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História Sweet Child on Mine - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, essa é a minha primeira fanfic.
AHHHH, to nervosa.

Capítulo 1 - Capitúlo I


No 25 de Novembro de 1988 eu aprendi que tudo que está ruim pode piorar.

Eu lembro da sensação de acordar e me sentir aliviada por ser meu último dia de aula no ensino médio, depois acabaria para sempre, lembro-me da esperança de uma vida melhor para o próximo ano, quando minha mãe não precisaria trabalhar 14 horas por dia e 6 dias por semana. Lembro-me dos meus olhos se abrindo e da primeira coisa que vi, seu rosto belo e marcado pelo cansaço e preocupação. Mas eu tinha um plano trassado isso tudo iria mudar, eu iria arrumar um emprego, assim minha mão não precisaria trabalhar tantas horas por dia, ira para a faculdade e depois que eu me formasse em medicina veterinária nós levaríamos uma vida tranquila e confortável.

-Luna... Luna! Acorda! - Minha mãe disse enquanto balançava levemente meus ombros.- Não vai querer perder seu último dia de aula, não é?

- Oi? - Falei abrindo os olhos, a claridade passando pela cortina desgastada me deixou temporariamente cega, algumas piscadas depois minha visão já tinha se ajustado e eu consegui focar no rosto da minha mãe. - Claro que não! Vamos tomar café juntas hoje? - Perguntei na esperança de passar um pouco mais de tempo com ela. 

- Não, desculpe, querida, meu turno começa em 15 minutos e eu preciso sair correndo. - Ela sorriu terna e amorosamente. - Mas a noite jantaremos juntas para comemorar o encerramento de um ciclo e o início de outro muito melhor em nossas vidas.

- Tudo bem, mas se cuide no caminho. - Falei antes de dar um abraço apertado em seu corpo esguio e sentir seu delicioso perfume de lavanda adentrar minhas narinas, não importava onde estavamos ou como, ela sempre seria minha casa. - Ah, e faça seus intervalos durante o turno, já conversamos sobre isso. - Avise enquanto ela saía pela porta apressada balbuciando um "Eu te amo, ursinha." 

E eu também a amava, e muito. Nossa família sempre foi pequena, resumida a meu pai, minha mãe e eu, e por sermos só nós sempre fomos muito unidos, e depois que meu pai morreu em um trágico atropelamento à dois anos atrás isso só se intensificou. E se eu não tomasse providências seu atual trabalho também iria mata-la. Por isso nessa manhã o meu ciclo escolar se fecha e então poderei cuidar e ajudar minha mãe como ela sempre fez comigo. Com esses pensamentos positivos rondando minha mente eu joguei os cobertores para o lado e levantei da minha confortável e velha cama, abri as cortinas para verificar o clima, o céu estava coberto de nuvens cinzentas e escuras e parecia que a qualquer momento cairia uma gelada chuva de novembro.

Depois de escovar meus dentes e vestir a melhor roupa de brechó que e tinha, composta por macacão jeans desgastado em todas as partes, uma camiseta branca grande de mais para mim e um all-star surrado eu corri para a sala e peguei minha mochila e meu casaco e sai apressada para começar um dia que eu queria acabar logo, praguejei quando passei por uma janela escura e percebi que tinha esquecido de pentear os cabelos, mas tudo bem, isso não iria me atrapalhar, não hoje. Parei em frente a janela do carro e comecei a tentar ajeitar os fios rebeldes com dedos mas nesse momento ela se abriu, revelando um rapaz bem mais velho que eu sentado ali.

- Vaza, garota! Eu não tenho moedas. - Meus olhos arregalaram e meu rosto esquentou imediatamente, eu sai correndo,mas não sem antes escutar.- Precisava falar assim com a menina, Axl? - Então virei a esquina e sumi da vista deles, droga! Como eu ia adivinhar que tina alguém ali? Claro,carros foram feitos para se estar dentro, mas mesmo assim.

Eu não diminuí o ritmo, não sei porque, mas aquilo tinha liberado carroças de adrenalina dentro de mim, pelo menos eu acho que era isso que me fez correr como uma louca até a escola para enfim começar a acabar com esse dia.

***

Na volta para casa eu estava mais que satisfeita, hoje iria jantar com minha mãe e amanhã eu sairia atrás de emprego, e então nossa vida iria melhorar, eu tinha certeza. Estava andando pelas ruas distraída, escutando as partículase de conversas das pessoas que passavam por mim pegando cada fragmento do que eu escutava e tentando descobrir sobre a vida delas, eu me divertia com isso, até que um livro numa vitrina no outro lado da rua me chamou a atenção e eu não consegui tirar os olhos dele enquanto atravessa a rua pela faixa de segurança. Até que um barulho alto e um impacto forte me trouxeram de volta a realidade. Eu estava caída no chão e dois caras meio assustadores vinham em minha direção.

