História Sweet Child O' Mine - Capítulo 6


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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Visualizações 39
Palavras 3.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Enfim, estou eu com mais um capítulo para vocês <3
Hoje tem POV's dos meninos *-*
Boa leitura!

Capítulo 6 - Disagreements


Era mais uma tarde de sábado, todos estavam reunidos na área dos fundos como de costume conversando sobre diversos assuntos. Em alguns dias os cinco rapazes voltariam para continuar a divulgar o álbum.

Annie havia conversado com seus pais que liberaram meio desconfiados para que ela fosse junto com os integrantes para cuidar de Sophia, já que eles haviam decidido levá-las, pois estavam dispostos em conciliar a banda com a filha compartilhada.

― Quem de vocês ficará com ela hoje? – a garota pergunta a todos eles.

― Bem que poderia ser eu. – Steven é o primeiro a pronunciar-se.

― Nem pensar, – resmunga Axl. ― eu não confio em você para cuidar da minha filha.

― Correção, nossa, porquê não sabemos ao certo de quem ela é filha de verdade de um de nós. – comenta Slash apartando a briga. ― Até que eu poderia, mas tenho um compromisso.

― Na hora de fazer, você não teve, não é? – rebate Annie fazendo com que ele perdesse seu sorriso. ― Tanto que é um das opções de quem é o pai biológico dela.

― Hoje é dia em que o Rainbow estará fervendo de vadias. – diz Duff fazendo com que os outros quatro ficassem interessados na ideia.

― Ela não é obrigada a ouvir esse tipo de coisa. – ralhava Annie cansada com o comportamento depravado deles, tapando os ouvidos da pequena. E muito menos eu. – pensou consigo.

― Ela é um bebê. – resmunga Slash.

― Esqueceram-se de que ela é uma menina? – retruca ela, fazendo com que os cinco tomassem conta do que diziam.

― Mas já vão começar de novo? – perguntava Izzy apartando o clima ruim. ― Deem uma folga, obrigado!

― Às vezes eu queria ter nascido homem, sabe? – Annie surgira com o assunto olhando para o nada, fazendo os cinco encararem-na com estranheza.

― Por quê? – Stradlin chega a quase tossir com a confissão da menina.

― Homens não se incomodam com cólica, menstruação... Ah, são tantas coisas que ainda não compreendo porquê diabos reclamam da vida, – os cinco davam risadas, fazendo-a irar-se. ― qualquer dorzinha acham que é o fim do mundo, homens me dão muita raiva. – eles aos poucos paravam de gargalhar, temendo com que ela fizesse algo contra eles. ― Pensando bem, ser mulher tem o seu valor.

― Estão de testemunha que ela irá começar. – comenta o ruivo. ― Eu não imagino você com um pinto.

Annie ria de forma histérica.

― Qual foi a graça? – ele indaga incomodado.

― Olha essas palavras perto dela, – recupera-se das risadas, tapando os ouvidos da menina que assistia tudo com um sorriso. ― isso é um ponto bom, porquê eu não preciso levar esse “troço” para todo lugar, – continuava a rir, vendo que eles cinco não estavam achando nada engraçado. ― outro fato é que esse brinquedinho aí entrega muitos por aí...

Troço como você mesmo denominou, que faz as garotas ficarem bem soltinhas por um tempo pela utilidade que ele tem. – rebate Stradlin com um sorriso malicioso. ― E você sabe muito bem.

― Só sabem pensar nisso, – revira os olhos ficando vermelha. ― enquanto as mulheres pensam com a cabeça de cima, os homens pensam apenas com a de baixo.

Eles cinco se sentiram ofendidos.

― Vamos parar por aqui, antes que fique feio. – diz Steven pegando o copo com água.

― Agora é a minha vez de pegá-la no colo. – avisa Axl que pegava Sophia do seu colo.

 

[...]

 

POV Axl Rose

Descartando o fato daquela conversa totalmente desnecessária perto da minha filha, eu percebida do como Annie era linda e engraçada. Após pegar Sophia em meu colo, levava-a cozinha para que pudesse alimentá-la. Pegando leite com a mão esquerda, colocava a um recipiente que ficava perto do fogão especialmente para esquentar e dar de mamar a ela.

Após esquentá-lo, colocava o líquido com cuidado dentro da mamadeira, dando a pequena que pegava contente. Fomos até a janela para encarar os outros que estavam distraídos demais para nos notar.

