História Sweet Creature - Harry Styles Fanfic - Capítulo 28


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Palavras 2.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi leitores!!!
Eu estava morrendo de saudade de vocês...sentiram minha falta???
Bem, eu voltei...e com um capítulo muito triste, mas ao mesmo tempo decisivo!!!
Porém, garanto que o próximo esta muito fofo!!!

Capítulo 28 - Coisas que passaram


Fanfic / Fanfiction Sweet Creature - Harry Styles Fanfic - Capítulo 28 - Coisas que passaram

SAMANTHA

Estou assistindo minha aula chata de álgebra, mas o sorriso não sai dos meus lábios. Estou feliz demais porque o Harry decidiu que já teve seu tempo e quer ficar comigo, mesmo sabendo que eu vou embora no meio do ano.

Eu disse a ele que estava pensando em ficar e pedi a ele, de forma injusta, que me pedisse pra ficar. Ele disse que devo ir, mas mesmo assim quer ficar comigo pelo tempo que nos resta e esta disposto a tentar levar nosso relacionamento mesmo com um oceano de distância.

Sei que vai ser difícil, quase impossível, de conseguirmos nos manter juntos tão longe um do outro, mas só de saber que ele quer tentar eu sei que quero também...e vou fazer de tudo pra dar certo.

Minha atenção é desviada pra porta da sala quando alguém chama nosso professor ali. Ele vai até lá e conversa um pouco com a pessoa, logo fechando a porta e me fazendo paralisar na carteira quando olha diretamente pra mim.

___Samantha, pode me acompanhar, por favor?___ele diz e eu me levanto___leve suas coisas, não deve voltar pra aula depois___ele diz, com um olhar sério, e meu coração bate forte em expectativa, pois não faço ideia do que aconteceu.

Junto todo meu material, sob os olhares e o silêncio de toda turma, e saio da sala seguindo o professor. Assim que chegamos do lado de fora, ele suspira fundo e coloca as mãos na cintura, parecendo tentar achar as palavras.

___Sua mãe ligou, ela esta no hospital e pediu que fosse pra lá agora, imediatamente___ele diz e eu sinto todo meu mundo balançar, com medo que algo tenha acontecido a alguém que eu amo___o pai do Harry Styles, seu namorado, teve um ataque cardíaco e esta em estado grave, ele já foi pra lá e....___ele continua a dizer, mas já não escuto nada.

Saio correndo pelos corredores e chego até meu carro, no estacionamento, sentindo meu coração na boca e rezando a todos os deuses que conheço pra que ajudem o Des a ficar bem. Não sei o que será do Harry se algo acontecer ao pai...ele é muito apegado a família e já perdeu a mãe, ele não pode ficar sem o pai...isso não pode acontecer, o destino não pode ser tão injusto assim.

Dirijo rápido pelas ruas de Holmes Chapel, que nunca me pareceram tão longas, e em menos de 10 minutos estou no hospital. Chego na recepção, sem fôlego, o que faz com que a atendente tenha dificuldade de saber o que eu quero, mas ela já me conhece e sabe do pai do Harry, então me indica  onde eles estão. Graças por nossa cidade ser tão pequena e todos saberem de tudo que acontece!

Subo pelo elevador com o coração na mão e lágrimas vindo aos olhos e, assim que chego no andar indicado, olho pros lados e vejo o Harry sentado numa cadeira num canto mais distante.

Ele esta com as mãos cobrindo o rosto e os ombros sacudindo, me fazendo saber que esta chorando. Vou até ele e, assim que ele percebe que alguém se aproxima, olha em minha direção e se levanta, vindo até mim e me abraçando com força.

Ficamos em silêncio, somente os soluços dele e os meus podem ser ouvidos além dos sons do hospital. Abraço ele o mais forte que posso, como se estivesse tentando passar um pouco de sua dor e desespero pra mim mesma. Eu faria de tudo pra não ter que vê-lo passar por isso...ele já sofreu tanto com a morte da Anne, que só posso imaginar como esta sendo pra ele a possibilidade de perder o pai também.

___Harry, vai dar tudo certo, calma___digo baixo, mesmo sabendo que de nada adianta.

Ele me solta e passa as mãos pelo rosto, limpando as lágrimas. Seu nariz esta vermelho e ele tem a expressão mais triste que já vi numa pessoa. Me sinto tão impotente agora, quando tudo que posso oferecer são minha companhia e apoio.

Harry afirma com a cabeça e se senta de novo. Me sento ao lado dele e puxo sua cabeça, pra que descanse no meu peito enquanto esperamos notícias de Des. Ficamos apenas assim pelo que parecem horas e eu me sinto angustiada e tensa, sem saber como posso tornar as horas de espera menos dolorosas pro garoto que eu amo e que esta se desmanchando em sofrimento na minha frente.

Depois de muito tempo, escuto passos pelo corredor e olho em direção a eles, vendo minha mãe vindo apressada até nós. Harry esta quieto, com a cabeça ainda no meu peito, e não percebeu ainda ela chegar. Aproveito pra olhar pra minha mãe de forma interrogativa e suspiro fundo de alívio quando ela me sorri de leve e afirma com a cabeça.

