro.

O quê?!

Nem falei nada, simplesmente saí correndo o mais rápido que pude dali. Não quero que ninguém veja isso!

Eu posso até ser levado para a diretoria por causa disso! Jamais!

Meu plano inicial era correr direito para fora da escola e ir para casa, aproveitaria minha velocidade de vampiro, assim, ninguém iria me ver.

Entretanto, meus planos estão somente falhando hoje.

Minhas pernas estavam bambas, tanto que teve uma hora no corredor que eu quase caí no chão.

Aquilo estava me assustando muito.

O que estava acontecendo?!

Assim que vi na minha frente um dos banheiros masculinos que havia na escola, não vi outra opção, só entrei ali.

A minha sorte é que estava vazio.

Fui direto para a pia, afinal, água gelada é o melhor amigo do homem. Sempre ajuda.

Encharquei minha mão e coloquei em meu rosto, senti a diferença de temperatura com muita dor, mas era necessário. A cada vez que passava, me olhava para ver se estava dando certo. Tentei até, de alguma maneira, limpar minhas narinas, que persistiam em sentir aquele cheiro mesmo que Blake estivesse muito longe de mim, como se estivessem viciadas.

Olhei para o espelho: minhas bochechas estavam muito coradas, meus olhos levemente vermelhos e lacrimejados e... Eu estava arfando?

-Léo? – Uma voz surgiu.

Eu me assustei, indo diretamente na direção daquela voz.

E para minha surpresa, era Mary.

-Mary?! O que você está fazendo aqui?! – Perguntei, surpreso, escondendo o meu volume com a ajuda da pia.

-E-Eu que te pergunto! – Ela parecia surpresa em me ver e... com medo?

-Aqui é o banheiro masculino ué! – Exclamei, em minha auto defesa.

Ela corou.

-A-Ahh... Eu me confundi. É que aqui não vem ninguém, igual ao banheiro das meninas, aí achei que estava no certo. – Disse rapidamente, como se tivesse essa resposta programada... Ou era impressão minha. De repente, ela olhou para mim, preocupada, se aproximando de mim. – Você está bem?

-Mary, não se aproxime. – Pedi, em seguida, um espasmo percorreu meu corpo, me fazendo gemer baixinho.

-Meu Gloob... Você não está bem. – Ela murmurou, olhando atentamente para mim, porém, atendendo meu pedido. – Quer que eu chame os enfermeiros?

-Por favor... Ahh... – Cravei meus dedos ao redor da pia. – Chame meu irmão.

-Sim! – Ela gritou, correndo para fora do banheiro.

Finalmente.

Parei de me esconder e aproveitei para analisar a situação: como sempre, piorou.

-Ahh... droga. – Gemi.

Corri para a cabine do sanitário e me tranquei ali.

Mary tinha razão, não vinha ninguém aqui... Tanto que durante todo o tempo que levou até meu irmão chegar aqui não entrou ninguém.

Todavia, não queria arriscar do nada ser visto por alguém, então só fiquei ali.

Marsh On

Era óbvio que ele iria para algum lugar em que pudesse ter privacidade: aquele banheiro não entrava ninguém, por causa de ser o mais abandonado da escola.

-Léo? – Chamei, olhando ao redor, porém, não havia ninguém.

-Marsh... – Ouvi uma voz abafada e soou quase como um... gemido?

-Ele deve estar naquela cabine. – Falou Mary, apontando na direção.

-MARY! – Gritei, morrendo de susto. Não era da minha expectativa que ela me seguisse, principalmente até aqui dentro. – Você sabia que aqui é o banheiro masculino?!

-A-Ahh! Desculpa! – Ela gritou, correndo para fora do local.

Respirei fundo, indo na direção da cabine que ela apontou. E bem, estava certa.

-Não entra. –Ele pediu, ao perceber que me aproximava. – Se bem que eu tranquei a porta... Ahh...

-Léo, você tá passando mal? – Perguntei, confuso.

-Marsh... Me ajuda, eu não sei o que está acontecendo comigo...

-O que você está sentindo? – Perguntei. Sei muito bem que não era médico, mas já havia lido muitos livros de medicina, talvez alguma coisa ajudasse.

-É algo incomum: ahh, que vergonha...

-CONTA LOGO LÉO!

-Eu estou sofrendo arrepios toda hora, as vezes dá calafrios na espinha, meu rosto está quente, estou quase chorando aqui de tanta lágrima que está escorrendo de minhas bochechas e... Estou duro.

Fiquei alguns segundos calado.

Será que eu entendi direito?

Não, provavelmente só imaginei coisas que batessem com o vocabulário tarado e safado do Léo quando ele pronunciou o som da palavra.

-Ah, eu não entendi a última parte. – Disse.

-Eu tô duro Marsh, tipo, literalmente. – Ele explicou, gemendo longamente no final.

Associei todos os sintomas que ele disse, pensando no que ele poderia ter.

Porém, só havia uma resposta.

Mas não, não era possível.

-Léo, me deixa entrar.

-Não Marsh! Eu estou horrível!

-Léo, isso não é um pedido.

Um pequeno silêncio se prolongou entre nós, até eu ouvir o trinco sendo aberto.

Respirei fundo e abri a porta.

A imagem que eu vi... Confirmou tudo.