- Cara, é a mesma menina que vimos de manhã. - Um deles falou enquanto chegava perto. - Moça, você está bem?

- Estou, desculpa...

- É melhor se desculpar mesmo, e nem pensar nessa história de processo.- O cara de cabelos ruivos que estava em pé me olhando de cima com uma expressão de raiva disse ríspido. - Você estava atravessando sem olhar para os lados, garota!

- Cala a boca, Axl. - Disse o loiro que estava se agachando ao meu lado. - Moça, quer ir pro hospital? Está sentindo algo? - Tentou encostar a mão no meu ombro mais eu levantei rapidamente e sai mancando. 

Tá certo, eu atravessei de maneira imprudente, mas não estava acostumada a receber aquele tratamento ostil e muito menos ser humilhada. 

-Moça, espera ai! - provavelmente o louro gritou ás minhas costas.

- Deixa ela, Duff. - O grosso disse. - Daqui a pouco pensão que tá tentando abusar da menina, tá vendo que é de menor?

Babaca, babaca, babaca, mil vezes babaca. Poxa, porque eu tinha a má sorte de encontrar pessoas assim? Andei mancando até em casa e com muita vergonha e raiva, que estavam arruinando meu bom humor. Assim que cheguei no nosso velho prédio e subi os vários lances de escadas que levavam ao nosso pequeno apartamento eu soube que tinha algo errado, não tinha cheiro de comida e o silêncio que vinha de dentro do era mórbido e gelado.

- Mãe? - Chamei. - Mamãe? - Girei a maceneta e a porta se abriu. Meu olhar percorreu a parede com sua tinta que um dia já foi branca, agora amarelada e descascada até o chão onde eu consegui ver o corpo da minha mãe caído.

***

O desespero consumidor que senti me fez gritar e em segundos os vizinhos já se aglomeravam em volta de mim que estava abraçada ao corpo da minha mãe. Não sei quem teve a prudência de chamar a ambulância, mas alguém teve e os paramédicos me tiraram de cima dela e tentaram me acalmar, só nesse momento eu percebi que ainda estava gritando.

***

- Vou falar logo, não tem maneira delicada de dizer. - O médico de meia idade me encarava, o peso nos meus ombros só aumentava, como se fosse me esmagar a qualquer minuto, eu já estava esperando à duas horas. - A sua mãe tem um tumor no cérebro. - Ele me olhou como se eu não estivesse entendendo. - O tratamento é caro. Vocês podem pagar?- Eu continuava olhando, tentando assimilar, criar uma resposta criativa, qualquer coisa, eu não tinha dinheiro, não tinha nada. Minha expressão deve ter me dalatado, pois ele disse.

- Pelo visto, não tem como pag...

-Doutor, eu iria procurar um emprego amanhã.- Supliquei. - Terminei a escola, hoje. Só preciso arrumar um emprego, e então vou pagar, mas por fa...

- Olha, garota, você não é diferente de muitos outros casos que já recebi aqui. - Ele me olhou e algo brilhou em seus olhos.- Nem sempre eu posso ajudar a todos, mas por você farei algo. - Ele foi até o balcão mais próximo falou com a recepcionista que lhe entregou uma caneta e um papel, ele anoutou algo e veio em minha direção.

- Esteja nesse local amanhã até as nova da manhã. - Eles disse seco. - Eles estão contratando uma empregada 24h, com folgas a combinar. - Eu ia dizer algo quando ele disse. - Eles pagam bem, e como ninguém aceita o emprego, eles nem vão se importar com sua experiência. O hospital entrará em contato para detalhar os assuntos do pagamento.- E foi embora me deixando sozinha.

***

Estar naquele lugar me deixou muito nervosa. Era tudo enorme, limpo e novo. Eu me senti completamente deslocada, como uma decoração velha e desgastada em um ambiente totalmente moderno. A sorte que quem me recebeu foi uma senhora muito gentil e agradável, que percebeu logo meu nervosismo e me acalmou.

- Olha, não é um trabalho fácil, querida...como é seu nome?- Eu respondi que era Luna e ela sorriu. 

- Desculpa, mas por curiosidade, quem são meus chefes? - Perguntei.

- Seu chefe é o Guns N' Roses, garota.- Meu corpo gelou e meu coração parou quando reconheci aquela voz, era o cara que me atrapalhou. Me virei lentamente, pensando em ser o mais profissional possível, não podia perder essa oportunidade, não pela minha timidez, eu estava fazendo aquilo pela minha mãe. Mas quando meu olhar caiu sobre ele eu senti inevitavelmente meus olhos se abrirem tanto que começaram a lacrimejar eu comecei a gaguejar, o cara estava só de cueca e ainda agindo como se fosse dono do mundo.

- Eu sou Axl Rose. - Ele se apresentou. Cínico! 



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