Harry percebe que eu relaxo visivelmente e levanta a cabeça, vendo minha mãe se aproximar. Ele se levanta de um pulo da cadeira e para na frente dela, arrancando a beanie da cabeça com força, desesperado por notícias.

___Des esta bem, calma, Harry___ela diz baixo, passando as mãos pelos braços dele___ele teve socorro a tempo e vai ficar bem, mas vai precisar de mais cuidados do que já tem, ele precisa entender que não pode mais fingir que esta tudo bem___ela sorri de leve___mas ele vai viver, não se preocupe___minha mãe continua e eu vejo o Harry se acalmar visivelmente.

Até esse momento, eu não entendia quão forte era a ligação dele com o pai, mas agora eu entendo. Eu entendo porque ele não quer sair de Holmes Chapel e entendo o quão egoísta eu fui de sequer propor isso a ele. Harry nunca seria feliz longe do pai e se caso aceitasse vir comigo, nunca estaria completamente comigo.

___Eu posso vê-lo?___Harry diz, cortando meus pensamentos.

___Sim, ele ainda esta medicado e dorme, mas pode ir vê-lo___minha mãe diz__se tudo correr bem até amanhã, ele poderá ir pra um quarto e poderá ficar lá com ele___ela diz e o Harry já a puxa, pra leva-lo até o quarto do pai.

Sou momentaneamente esquecida e me sento de novo, esperando que Harry volte. Enquanto isso, fico perdida em meus próprios pensamentos, tentando decidir o que devo fazer da minha vida. O que disse ao Harry hoje mais cedo era verdade: eu não quero deixa-lo, mas também não quero deixar de seguir os planos que tracei pra mim. Agora eu sei que é impossível que ele venha comigo, então me resta decidir entre ir ou ficar.

Quando o vejo vindo pelo corredor algum tempo depois, já sem chorar, mas parecendo mais frágil do que nunca, eu tomo minha decisão: eu vou ficar. Por ele, eu vou ficar e, se der tudo errado, eu terei que aceitar as consequências disso.

___Ele esta bem, graças a Deus___Harry diz, se sentando ao meu lado___vou ligar pra Gemma agora e avisar, não queria ter que faze-lo antes de ter notícias___ele sorri fraco, pegando o celular no bolso da calça___vou ficar aqui essa noite, até ele ir pro quarto amanhã, não posso deixa-lo sozinho, mas você pode ir, Sam___ele me olha, passando a língua pelos lábios e me dando um selinho rápido em seguida___muito obrigada por ter vindo, se não fosse você aqui comigo eu acho que desabaria nessas horas sem notícias do meu pai___ele diz, me olhando com os olhos verdes grandes e cheios de gratidão.

Sei que essa não é uma boa hora pra dizer a ele minha decisão, mas eu não vou embora enquanto Des não estiver no quarto fora de perigo, então que seja de uma vez...temos tempo agora.

Espero Harry ligar pra Gemma, enquanto me preparo pra colocar em palavras a decisão mais importante da minha vida, e posso ouvir ela gritando com o ele por não ter avisado sobre Des antes. Harry ri sem graça, já aliviado depois do susto, e Gemma parece se acalmar.

___Ela esta vindo pra cá, pra me matar por ter demorado pra avisar ela___ele diz divertido e tenta me abraçar, mas eu o afasto.

___Harry, eu não vou pra Yale___digo de uma vez, me ajeitando na cadeira de forma a olhar bem pra ele___eu entendo porque não pode sair daqui, então eu quero ficar, com você___falo com determinação.

Harry apenas me olha sério, sem dizer nada. Depois, ele suspira fundo e fecha os olhos, quando ele os abre, sei que ele não vai me deixar ficar...e nem vai comigo. Seu olhar esta firme e nunca o vi tão sério.

___Sam, quero te contar sobre a minha mãe___ele diz, me olhando no fundo dos olhos___depois que eu contar, vai entender porque eu tenho que ficar em Holmes Chapel, com minha família, e porque você tem que ir seguir seu sonho___ele continua e sei que esta sendo difícil pra ele___eu te amo e, acredite, tudo que eu mais queria era que ficasse aqui comigo, mas eu não posso deixar que isso aconteça e você vai saber porque___ele diz e eu afirmo com a cabeça.

Harry desvia seus olhos dos meus e olha pro chão por um tempo, depois, ainda sem me olhar, ele abre a boca e parece escolher as palavras que vai dizer.