Desculpe a forma vulgar de dizer, mas era como se ele estivesse em plena relação sexual: ele estava com a face vermelha, lacrimejando, parecia que tinha falta de ar, tanto que tinha auxílio da boca, seu corpo tremia, suas pernas estavam bambas, tanto que ele nem conseguia se posicionar direito enquanto sentava na privada e... Bem, não vou nem dizer nada sobre aquilo.

-Droga... –Murmurei baixinho, pensando no que eu iria fazer agora que descobri.

-Marsh... O que está acontecendo...? – Ele perguntou, estava totalmente confuso e seus olhos transmitiam medo.

-Léo, faz um mês que você transou com o Blake né? – Perguntei, só para confirmar se minha teoria estava 100% certa, ou só iria assustar o menino se estivesse errado.

-Por aí... Acho que um mês e alguns dias... Mas o que raios isso tem a ver?

Fechei meus olhos com força.

Merda.

Abri-os.

-Léo, você está no seu primeiro período fértil de vampiro.

Um longo silêncio se prolongou no banheiro.

Até ele gritar em plenos pulmões:

-O QUEEEE?!!!!

Blake On

Caminhava pelos corredores com pressa, afinal, sentia que alguma coisa não estava certa: primeiro Léo some daquela maneira, correndo como se não houvesse amanhã, e agora o Marsh some do nada?

Em que encrenca eles se meteram?

Olhava por todos os lados, procurando pelo menos um dos irmãos, assim obteria algumas respostas.

De repente, vi uma figura familiar.

Mary estava encostada do lado da porta que dava para um banheiro masculino, que aliás, estava abandonada à séculos pela escola. Entretanto, ela olhava diretamente para o chão, seus olhos demonstravam o quanto estava preocupada e suas mãos se contorciam uma na outra, revelando o quanto ela estava nervosa.

-Mary? – Perguntei, ela imediatamente olhou para mim.

-Oi Blake. – Ela disse, não fui recebido com seu clássico sorrido, e sim, com uma carinha de medo. Ou seja, ela sabia de algo.

-Você sabe o que está acontecendo com o Léo e o Marsh? – Fui direito ao assunto.

Ela arregalou os olhos.

-O Léo está passando mal, ele está aqui dentro com o Marsh. – Ela disse, apontando em direção ao banheiro masculino.

Merda.

O Léo passando mal?

Bem que eu suspeitei que ele não estava se comportando como normalmente o faria, afinal, ele não trocou nenhuma palavra comigo e com o Marsh a manhã inteira.

Eu devia ter notado que tinha algo errado com ele.

Como sou péssimo.

Rapidamente, entrei no banheiro, avistando o Marsh com a porta da cabine aberta, todavia, não conseguia ver Léo lá dentro.

O moreno arregalou os olhos ao me ver, fechando a porta com força.

-Blake! Saia daqui, agora! – Ele gritou, estava realmente alarmado.

-Calma! Eu só vim aqui ajudar! – Eu gritei, assustado com a maneira que ele estava me tratando: o Marsh era tão calmo e da paz, porque estava falando daquele jeito?

Acho que era a primeira vez que o via tão alterado.

-Ahh... Blake... –Ouvi um gemido muito sexy vindo da cabine.

-Oxe, isso é gemido de alguém que está vomitando? – Perguntei confuso.

Marsh deu um tapa em seu próprio rosto, estava no ápice do stress.

-Blake, por favor, saia daqui! Você não sabe o que está acontecendo e não há tempo para explicar! Só está piorando as coisas ficando aqui dentro, por favor, saia!

Era muita informação para digerir... Afinal, eu estava piorando as coisas, como assim?!

Porém, achei melhor seguir o que ele estava falando, me encaminhando para a porta de saída.

-Blake... – Ouvi novamente ele me chamando.

-Léo, fica aí dentro! – Gritou Marsh.

Olhei para trás, vendo a cabine aberta e Marsh conversando com alguém através da porta, claramente, o irmão.

-Marsh... Só ele vai me fazer melhorar, se não vou ficar o dia inteiro assim...

-Eu sei, mas você sabe que é muito perigoso! – Ele exclamou, tentando ver se Léo recobrava a consciência.

-É só a gente usar camisinha e pronto. – Disse simplesmente.

-Mas e se estiver furada? – Perguntou o moreno.

-Se tiver camisinha? Se estiver furada? Que papo é esse galera? – Perguntei, confuso.

De repente, Léo andou até que a porta não o cobrisse mais.

Fiquei boquiaberto.

Ele precisava da ajuda do irmão para andar, afinal, suas pernas estavam muito bambas, como se o joelho não conseguisse segurar o próprio corpo, ele estava muito vermelho, seus olhos lacrimejantes, estava arfando e percebia que ele estava tremendo.

Só o vi assim uma única vez e acabei me xingando mentalmente, afinal, enquanto ele estava passando mal aqui na minha frente, eu tinha a audácia de me lembrar que ele já esteve com essa aparência enquanto estávamos transando.

Como sou péssimo.

-Blake, me leve até o seu carro. – Léo disse, gemendo em seguida, fechando os olhos. Ele tentou recobrar a consciência, olhando para mim novamente. – Te explico no caminho.


Notas Finais


Bate Papo com a Melody
Melody: (~boquiaberta)
Público: (~boquiaberta)
Melody: Por causa de todo esse episódio, ninguém pode comparecer, desculpe-me povo...


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