História Sweet but psycho - Capítulo 42


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Categorias Gravity Falls
Personagens Bill Cipher, Candy Chiu, Dipper Pines, Gideon Gleeful, Grenda, Mabel Pines, Pacifica Northwest, Personagens Originais, Waddles, Wendy Corduroy
Tags Dipcifica, Mabill
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Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - A fome


Eu me encontrava na sala, pintando as unhas dos dedos do pé, claro que a preocupação me fazia borrar meu dedo a cada cinco minutos, por mais que eu odeie dizer isso, estava certamente preocupada com a demora de Bill, já eram quase nove horas da noite e ele ainda não havia chegado, e tenho certeza absoluta que a biblioteca fecha as seis em ponto.

Eu sei que eu mesma havia incentivado que ele saísse, passeasse, aproveitasse um pouco mais a vida invés de se trancar no quarto, porém era do Bill que estavamos falando, ele poderia estar cometendo alguma atrocidade tanto com algum cidadão inocente quanto com ele mesmo.

Ontem acabei de salva-lo da morte certa, algo que ele mesmo provocou, nada o impede de tentar se matar, ou se ferir a um ponto que nem seu corpo aguente, sua falta de poderes faziam com que sua regeneração fosse mais lenta.

Ele era basicamente um humano, ou muito próximo de um.

Estava tentada a sair e ir procura-lo, por mais que eu achasse perigoso sair a noite, e não me refiro aos outros, e sim a mim mesma. Não me alimento desde que tomei o sangue de Philipe, meu corpo também não estava muito forte, e a noite a tentação era maior, como se a lua me chamasse, almejasse que eu me alimentasse de forma imprudente, sem me importar em realizar uma chacina.

Sei que muitos matariam para ter o que eu tenho, a vida eterna, a força sobre humana, o olfato e audição aguçada, a visão noturna, as presas afiadas, a capacidade de exterminar um ser humano de forma tão fácil..

Eu por outro lado repudiava isso.

Odiava essa fome insaciável, a necessidade de beber o sangue alheio, não poder comer comida normal já sentindo vontade de vomitar, não poder mais desfrutar dos raios de sol em minha pele, a falta de sono que se tornava constante.

Isso era ser um monstro, eu nunca quis ser um..

Eu queria ser uma humana, era tudo que eu queria ser, até mesmo repudiava a ideia de ter os poderes do Cipher em minha mêrce, afinal quanto tempo levaria para que eu começasse a me acostumar com eles? Depender deles? Quem sabe até sucumbir a eles.

Senti algumas lágrimas caírem em minha bochecha, o que eu não daria para voltar atrás, ter impedido Bill de fazer o que fez comigo, eu só queria ser normal.

Comecei a secar meu rosto com as costas da mão quando ouvi a porta se abrir, ele havia chegado, me recompus, respirei fundo e me pus de pé.

-Aonde o senhor estava? -Perguntei me contendo para não pular nele e lhe abraçar.

-Bom.. primeiro fiquei na biblioteca. Mas infelizmente ela fechava as seis, então tive de sair.. -Explicou fechando a porta.

-E o que fez depois?

Bill se virou para me encarar, estranhando meu comportamento, sei que estava sendo impertinente e até super protetora, mas oras era o Bill, eu obviamente precisava ficar de olho nele.

-Peguei um livro que não havia terminado de ler, dai fui até a floresta, fiquei sentado sobre um galho, aproveitei e comi uma maçã que havia por lá, eu estava faminto -Falou colocando o livro que carregava debaixo do braço sobre a mesinha.

Certo, isso confirmava parte de sua história, eu acho..

-Algo a mais? -Questionei me certificando.

-A maçã não foi o bastante para saciar a minha fome. Então fui até a cidade comer alguma coisa e te poupar de cozinhar -Disse o loiro cruzando os braços e me encarando.

Algumas pessoas desviam seu olhar quando mentem, porém esse não era o caso do demônio a minha frente, ele seria capaz de mentir, me olhando nos olhos, sorrindo de forma simpática, falando de forma suave e direta, sem gaguejar ou tremer.

Um mentiroso profissional.

-E como pagou pela comida? Não recordo de ter lhe dado algum dinheiro.

-Estrela cadente.. Se tem alguma suspeita, por que simplesmente não fala logo invés de ficar com esses joguinhos de criança? -Falou se aproximando com cautela e seriedade.

Forcei uma risada de deboche.

-Faça-me o favor Bill. Eu não suspeito de nada, somente estou lhe perguntando o que fazia, e pelo que eu saiba alguém que é inocente não se ofende com uma pergunta tão simples -Rebati.

 

-Hmm.. -Disse relaxado -Olha, eu não me recordo de termos alguma relação de algum tipo para que eu precise me justificar para você. Eu posso ter lavado louça para pagar minha refeição, talvez alguma pessoa tenha sido gentil e pago para mim, que seja -Explicou sorrindo de forma cinica.

Como eu odiava quando ele sorria assim.

-Te conhecendo, dúvido da primeira hipótese -Alfinetei me aproximando do mesmo -Aposto mais na que você convence alguém a fazer o que você quer, afinal é isso que você sempre faz, simula e convence.

Ele gargalhou e sorriu de forma arrogante, segurando meu queixo entre seus dedos, me obrigando e encara-lo.

-O que posso dizer? Eu tenho meu charme -Respondeu.

-Talvez funcione nas pessoas ingênuas.. mas não comigo -Rebati dando um tapinha em sua mão, me livrando de seu toque, me virei de costas e comecei a andar em direção as escadas.

