1. Spirit Fanfics >
  2. Sweet but Psycho (Fanfic Avalance) >
  3. Chapter Five - V

História Sweet but Psycho (Fanfic Avalance) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


atrasei na atualização, mas cá estou eu! :)
espero que vocês estejam bem e gostem desse capítulo.
uma boa leitura a todos e nos vemos nas notas finais!

ps: a capa do capítulo de hoje é a Eve.

Capítulo 5 - Chapter Five - V


Fanfic / Fanfiction Sweet but Psycho (Fanfic Avalance) - Capítulo 5 - Chapter Five - V

 

A primeira coisa que Laurel pensou quando chegou na sala principal foi o quanto ela e Sara estavam ferradas. Durante o caminho até lá, ela foi observando a quantidade de homens que tinha ali dentro. Era o fim da linha para as irmãs Lance. Não tinha como elas duas enfrentar aquilo tudo sem reforço, mas Laurel tentou não pensar nisso para não parecer nervosa na frente do homem.

 

A sala principal, na verdade, era o ginásio da escola. Deu uma rápida olhada ao redor do local e pôde perceber as crianças todas encolhidas em um canto junto com Nora. Alguns capangas estavam ali, certificando que não houvesse nenhuma bagunça. O homem que a guiava, a jogou no chão, fazendo ela se desequilibrar e bater com os joelhos no piso gelado. O mascarado que observava a cena, sorriu. E então resolveu descer do palco onde estava.

 

— Estou feliz que tenha resolvido aparecer, querida. Eu já estava ficando entediado. - aproximou-se dela, puxando seu braço para que a mulher levantasse. Laurel começou a observar atentamente o homem. Sua respiração estava ofegante. — Sabe Laurel… - ele disse enquanto guiava a mulher para o palco. — Você não sabe quem eu sou, mas eu nunca esqueci de quem você era.

 

— Por que está fazendo isso? São crianças. Você não tem coração? - foi a vez da mulher falar.

 

— Oh, eu não vou matá-los, querida. - disse sarcástico. — Você é quem vai, caso não consiga desarmar a bomba que eu preparei pra você. - sorriu.

 

— Vejo que isso é pessoal. - a mulher parou de repente antes que pudesse subir os degraus da pequena escada. Laurel virou-se para ele, encarando de mais de perto. — Quem é você? O que quer comigo? É dinheiro que você quer? Se for eu… - o homem a interrompeu, apertando suas bochechas com força.

 

— Vocês ricos acham que todos os problemas vão se resolver com dinheiro. - lançou uma risada tão esquisita, que as crianças que já estavam assustadas, recolheram-se mais ainda. — O meu problema não é dinheiro, querida. - explicou. — O meu problema é você. - apontou para ela. — E eu estou disposto a mostrar pra essa cidade que tudo que Laurel Lance toca.. - ele apertou mais ainda seu rosto. — Ela destrói.

 

 

...

 

 

Sara se espreitava sorrateiramente pelos lugares na intenção de encontrar a melhor abordagem a ser feita. Havia passado cinco anos na liga, e lá aprendeu o andar de um assassino. Silencioso e Certeiro. Ela não poderia se arriscar tanto ou se expor, visto que não tinha uma roupa preparada para receber uma enxurrada de balas. Ela nem mesmo tinha munição o suficiente em sua pistola escondida, para abater todos aqueles homens. Teria que usar sua inteligência, assim como seu mestre tinha lhe ensinado.

 

Sara estava entrando no enorme corredor que dava para as salas do primeiro andar. A escola tinha dois. O ginásio ficava um pouco afastado.

 

— Sara. - Zari chamou em seu comunicador. — As bombas estão na quadra esportiva. Estou percebendo que eles têm um comunicador no ouvido. Posso tentar interceptar para que eles percam a comunicação.

 

— Ótimo, faça isso Z. - disse baixo. A mulher soltou um longo suspiro, ela precisava pensar em uma abordagem. E precisava pensar rápido. O plano era retirar todas as crianças e os funcionários dali sãs e salvos primeiro, enquanto Laurel tentava enrolar o máximo o homem. Depois Sara iria de encontro a ele e o mataria. Ou não. Sara não era mais assim. Desde que voltou para Star City, ela decidiu que não iria repetir os erros que cometeu enquanto ainda estava na liga. Bem, exceto pelos homens mortos lá fora. Ela precisava controlar a precisão da sua força.

