História Sweet Child O' Mine - Capítulo 67


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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Tags Arin Ilejay, Dan Abell, James Sullivan, Jason Berry, Jimmy Sullivan, Johnny Christ, Katerina, Katerina Boetter, M Shadows, Marcos Devon, Matt Berry, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Visualizações 66
Palavras 3.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 67 - Sinfonia Animal


Realmente estava precisando de uma companhia feminina já que vivia praticamente 24 horas cercada de um bando de macho reclamão e que vivia arrotando e falando palavrão. Se bem que também faço isso, mas vocês entenderam. Samantha me levou até o tal mercado que tinha um esquilo vermelho como logo, o que me fez perguntar se eles vendiam mapple surp ali. Ela apenas riu e disse que era melhor não pedir por isso ou iam me dar alguma coisa muito estranha achando que era o tal do xarope de panquecas.

Durante todo o caminho fomos conversando e claro que pude soltar meu lado fã da banda já que a morena também compartilhava disso, então nos tínhamos bastante assunto para conversar. Comentei das idiotices que eles faziam quando bêbados e do ritual que tentaram com Johnny aquela vez em que o encontrei amarrado pelo tornozelo a um coqueiro. Embora não pudesse soltar informações mais intimas sobre os caras, esse tipo de coisa era divertido compartilhar e não faria mal nenhum.

Comprei tudo que pude carregar nas sacolas do mercado – quem ainda usa sacola de plástico? Puff... – e ela me ajudou a carregar aquelas porcarias até acharmos uma praça ali por perto para que pudesse desfrutar de toda aquela comida. Marcos não poderia me xingar oras, estava me alimentando e ainda dentro da dieta, só com a quantidade um pouco acima do normal. Só um pouco. Samantha até gostou dos bolinhos integrais que lhe fiz experimentar a força.

Percebi que nos duas tínhamos muito em comum por que era fácil falar com ela, achar assunto ou simplesmente ficar no silencio observando as pessoas na rua, inclusive rir daqueles velhos que atravessavam para o outro lado com medo das duas garotas tatuadas rindo loucamente. Sentia falta disso, pois normalmente saia com Aaron e o namorado para fazer esses vários nadas, mas agora a rotina era somente de trabalho, estudo e provas.

Mesmo que o trabalho fosse magnifico.

Descobri também que ela mais velha por apenas um ano e estava na faculdade de medicina veterinária. Quem diria...

Quando terminei o pequeno lanche, sendo que ainda havia sobrado uma sacola cheia de comida, pedi para a garota me levar dar uma volta pela cidade. Obviamente Sam (que intimidade!) disse que era uma ideia ruim porque era grande e ela não era dali, mas de uma cidade vizinha um pouco menor. Nós rimos muito quando ela tentou botar algum endereço no GPS e levou até uma boate de strip – não caminhamos até lá, foi preciso só olhar a foto da fachada do lugar para concluir o que era -.

Então tive outra ideia que nos ocuparia pelo resto da tarde até a hora do show.

-Você sabe de um cabeleireiro aqui perto? – perguntei segurando seu pulso um pouco antes dela entrar em um bar para comprar cerveja para nós duas. Olha que maravilha, a maioridade aqui nesse país era 18! Mesmo que nem Marcos ligasse muito para o fato de beber com menos de 21. Isso tem lá suas vantagens...

Samantha colocou a mão embaixo do queixo, fazendo uma cara de pensativa, ficando assim por alguns segundos.

-Já sei! Vem comigo. – e agarrou meu braço livre da sacola, puxando-me loucamente pelas ruas pequenas e abaixo de um sol de matar. Jesus. Acho que me desacostumei a levar sol na cara de tanto que ficava dentro das arenas preparando os shows.

___//___

Tem alguma coisa errada com a minha cara.

Fazia caretas para o espelho enquanto a morena somente ria do meu desespero momentâneo. Nós passamos o resto da manhã e a tarde naquele salão que ela tinha achado. Ninguém disse que tirar o preto e o vermelho do cabelo seria fácil.

Começo a achar que foi uma decisão um pouco radical ter mudado de cor depois de tanto tempo com as mesmas.

-‘Tá maravilhosa garota. – ela sorriu, prostrando-se atrás da cadeira onde estava sentada, apoiando as mãos nos meus ombros. – Acho que eu casaria contigo se você gostasse de mulheres. – ela riu mais ainda quando a olhei pelo espelho com a sobrancelha arqueada.