― O que você acha da Annie? – pergunta a Sophia que continuava entretida com a mamadeira. ― Ela é tão linda, não é? – sorria para mim. ― Sim, ela é linda demais.

Levava-a para sua cadeirinha que estava perto da mesa, deixando-a sentada enquanto me preocupava de limpar a pequena bagunça que fiz. Os únicos barulhos que invadiam a casa era das risadas que vinham do lado de fora.

Papa – ao ouvi-la, tomava um grande susto, que por resultado, derrubava o copo ao chão.

Olho para trás, vendo-a que estava de mãos levantadas pedindo por mais colo. Entretanto, eu queria que ela repetisse mais uma vez para que eu vesse com meus próprios olhos.

― Meu pequeno anjo, repita mais uma vez... – secava minhas mãos, indo até ela que ainda continuava com seus bracinhos levantados para cima. ― Você me chamou de “papa”?

Estava feliz, finalmente poderia esfregar na cara dos outros de que Sophia havia me chamado. Insistia mais e mais para que ela me chamasse outra vez.

Papa – escutá-la, causou-me lágrimas, mas as lágrimas de felicidade.

― Vamos lá. – outra vez pego-a em meu colo, para ir á área enfim contar a novidade.

Saindo, eles não notavam a minha presença.

― Sophia me chamou de “papa”. – digo, roubando a atenção para mim.

― O quê? – Slash é o primeiro a dar fé. ― Não vale obrigar.

― Não, eu não obriguei. – sorria presunçoso. ― Ela já escolheu o pai dela, – zombava deixando-os irados. ― só resta aceitar.

― Vai se achar por isso? – indaga McKagan. ― Só para te lembrar, ela também é nossa filha, cara!

― Quem te viu e quem te vê? – o provoco. ― Para quem fugia da responsabilidade, você me lembrando disso chega ser cômico.

― Mas se não fosse por mim, – Stradlin dava o ar da sua graça a conversa. ― você não teria a chance de vê-la te chamando de pai.

― E eu tenho direito tanto quanto você de encostar nela. – Adler tentava tirá-la do meu colo.

― Saí, não. – viro com o corpo, afastando ela dele. ― Ela é minha.

― Ela não é só sua nada, caralho. – ele não desistiria de tirá-la de mim.

― Olha o vocabulário perto dela. – protesta Annie que a toma de mim, sem que eu pudesse impedir.

― Devolve ela, agora. – ordeno.

― Não. – Annie me contrariava. ― Só depois que vocês todos se acalmarem.

― Não, dê ela a mim, – reclama o baixista. ― eu também sou o pai dessa menina.

― Ela não merece ver vocês cinco se pegando na porrada por causa de ciúmes, – saía dali, levando minha filha para dentro de casa. ― ou coisa do tipo.

― Era para ser algo compartilhado, mas o egoísta aí não me deixa encostar nela direito. – outra vez Steven reclamava.

Estava em um ponto onde queria enchê-lo de porrada, eu não confiava nele, e quando era a sua vez me via na obrigação de cuidá-la juntamente. Eu havia tanto medo, que quase não deixava-o pegá-la no colo.

― Ele está bem neurótico. – afirma McKagan passando por mim, enfurecendo-me.

De fato, estava neurótico em relação a bebê. Nesse instante, estava com raiva e pronto para brigar.

― Ela não é só sua. – Hudson despeja outra vez aquele fato que odiava em lembrar.

Em outro aspecto, estava surpreso por ver Duff e Slash preocupados e participando mais em seus papeis de pais. Mesmo sabendo que era difícil, sabíamos que não poderíamos brigar constantemente por conta da nossa banda, precisávamos ser um maleável com o outro, mantendo a casa em um ambiente agradável para ela.

 

POV Izzy Stradlin

Após o breve momento em que nós cinco havíamos discutido, entravamos em casa em direção a sala, analisando a cena de Annie com Sophia que brincavam no sofá.

― Acalmaram-se os ânimos? – instiga a todos, que assentimos mesmo contrariados. ― Vocês parecem cinco crianças brigando por um brinquedo, que comportamento feio. – bronqueia. ― Nem parece que são pais.

― Ele tem que pôr na cabeça de que nós temos parte com isso. – diz Adler em relação a Rose.

― Se não fosse por mim, essa menina estaria rolando por ai com uma mãe daquela. – respondo bravo.