 

Pensou, pensou e então veio uma ideia. Decidiu que atrairia a atenção dos homens que estavam ali com o barulho de um objeto caindo no chão, depois ela pularia encima dos armários de ferro e os surpreenderia com um ataque surpresa. Ela faria o máximo para ser silenciosa, mesmo sabendo que todas as salas de aula tinham vidros a prova de som. Ou seja, quem estivesse do lado de dentro, não iria escutar o que se passava do lado de fora. Mas mesmo assim ela não iria arriscar, ela seria cautelosa.

 

E assim o fez.

 

Jogou as chaves de sua moto, atraindo a atenção dos homens que logo arquearam as sobrancelhas achando o barulho suspeito. Lentamente Sara subiu, os homens viriam de frente para onde ela estava, mas por sorte o armário de ferro era grande o suficiente para que pudesse deitar seu corpo. Dois homens caminhavam lentamente na direção do corredor que levava à entrada/saída da escola, outros dois estavam atrás dando cobertura e observando quem pudesse vir da esquina do corredor, do outro lado.

 

— Aquilo é uma… chave? - o homem perguntou estreitando os olhos e apontando a arma para o chão. Sara estava com a posição perfeita para cair encima dos homens que estavam na retaguarda e abater os dois restantes, mas a porta principal foi aberta bruscamente, fazendo-a se assustar e recuar.

 

Os homens estavam prestes a abrir fogo em quem quer que fosse aparecer ali.

 

— Olha quem eu encontrei lá fora. - um dos homens, com a boca cortada e o olho já roxo, apareceu segurando Ava que tinha o cabelo e o terno bagunçado. A detetive tinha um corte na sobrancelha que estava sangrando. Sara deu um sorriso travesso enquanto balançava a cabeça negativamente. Ava tinha acabado com o cara. — Eu saí pra comprar a porra de um salgado e ela fez um estrago lá fora. - bufou irritado.

 

Não tinha sido Ava, mas tudo bem.

 

— Tentei fazer contato com os outros, mas meu comunicador tá com uma interferência absurda. - continuou. — O quê está acontecendo aqui? Achei que a mulher fosse aparecer sozinha. O chefe sabe que ela está trapaceando?

 

Os homens se entre-olharam confusos.

 

— O que fazemos com a detetive? - o mais novo perguntou.

 

— Simples. - outro respondeu. — A gente mata ela. - Ava curiosamente levantou seu olhar para algo que jurava ter visto encima dos armários e pôde ver Sara olhando diretamente para ela. As duas trocaram um breve olhar e bastou Sara apenas assentir com a cabeça para que Ava entendesse um plano que surgiu no último minuto.

 

— Vocês não acham extremo demais matar uma mulher? - Sara falou, atraindo a atenção de todos. E então, quando eles se prepararam para atirar, Ava golpeou a barriga do capanga que estava a segurando, enquanto Sara pulou encima dos outros dois caras. Sem dar tempo para que eles reagissem, a loira foi lutando com os demais vendo automaticamente Ava se juntar a ela. As duas colaram suas costas, quando a loira mais baixa teve a ideia de pegar impulso no corpo da detetive para chutar o peito do homem, enquanto isso, Ava desferia alguns golpes no capanga a sua frente.

 

Elas lutavam como duas ninjas, claro que Sara era quase uma, mas Ava tinha movimentos rápidos e reflexos precisos também. O que impressionou bastante Sara, visto que na noite da festa, sentiu Ava um pouco hesitante. Mesmo levando alguns socos e pontapés, as duas mulheres ainda permaneciam de pé. E por um momento de deslize, Sara quase ia levando um tiro pelo homem que ela jurava ter deixado desacordado, felizmente Ava foi mais rápida e atirou na perna dele. E finalizou com um soco no rosto, deixando-o realmente desacordado.

 

— Obrigada. - Sara respondeu com um meio sorriso. Olhou para arma na mão da mulher e estreitou os olhos. — Você estava com uma arma esse tempo todo e só usou agora? - Ava assentiu. — Por que? - perguntou.

