História Sweet Cat ; Kth - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Abo, Bangtan Boys (BTS), Drama, Fanfiction, Ficção Cientifica, Hetero, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 3 - Saving a kitten


Fanfic / Fanfiction Sweet Cat ; Kth - Capítulo 3 - Saving a kitten

Organizo os fios de meu cabelo antes de encaixar a habitual touca vermelha que protegia minha orelhas negras e felpudas dos olhares alheios e do frio invernal que congelava Seul com seus ventos cortantes. Minha roupa quente também escondia e protegia minha calda, tornando-me aos olhos das pessoas, uma pessoa normal e apta para estar em sociedade. Respiro fundo, me virando para frente, desviando o olhar das paredes espelhadas do elevador, focando o olhar em seu visor que em ordem decrescente anunciava os andares, logo chegando ao meu destino; o térreo se encontrava tão movimentado quanto no momento em que adentrei a moderna construção; a conhecida empresa de design tinha como tarefa reproduzir as mais belas coleções estilísticas desenhada pelos mais populares modistas. De fato um emprego bastante desejado por mim, mas outra vez á discriminação de espécies cortava minhas asas.

Suspiro saboreando o desgostoso sabor da decepção, enquanto me dirigia em passos calmos á saída, desviando de alguns corpos que passavam apressados por mim e ignorando os olhares julgadores, que me acompanhavam, mesmo eu parecendo ser apenas uma humana comum. Respiro fundo cessando os passos sob a fachada moderna do prédio, erguendo o olhar para o céu nublado com nuvens claras, no entanto podia sentir com meu olfato apurado a excessiva humidade do ar, o que era comum antes de tempestades e longos períodos de chuva.

Sou interrompida de minhas percepções sobre-humanas pelo roncar de meu estômago que ansiava desesperadamente por comida, e esse fato me faz voltar a caminhar, seguindo mais apressadamente pela calçada em direção á cafeteria mais próxima já que minhas pernas doíam de tanto circular por esta cidade indo e vindo de entrevistas mal sucedidas.

Caminho distraída entre as pessoas que junto á mim disputavam espaço na calçada lotada, dividindo minha atenção entre o movimento á minha volta e os fones de ouvido embolados em minhas mãos.

Entretanto, tenho todos os meus movimentos interrompidos por um alto uivar que ecoou distante mas que deixou-me em alerta e com a respiração acelerada. Com atenção vasculho a rua em que me encontro com o olhar, não encontrando nada preocupante, porém, um segundo uivar de dor e ameaça ecoa, guiando meus olhos para uma fresta entre duas casas, no outro lado da rua. Onde avistei rapidamente, duas jovens vestidas do mesmo fardamento escolar, agredindo cruelmente um gato que apenas rosnava sem ter como se defender.

— Não acredito... — murmuro entredentes sentindo uma onda de ódio percorrer o meu corpo.

Sem pensar muito, giro o corpo caminhando em passos pesados e rápidos em direção ao lado oposto da rua, ignorando o sinal de trânsito e os carros que tiveram que freiar para que eu não fosse atropelada. Pude ouvir alguns palavrões e xingamentos se dirigirem a mim, no entanto, meu foco se mantinha nas duas garotas que agora pegavam uma barra de metal.

Covardes...

Observo a cena da entrada do beco, me aproximando da garota mais alta, que segurava entre as mãos um cano metálico, erguido e prestes á acertar o gatinho que se encolhia, soltando miados baixos. Sinto uma dor em meu peito com tamanha crueldade, segurando o cano rapidamente, evitando que o animal fosse tocado; com facilidade puxo o cano das mãos da garota o lançando á longos metros de nós e chamando a atenção das mesmas para mim.

— O que pensam que estão fazendo?! — minha voz ecoou alta e ríspida.

— Ele nos arranhou, nada mais justo do que pagarmos na mesma moeda. — a mais alta exclamou erguendo o pulso em frente ao meu rosto, me dando visão de um longo arranhão que se estendia por todo seu antebraço.

Achei foi pouco...

— Gatos não atacam sem motivo ou avisar, á não ser que seja uma presa. O que não é o caso de vocês. — afirmei erguendo uma das sobrancelhas vendo-a medir-me de cima abaixo.

— E daí?! — a mais baixa toma a frente, respondendo-me com indiferença. — Ele nos machucou e vai pagar por isso. — conclui retornando a virar-se para o gato assim como a colega.

De maneira rápida atravesso seus caminhos, entrando na frente do gatinho que se mantinha encolhido e amedrontado contra a parede suja do prédio atrás de nós.

— É apenas um animal, não tem consciência do que faz, não vou deixar vocês machucá-lo — digo elevando o tom, vendo-as trocar olhares cúmplices retornando-o para mim — Não podem fazer isso.

— E quem você pensa que é para dizer o que podemos ou não fazer? — indaga a mais alta, dando junto a colega um passo em minha direção.