― Poxa, está sendo intolerante esse ciúme do Axl em relação a Sophia conosco. – balbucia Slash.

― Homens, viu... – Annie comenta a Sophia. ― Estão parecendo uns bebês chorões, será que terei de dar de mamar e uma chupeta para que cada um pare de criancice por um momento?

Observo os quatro olharem-na com malícia.

― Ah, a ideia é ótima. – diz o girafa me fazendo bufar em raiva.

― Vá achar outra para você. – digo metralhando-o com o olhar.

― Que eu saiba, vocês não estão em nenhum relacionamento sério. – retruca me fazendo fechar uma das mãos.

― Ei, ei. – Annie nos chamava para apartar. ― Está ficando tarde e eu tenho que dar notícias de que estou viva.

― Então? – indago na esperança de conversamos a sós.

― Então? Que eu irei para casa. – responde ríspida.

― Oh, que tipo de funcionária é você que decide a hora que sai? – Rose chama a sua atenção.

― O tempo da escravidão já passou. – Annie vinha em minha direção trazendo consigo Sophia. ― A filha é sua. – entregou-me, dando um selinho de despedida. ― Nós se vemos amanhã?

Annie saía deixando nós cinco naquela casa habitada em discórdia.

― Esse albino não vale nada, – começara as provocações de Slash a mim. ― pegando a babá da nossa filha.

― Dá ela aqui. – diz Axl que se aproximava de mim.

― Não. – respondo a ele, afastando-a.

― É sério, – insistia tentando tomá-la dos meus braços, ordenando como uma criança chorona. ― me dá ela, agora.

― Eu não vou entregar ela para você, cara. – vejo a pequenina que pegava nas pontas dos meus cabelos, encarando com interesse. ― Ah não, eu não sou o Steven para você querer puxar. – comento olhando para ele que havia fechado a cara.

― Espero que ela puxe para você sentir o mesmo, seu bosta. – ele rebate enquanto jogava-se ao sofá, ficando de braços cruzados e emburrado.

― Ela não iria fazer isso com o pai favorito dela, – noto-a que me encarava fixo. ― não é mesmo, meu amor?

Papa – escutar sua doce voz chamando-me daquela forma fazia meu mundo paralisar.

Em nenhum momento da minha vida eu imaginava do quanto era gratificante ser chamado daquela forma. Aliso seu pequeno rosto, encantado com ela.

― Você me chamou de “papa”, meu amor. – trouxe para mais perto, abraçando-a, enquanto notava o ruivo se contorcendo em ódio.

― Mas que palhaçada é essa? – questiona Duff com indignação. ― Eu que mais tento fazer de tudo para que ela me chame de papai, – lamentava-se triste. ― e ela chama logo vocês.

― Seu invejoso. – sorria ouvindo sua queixa, sento ao lado de Rose, vendo que ainda estava incomodado pela minha relação com nossa filha. ― Ficou mordido?

― Não. – o ruivo parecia outra criança emburrada como Steven.

Os demais estavam de feições fechadas, enquanto eu não conseguia esconder meu sorriso por ter presenciado aquele momento, e com certeza ela era uma das melhores coisas que havia acontecido comigo.

― Hoje quem ficará com ela é o Duff. – aviso ao baixista, que desfazia a expressão azeda.

― E eu tenho escolha em deixá-la com ele? – por mais que o molho de tomate reclamava baixo, eu poderia escutá-lo reclamando.

― Amanhã serão você e o Steven, – especulo, tentando fazê-lo mudar aquela feição insossa do rosto. ― então será que você poderia deixar de ciúmes esse noite, pelo menos?

Axl não respondeu.

― Depois que ele comer uma, deixará desse mau humor. – comenta Slash dando risadas.

Continuava a embalá-la de um lado ao outro, escutando a campainha tocar.

― Acho que é para mim. – Slash levanta-se contente, correndo a porta.

Assim, uma garota adentrava a sala juntamente com a moita que não parava de sorrir.

― Ah, você é aquela garota do mercado? – Duff indaga, enquanto arqueio a sobrancelha, não entendendo.

― Que história é essa? – interrogo-os, sendo o centro das atenções.

― Longa história, meu caro. – o guitarrista bate as minhas costas, fazendo-a sorrir perdida. ― Ah, essa é a Priscila. – apresentava a moça para nós.

― Prazer. – eu e Steven respondíamos ao mesmo tempo.