 

— Tenho problemas com armas. - disse dando de ombros. — Longa história. - suspirou. — De toda forma, você está presa Sara Lance. - falou tirando rapidamente as algemas de seu bolso e colocando nas mãos da outra mulher, que foi pega desprevenida.

 

— Mas que merda é essa, Sharpe? - perguntou irritada. — Você não pode me prender, eu conheço essa escola como ninguém. - falou. — Laurel está la dentro e todo o restante do pessoal.

 

— Isso é inteiramente culpa sua, srta. Lance. - disse sem se importar. Sara apertou os lábios e antes que Ava pudesse virar seu corpo para que ambas saíssem do local, a loira menor foi mais ágil, dando uma leve rasteira nos pés da detetive que, antes que pudesse sentir o impacto de seu próprio corpo vindo ao chão, agarrou a jaqueta de Sara, trazendo a mulher com as mãos algemadas para cima de si. Elas se entreolharam, seus rostos estavam muito perto. As correntes das algemas de Sara eram um pouco longas, então a mulher conseguiu colocar as mãos em cada lado da barriga de Ava. A detetive Sharpe levantou-se bruscamente, empurrando o corpo de Sara para ao lado, sacando a arma, ela apontou para a mulher no chão.

 

— Levante-se. Agora. - ordenou tentando estabilizar sua respiração.

 

— Ava, porra! - exclamou Sara enquanto levantava. — Você vai mesmo atirar em mim? Nós não temos tempo. Deveríamos nos unir para salvar todos.

 

— Seu pai me deu ordens, srta. Lance. Ao contrário de você, eu sigo as regras. - apontou para ela. — Venha caminhando lentamente e passe na minha frente.

 

Sara a olhava incrédula. Respirando fundo, ela veio caminhando até que em um movimento surpresa, empurrou o corpo de Ava contra a parede. A detetive soltou um leve gemido e com o impacto, sua arma foi ao chão. A irmã mais nova de Laurel conseguiu levar as mãos da detetive sobre sua cabeça. Ava tentava se soltar, mas mesmo com as mãos um pouco presas, Sara tinha uma força surpreendente. A mulher de olhos quase cinzas resmungava, encarando ela.

 

— Você vai acabar nos matando, detetive. - Sara falou com dificuldades, visto que Ava fazia uma força para se soltar. — Me escute pelo menos uma vez.

 

— Sara, me largue, agora. - pediu apertando os lábios. — Me solte. - gritou.

 

— Pare de gritar. - olhou para ela assustada. — Ou eu vou beijar você. - Ava por um momento relaxou os movimentos e abriu a boca como se estivesse tentando formular alguma resposta para ela. — Funcionou. - sorriu vitoriosa. — Detetive Sharpe, me ouça. Deixe-me ajudar, por favor. Eu tenho um plano e sei que ele pode funcionar.

 

— Seu pai não aprovaria este plano. - falou finalmente.

 

— Meu pai não está aqui. - Ava estudou o rosto cansado de Sara. — Me ajude a salvá-los. Por favor. - pediu com a voz baixa.

 

A detetive olhou para o redor e viu como a loira insolente e ela faziam uma bela dupla. Umedeceu os lábios, fazendo Sara estranhamente sentir um calor dentro de si por conta disso e então Ava direcionou seu olhar novamente para ela, suspirando.

 

— Me solte. - pediu. — Só escutarei seu plano, se me soltar. - Sara ponderou por uns minutos, mas foi afrouxando sua força lentamente.

 

— Não apronte nenhuma gracinha. - pediu e a detetive apenas assentiu. — Todas as salas desse colégio são a prova de som. - começou a explicar enquanto afastava-se dela lentamente. — Você está vendo esses dutos de ar? - apontou e a mulher de terno apenas concordou. — Eles são interligados as salas, eu consigo entrar neles e posso fazer um ataque surpresa por dentro. - suspirou. — Eu acabo com os caras, enquanto você ajuda as pessoas a saírem daqui.

 

— Por que você sabe entrar em dutos de ar? - perguntou curiosa.

 

— Longa história. - piscou, causando um revirar de olhos em Ava.

 

— Você está sem colete. Como vai derrubar os homens se chegar de frente? Não tem chances, você vai se machucar. - falou. — Não vejo como isso dará certo.

