História Sweet but Psycho - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha quem está aqui com mais um cap. desse novidade heuheu
Tah-chan estava muito empolgada e resolveu postar mais uma vez, a partir de agora vou demorar um pouquinho porque preciso adiantar a fic antes de sair postando desenfreada, se não vamos todos ficar sem capitulos <3

Espero que gostem <3

Capítulo 2 - 'Cause he messin' with your head


- Acho que eu tenho sim – ele apertava a mão de Kidomaru com tanta força que o mesmo gemia – Que tal sermos todos amigos, ou podemos resolver no ring, se quiser me encarar de verdade.

Kisomaru se soltou do loiro com toda a força que ainda o restava se afastando com seus amigos.

- Acha que só porque é bom de briga pode fazer o que quiser Uzumaki – Jirobo se pronunciou claramente assustado.

- Não era eu que estava encurralando duas pessoas que não fazem parte da equipe de luta, sendo que todos vocês fazem – Ukon e Sakon começaram a puxar seus amigos dali, sendo acompanhado por Tayuya.

Como eu disse, um bando de covardes.

Sai olhava para aquela cena ao lado de Suigetsu em silêncio.

- Você está bem? – O garoto loiro se dirigiu a mim pela primeira vez.

- Estou... obrigado pela ajuda – falei arrumando a mochila no ombro sem olhar muito pra ele, a verdade era que ele era tão bonito que chagava a ser intimidador, ele era forte, então se o encarasse demais podia achar que tinha alguma intenção e a última coisa que eu queria era mais alguém da equipe de luta no meu pé.

- Relaxa – ele então fez algo que eu não esperava, segurou o meu queixo apontando o meu rosto para o seu.

Foi a primeira vez que o encarei, foi a primeira vez que dei de cara com aqueles olhos extremamente verdes, ele então sorriu e senti meu rosto esquentar.

- Quer um conselho, não abaixe a sua cabeça, faz eles acharem que tem algum poder sobre você – aquele sorriso era tão bonito e doce, fazia eu me sentir aquecido – E mais você é bonito demais pra apanhar, acredite em mim toda aquela picuinha me cheira a paixão incubada.

Me desvencilhei dele, já estava ficando desconcertado com suas palavras.

- Por favor, eu agradeceria se não me amaldiçoasse desse jeito – ele riu, uma risada divertida e gostosa de se ouvir, que merda o que esse novato tá fazendo.

- Gostei de você – ele então estendeu a mão -, sinto que não fomos devidamente apresentados, me chamo Naruto – ele estendeu a mão e eu a encarei por alguns segundos antes de aperta-la.

- Sasuke, Uchiha Sasuke.

O sinal tocou, e antes que eu percebesse ele apenas segurou a minha mão que antes apertava e me arrastou para a sala.

...

Ele era legal.

Bonito.

Não muito inteligente, mas claramente esforçado.

Se sentou ao meu lado durante a aula, me perguntando onde eu havia me escondido nesses dias. Eu apenas menti dizendo que estava viajando para cuidar do meu avô doente.

Quando o sinal tocou de novo ele se virou pra mim, mas antes que dissesse algo Ino bateu em sua mesa com seu sorrisinho de interesse.

- Naruto-kun, que tal almoçar com a gente hoje, faz tempo que não faz isso.

Ele então sorriu para ela, mas claramente não era o mesmo sorriso que estava dando pra mim até aquele momento, parecia um sorriso falso.

- Desculpe Ino-chan, mas Sasuke me prometeu que me ajudaria a entender essa matéria no intervalo, não é – ele me olhou como se pedisse ajuda.

Apenas balancei a cabeça para ajudá-lo.

- Sakura pode te ajudar – a loira ofereceu -, ela é muito boa em todas as matérias.

- Fica pra uma próxima – falou se levantando -, te encontro no banheiro – falou pra mim e eu apenas continuei arrumando minhas coisas.

Às garotas me olharam com desprezo e seguiram para fora da sala sem me dizer nada.

...

Naruto me esperava na porta do banheiro, assim que ele me viu apenas se permitiu me seguir para um canto afastado, não sabia exatamente o que estava fazendo, por fim acabei o levando para o meu lugar, um lugar afastado onde as pessoas não costumavam me achar para me incomodar, um lugar onde eu era invisível.

Ele estava sentado de frente para mim comendo um pão de Yakisoba enquanto eu comia meu bento em silencio.

- Por que deixa que te tratem assim?

- Está acabando, não quero pensar nisso, quando acabar nunca mais vou ver esses idiotas de mente fechada.