Então, Samantha era pansexual. Logicamente ela teve que me explicar que raios era essa porra.

Dei de ombros, balançando os fios compridos e cacheados agora com outra cor, uma bem diferente que nunca tinha pensado em colocar – ou tirar – dos cabelos. Peguei uma mexa, enrolando nos dedos e notando como ele ainda estava bem saudável e macio. Graças a deus, só faltava fazer toda essa mudança para ficar com o cabelo igual uma palha.

Quando paguei quase cai desmaiada. Era metade do meu salario e ganhava super bem como roadie. Acho que nunca vou deixar de ser mão de vaca. Fazer o que? Sam não parou de rir um momento da minha face completamente puta depois de ter de pagar uma caralhada por todo o procedimento e ela não entendia uma só palavra do que estava falando.

Voltamos rapidamente para o local do show, sendo que já estava escuro e o horário marcado para a abertura da casa era às nove da noite. A morena ao meu lado dava uns pulinhos animados, soltando gritinhos histéricos e perguntando como seria o show. Não ia dizer nada para não estragar nada da surpresa.

O local já contava com uma fila gigantesca e as pessoas que se aglomeravam nas grades estavam gritando SEVENFOLD animadamente. Em meio a isso, havia um pequeno grupinho que gritava AVENGED antes, fazendo-nos rir loucamente por isso. E ouvimos uma explosão.

Arregalei os olhos, olhando para cima, vendo um poste de luz com um transformador gigante soltando faíscas. Ufa, menos mal que não é tiro...

As pessoas na fila foram à loucura, gritando algo que logo depois Sam fez questão de traduzir: explodiu! Explodiu! Não consegui evitar rir, a animação pré-show é maravilhosa e não tem como não ser contagiada com isso.

Puxei a morena até a entrada lateral pela qual havia saído antes, mostrando o crachá que tinha escondido sob a regata ao segurança e entramos tranquilamente no lugar, mas tive de dizer que Sam era interprete para uma entrevista que alguma emissora local havia contratado. Claro que era tudo mentira, o que nos fez rir demais já dentro do local.

Mostrei-lhe tudo que era possível até o caminho onde era a sala separada para os roadies, que incrivelmente não encontrei nenhum durante o caminho. Ao adentrar, fui conferir as horas no celular e vi as trocentas chamadas perdidas e SMS, mas ignorei mesmo tendo a possibilidade de ser castrada da maneira mais dolorosa que possa imaginar, principalmente por meu tio.

Pelo horário era bem aceitável que a sala também estivesse vazia já que deveriam ter saído para buscar os caras no hotel aqui perto, então deixei a sacola de mais cedo em um dos cantos e indo até um frigobar pegar uma água para nós.

Sam parecia uma pulga olhando tudo ao redor, tão animada que chegava a ser engraçado.

- Samantha você vai ter um ataque nervoso se continuar assim e olha que entendo bem disso. – comentei rindo e sentado no sofá de couro posto perto de uma mesa de madeira branca com algumas comidas que nem podia pensar em chegar perto.

-Mulher! – ela se conteve para não gritar. –Como ficar calma sendo que o Avenged esta aqui perto e daqui a pouco tem show? – ela balançou as mãos animadamente, rodando em círculos loucamente.

-Simples. – dei de ombros, bebendo mais um gole da água. – Não pense. – ri e ela me olhou furiosa, mas soltando a risada em seguida. E meu deus, nunca achei que conheceria alguém com a risada mais engraçada e espalhafatosa que Zacky, mas essa ai superou. Ela ria sem som por um momento e no outro parecia uma cabrita berrando. É sério.

-Pra você é fácil, convive com eles a uma caralhada de tempo. – sentou-se ao meu lado e suspirou. – Queria ter essa vida. – apoiou o rosto com a mão, sonhadora. – Imagine ficar perto deles todos os dias?

-Não fico perto deles nem uma hora, na verdade estou sempre montando o palco e conferindo o som. – interrompi sua fala. Sua expressão se tornou tediosa, me olhando com os olhos semicerrados.

-Me deixe sonhar! – ela riu, alongando a última silaba da palavra por conta do sotaque. – Ainda mais se posso sonhar com o Syn e o Zacky juntos. – sorriu maliciosamente enquanto balançava as sobrancelhas. Engasguei-me com a água.