 

— Não se preocupe comigo, detetive. - falou dando de ombros. — Apenas me solte, eu tenho os meus truques. - aproximou-se dela. — Thea Queen é professora nesse colégio. A menina é extremamente hábil com armas. Coloque uma nas mãos dela e ela te ajudará.

 

— Eu não arriscarei a vida de uma civil, posso me virar sozinha.

 

— Como se virou quando o capanga te trouxe até aqui? - perguntou provocativa. — Thea não é uma pessoa comum. Pode confiar nela. - a mulher apenas balançou a cabeça negativamente. — E então, o que está esperando? - estendeu as mãos para que Ava pudesse a soltar.

 

Contra a sua vontade, a detetive tirou as chaves do bolso e soltou a mulher.

 

— Bem melhor. - Sara disse sorrindo. — Ei, você me chamou de Sara de novo. - falou para ela. — Isso significa que somos amigas?

 

— Não teste a minha paciência, Lance. - Ava bufou. — Não teste a minha paciência.

 

Mais 10 minutos depois o primeiro andar já estava praticamente todo vazio. Alguns professores e funcionários saíam de dentro da escola junto com as crianças tentando fazer o mínimo de alvoroço possível. A polícia já estava presente do lado de fora, fazendo um cerco em volta do colégio. Alguns repórteres chegavam para tentar fazer uma reportagem logo que lhe fosse autorizado, visto que os canais de TV foram suspensos de transmitir ou gravar qualquer coisa para que o homem do lado de dentro, não tivesse acesso a nenhuma informação do mundo real. Damien Darhk também estava presente no local, junto com Alexander. O candidato a prefeito chegou oferecendo seu time de segurança para ajudar no resgate dos reféns. Era uma perfeita jogada política, mas o homem também estava preocupado com a sua filha ser uma das reféns.

 

Duas ambulâncias estavam apostos caso alguém fosse ferido e o esquadrão antibombas estava para chegar. Quentin comunicava-se do lado de fora com Ava através de um rádio. Antes de Sara sumir para o ginásio, ela encontrou-se com Thea, que convenceu a detetive a aceitar sua ajuda. Surpreendentemente Quentin concordava com a ideia maluca de Sara que, a irmã mais nova de Oliver Queen seria uma ótima parceira temporária para a detetive. As duas mulheres foram até o segundo contando agora com o suporte de policiais que as seguiam sorrateiramente. Os capangas abatidos, ou iam diretamente para o hospital por conta da troca de tiros ou saíam de lá algemados.

 

 

《...》

 

Laurel já estava no palco tentando desarmar as duas bombas a sua frente, com um enorme relógio dizendo que ela tinha mais 30 minutos para resolver o quebra-cabeças antes que aquilo tudo fosse para os ares. O homem andava de um lado para o outro, observando atentamente a mulher concentrada. Às vezes ele soltava uma risada ou outra, com a intenção de assustar ainda mais os pequeninos e desconcentrar Laurel, que sentia seu coração acelerar cada vez que ele se aproximava dela. Suas mãos estavam suando e ela não aguentava mais repetir em voz alta tudo que ela estava fazendo, com a intenção de obter alguma ajuda de Zari do outro lado e de Ray, que havia se juntado depois, assim que soube que Nora estava envolvida no sequestro.

 

A hacker tinha dificuldade em achar a rede que a bomba estava hospedada. Ou até mesmo entender como aquele troço funcionava. Era uma tecnologia nova até mesmo para ela, jamais vista antes e isso a deixava extremamente curiosa. Pela primeira vez, a segunda mais calma do time, já estava entrando em parafuso. Ela gritava no ouvido de Laurel algumas palavras estranhas e sentia lágrimas de raiva teimarem em descer de rosto. Zari sabia que não conseguiria, ela falharia com Sara, também pela primeira vez. Garantiu a ela que o plano daria certo, mas agora só via uma maneira de encerrar essa história: Com tudo explodindo. A mulher de cabelos negros, que sempre estava usando seu famoso casaco vermelho xadrez, agora torcia com todas as forças de seu corpo, para que Sara encontrasse uma maneira de fugir dali com todo mundo. Antes que a bomba explodisse.