Ele balançou a cabeça como se concordasse comigo, por um segundo pude sentir uma sombra sobre seus olhos, era como um brilho diferente, não sabia interpretar.

- Gosta de desenhar? – Perguntou apontando para o meu caderno saindo da mochila – Vi você desenhando durante a aula, você é muito bom.

Apenas sorri pequeno.

- Desenho pra tirar as coisas da minha cabeça, mas nem sempre funciona.

- Fala dos olhos? – O olhei assustado – Desculpe, é que só tinha um lápis no seu estojo, e era azul, deve gostar muito dessa cor.

- Não gosto! – Falei mais rápido do que pretendia e mais ríspido do que deveria – Desculpe...

- Não se desculpe, você deve ter seus motivos – falou sorrindo pra mim, o brilho em seus olhos verdes se mantinha, da mesma forma, apesar da expressão ter mudado.

- Poderia me desenhar qualquer dia desses, vou adorar ser seu modelo.

Puxei meu caderno de dentro da mochila, passando todas as páginas sujas por meus pensamentos daquela noite e me permiti sorrir olhando para uma folha em branco pela primeira vez desde o ocorrido.

- Se importa? – Falei puxando um lápis.

- De forma alguma – ele então fez uma pose brincalhona –, qual ângulo prefere, acho que o lado esquerdo é meu lado bonito.

- Como se você tivesse algum lado feio – falei bem baixinho.

- Obrigado – fiquei vermelho pro ele ter me ouvido -, mas acredite em mim Sasuke, todo mundo tem um lado feio.

Ele então se sentou na minha frente com as pernas dobras apoiando os braços na lateral de seu corpo e apenas sentindo o sol em seu rosto.

Me permiti apreciar aquela visão decorando cada detalhe que ele tinha para então passar para o papel toda aquela beleza.

(...)

3 semanas depois.

Ele me puxou pra fora da sala enquanto corria e ria.

- Achei que tinha treino hoje – falei.

Estávamos tão próximos.

Naquele dia ele me acompanhou até em casa, claramente o grupo de bullers estavam à espreita pra me pegar, então ele resolveu que devíamos tomar um sorvete na volta pra casa.

Então fomos juntos.

Na manhã seguinte me surpreendi ao receber uma mensagem de que ele estava ali para me levar para a escola.

E tem sido assim nas últimas 3 semanas.

Sei que não deveria, mas estou claramente apaixonado por ele.

Apesar de acreditar que ele está apenas sendo gentil comigo e querendo ser meu amigo.

- Tenho, e você vai comigo.

...

O tatame estava vazio.

- Hoje eu vou te ensinar defesa pessoal.

- Por que isso de repente?

- Vou ter que faltar uns dias e não quero voltar e te ver todo quebrado – mordi meu lábio inferior, então ficaria sozinho de novo, ou segurando vela pra Suigetsu e Sai mais uma vez.

- Ei gracinha, olha pra mim, não precisa ficar assim, eu volto, só tenho que resolver uns probleminhas familiares, lembra que contei sobre meu padrinho – acenei positivamente com cabeça -, ele está na cidade, e tenho que cuidar dele enquanto estiver, mas logo ele vaza de novo.

Naruto era sozinho, ele tinha um padrinho que “cuidava” dele quando vinha para a cidade, seus pais morreram quando ele tinha 11 anos e desde então tem viajado com seu padrinho por todo o país, ele então resolveu que queria ter pelo menos o último ano da escola em um lugar só, mas demorou 6 meses para o padrinho achar um lugar, então ele resolveu vir pra cidade de sua madrinha, que por um acaso era a diretora da escola e terminar a escola aqui.

- Então, até eu voltar eu quero que o seu rostinho permaneça bonito – falou sorrindo de lado.

Apenas revirei os olhos colocando a mochila na bancada e tirando o meu casaco.

- Ótimo, vejo que está empolgado, vamos as lições – ele me deu instruções básicas, eu estava rindo dele internamente.

Posso ser um estudante de artes, mas meu caro, eu ainda sou o filho de uma família de policiais.

- Está pronto? – Ele foi meu dar um golpe fácil para mim desviar, então eu segurei seu braço e o derrubei no chão o fazendo girar por cima do meu ombro, um golpe simples de judô que Itachi me obrigou a dominar quando tinha 8 anos, ele disse que me derrubaria todas as vezes que me visse caso eu não aprendesse.

- Uau!!! Mas eu nem... – Sentei em cima de seu tronco e sorri.

- Sabe loiro, não é como se eu não soubesse brigar, só escolhi não brigar – falei.

