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História Sweet Date - by Mia - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Segundo capítulo bonito e fresco pra vocês.
Beijos!

Capítulo 2 - Capítulo 2: KANG MIA FRACASSADA pt.1


Sábado, meu precioso sábado. O dia em que posso acordar mais tarde, mas o meu organismo entende isso? Não! 

6:00 da manhã e estou sentada em minha cama encarando a minha janela com ódio? Talvez! 

Uma hora, exatamente uma hora de diferença dos outros dias. Isso é melhor que nada né. Me levantei mantendo esse pensamento positivo em mente para não surtar comigo mesma e fui em direção ao banheiro para escovar os dentes. 

Terminei e voltei para cama, sentei na mesma e pensando em algo para fazer nessa manhã maravilhosa de sábado. Não demorou muito para o meu telefone tocar. 

Olhei para a tela e só aí lembrei que tenho um namorado. 


— Yah! Sung Joon... que saudade. Parece que não nos vemos a meses, anos, vidas! 


— Aigoo, querida, muito dramática como sempre. – ele disse dando um risinho logo em seguida. — Nós nos vemos todo dia de manhã, mas agora você poderia vir abrir a porta para mim, estou morrendo de frio.


Desliguei o celular e desci correndo para abrir a porta. Eu realmente sentia a falta dele, apesar de nos vermos todo dia pela manhã nós não passávamos muito tempo juntos e também quase não tínhamos matérias iguais. 


Destranquei a porta e pulei no colo de meu namorado, espalhando vários beijos pelo seu rosto mais branco que leite. 


— Vai acabar me matando sufocado, meu amor. – ele disse e me atacou com beijos também. 


— Sung Joon, agora você é que vai me matar sufocada e eu ainda preciso tirar várias casquinha suas hoje. – eu disse rindo. — Agora entra, pois aqui fora está realmente frio. 


Ele me colocou no chão e eu o puxei para dentro, trancando a porta atrás de nós. Ele foi diretamente para o sofá e eu me joguei ao seu lado, deitando no ombro dele. 


— O que fez ontem à noite? – perguntei enquanto recebia um cafuné maravilhoso. 


— Nada demais, depois da faculdade eu fui para a biblioteca estudar e você? Aconteceu algo novo? Alguma matéria nova na faculdade? Como está a Sweet Date? – perguntou. 


Me lembrei do estranho não tão estranho e um sorriso involuntário se formou em meu rosto e logo lembrei que não podia falar sobre ele para ninguém. 


— Uhm, não aconteceu nada demais. A Sweet Date está ótima, papai pensa em abrir mais uma filial no meio do ano. Então acho que está tudo bem. – eu disse. 


Passamos a manhã toda conversando, rindo e vendo um pouco de TV. 

Ele foi embora e eu subi para tomar banho, pois iria para a casa de meus pais almoçar com a mamãe e depois tinha que ir para a Sweet Date ficar com o papai. 

Assim o fiz, vesti uma roupa quentinha pois hoje Seul estava fria demais. Coloquei o uniforme na bolsa e saí de casa. 

Decidi ir de carro, pois estava frio e queria me manter aquecida. 


Tenho uma vida bastante confortável, não sou podre de rica, mas também não sou pobre. Amo trabalhar na Sweet Date, diria que aquela lanchonete é o ar que eu respiro. Cresci correndo pela cozinha daquele lugar e é como minha terceira casa. 


Estacionei em frente à casa onde cresci e como tinha a senha da porta, eu entrei. 


— Mãe, cheguei! – anunciei.


— Estou aqui. – ouvi e notei que o a voz dela vinha da cozinha. 


Andei até lá e ela estava terminando de preparar o almoço. Minha irmã mais velha e meu sobrinho estavam sentados à mesa e assim que me viu a criaturinha veio correndo me dar um abraço e eu o peguei no colo. 


— Aigoo, meu sobrinho está tão crescido. Me sinto até negligente por não acompanhar tão de perto o crescimento dele. – disse para minha irmã e ela sorriu. — Como vocês estão? 