 

— Eu não aguento mais. - Laurel murmurou baixinho. — Eu não sei fazer isso. Não sei, não sei, não sei. - repetiu inúmeras vezes enquanto escorregava no enorme aparelho, colocando suas mãos no chão e abaixando sua cabeça. O homem, que parecia estar sorrindo, visto que seus olhos haviam ficado pequenininhos, agachou-se ao lado dela e puxou os cabelos de Laurel, fazendo a gritar de dor. Nora pediu que as crianças fechassem os olhos para não ver aquela cena pesada.

 

— Tia Laurel. - Eve disse com a voz mansa entre soluços, levando as duas mãos em seus ouvidinhos, como se quisesse abafar os gemidos de dor da mulher.

 

— Por favor… - Laurel disse com a voz fraca. — Deixe eles irem embora. Eles não tem culpa de nada. - a maquiagem da mulher estava completamente borrada por conta do choro.

 

— Hmm.. - o homem começou a alisar o rosto dela, enquanto a outra mão segurava fortemente seu cabelo para trás. — Eu sei que aquela menininha. - apontou para Eve, que agarrava-se em Nora como se sua vida dependesse daquilo. — Gosta de você. Você é quase uma heroína para todas essas pessoas, Laurel. - riu irônico. — Mas ninguém te conhecesse de verdade como eu. Você é vista como uma figura de exemplo para todos nessa cidade. - ele largou a mulher e voltou a andar. — Mas eu sei que você e sua família são podres. - exclamou. — Podres. - gritou mais uma vez e ao aproximar-se dela, deu um chute em direção a sua costela. Laurel uivou de dor, contorcendo-se no chão. — Eu sei de coisas sobre a sua irmã que poderia acabar com a relação de vocês. Imagine só uma manchete no jornal dizendo: Os Lance - a família mais quebrada de Star City.

 

Mais um chute foi dado na costela de Laurel.

 

— Irei facilitar para você, Laurel. - agachou-se novamente, segurando seu rosto. A mulher tinha a respiração pesada, como se estivesse buscando ar. — Desista dessa campanha. Agora. - falou sério. — E eu deixo todos vocês saírem daqui.

 

— Tudo… bem. - falou com dificuldade. Laurel não estava quase aguentando manter seus olhos abertos. Sentia tanta dor que sua visão estava começando a ficar turva.

 

— Resposta. Errada. - falou pausadamente enquanto deu um soco no rosto da mulher, deixando-a desacordada no chão. Foi então que ele notou algo no ouvido de Laurel. Afastando os cabelos quase castanhos claros da mulher e retirou o aparelho. — Patético. - riu. — Eu deveria saber que você apelaria. - amassou o pequeno aparelho. — Laurel Lance, sempre tentando salvar o mundo, e o mundo se esqueceu de salvá-la. - levantou o corpo da mulher, posicionando-o perto da bomba. — Eu sinto muito, mas todos vocês vão morrer hoje. - comunicou aos demais. As crianças começaram a gritar.

 

— Senhor, a escola está tomada de policiais. - um dos capangas entrou no ginásio com a perna mancando e um pequeno ferimento. — Perdemos a comunicação com os outros. Precisamos sair, agora. - falou com dificuldade.

 

— Mas que droga. - foi o tempo do homem encapuzado praguejar e Sara cair com tudo encima dele ao descer de mais um tubo. Os dois iniciaram uma luta corporal, onde a loira quase sempre dominava a situação, apesar do homem ser um pouco mais alto que ela. Sara ainda não tinha visto o corpo de sua irmã desacordada. Ela pressionava suas mãos no pescoço do homem com sangue nos olhos.

 

Um dos homens sacou a arma para realizar o disparo e antes que o fizesse, o auxiliar de Nora jogou-se encima do homem e começou a dar socos em seu rosto. Nora gritou para que as crianças corressem o mais rápido possível para a saída de emergência. O homem encapuzado deu um soco na boca do estômago de Sara, fazendo-a tombar para o lado, enquanto recuperava o fôlego.

 

Ele retirou de seu bolso um aparelho que parecia ser o controle das bombas e apertou em um botão que fez a contagem da bomba mudar de 25 minutos, para 5 minutos. Olhou ao redor do local e viu que estava começando a ficar em desvantagem, visto que Jefferson, o assistente, estava acabando com os últimos de seus homens.