___Minha mãe descobriu aos 18 anos que tinha esquizofrenia. Ela começou a ver coisas e criar situações que não existiam assim que entrou na faculdade de música, na Diocese de Londres, seu sonho de infância___ele diz e sorri sem humor___ela ficou um tempo internada e depois seguia a vida de forma relativamente normal, mas sempre sobre tratamento. Quando ela se formou, logo ingressou na Filarmônica de Londres, porque a doença nunca a impediu de ser a melhor naquilo que gostava, que era a música. Então, ela conheceu meu pai em um concerto___ele suspira fundo e continua sem me olhar, brincando com a beanie em suas mãos___meu pai sempre foi um mecânico, seguindo a profissão do seu pai, meu avó, mas ele adorava música e sempre que podia ia pra Londres, assistir concertos e ver a pianista que lhe encantava, minha mãe. Um dia, ele criou coragem e foi até os bastidores parabenizar essa pianista e, no mesmo momento, eles de apaixonaram. Durante um tempo meu pai ia pra Londres e minha mãe vinha pra cá, pra que eles ficassem juntos, até que não foi mais o suficiente e minha mãe decidiu largar tudo e vir pra Holmes Chapel. Meu pai foi contra, eles brigaram, mas ela queria casar com ele e formar uma família...e meu pai cedeu___ele me olha nos olhos agora e seus lábios formam uma linha fina, o que me faz prender a respiração e saber que vai chegar a um ponto triste dessa história___eles se casaram, Gemma nasceu, eu nasci...e tudo se acertou por um tempo. Minha mãe amava meu pai, mas sempre sentia falta da orquestra e de sua vida de musicista...por mais que ela ainda tocasse, nunca foi a mesma coisa pra ela. Sabe, eu acordava as vezes a noite, com o som do piano, e descia as escadas, vendo minha mãe tocar com toda a paixão do mundo. Eu me sentava ao lado dela e ela me contava como era a vida na orquestra de forma tão detalhada e precisa que eu podia vê-la lá, em cima do palco___ele desvia seus olhos dos meus de novo e volta a brincar com a beanie___eu me perguntava porque ela parecia sempre tão triste nesses momentos da madrugada...até que eles não eram apenas de madrugada. Ela passou a ser triste o tempo todo, melancólica, sempre lembrando do passado___ele diz e me olha de novo, muito sério___minha mãe amava meu pai, amava eu e Gemma, mas nunca deixou de pensar em tudo que abriu mão pra nos ter. Eu não entendia na época, pois era muito pequeno, mas hoje sei que ela começou a viver pensando no passado e se martirizava por isso, porque ela não queria, mas não deixava de pensar no que poderia ter sido. Com o tempo, ela ficou depressiva e passou cada vez mais a se fechar no mundinho dela___ele passa as mãos pelos olhos e sei que esta chorando, o que me faz chorar também___na noite em que ela morreu, ela me deu um beijo de boa noite na testa e me disse pra sempre cuidar da Gemma e do meu pai, porque eles precisavam da minha força. Depois disso, eu dormi e acordei com vozes pela casa e meu pai chorando desesperado, aí eu soube que minha mãe tinha sumido. As buscas duraram dois dias e, quando encontraram seu corpo congelado no lago, perto da represa, eu fiquei com raiva dela, porque eu sabia que aquele beijo foi uma despedida e eu não conseguia tirar da cabeça a ideia de que ela tinha se matado. Sua mãe, que era amiga dela, acompanhou tudo e assinou o óbito, onde dizia que minha mãe tinha se afogado de forma involuntária. Cerca de uma semana depois, quando conseguimos forças pra arrumar as coisas dela, vimos seus remédios pra esquizofrenia praticamente intactos...ela não estava se medicando. Entramos em contato com seu médico em Manchester e ele disse que ela estava bem, estava indo as sessões normalmente, mas disse que sem os remédios ela poderia estar em surto quando entrou no lado. Nunca saberemos se ela entrou no lago, naquele mês de janeiro congelante, por que quis ou movida por alguma de suas alucinações___ele diz e me olha no fundo dos olhos e a dor que vejo neles quase me destrói___eu fiquei tão bravo que me afastei de tudo, me fechei em mim mesmo e, por isso, me afastei de você naquela época. Demorou anos pra que eu achasse uma nova motivação pra viver e, porra, essa motivação é minha família, é cuidar deles, como minha mãe queria___ele segura minhas mãos firme e eu sei o que ele vai dizer___você entende, Sam? Entende porque não posso deixa-los? Entende porque não posso permitir que fique aqui, comigo? Não quero que, nem por um minuto, você pense no que seria sua vida se não tivesse me escolhido...não quero esse peso pra mim, não quero esse peso entre nós, pode me entender?___ele diz aflito e eu entendo...eu realmente entendo.

___Vai ficar tudo bem, vamos tentar do nosso jeito, okay?___digo, abraçando ele, que chora convulsivamente no meu ombro, assim como eu choro no dele___eu vou pra Yale, vou seguir meu sonho, mas não vamos nos separar...não vamos!___digo com uma convicção que não tenho, mas rezo pra o que eu disse seja verdade.

 

 

 


Notas Finais


Voltando a programação normal: a gente se vê sábado...com o capítulo da primeira vez (não resisto ao spoiler...hahahha)!!!
Essa capítulo contou a história do Harry e porque ele é tão resistente a ideia de sair de Holmes Chapel, ou da Sam ficar, então espero que entendam ele um pouco mais...eu já tinha deixado pistas sobre a mão dele, não sei se pegaram!!!
Beijos e até sábado!!!


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