-Jura? Pareceu funcionar bem hoje na biblioteca.. Pareceu mesmo.

Rangi meus dentes indignada, o quão cretino esse homem conseguia ser, fechei meus punhos, pensativa. Poderia lhe dar um belo murro na cara, ou sair sem responder nada.

Respirei fundo.

Não vou lhe dar o que ele quer, ele quer me provocar e me irritar, assim eu lhe xingaria ou causaria algum dano fisíco, e masoquista como tal é, iria amar que eu o fizesse.

Porém não dessa vez!

Retornei a caminhar em silêncio, subindo as escadas, eu iria para um merecido e relaxante banho, muito melhor do que perder meu tempo trocando farpas com o demônio.

Era impressionante como ele conseguia mudar de uma hora para outra, ontem ele parecia alguém tão sensível, inseguro, meigo.. Hoje já estava o mesmo babaca narcisista de sempre, isso que ele ainda não esta no seu modo bravo e psicótico.

Argh. Ele é gatinho, mas podia ser menos bipolar.

Peguei um casaco, uma saia, e uma lingerie limpa, então fui para o banheiro tomar meu banho, esfriar a cabeça, ou acabaria eu mesma matando o Bill, e não queria tal peso em minha consciência e muito menos ter de explicar isso a Belatrice.

"Seu pai me irritou muito e acabei acertando uma frigideira na cabeça dele" Pensei gargalhando com a cena em minha cabeça.

Lavei meus cabelos, estavam tão compridos, também quando foi a última vez que fui ao salão? A última vez quem cortou meu cabelo foi a Belatrice, e ainda ficou torto, a Pacifica que teve de consertar o estrago para mim.

Assim que sai do banho, me enrolei na toalha, ficando na frente do espelho para analisar minha aparência, meus olhos estavam levemente avermelhados, seu tom parecia se intensificar sempre que sentia vontade de beber sangue.

Deve ter ocorrido por conta do sangue dos lábios do Cipher que lambi..

Que vergonha Mabel.

Só de recordar do sabor meu corpo entrava em êxtase, me sentia ofegante, e com uma sede descontrolável, chegava a doer.. Me senti da mesma forma no dia que bebi do cadáver do..

Mas o desejo era mais forte!

Eu estava faminta, desesperada, e ainda instigada pelo seu sabor único e sem igual..

Quando dei por mim estava de joelhos no chão do banheiro, tentando me apoiar na pia, eu precisava me conter ou iria acabar cometendo alguma loucura.

Soquei a parede, e depois os objetos sobre a pia, eu não estava forte, mas ainda assim fazia grande impacto, eu grunhia igual a um animal enjaulado querendo sair.

Escutei batidas na porta, seu cheiro se intensificou com a aproximação, podia escutar suas batidas, sempre tão harmoniosas, não havia aceleração.

-Mabel esta tudo bem ai? -Questionou.

-Sai daqui! -Gritei tampando meu nariz com força.

Comecei a lacrimejar, sentindo sangue escorrer de meus olhos, minha respiração desregulada não ajudava em nada, cravava as unhas em minha pele para tentar me distrair, mas não funcionava.

-Abra a porta Pines -Ditou o loiro de forma séria.

-Eu mandei você.. 

-Abra essa porcaria ou eu mesmo irei derruba-la -Ameaçou.

Eu não duvidava de sua palavra, mas ainda era hilário ver que ele não tinha mais seus poderes para depender, de forma rápida, destranquei a porta, me questionando se havia tomado a decisão correta, me encolhi no canto do banheiro evitando encarar o rapaz, que abriu a porta aos poucos..

 

 

Pensei que ele fosse se desesperar, rir de minha situação, alguma coisa, porém tudo que ele fez foi se aproximar em silêncio, eu sabia que essa aproximação era perigosa, mas não tinha forças para falar.

Ele se ajoelhou, ficando face a face comigo, mesmo não o olhando nos olhos, sei que ele me observava atentamente, e isso era incomodo como o inferno.

-A quanto tempo você não se alimenta? -Perguntou.

-Desde.. desde.. 

Ele estalou a língua em reprovação.

-Garota tola.. -Resmungou.

Ele cravou os dentes em seu próprio pulso, os dentes do demônio eram pontudos, o que facilitou um corte naquela região, eu arregalei meus olhos desesperada.

-O que você..

-Beba -Ditou aproximando seu pulso a sangrar em minha direção.

Eu neguei diversas vezes com a cabeça, não podia fazer isso, era repulsivo, perigoso, arriscado, eu poderia feri-lo ou até mata-lo se perdesse o controle da situação.

Ele suspirou irritado, me puxando pelo queixo, sem mais hesitar, acabei cravando minhas presas em seu pulso, lambendo aquele sangue saboroso..

Ouvi ele grunhir baixo, mas não ousou se afastar, ele permitiu que eu prosseguisse pelo tempo que bem desejasse, não se importando se isso o machucava ou o faria desmaiar.

Assim que me senti satisfeita, consegui me separar do rapaz, ele parecia fraco, mas ao menos não desmaiara, suspirei aliviada por ter conseguido me conter.

-Se vista. Quero conversar com você.. -Disse o demônio se levantando.

-Bill, o seu pulso.. -Falei preocupada.

-Não é problema. Agora se apresse, precisamos conversar sobre sua hesitação para se alimentar -Ditou deixando o banheiro e fechando a porta.

Assenti sorrindo agradecida.

Ele as vezes não era egoísta..

 



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