 

— Sara. - Zari falou com muita interferência no ouvido da mulher. Um zumbido insuportável atingiu o aparelho eletrônico no ouvido de Sara, que gemeu com o incômodo que sentia. Com muita dificuldade, ela retirou o ponto, mas pôde ouvir a última palavra de Zari.

 

Laurel.

 

E então ela levantou seu olhar e viu, finalmente, o corpo de sua irmã quase desfalecido perto das bombas. Sentiu uma raiva tomar conta de seu ser. Raiva essa que não sentia desde a sua saída da liga. Ela trincou os dentes e viu o homem lhe lançar um olhar desafiador. Ele deu uma risada e antes de Sara puxar o gatilho, ele tocou em uma pedra e simplesmente desapareceu. O corpo de Sara estava trêmulo, no meio da correria, o olhar de Eve encontrou-se com o dela em câmera lenta e a loira pôde sentir um arrepio muito ruim em sua espinha. A garotinha estava com medo dela. Sara então piscou algumas vezes e correu em direção a sua irmã, que tinha o rosto vermelho e a respiração bem fraca. Olhou para o relógio e viu que faltava apenas 3 minutos.

 

— Laurel, Laurel. - segurando as lágrimas, ela foi balançando o corpo da irmã lentamente na tentativa de acordá-la, mas no fundo, sabia que seria impossível. A loira estava novamente com a cabeça a mil. Seu plano havia descido por água abaixo. Prometeu a Laurel que a protegeria, mas não conseguiu. Laurel estava desacordada, ainda havia pessoas no ginásio e a bomba estava prestes a explodir. Seria o fim.

 

— Sara. - Nora correu até ela na tentativa de ajudá-la. — Meu Deus. - tocou o rosto, quase gelado, de Laurel. — Ela precisa de um hospital e rápido. - falou checando sua pulsação. — Jax pode nos ajudar. Ele é forte, consegue carregá-la no colo. - explicou enquanto chamava atenção do rapaz alto e musculoso. — Precisamos ir, Sara. - tocou no ombro da mulher que parecia ter congelado. — Falta pouco para bomba explodir.

 

— Ela ainda tem chances. - disse Jax. — Se sairmos agora. - falou lançando um olhar para Sara. E lá estava ela. Sara Lance. Sentindo aquele medo de perder sua irmã, pela segunda vez. Um rápido flashback passou pela sua cabeça e ela voltou no dia em que recebeu a ligação de seu pai, dizendo que ela tinha que voltar o mais rápido possível para fazer um transplante de medula óssea. Laurel estava desenvolvendo uma leucemia agressiva e morreria a qualquer momento caso Sara não voltasse para Star City. Óbvio que ela não pensou duas vezes. Quando chegou no hospital, estava uma pilha de nervos, o medo de nunca mais ser capaz de ouvir a voz de Laurel a irritando, a assombrava. Mas ela havia conseguido. Sara conseguiu salvar Laurel. E agora, sua irmã mais velha se encontrava na mesma situação que antigamente. Entre a vida e a morte. E dessa vez, Sara sentia que não conseguiria fazer nada.

 

— Levem a daqui. - foi tudo que disse. — Rápido.

 

— Mas e você? - Nora perguntou preocupada.

 

— Eu darei um jeito de desarmar isso. - apontou para bomba. — Vão. - pediu.

 

— Sara, não vai dar tempo. - a mulher de olhos verdes disse agitada. — Eu não vou sair daqui sem você.

 

— Nora, confie em mim. - olhou para o corpo de Laurel, que já estava no colo de Jax. — Ficarei bem. - garantiu.

 

Nora suspirou fundo, apertando o ombro da amiga. Faltava um minuto e meio. E então ela e Jax, com Laurel, saíram do ginásio as pressas. A loira deu uma olhada ao seu redor. Alguns corpos ensanguentados no chão, devido aos disparos de Jax nos homens. Nenhuma criança ou funcionário. Apenas ela. Faltava 1 minuto e meio. Sara sentou-se perto das bombas e deu-se por derrotada.

 

Quem ela queria enganar com o papel de heroína?