— Não seja tão má consigo mesma, você é uma ótima tia. Não é mesmo Yoon? – minha irmã disse e o garotinho balançou a cabeça afirmando freneticamente. — Nós estamos bem, e você? Ainda dando até o pescoço naquela faculdade? 


— Eu estou ótima. Tirando a parte em que eu quase não durmo, mas todo esforço precisa de um sacrifício então eu me sinto bem com isso. – digo. 


Mamãe terminou o almoço e nós tivemos um bom momento em família. 

Os Jang eram pessoas maravilhosas, sou suspeita para falar pois eles me criaram com todo amor e carinho que alguém poderia dar a uma completa intrusa. Minha irmã mais velha sempre me ajudou em todos os quesitos da minha vida, desde joelhos ralados até sentimentos por garotos babacas do ensino médio. Apesar de tudo, eu sempre fui uma Jang... o que mudava era apenas uma letra de nossos sobrenomes.


Depois do almoço continuamos conversando sobre assuntos aleatórios e meu sobrinho acabou por dormir em meu colo. Coloquei ele na cama que ficava em meu antigo quarto e voltei para a sala de estar onde estávamos antes. Olhei para o relógio em meu pulso e estava na hora de ir. 


— Mamãe, eu preciso ir. – disse fazendo um biquinho e recebi um abraço apertado. 


— Minha menininha. Sempre manhosa. – ela disse dando tapinhas em meu bumbum. — Você sabe que pode sempre voltar quando quiser. Aliás, eu não sei nem o motivo de ter ido embora. 


— Mãe, não vamos falar sobre isso agora. – apertei ela ainda mais no abraço. — Que tal um almoço em família amanhã em minha casa? Eu preparo a comida. 


Disse para ela e minha irmã, ambas confirmaram. 

Dei um último abraço nas duas e deixei a casa, dirigindo até Sweet Date. 



Cheguei na linda lanchonete e até que estava cheia para um sábado à tarde. 

Entrei pela porta dos fundos que dava acesso direto a cozinha e quase matei meu pai de susto. 


— Me desculpe, pai. – soltei uma gargalhada. — Juro que não foi minha intenção. 


— Eu já estou muito velho para tomar susto, Kang Mia. – também soltou uma gargalhada alta e apontou a grande colher para mim. — Não quer matar o seu velho pai, quer? 


— Jamais, papai. O Sr poderia viver para sempre, por favor? – o abracei e recebi um beijo no topo da cabeça. 


Ele continuou o que estava fazendo e eu fui me trocar, tirei minhas roupas quentinhas e coloquei o uniforme amarelo e meu avental de sempre agradecendo as divindades por ter aquecedor na Sweet Date. 

Terminei e fui assumir o meu turno, praticamente chutando Lucy (nossa funcionária de meio período)  para fora da lanchonete, pois sabia que como uma típica aluna de ensino médio ela tinha muita coisa para estudar. 


À tarde passou devagar como todas as outras, levei pedidos para as mesas, ajudei o papai na cozinha, lavei pratos, limpei o chão, limpei mesas. Tudo que eu sempre fazia todo santo dia. 

Quando finalmente parei por uns minutos, peguei meu casaco e saí  lá fora para fumar um cigarro, já estava escuro e eu me lembrei do rapaz não tão estranho cujo nome é Kim Namjoon e não contive um sorriso. 

Lembrei que ele havia me dado seu número e eu o salvara em meu celular, pensei por um momento se deveria mandar alguma mensagem e finalmente o fiz. 


“Olá, sou eu, Kang Mia a atendente da lanchonete. Como você está? Conseguiu tomar aquela decisão difícil? Eu espero que sim.” 


Foi o melhor que consegui depois de escrever e apagar o texto diversas vezes e como uma adolescente desesperada eu esperei por uma resposta com a cara colada no celular, mas o cigarro e o meu intervalo acabaram e eu tive que voltar a trabalhar. 

Recebi uma pequena bronca de meu pai, pois ele odiava o meu péssimo hábito. Passei mais algum tempo servindo e limpando. 

E o movimento parou. 