— Eu sou á unnie que vai pintar com os punhos uma arte abstrata na cara de vocês se não vazarem daqui. — retruquei em tom frio e ameaçador, fazendo-as engolir em seco e recuarem em direção á entrada do beco — O que estão esperando? Agora! — exclamo elevando o tom, fazendo menção de me aproximar das mesmas que correm em disparada para longe.

O ambiente se tornou silencioso, preenchido apenas pelos sons rotineiros da metrópole coreana, enquanto meu cérebro afundava em lembranças amargas de meu passado e de péssimos momentos semelhantes a esse. Momentos esses que me ensinaram que se você não intimida o mundo, ele intimida você. Respiro fundo me virando para o gato que ainda se mantinha no mesmo lugar, me observando com suas orbes amareladas e atentas, sua calda esguichada demonstrava o seu medo e o quanto estava assustado.

Lentamente me agacho em frente ao animal, flexionando os joelhos para observar melhor o felino que tentava se afastar de mim, mesmo já tendo seu corpo prensado contra á parede suja.

— Eu não quero te machucar gatinho... — tento soar amigável em um murmuro baixo, vendo o mesmo mexer as orelhas. — Vem cá... — ergo uma das mãos, no intuito de tocar o pelo cinzento do gato amedrontado.

Perco o equilíbrio e solto um gemido assustado e de dor, ao ter minha mão arranhada pelas garras afiadas do animal que rosnou alto em ameaça, me assustando e consequentemente me derrubando de bunda no chão.

— Fala sério?! — indago alto, não escondendo á irritação. — Eu te salvei a menos de 1 minuto, seu gato estúpido! — exclamo me colocando rapidamente de pé e examinando as recentes marcas de garras no torço de minha mão.

Minha pele pálida ressaltava o tom avermelhado das três linhas paralelas que ardiam sangrando levemente, me fazendo suprimir resmungos e palavrões ao gato que independente dos arranhões ainda não me arrependia de ter salvado. Respiro fundo apenas observando em silêncio, o gato que fazia o mesmo comigo.

— Vai cair um temporal, e você não quer minha ajuda. É realmente um gato muito estúpido... — murmurei apenas para mim, rindo incrédula da insensatez do animal.

Pela lógica humana, é sinónimo de loucura, esperar que um animal dominado por instintos, haja em algumas circunstâncias usando de sabedoria e não de habilidade, porém, para híbridos um animal depende muito mais do que de força e agilidade para sobreviver, tendo essa convicção ainda mais precisa quando trata-se da espécie da qual você divide o DNA; como meu caso atual, mesmo eu duvidando seriamente da capacidade de raciocínio do gato á minha frente.

— Bom... Eu já fiz minha boa ação do dia, minha consciência está limpa. — comento dando de ombros, girando os calcanhares dando as costas para o felino.

Caminho em direção á entrada do beco, sendo preenchida por uma sensação estranha, não boa ou ruim mas verdadeiramente incómoda; esse desconforto não provinha de meu lado humano, eu podia sentir meus instintos se agitarem, fazendo minha cauda mexer-se inquieta sob o tecido do sobretudo que a escondia.

O que há de errado comigo?

Diminuo a velocidade dos passos, ponderando em dar meia volta e tentar outra vez ajudar o animal que passaria a noite ao relento e sob a chuva caso eu o deixasse para trás como planejava fazer á poucos segundos. Porém, antes que meu cérebro coordenasse qual decisão correta á seguir, um miado alto ecoa pelo lugar e paro meus passos encarando o felino sobre os ombros.

Observo o gato de pelo escuro e olhos âmbar, sentindo o ardor no torço de minha mão aumentar suavemente, alimentando minha irritação e quase fazendo-me lhe ignorar e seguir o meu caminho, no entanto, seu miado baixo e frágil interrompe minha linha de raciocínio. O felino encolhido se ergue, caminhando com certa dificuldade devido a uma de suas patas dianteiras que estava machucada fazendo-o mancar; miados baixos manhosos voltam a lhe escapar e aquele foi o ápice para eu me derreter.

Suspirei antes de me aproximar do animal, me abaixando em sua frente, desta vez estendendo lentamente minha mão em sua direção, conseguindo sua permissão para afagar os pelos que apesar de sujos se mantinham macios. Com um cuidado excessivo, pego o gato no colo, sabendo que devido nossa proximidade, em uma revolta, o meu rosto seria o proximo lugar atingido por suas garras.

Aish... Melhor eu nem pensar nisso.

Observo atenta o felino se mexer contra meu corpo se aconchegando nos meus braços. Acho que ele gostou de mim.

— Está com fome? — pergunto como se fosse obter alguma resposta, enquanto levantava e voltava a andar. — Pois eu estou, e muita. Espero que goste de sushi. — o gato miou assim que conclui a frase e não contive um sorriso.

Talvez o gatinho não seja tão estúpido assim...


Notas Finais


• Os rosnados mais prolongados de um gato, também são chamados de uivos.

❝I purple you, winter bears.❞ ♡


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