História Sweet Creature (Coleção Drabbles) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags L May Jackson, Sugakookie, Yoonkook
Visualizações 31
Palavras 1.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drabble, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


drabble longa essa, hein
scrr;
professor jeon
eu na vida
:)

Capítulo 8 - Love


Fanfic / Fanfiction Sweet Creature (Coleção Drabbles) - Capítulo 8 - Love

Trabalhar com crianças é difícil.

E não. Você não imagina o quanto.

É claro que as complicações em si já eram uma dificuldade por si só. Ter que lidar com crianças birrentas, teimosas, que cospem na sua cara, mordem, batem, xingam de nomes que elas certamente não deveriam conhecer numa idade tão cedo. Sim, tudo isso era só um quê a mais na dificuldade toda, mas o grande problema nem era esse. O problema era quando você se apegava às crianças ou pior: quando elas se apegavam a você.

Sendo apenas um novato na área da educação, estagiário e mero aprendiz, tudo isso e muito mais apenas fazia parte da minha profissão. Profissão essa da qual eu me orgulhava enormemente e não tinha intenção nenhuma de trocar. Mas como eu dizia mais cedo, o problema era todo o apego que acontecia entre alunos e professores. Eu era apenas o auxiliar de classe, mas era tão presente em sala de aula quanto o próprio professor. Meus alunos tinham uma faixa etária de dois anos de idade e eram inteligentes pra caramba, me deixando de queixo caído a maior parte do tempo. Mas então porque eu digo que era ruim quando eles se apegavam ao professor (vulgo, eu)? Era simples.

Minjung era uma das minhas alunas de dois anos. A baixinha mais linda daquela sala, eu tinha que admitir. Super inteligente e muito, mas muito amorosa e delicada e fofa e muitos outros adjetivos que eu poderia acrescentar sem problemas. Logo assim que comecei a trabalhar naquela sala de aula, Minjung e eu nos entendemos super bem. Ela já falava mais que a boca, levando em consideração seu tamanho e idade; e ela facilmente se tornou minha favorita. E quando raramente acontecia d’ela ficar doente, parecia que eu acabava doente também. E esse era o caso, em plena sexta-feira e no horário de saída das crianças. Metade da minha turma estava no jantar enquanto que eu havia ficado na sala, pois Minjung estava com febre alta.

- Onde está doendo, Jung-ah? – Eu perguntei pela enésima vez, apenas esperando que ela falasse que não estava mais doendo. Minjung, no entanto, apenas apontou para a testa e eu resmunguei baixo, preocupado. – Tudo bem. Seu pai logo chega pra te levar pra casa, ok?

Mas Minjung apenas se encolheu e agarrou minha perna. Por ser o auxiliar da sala, era mais do que normal ter momentos assim não apenas com ela, mas com todos os alunos. Nós geralmente nos sentávamos no chão enquanto eu inventava penteados nos cabelos das meninas. Sempre tinha aquele que deitava no meu colo, cheio de manha e sono, querendo dormir perto de mim. Minjung não era assim. Por mais carinhosa que fosse, odiava ser pega no colo ou até mesmo ser tratada como bebê (- Eu não sou mais bebê!); então quando ela se agarrava assim em mim, eu sabia que ela não estava bem.

Continuei ali com ela, apenas mexendo no cabelo dela pra ver se ela dormia um pouco e, quem sabe, melhorava. Ela já havia tomado um remédio para diminuir a febre, mas não conseguia comer nada ainda. E então eu ouvi uma batida leve na porta da sala.

- Hey, - ele cumprimentou baixo. – ela ‘tá bem?

- Hm. – olhei para baixo, constando que Minjung dormia. – Sim. Ela dormiu. Mas ainda está com febre. – Ele assentiu em concordância, se aproximando para pegá-la no colo.

Era Min Yoongi, o tio da Minjung e estupidamente meu chefe (mais ou menos o dono da escola, digamos assim) e quando ele se aproximou, obviamente para pegar Minjung no colo, eu prendi a respiração como um idiota.

Ele era a encarnação do “chefe odiado” que eu tanto escutava antes mesmo de começar a trabalhar. Aquela coisa toda de “quero matar o meu chefe” rolava e muito pelos corredores da escola. Yoongi era uma pessoa insuportável com um humor que oscilava mais que uma montanha russa. Era um cara super jovem, herdeiro dos negócios da família, formado em sei lá quantas faculdades e, por mais detestável que ele fosse dentro daqueles corredores, amava todas as crianças daquele lugar. E apenas de tudo isso, eu não conseguia não gostar de Min Yoongi, meu chefe.

Eu o achava o cara mais incrível daquele lugar e tudo isso por que ele havia me defendido uma única vez.