Hoje eu faço 2 anos de namoro com o Joon. E mais um ano ele não lembrou. Como não tinha ninguém na lanchonete eu me sentei em uma banqueta e resolvi ligar para meu namorado.


— Boa noite, meu amor. – ouvi a voz de meu namorado do outro lado da linha. — Já está com saudades? Nós nos vimos hoje cedo. Aconteceu algo? 


— Joon, você esqueceu não é? – fiz questão de transmitir minha tristeza através de minha voz. — Hoje nós completamos 2 anos juntos, Joon. Você realmente esqueceu? 


— Amor, me desculpe. Eu esqueci completamente. – ele suspirou alto. — Mas de qualquer maneira não iria ter como passarmos esse dia todo juntos, você está na Sweet Date e eu estou preso aqui na empresa. Não sei mesmo que horas irei sair. 


Olhei para o relógio em meu pulso e já passava das 21:00. Impossível ele estar na empresa até uma horas dessas. 


— Tudo bem então. Comemoramos outro dia. – eu disse tentando ser compreensiva como sempre. 


— Sim, outro dia nós comemoramos. Eu te amo. Tchau.


Antes que ele desligasse ou que eu pudesse responder algo, ouvi risadas ao fundo. E suspirei decepcionada. 


— Park Sung Joon? – papai perguntou, se sentando em uma banqueta ao meu lado e eu apenas assenti com a expressão triste. — Ainda quero saber o motivo de vocês ainda estarem juntos até hoje. Você não acha que já foi o suficiente e que talvez, só talvez você mereça coisa melhor? 


— Ah, papai. Eu apenas o amo. – suspiro pesadamente mais uma vez. — Não consigo explicar, apenas amo. 


— Você apenas o ama ou apenas se acostumou com a presença dele? – meu pai e o seus jeitos de me pegar desprevenida e me deixar pensando por uma semana no assunto. 


Não o respondi, apenas fiquei em silêncio encarando a parede a minha frente. Meu pai se levantou e foi até a velha máquina de músicas, tirou uma moeda do bolso, selecionou uma musica e deu umas batidinhas para que a moeda descesse pela máquina e fosse possível tocar a música. 

Quando ouvi a melodia um sorriso involuntário surgiu em meu rosto e acompanhei a letra de uma das minhas músicas favoritas. 


Me ame com ternura, me ame com doçura

Nunca me deixe partir

Você tornou minha vida completa

E eu te amo tanto


Meu pai se aproximou e eu estendi minha mão, ele entendeu o sinal e logo estávamos dançando pelo local sem clientes. 


Me ame com ternura, me ame por muito tempo

Leve-me ao seu coração

Pois é lá que eu pertenço

E nós nunca nos separaremos


Pousei minha cabeça em seu peito e seguíamos balançando levemente pelo salão. 

A música seguiu e em instantes eu estava alegre novamente. Fazia tempo que não dançava com o papai e isso me fez bem. 


A música acabou e nos sentamos novamente. Conversamos sobre coisas do passado, coisas do presente e sem notar o tempo passar. 


— Aigoo, olha só a hora. Preciso ir, estou morrendo de saudades de sua mãe. – eu dei um sorriso largo ao imaginar os dois se abraçando. — Preciso levar as flores que comprei para ela. Algum problema se você fechar hoje de novo, filha? 


Balancei a cabeça em negação e recebi um beijo no topo de minha cabeça. 


— Vá para casa com cuidado. – gritei quando ele já estava fora do estabelecimento e ele acenou. 


Vi meu pai sumir e suspirei alto. 

Hoje eu estava suspirando demais. 

Me lembrei da mensagem que havia mandando para o meu novo conhecido e decidi checar meu celular para ver se obtive resposta. 

NEGATIVO. Nem um oizinho sequer. E nem uma mensagem de meu namorado também. 


— Aigoo, Kang Mia. Ao que parece  está fracassada em tudo. – disse para mim mesma e apoiei minha cabeça em minhas mãos. 


Notas Finais


Revisei não sei nem quantas vezes, se houver algum erro espero que me perdoem. Beijos!


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