 

Ava tinha razão. A Canário Branco não era uma heroína. Era um personagem que Sara gostava interpretar na tentativa de encontrar paz com sua alma perturbada. No passado, a loira havia matado tanta gente. Depois que voltou para cidade de nascença, Sara sentia que precisava se redimir. Fazer algo de bom e então, resolveu encarnar o pássaro que tanto amava na infância.

 

Suspirou.

 

Ela não poderia negar, havia tido bons momentos enquanto era Canário. Algumas crianças tinham brilhos nos olhos quando a viam de perto. Eles sempre davam desenhos para ela e, ou pediam foto. Eve era uma das crianças que estava sempre dizendo o quanto a Canário Branco era legal e incrível. Seu coração se aqueceu lembrando-se da menininha, mas logo ficou triste quando mentalizou os olhos assustados dela vindo em sua direção. Sara tinha oficialmente desistido de si naquele momento. Ela não tinha salvação. Na verdade, achava que sua salvação era a morte. Fechou os olhos e apenas esperou o barulho que aliviaria toda sua dor. Mas abriu-os novamente quando sentiu as mãozinhas tocarem em seu rosto. Era Eve.

 

— Eu não vou abandonar você. - a loira arregalou os olhos.

 

— Eve, céus, o que faz aqui? - a mulher levantou em um pulo, colocando a menina no colo. Virou-se para trás e viu que faltavam 1 minuto. 59 segundos…. 58…. 57….

 

— Quero ficar com você. - falou.

 

Sara colocou ela rapidamente no chão, tirando sua jaqueta de couro preta e jogando por cima dela.

 

— Proteja bem a sua cabeça. - falou colocando ela no colo novamente. — Vamos sair daqui, segure-se bem no meu pescoço, está bem? - pediu e a menininha apenas concordou.

 

 

...

 

 

Quentin pôde notar de longe, um homem carregando uma pessoa enquanto uma mulher abria o caminho para ele passar.

 

— Ela precisa de oxigênio. Rápido. - Nora gritou. Ava, que estava perto do delegado, estreitou os olhos e chocou-se quando viu que aquela nos braços do homem era Laurel Lance.

 

— Laurel! - Quentin gritou indo em direção à eles. — Para ambulância, rápido. - ordenou ao rapaz, que prontamente deixou, com cuidado, o corpo da mulher na maca. Os paramédicos prontamente começaram o atendimento.

 

Damien Darhk suspirou aliviado ao ver, de longe, que sua filha estava fora de perigo. Enquanto isso, Ray tentava passar pela cerca policial para ficar perto de Nora. Logo assim que Zari começou a perder as estribeiras, o cientista resolveu pedir um mototáxi que o levasse o mais rápido possível até o colégio. Alexander fez menção de aproximar-se, mas seu chefe o impediu.

 

— Agora, não. - falou. — Sei que eu terei tempo para conversar com a minha Nora-Doll. - explicou com a voz calma.

 

Ava correu para onde Nora e Jax estavam. Todos estavam nervosos com a condição em que Laurel se encontrava.

 

— Onde está Sara? - a detetive perguntou mais preocupada do que deveria. — Ela não veio com vocês? - a pergunta da mulher, chamou a atenção do delegado, que agora estava preocupado com suas duas filhas.

 

— Ela disse que tentaria desarmar as bombas. - Jax explicou, olhando para Nora preocupado.

 

— E vocês a deixaram fazer isso? Deixaram ela para trás? - Ava estava chocada com a atitude de Nora. — Eu vou atrás dela. - ela disse, mas o delegado segurou seu braço.

 

— Não há mais tempo, srta. Sharpe. - ele disse sério e Ava sentiu seu coração acelerar. — A bomba vai explodir a qualquer momento.

 

— Tia Nora. - um menininho disse chamando a atenção de todos. — A Eve não está aqui. - Nora olhou as crianças que saíram junto consigo e notou a ausência da pequena.

 

— A Eve deve ter visto a Sara e ficou para trás. - as mãos da mulher começaram a tremer. — Meu Deus. - foi o tempo dela falar e as duas bombas explodirem, causando um enorme barulho e tremor. O ginásio ficava na parte de trás do colégio. A fumaça preta já invadia o céu, juntamente com o cheiro, todos olharam na direção à ela.