― O prazer é todo meu. – sorria com simpatia.

Slash e Priscila saíam de casa, enquanto eu, Duff e Steven esperávamos que Axl desse as caras.

 

[...]

 

Axl encontrava-se injuriado por deixá-la com o baixista, pois sabia que era mais interligado com a menina quanto os demais. Após sair de seu banho e vestir-se, descia a sala vendo quando Stradlin entregava a bebê para McKagan.

― Você lavou essas mãos antes de estar pegando ela no colo? – perguntava os assustando de imediato.

― Eu lavei sim, quer ver? – o loiro provoca, enquanto ajeitava a criança em seu colo.

― Então... Acho que podemos ir? – comenta Stradlin, direcionando a porta.

― Você e o Steven podem indo na frente, que eu já irei. – diz Rose, enquanto McKagan revirava os olhos ciente da aula que receberia sobre como cuidá-la, outra vez. ― Ela está com sono. – sorria. ― Vamos levá-la para o quarto dela.

 

[...]

 

POV Duff McKagan

Aquela pressão obsessiva paterna de Rose com Sophia estava causando brigas todos os dias. Admitia de que ela era a razão para que nós cinco diminuísse um pouco dos nossos vícios, a vinda dela obrigava-nos a tornar mais responsáveis. Aquele sentimento de pai e filha a cada dia ganhava força em mim, a ideia de que menos de um mês ela partiria causava-me arrependimento por ter recusado nos primeiros dias.

Quando chegávamos ao quarto dela, colocava-a sobre a cama para a alegria da ruiva neurótica.

― Você sabe como é? – ele dizia de uma forma como de fato parecesse a mãe dela. ― Eu já te ensinei o processo.

― Tudo bem, mãe. – debochava dele, fazendo-o ficar possesso de raiva.

― Tá me estranhando? – indaga furioso, pondo as mãos sobre a cintura.

― Não. – com certeza ele me desejaria matar pelo o que iria dizer. ― Só acho que em uma vida passada você deveria ter sido uma mulher.

― Olha só seu lixo humano, eu nem irei te responder... – encara o berço. ― Sabe do quanto ela é importante para mim. – olha para mim, batendo em meu peito. ― Eu estou confiando em você.

― Assim como para mim. – concluo.

Deixamo-la dormindo, enquanto descíamos ao andar de baixo. Por mais que ele dizia que confiava, sabia que era mentira.

Por fim, éramos somente eu e minha filha naquela casa tranquila, a única opção que tinha em vista era assistir televisão.

Jogado ao sofá, sentia minhas pálpebras pesando durante o desenrolar de um filme que passava.

― Porra, com sono em plena dez da noite? – reclamo comigo, olhando ao relógio.

Estar parado fazia recordar-me da primeira noite que havia escolhido para cuidar da minha garotinha.

 

{...}

 

Estávamos na sala, descansando após de um dia preenchido em ensaiar e ensaiar.

― Hoje é a sua noite. – diz a moita, entregando-me um maço de cigarros.

― E eu não faço a mínima ideia de como cuidar de uma criança. – protesto, mas não havia como fugir, pois era a minha vez.

Era noite, Axl estava uma arara que essa noite seria minha para cuidar da nossa filha. Todos o esperavam como sempre, porquê era de praxe em ser o último a estar pronto para qualquer compromisso que tínhamos.

― Antes que eu possa sair, – ele dizia enquanto parava em um dos degraus das escadas. ― eu quero mostrar do como você deve cuidar dela. – chamava-me para que submissos ao quarto dela.

Após termos subido, entrava ao quarto vendo Sophia abraçada em um coelho de pelúcia.

― Ela ainda está acordada, – começa a dar suas instruções. ― e você sabe de que a qualquer momento ela poderá chorar.

Ele era como a mãe de Sophia. A forma em como pegava-a no colo, de como naná-la, como dar banho, em tudo fazia-nos compreender de que ele era o melhor pai dentre todos. Após explicar rapidamente de como cuidá-la, aproveitava para fazer um breve discurso onde ela era completamente importante para ele.

― Eu estou confiando em você. – diz, saindo do quarto, enquanto olhava a ela que ainda mantinha-se entretida com o coelho.

 

***

 

Certo período na noite enquanto ensaiava minha parte no baixo, ouvia um choro. Saí jogando o baixo para o lado, correndo rápido para que chegasse ao quarto.