-É o que Samantha? – perguntei rindo debilmente, me abanando e tentando recuperar o ar. – Você sonha em fazer um ménage com eles? – sua expressão, se possível, ficou mais maliciosa ainda enquanto arregalava mais os olhos e certeza que meu queixo foi parar no chão.

Obvio que ela se matou de rir da minha cara.

-Não é uma ideia ruim. – coçou o queixo por um momento. –Mas ‘tô falando de Synacky, Rih. – porque ela me inventou de me chamar assim nem eu sei.

Deixei a cabeça pender para o lado por um momento, olhando-a confusa.

-Não acredito que você não conhece isso. – se espantou e logo pegou o celular no bolso da calça, mexendo na tela por um momento. –É a melhor invenção do século e sexy pra caralho. – me entregou o celular com um site aberto, em cima dizia ser de fanfics. Isso, pelo menos, conhecia. Graças que ela lembrou que não falo o idioma, então fez o favor de procurar um em inglês.

Olhei a tela com um texto no fundo branco, começando a ler e juro que minha cara pegou fogo logo no primeiro paragrafo. Estava começando a descrever o sexo entre dois caras.

Entre o Brian e o Zacky.

-Leia essa porra e depois você pode me agradecer. – se escorou no encosto do sofá com os braços cruzados e uma expressão de superioridade no rosto, rindo logo depois quando viu meu rosto totalmente vermelho.

 

___//___

 

Li tudo aquilo que maluca da Samantha me mostrou, estórias curtas de somente um capitulo. E já haviam sido quatro. E estava começando a achar que estava viciada naquilo, até porque a morena estava lendo uma outra nova comigo, dividindo o celular para ambas podermos ver a tela.

-Nunca imaginei que vocês acham o Brian com cara de passiva. – comentei ainda olhando o celular. Sam riu baixinho.

-Qual é Rih, ele é a maior passiva da história da banda. – comentou enquanto mudava o paragrafo, no que nos concentramos em ler.

Bateram na porta no minuto seguinte, atraindo nossa atenção e logo meu tio adentrou a sala com cara de cansado. Ele se assustou, dando um pulo quando viu nós duas sentadas no sofá e arregalou os olhos cansados tanto que achei que eles fossem saltar do seu rosto.

-Falei que tinha ficado ruim. – comentei com um bico, olhando Sam ao meu lado com a expressão confusa olhando Marcos parado na porta. Ele desviou seu olhar de “estou presenciando uma abdução extraterrestre” para a morena ao meu lado.

-Quem é você? – questionou chegando perto de nós. Joguei minha garrafa de água nele - fechada – que ainda tinha um pouco de liquido. Ele pegou no ar e sorriu doce.

- Samantha Kubloski, prazer. – sorriu e levantou-se um pouco envergonhada enquanto estendia a mão ao Marcos que retribuiu rapidamente.

-Marcos Montheccio Devon. - olhei meu tio por um momento. Ele nunca se apresentava com o nome inteiro. Nem eu lembrava direito desse nome do meio dele de tanto que ele nunca usava, mesmo. Era obvio que ele teria o sobrenome igual da minha mãe, eles eram irmãos de qualquer forma, mas porque caralhos o último foi substituído? Whatever, ele deve ter casado com alguém e não disse pra ninguém. Tive que segurar o riso um pouco imaginando meu tio casado e com outro homem que tivesse o Devon como sobrenome.

Eu não sou normal, quantas vezes terei de repetir isso?

-Mark, a Sam pode ficar no fosso comigo hoje né? Você está me devendo um favor. – falei pedinte, olhando-o e piscando os olhos, tentando fazer com que meu tio não me matasse e aceitasse aquilo de bom grado depois de desaparecer toda à tarde.

Ele apoiou as mãos na cintura, trocando olhares entre nós duas. Acho que a morena esta fazendo a mesma expressão já que ele levantou os braços em rendição. Tomou o resto da água da garrafinha que havia lhe jogado e voltou a nos observar com o rosto cansado.

-Kat só dou permissão por que é uma pessoa e vocês parecem amigas. Além do mais, ‘tava te devendo a folga do outro dia. – deu de ombros, sorrindo doce. – Mas prometa que vai atender minhas ligações da próxima vez ou vou ter que ser ruim e te deixar trancada de novo com o Gates bêbado. – e sorriu maligno. Meu coração acelerou.