 

Ava engoliu seco e começou a sentir-se culpada por não ter ido atrás de Sara mesmo ela tendo recusado sua ajuda quando disse que iria até o ginásio sozinha. Quentin sentou no chão da ambulância, tirando o chapéu que utilizava. Laurel agora estava estabilizada e Sara… bem, provavelmente morta. Um silêncio havia se instaurado no local. Silêncio esse, que foi interrompido por tosses. 

 

A fumaça da lateral da escola foi diminuindo pouco a pouco e dela, a figura de Sara completamente suja por conta da fumaça, foi aparecendo. Seu cabelo estava todo bagunçado, seus passos eram lentos, ela tinha alguns ferimentos nos braços e carregava alguém, que estava coberta pela sua jaqueta. Ela atraiu o olhar de Ava e dos demais, que estavam surpresos por ver a mulher ali.

 

Sara colocou Eve no chão. Sã e salva. Sem nenhum arranhão. Lançou um olhar perdido para Ava como se pedisse ajuda. O corpo da loira estava exausto demais e ela tinha dificuldades de respirar por conta da quantidade de fumaça que inalou. Sara pôde sentir seu corpo pesar. Ela não estava mais no controle e então, caiu, desacordada.

 

— Me ajudem, me ajudem. - Eve falou desesperada, agachando-se perto da mulher. — Sa-sa. Sa-sa. - a menininha chamava Sara assim às vezes. — Por favor, acorde.

 

Ava sem pensar duas vezes correu até a mulher e a garotinha. Arriando-se perto dela, conferindo a respiração da loira e checando seu pulso. Nada.

 

— Ela está tendo uma parada cardíaca. - gritou e então começou a fazer uma massagem no peito da mulher. — Gary! - gritou para o assistente que acompanhava tudo de longe, desesperado. — Tire a menina daqui. - ordenou sem parar a reanimação. Ava começou a fazer a massagem mais rápido e mais forte. — Você não vai morrer no meu turno, Srta. Lance. - disse. — Está me ouvindo? Eu sei que você sabia o que estava fazendo, então eu preciso que você volte para dizer que eu estava errada em duvidar de você. - falava aumentando o ritmo. — Por favor, Sara. - seu pedido saiu quase como uma súplica. — Volte.

 

Os olhares tensos caiam sobre a detetive arriada no chão perto da mulher. E então, alguns minutos depois, Sara abriu os olhos e fez um barulho com a boca como se estivesse puxando todo o ar para si. Ela começou a tossir incessantemente e seu olhar perdido encontrou o de Ava. A loira agarrou os ombros da detetive, como se estivesse sufocada com algo.

 

— Um balão de oxigênio, rápido. - Ava gritou. — Sara, fique calma, está bem? Nós vamos cuidar de você. Calma. - pediu tentando acalmar a mulher. Os paramédicos pediram que a detetive se afastasse e ao colocar o oxigênio no rosto da loira, ela pôde sentir sua respiração melhorar 40%. Os homens de jaleco branco conseguiram posicionar a mulher em uma maca e antes que a levassem embora. Sara apertou fortemente a mão de Ava, pegando a detetive de surpresa.

 

— Detetive Sharpe. - Quentin a chamou aproximando-se das duas. O homem estava ofegante. — Por favor. - pediu com os olhos preocupados, passando a mão na cabeça de Sara. — Você pode acompanhá-la até o hospital?

 

Ava piscou duas vezes.

 

— Eu… eu não consigo lidar com as duas ao mesmo tempo. - o homem falou perdido e pela primeira vez, com a voz embargada.

 

— Cla-ro, senhor. - gaguejou um pouco. — Nos encontramos lá então. - colocou a mão nos ombros do homem. — Não se preocupe, a Srta. Lance está em boas mãos. - falou olhando para ela e logo notou uma lágrima cair do rosto de Sara.

 

Que pela primeira vez, na vida, ficou com medo de morrer.

 

 

 


Notas Finais


agora as coisas vão começar a desenrolar pessoal, tanto o plot da história, quanto avalance e o restante das histórias paralelas ;)

devo atualizar pro meio da semana! até a próxima atualização! se cuidem <3
obrigada a cada comentário e favorito! vocês são incríveis!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...