― O que houve boneca? – era em vão querer conversar com ela, mas algo que pude captar era de que a pequena se acalmava quando dava atenção para ela. ― Então? O que me conta de novo? – indago, ela olhava de modo tão bonitinho ao ponto de me fazer querer cuidar mais dela. Sophia tentava dizer algo. ― Gosta de conversar?

Não havia mistério em cuidá-la. Sophia era uma criança calma, agradecia quando ela havia suas crises de choro quando Axl estava presente, pois somente ele conseguia acalmá-la e por isso deduzíamos de que ele era o pai legitimo dela.

Depois de um tempo vendo-a estar calma, trazia o baixo para que pudesse tocar algo para ela. Mas era impossível, suas mãos passeavam pelas cordas, e ela se maravilhava soltando uma risada gostosa com o som que saía.

― Você gosta? – inquiro enquanto ela continuava a mexer nas cordas em busca do som, e eu poderia ver do quanto se divertia em cada vez que me olhava após deslizar seus pequenos dedos ao instrumento. ― Será que você irá seguir os passos desse papai, aqui?

Nós cinco estávamos felizes e derretidos por tê-la naquela casa. Chegar em casa havia sido o melhor horário do dia, pois sempre havíamos a certeza de que a encontraríamos com um sorriso estampado em seu pequeno rostinho.

 

{...}

 

Acordava-me de um sono pesado, ouvindo os choros de Sophia que interrompia o silêncio. Subia ao quarto levando comigo o baixo, garantido de que ela poderia parar.

Entretanto o baixo parecia não chamar sua atenção, chorava em desespero, sem me deixar o que fazer. Nem mamar ela queria.

― Ah minha doce menina, – indago para ela, nervoso com seu choro enquanto encarava o armário. ― o que houve com você?

Lembrava-me de que Rose havia comprado alguns livros para que lêssemos para ela antes de dormir. Essa seria a minha última opção.

Escolhendo um livro, encaro a capa vendo que era o conto da Cinderela.

― Minha pequena eu vou ler uma história para você. – sento-me, vendo que aos poucos engolia o choro, observando ainda com suas íris escuras, lacrimejados.

Começara a ler a história, mas minhas pálpebras novamente pesavam. Contudo, não poderia ousar em dormir até estar certificado de que Sophia estivesse dormindo. Queria avisar isso aos meus olhos que conspiravam contra.

Entretanto, ela parecia facilitar para o meu lado, quando notava-a cambaleando mesmo sentada de sono.

 

[...]

 

Rose, Adler e Stradlin estavam no bar como de costume. As três garotas que estavam com eles os acompanhavam em doses de bebidas e drogas.

No entanto, o vocalista se controlava para não se exceder.

― Relaxa cara, – dizia o loiro cortando sua tensão. ― você não confia no Duff?

― Confio. – coçava a cabeça dando um riso forçado.

Rose não conseguia deixar de pensar na filha, seu instinto protetor de pai estava agindo e isso não o impediria de continuar, ele sempre conseguia dar um jeito de supervisionar. Vendo que seus companheiros estavam empolgados com suas distrações, dava um jeito de escapar sem que os dois notassem.

― Ah, fica aí gato. – a moça loira ao seu lado, segura-o.

― Sabe o que é? – ele estava furioso com ela que era pegajosa demais. ― Eu tenho uma filha e eu preciso voltar.

Levantou-se seguindo a porta, entrava ao carro para que pudesse chegar com urgência em casa.

O ar em seus pulmões parecia voltar quando teve certeza de que estava em casa.

― Duff. – chamava nervoso, procurando-o pelos cantos da casa, logo correndo em direção às escadas.

Após uma busca desenfreada, sentiu o alivio tomando conta quando chegou ao quarto da pequena surpreendendo-se com a seguinte cena.

Sophia dormia sobre o peito de Duff que também estava apagado.

Ele sorriu, percebendo que o baixista havia lido para ela. Andou mais próximo vendo-a que estava presa em um sono completamente sereno.

― Como é que uma pessoinha desse tamanho pode causar tanto na nossa vida? – perguntava para si, rindo com todos os dramas passados.

Axl estava feliz, decidiu ficar por ali mesmo, não se importando com outra noite perdida.


Notas Finais


Perdoam os erros, espero que tenham gostado meus amores <3
Apareçam e até o próximo.


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