A última vez que ele fez isso acabei sendo vomitada pelo guitarrista que achava que eu era um poste colorido. Ele também tentou mijar em mim. Igual um cachorro.

Acenei rapidamente com a cabeça.

-Alias, você ficou linda sobrinha. – chegou perto passando os dedos por entre meus fios, analisando-os rapidamente.

-Obrigada. – abracei-o pela cintura, afinal, ele era alto demais. – Por acaso vou precisar substituir o Dave de novo? – questionei rapidamente antes que ele saísse da sala.

Dave era o técnico de som do Zacky. Aquele mesmo que ficou preso no banheiro.

Marcos apenas acenou negativamente e despediu-se rapidamente de Sam, saindo quase correndo da sala.

-Qual o problema de ficar presa com o Gates? – Sam comentou ao meu lado, a expressão chocada alternava entre a euforia e a confusão. Comecei a rir.

-Nenhum... quando ele está sóbrio. – dei de ombros, andando até o banheiro pequeno que ficava do outro lado da sala para lavar as mãos e o rosto, tentando tirar minha cara de acabada. As olheiras levemente arroxeadas em baixo dos meus olhos faziam-no parecer cada vez mais escuros e meus lábios estavam um pouco sem cor também, me deixando um pouco assustada já que com a cor atual do meu cabelo realmente estava lembrando uma vampira maluca sedenta por sangue.

Ouvi uma porta batendo.

-Sam? – gritei do banheiro, secando o rosto na toalha. – Samantha? – chamei novamente, saindo do banheiro e a cena me fez rir.

A morena estava estática no centro da sala, abrindo e fechando a boca várias vezes como um peixe fora da água e juro que ela estava perdendo a cor aos poucos. Okay, entendo a reação dela, eu teria a mesma caso encontrasse alguém do Rammstein.

A coincidência foi que Brian e Zacky estavam na sala, também parecendo duas estatuas olhando a garota quase tendo um treco no meio do local. Ambos tentando entender quem era a garota ali.

- Samantha eles não vão te morder. – comentei caminhando até ela, sorrindo a dupla a nossa frente que ainda tinham uma expressão de susto no rosto. Diferente da morena ao meu lado, eles pareciam um pouco assustados com aquela garota e agora comigo, principalmente Zacky que parecia ter ido parar em outra galáxia.

Acabei imaginando por um momento a figura dele rodando em meio ao espaço sideral igual aquelas montagens loucas que fazem em vídeos.

-Gates, Vengeance parem de nos olharem como se nós fossemos alienígenas. – revirei os olhos, estralando os dedos em frente ao rosto do dois.

-Nunca imaginei que tu ficaria tão gostosa loira, Kat. – Brian comentou desviando os olhos castanhos ao meu rosto. Bati a mão na testa.

-Cala a boca Brian. – olhei Sam que ainda observava os dois guitarristas a nossa frente, mas dessa vez ela olhava de uma maneira diferente. - E é cinza, não loiro... - murmurei baixinho. Franzi o cenho por um momento, pensando que já vira aquela expressão em algum lugar e logo meus olhos foram para cima da cara do guitarrista, analisando-o por um momento. Mirei Samantha.

É obvio!

A morena tinha a mesma expressão maliciosa que o Gates. Exatamente a mesma quando ele fechava um pouco os olhos, mordendo os lábios de canto e parecendo ter uma cara de orgasmo.

-O Syn tem mais cara de passiva ao vivo. – sorriu, olhando-me rapidamente.

Cobri a boca com a mão, dois dedos segurando meus olhos fechados tentando conter a risada e lembrando do que nós tínhamos lido antes dos dois aparecerem por ali.

Zacky desembestou a rir igual um maníaco, se segurando nos joelhos. Sam começou a rir e eu também porque estava rindo da risada dos dois juntos e logo Brian acabou acompanhando.

Podíamos fazer uma sinfonia animal. Um castor e uma cabrita rindo.

-HAHA me ajuda! – me apoiei ao moreno, segurando-me nele pelo ombro e senti seu braço segurando-me por trás, pela cintura.

Demorou um pouco até que todos voltassem ao normal. Sam não parecia mais prestes a ter um infarto prematuro, mas ainda observava os guitarristas com uma adoração que nunca tinha visto. Sério.