Era idiota, eu tinha total e completa consciência disso. Se apaixonar pelo chefe? Quem faz isso? Ainda mais por um chefe chato, insuportável que nem mesmo me dirigia a palavra. Só idiotas como eu mesmo.

- Minjung, - ele chamou. – vamos pra casa. – A voz era suave, como se espera de alguém que está acordando uma criança (doente, por sinal) e me causava arrepios estúpidos pelo corpo todo.

Ela abriu os olhos, olhou para Yoongi e pareceu distinguir quem ele era em meio segundo, balançando a cabeça negativamente logo em seguida.

- Vamos, Minjung. Eu vou levar você pro hospital.

Mas tudo o que ela fez foi se agarrar na minha cintura com força e se negou à ser pega. Ao ouvir o suspiro cansado do meu chefe, eu estremeci. Talvez fosse melhor intervir.

- Jung-ah, não faz assim. Você tem que ir, seus pais- - Yoongi fez que não com a cabeça, bem rápido, me impedindo de continuar. Eu não precisei perguntar o que ele quis dizer, pois significava que os pais dela (quem eu achava que estavam esperando por ela) não estavam nem mesmo na escola pra buscá-la. Era um comportamento normal, até. – Ahn... Seu tio vai te levar pro hospital pra saber se está tudo bem com você e depois você vai poder is assistir o desenho da Moana que você falou o dia todo, lembra?

E foi aí que ela começou a chorar.

Em outros momentos, quando eu havia acabado de começar a trabalhar, quando uma criança chorava eu já entrava em pânico. Quando assumi a sala de aula e conheci Minjung, quando ela chorava eu me desesperava. No entanto, depois de um tempo já trabalhando, eu havia me acostumado com a situação e, por mais que eu não gostava nada de ver uma criança chorando – ainda mais Minjung – eu sabia lidar bem melhor com esses momentos.

Peguei ela no colo, sabendo que ela precisava desse contato, e a abracei com certa força. Dei-lhe um beijo na testa e acariciei seu cabelo.

- Você sabe que não precisa chorar, não sabe? Seu tio vai cuidar de você, não é mesmo? – Ela assentiu. O problema em questão não era a presença do Yoongi, mas sim a falta dos pais que eram muito ausentes. – E você vai mostrar pra ele os desenhos que fez hoje na sala? – Ela assentiu novamente. – Então você vai parar de chorar agora?

Minjung não me respondeu. Sentou-se no meu colo e olhou para Yoongi.

- Tio, você vai me levar pro hospital?

- Vou.

- Aquele que tem os peixinhos.

Yoongi deu uma risada. – É esse mesmo.

- Jeongguk oppa pode ir com a gente?

Forcei uma risada anasalada e quase incrédula. Já havia escutado coisas do tipo, como crianças pedindo para os pais para me levarem junto pra Disney ou pra festa da avó ou pra ver o cachorrinho novo. Coisas do tipo. Mas Minjung nunca havia dito e isso, muito menos na frente do meu dito chefe. Fui pego desprevenido e me senti extremamente exposto por razão nenhuma (ou talvez porque eu tinha uma leve, mínima atração pelo meu chefe).

Okay. Esse era o grande problema de ter crianças apegadas à você. Ou talvez o problema não era bem a criança, mas sim o tio dela.

- Claro. – Yoongi respondeu e eu olhei pra ele como se fosse um louco. Primeiro, eu estava em horário de trabalho (prestes a sair, mas ainda assim); segundo, era anti-ético e terceiro, era meu chefe ali na minha frente. Algo gritou na minha cabeça que “não é uma boa ideia, sai correndo!”

Mas Yoongi olhou pra mim quase como se estivesse pedindo socorro, como se realmente quisesse que eu fosse com eles naquele momento.

- Eu não posso, Minjung-ah. – Foi o que eu disse e a menina de cabelos negros olhou pra mim espantada, como se eu tivesse dito algo absurdo. – Oppa está trabalhando e você sabe disso.

- Mas oppa!

- Por favor, Minjung-ah!

- Qual é, Jeon-sshi. – Yoongi disse. – Não é como se o seu chefe fosse se importar, não é?

Ele sorriu, minimamente e quase imperceptível, mas foi suficiente pra que eu prendesse a respiração novamente. Olhei para a menina ainda sentada no meu colo e tentei me forçar a ver que ela era o foco naquele momento.

- Okay, - eu disse e os dois sorriram pra mim. Talvez, no fim das contas, um pouco de afeto não fosse tão ruim.


Notas Finais


ser professor não é fácil.
que fique claro que eu não tenho um crush na minha chefe
e sim na minha colega de trabalho
'chora


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