Estudei em uma escola diferente dessa no fundamental, os caras viviam arrumando briga comigo por saberem que eu sabia lutar, até o dia que quebrei o cotovelo de um garoto, ele era o capitão da equipe de beisebol da escola, nunca mais poderia jogar.

Naquele dia eu decidi que não iria mais brigar, nunca mais, o que foi uma má ideia, já que a equipe de beisebol veio me pegar no dia seguinte.

Aquele dia eu apanhei, apanhei como nunca tinha apanhado, apenas deixei que me batessem.

Minha mãe resolveu me mudar de escola, e cá estou eu, nesse lugar que ninguém nem imagina que sei me defender, onde eu sou apenas o gay esquisito da turma que apanha o tempo todo.

- Você sempre me surpreende – ele então se sentou e eu acabei ficando muito próximo dele já que estava no seu colo.

Fiz menção a me levantar, mas ele me segurou pelas coxas me fazendo ficar sentado nele.

- Por que sempre parece fugir de mim? Está com medo? – Balancei a cabeça negativamente.

- Estou com medo de fazer algo que não goste, não queria ter me apegado tanto, mas o fiz, me desc... – antes que terminasse minha frase fui beijado.

Beijado com gosto e com vontade.

Sentir seus lábios contra os meus, sua língua dentro da minha boca a forma como ele me apertava contra si enquanto me beijava.

Eu só queria parar o tempo e ficar ali, beijando ele para sempre.

Mas tudo que é bom dura pouco e foi com uma mordida no lábio inferior que o beijo se encerrou.

- Melhor você ir na frente – falou com o rosto próximo do meu -, tenho que cuidar de umas coisinhas aqui antes de ir.

Balancei a cabeça positivamente, quando fui apoiar o joelho para levantar que percebi.

- Hnn – aquele gemido era o resultado do calor do momento anterior.

- Desculpe – falei me levantando e fingindo não estar vendo o volume no meio de suas pernas.

- No...nos vemos na sala – sorri para ele pegando minha mochila e jogando meu casaco em sua direção – para te ajudar a chegar no banheiro.

- Dá próxima vez eu vou querer outro tipo de ajuda – falou começando a se levantar e colocando minha blusa amarrada em sua cintura.

- Só me chamar – falei e corri para fora.

Não sei de onde havia tirado aquela coragem.

Mas talvez esse fosse o efeito Uzumaki.

(...)

Na manhã seguinte ele não foi me buscar, me avisou por mensagem que seu padrinho havia chegado.

Não tinha percebido até aquele momento o quanto estar com ele tornava tudo melhor. O quanto ele me fazia bem com poucas coisas.

Estava sentado ao lado de Suigetsu, Sai também tinha faltado, aparentemente ele havia ficado doente.

Aquele dia parecia extremamente longo...

...

Estava sentado no meu quarto desenhando, minha mãe não havia ido trabalhar hoje então estava na sala assistindo televisão. Resolvi então ficar um pouco com ela.

Desci as escadas, ela lia um livro sem prestar muita atenção na televisão, eu apenas me deitei em seu colo e comecei a passar os canais aleatoriamente, até que o jornal me chamou atenção.

Haviam muitas viaturas de polícia.

- Mãe, é o nii-san – ela tentou tirar o controle da minha mão, mas me desvencilhei dela olhando para a tela.

“- Depois de uma temporada de paz ele ataca novamente, o Serial Killer conhecido como Kitsune, a vítima foi identificada como Shimura Danzo, seus dois filhos adotivos o identificaram. Kitsune parece estar em fúria, afinal o corpo do homem tinha sinais de tortura, de acordo com o legista alguns dos membros dele foram cortados ainda enquanto estava vivo.”

Fazia 3 semanas, 3 semanas que não pensava em Kitsune, então ele resolveu voltar.

Minha mãe desligou a televisão e me abraçou, estava no chão, sentia meu corpo tremer. Estou com medo.

Estou com muito medo...

O local do assassinato foi muito perto, muito perto da escola.

Será que ele me achou?

Comecei a hiperventilar minha mãe colocou a mão no meu bolso e arrancou minha bombinha.

- Sasuke, respire fundo filho, respire fundo – e tudo foi ficando escuro, até que eu apaguei.


Notas Finais


E então? Curiosos? Estou apenas começando, vamos nos divertir com um amor sweet enquanto podemos kkkk
Ou não kkkk
Aguardo os comentários ansiosa!
Me digam o que estão achando, me falem se está valendo a pena eu me desdobrar de madrugada pra escrever <3
Muitos Kiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssssssssssssuuuuuuuuuuuuuuuuuuuusssssssssssssssssssssssssss <3 <3 a todos e até a próxima <3


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