-Caras, eu amo vocês! – ela sorriu de uma maneira tão brilhante que me deixou feliz só de presenciar.

Eles agradeceram. Zacky ficou tímido por um momento por causa disso, fazendo-me olhá-lo por um momento somente admirando a carinha fofa que ele fazia. Ah, que vontade de morder!

-Rih, você me permite tietar um pouco o Zacky? – Sam se dirigiu a mim com os olhos brilhando, segurando as mãos juntas e aquilo fez com que me engasgasse minimamente. Acho que fiquei vermelha.

-Ahm... pede pra ele ué? – cocei a nuca um pouco sem graça. Porque ela tinha que perguntar isso do nada? Alias, por que caralhos ela perguntou isso?

Ouvi Brian rindo baixinho e observei seu rosto, a expressão sapeca brincando ali. Ele passou o outro braço ao redor da minha cintura, agora pela frente e ficando agarrado de lado a mim como fazia às vezes em que conversávamos só nós. Era uma proximidade que me deixava tranquila e alivia a tensão sempre.

Claro que Zacky não negou, afinal, se eles tratassem algum fã de maneira rude quem ia sofrer eram eles. E pelas minhas mãos.

Samantha não se segurou muito, pulando em cima do guitarrista e quase levando os dois ao chão. Ela realmente tinha a altura dele, o que era um pouco engraçado porque ele parecia estar tão tímido perto dela que aquilo até me deu pena e uma queimação estranha no peito.

Será que eu vou ter um ataque do coração?

-Kat, até sua amiga percebeu vocês dois. – Gates sussurrou no meu ouvido, sorrindo daquela maneira que só ele consegue. Arqueei a sobrancelha, devolvendo o olhar.

-O que tem pra perceber Haner? – perguntei um pouco grossa de mais, desviando a atenção as duas pessoas um pouco afastadas de nós. Arregalei os olhos um pouco quando Sam abaixou um pouco a alça direita da regata, deixando a tatuagem de Jimmy mais a mostra, tirando os cabelos verdes do peito e vi Zacky chegando mais perto e assinando ali. Demorando um pouco de mais pro meu gosto.

-Que você está quase matando a garota com o olhar, mulher. – e ele riu alto depois. Dei um soco nas suas costelas.

-Para de viajar. – cruzei os braços, mas sem conseguir desviar os olhos dos dois conversando animadamente.

-Quando admitir o que sente, talvez. – olhei-o que deu de ombros. – Pelo amor de deus Katerina, você nunca me chama pelo sobrenome e ainda não consegue parar de olhar aqueles dois. – suspirei e revirei os olhos.

-Vocês adoram ver coisa onde não tem né? Que gente chata. – apoiei a cabeça no seu ombro, abraçando-o pela cintura da mesma forma que ele fazia. Senti-o deitando a cabeça sobre a minha e fechei os olhos.

Brian não acha realmente que sinto algo a mais além da nossa recém-reatada amizade pelo lenhador de bonsai obeso, ele só pode estar tentando me incomodar como sempre já que sabe que nós dois vivemos brigando por porcaria e tentando nos matar, agora amigavelmente. Não sei como tentar se matar de forma amigável possa soar de uma maneira boa, mas era isso mesmo.

-Que história é essa de “o Syn tem mais cara de passivo ao vivo”? – ele perguntou e não senti mais o peso de sua cabeça. Ri, olhando para cima, mirando seus olhos castanhos curiosos.

-Depois te mostro Brian, prometo. – sorri docemente, beijando sua bochecha e planejando minha vingança contra ele e essa suposição maluca. Farei-o ler aquelas histórias dele pegando o Vengeance até que ele tenha mesmo uma queda pelo amigo e pare de me atazanar.

Se bem que observando melhor, o Zacky parece mais passivo já que é mais baixinho e tem aquela cara fofinha de criança e a bunda dele parece ser melhor de utilizar do que a do Brian, se bem que ela também não é nada mal.

Preciso parar de andar com os caras, ‘tô ficando com pensamentos homossexuais também.


Notas Finais


Pra quem quiser ver a cor direito do cabelo da Kat - que por acaso tem um pouco mais de comprimento, mas tem o mesmo volume e é cacheado/encaracolado igual - http://www2.pictures.livingly.com/mp/AhQ-ZCmm7Jax.jpg


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