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História Sweet Cherry. HES - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prologo.


E cá estou eu novamente, em uma sexta a noite trabalhando. De longe posso ver minha mãe, Candy, girando e dançando, agarrada em uma barra de ferro. Vejo Samantha, Bruce quando não está aqui dentro, dançando ao lado de minha mãe. Cupcake, ela está em cima de um senhor, ele aparenta ter 60 anos. E por fim e não menos importante, minha prima Judy, ela estava na entrada da boate, ao lado de um brutamontes, recolhendo o dinheiro dos homens necessitados de sexo.

E eu estou atrás de um balcão, preparando drinks e respirando fundo, revirando os olhos a cada vez que um desses necessitados de sexo me chamam de linda, docinho, gostosa, e outros nomes que me dão nojo. Infelizmente eu tenho que trabalhar com roupas curtas, um short que quase deixa minha bunda de fora, uma meia calça arrastão, uma camiseta colada com o logo da boate, e um salto alto.

- Hey gostosa.- e lá vou eu, atender um cliente que está me comendo com os olhos. Ele grita de sua mesa.

- Sim querido.- é assim que eu trabalho. Vou até sua mesa.

- Me vê mais uma cerveja.- ele diz e pisca para mim. Meus olhos já estão cansados de serem revirados.

- Pode deixar.- me viro de costas e sinto uma mão em minha bunda. Nojo.

Vou até o balcão e peço para uma das bartenders uma cerveja. Sorrio em agradecimento e volto a andar em direção ao homem repugnante.

- Aqui está, querido.- coloco sua cerveja na mesa e me preparo para sair, mas ele me puxa para seu colo.

- Fica um pouco, querida.- ele diz me alisando. Eu tento me afastar, mas ele é forte.

De longe eu vejo meu tio Tom, vindo até nós. Ele é um dos seguranças do local. Com um jato, ele me arranca de cima do sujeito nojento, e da um soco na cara do mesmo.

- Se contenha, as garçonetes não estão aqui para isso.- ele diz segurando o homem pelo colarinho.

- Mas ela é tão gostosa.- mesmo acabando de levar um soco ele não para de me olhar.- Qual é Tom, só uma.

- Elas. Não. Estão. Aqui. Para. Isso. Entendeu?- meu tio diz calmamente, mas ainda com ódio.

- Pode deixar Tom, ele entendeu, certo?.- diz uma voz que me acalma. Me viro e vejo Zayn vindo até nós.

Zayn é filho do dono da boate, nos conhecemos desde sempre eu acho. Minha mãe começou a trabalhar aqui assim como eu, minha avó era uma stripper e minha mãe garçonete. Quando meu pai nós abandonou, eu ainda estava na barriga de minha mãe, ela tinha apenas 15 anos. De imediato minha avó entrou em contato com o avó de Zayn para arrumar um trabalho para ela de garçonete aqui, e ela conseguiu. Quando eu nasci ela teve que parar de trabalhar servindo mesas aqui, e começou a dançar no pode dance, pois além do salário que ela ganhava do Sr. Malik, ela tinha sua gorjeta que vinha agarrada em sua calcinha e sutiã. Não era muito dinheiro, mas dava para colocar comida na mesa e pagar as contas. Com o tempo ela foi ganhando popularidade entre os clientes, e assim ela se tornou a estrela da boate.

Quanto a Zayn, posso dizer que ele é meu melhor amigo. Sempre me protegeu na escola, junto com Judy é claro. Quando estávamos no 8° ano algumas garotas me jogaram na lama e me chutaram, e sem mais e nem menos ele apareceu do nada e me tirou de lá. No outro dia ele disse para cada menina que seu pai (dono da boate no momento) pegaria cada uma delas e faria delas suas stripers. Foi engraçado ver a reação delas, mas não acabou bem. Zayn foi parar na diretoria e ficou 1 semana sem aula. Ele é uma boa pessoa.

- Sim Zayn, eu entendi.- o cara diz e se levanta.- Eu vou indo.

- Já vai tarde amigo.- Zayn diz.- Tom acompanhe nosso colega até a saída.

- Ok.- meu tio concorda. Antes de sair andando ele me olha para checar se eu estou bem, e eu lhe dou um pequeno sorriso.

Vejo meu tio jogar o cara com brutalida para fora da boate. Volto para o balcão, e coloco a mão em meu braço. Aquele filho de uma mãe me machucou.

- Ele te machucou em algum lugar?- Zayn pergunta.

- Não, ele só me apertou com força.- digo e sorrio sem mostrar os dentes.

- Cherry...

- Não Zayn, agora não é a hora pra isso.- digo pois eu já sei qual cai ser a conversa.

- Não te quero mais trabalhando aqui, você consegue um emprego melhor.

- Mas eu quero, ok? Aqui eu posso ficar de olho na minha mãe, não quero deixar ela.

- Por favor, Cherry.

- Não. Agora com licença Sr. Malik, eu preciso trabalhar.- digo indo para uma outra mesa, onde outro nojento me chama.

[...]

São exatamente 4:00 A.M quando chego em meu lar. Minha casa é dividida para 4 pessoas, Bruce, Alessandra, minha mãe e eu. Para nossa sorte não pagamos o aluguel, pois essa casa minha avó comprou junto com minha mãe, com muito trabalho e suor.

Minha casa consiste em 4 quartos pequenos, uma sala (na sala contém uma barra de pole dance em um canto), uma cozinha pequena, dois banheiros, e um pequeno Jardim nós fundos da casa. Ela se localiza na parte não tão rica e nem tão pobre de São Francisco.

Entramos em casa e Bruce e Alessandra correm para os banheiros. Eu vou direto para meu quarto e tiro minha roupa. Percebo que estou com uma grande mancha de mão em meu braço. Respiro fundo e me visto e vou para cozinha. Minha mãe estava lá, ela ainda vestia suas roupas de boate. Bebendo água ela me olha, e olha meu braço.

- Qual deles fez isso?- ela pergunta me olhando.

- Um cara que bêbado, eu não me lembro de ter visto ele antes.- digo pegando alguma comida no armário.

- Filha, eu não quero que você continue lá.- ela me olha com pena.

- Mãe, eu quero, assim eu fico com a senhora.

- Mas eu quero que você fique segura. Arrume um trabalho em algum desses restaurantes ou lanchonetes, mas pare de trabalhar lá, é perigoso.

- Mãe, eu sei que é... mas eu não me sinto bem sabendo que a senhora e eu não estou do seu lado.- digo e vou para seu lado.- Eu sei que a senhora só quer cuidar de mim, sua vida é cuidar de mim. E como a senhora só cuida de mim, eu quero cuidar da senhora.

- Oh meu Deus.- ela diz e eu vejo seus olhos vermelhos.- Eu te amo tanto Sweet Cherry.

- Eu também te amo mãe.- digo e lhe dou um abraço.

Esse era um dos momentos mais gratificantes para mim. Estar nos braços de minha mãe, aquela que sempre me protegeu, aquela que me criou sozinha, aquela guerreira.

- Como assim está tendo um momento família aqui, e não me chamaram?- olhamos para porta da cozinha e vemos Bruce, sem a peruca da Samantha, mas com o rosto todo pintado de maquiagem.

- Vem Bruce.- Eu digo abrindo o braço.

- Só o Bruce?- Alessandra diz atrás dele.

- Vem Ale.- Minha mãe abre o seu braço.

Então essa é a minha família. Somos bem diferentes um do outro, podemos não ter o mesmo sangue, mas somos uma família. Minha mãe e eu, meu tio e Judy, Bruce e Alessandra, e Zayn. Essa é minha família.



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