História Sweet Disaster - Capítulo 5


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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Tags Aden, Clarke, Clexa, Família, Lexa, Romance, Vampiro
Visualizações 99
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Booooa noite, boa madrugada e futuro bom dia!

Estou postando tarde, eu sei '0', mas é que ultimamente é o único horário que está sobrando ç.ç. Enfim.


Aproveitem :*

Capítulo 5 - O lance do frio.


Pov. Lexa.

Acordo me sentindo estranhamente bem. Como se tivesse me alimentado o dia todo. Abro os olhos e a primeira coisa que vejo é uma agulha saindo do meu braço. Sigo a mangueira até o que parece ser uma bolsa de sangue vazia. Isso era novo. Acredito que nenhum vampiro na história dos vampiros havia se alimentado dessa forma.

Tiro a agulha e saio a procura de Clarke que estava sentada de um lado da mesa enquanto Gael se sentava do outro. Ela bebia algo em sua xícara de gatinho.

— Senhora — ele faz uma rápida reverencia.

Eu mostro a bolsa de sangue vazia e a loira quase se afoga.

— Deixe-me explicar, essa curandeira encontrou um jeito de te alimentar enquanto dormira! Isso não é magnifico? — Gael se aproxima dela e ela se encolhe um pouco.

— Certo, Gael por que você não vai indo para casa?

Ele concorda e se retira rapidamente.

— Me alimentar, hum?

— Você estava parecendo tão cansada, quando ele chegou não quis te acordar. Mas ele insistiu que você precisava ser acordada. Dai eu pensei, e se tivesse outro jeito? — Ela fala, mas eu estava curiosa.

— Nosso organismo é diferente dos humanos, como sabia que iria funcionar? Ou melhor, como foi que conseguiu encontrar uma veia?

— Bom ... eu não sabia se iria funcionar. Mas fiquei pensando, quando vocês se alimentam deve ter um jeito de fazer com que o sangue circule pelo seu organismo. É isso que te dá força, certo? Enfim, nos primeiros segundos realmente pareceu que não ia dar certo e então ... foi como se seu organismo estivesse puxando todo o sangue. Essa é a quarta bolsa.

Eu não sabia como isso de fato tinha acontecido, ou se alguém já havia tentado, mas parecia surreal até para mim.

— Você está dizendo que é possível fazer uma transfusão de sangue em um vampiro?

— Hum? Não, com certeza não. Eu acho que seu organismo agiu por autopreservação. Como se ele soubesse que sem isso você correria riscos.

Eu concordo sem ter de fato entendido direito. Era uma pena ela não ter finalizado sua graduação. Seria uma incrível médica. Desconhecia qualquer pessoa que havia se aventurado em entender o organismo de um vampiro.

Me livro das bolsas de sangue vazias quando a porta se abre e as crianças entram correndo com o namorado de Clarke logo atrás.

— Você não está mais com frio? — Aden pergunta parando ao meu lado.

— Sua coberta é mágica! — Digo e ele sorri.

— Na verdade foi o Mike ele que é magico — Charlotte fala para mim assim que o garoto se afasta.

— Mike? — Junto as sobrancelhas e Clarke diz:

— O guaxinim, ei por que você não vai arrumar suas coisas com seu irmão?

O namorado se aproxima um pouco perdido.

— Ei, ah sou John — ele estende a mão, e eu a aperto rapidamente.

— Clarke fala muito de você!

Ele sorri e coloca a mão no bolso.

— Ah, ela me falou sobre sua condição ...

— Condição? — Olho para Clarke que parece perder a cor.

— É, sabe ... aversão ao sol ...

Eu dou leve aceno com a cabeça.

— Sim, ela pode ser mortal, mas Clarke é uma ótima cuidadora. Se me dão licença, está na minha hora — falo.

As crianças se despedem lá do quarto com gritos enquanto John só acena. Clarke me acompanha até a porta.

— Desculpe pelas crianças e por ah ... qualquer outra coisa.

— Seus filhos são incríveis, eu sabia que era uma ótima mãe.

Ela não parecia reagir muito bem a elogios, pois acaba batendo no trinco com as costas e abrindo a porta mais uma vez. Só que dessa vez não foi eu quem a segurei. John estava exatamente onde ela iria cair.

— Acho que você precisa ajeitar essa porta — ele dizia rindo e ela revira os olhos se levantando dos seus braços.

— Até mais Lexa!

— Até mais Clarke.

Saio do seu apartamento direto para o bar de sempre. Anya estaria lá cortejando alguém com toda a certeza. Ela sempre estava. Me sento ao seu lado e sua acompanhante simplesmente se afasta.

— Odeio quando você queima meu filme!

— Você a tem na hora que quiser, sabe disso.

— É, você tem razão. Onde esteve? Descobriu mais alguma coisa sobre a história maluca do carniçal?

— Estive na casa de Clarke. Depois da noite passada não conseguia interrogar mais ninguém.

— Hum ... bom, não tem como ele ter mentido. Não quando estava sob sua influência. Você acredita que a Ordem esteja por trás disso?

— Impossível — digo enquanto penso.

— Talvez ele esteja ficando louco ... está o alimentando?

— É isso ou deixá-lo morrer.

— Vamos ficar de olho nele — ela me dá uma leve palmada no ombro antes de ir atrás da garota que estava ao seu lado.

Fico tentando encontrar alguma lógica para o que Gael dizia, mas não tinha nenhuma. Pelo visto alguém havia de fato assassinado a família que ele servia. Mesmo estando curiosa quanto a isso, manteria a distância. Poderia estar lidando com inúmeros tipos de assassinos. Mas acima disso, era alguém bom o suficiente para matar uma família inteira de vampiros extremamente poderosos.

Afasto a ideia da minha mente, isso não era da minha conta. Me levanto na intenção de ir à empresa dar uma olhada nas coisas quando um pequeno vislumbre dos loiros cabelos me chama atenção.

Clarke estava com uma amiga, eu imagino pelo menos, nunca havia visto a garota que a acompanhava. Elas riam enquanto se espremiam entre as outras pessoas para poder chegar mais perto do palco. Uma banda local tocava algumas músicas do momento.

— Quem será a amiga dela? — Anya pergunta ao aparecer do meu lado.

— Não faço ideia, por que todos veem a esse bar? Parece que não existe outro!

— Qual o motivo do mau humor? Não me diga que tem a ver com Clarke ...

— Não seja ridícula Anya. Não estou de mau humor, e não tem nada a ver com Clarke, estou pensando no que o carniçal disse.

— Então não vejo motivos para não irmos falar com elas ...

— Aproveite, eu tenho outros assuntos para resolver.

Sigo para a empresa, já fazia dias que eu não vinha dar uma olhada nas coisas. Era sempre bom passar, por mais que eu tivesse uma pessoa para comandar. Acabo me deixando afundar nos projetos e quando olho no relógio me surpreendo por já ser quatro e pouco.

“Talvez ainda dê para eu tomar algo”, penso assim que saio.

Nesse bar em específico, tinha sempre um atendente que nos dava o que era preciso. Sangue.

Viro o copo de uma vez e o som de sua risada chega aos meus ouvidos. Olho em direção ao som e encontro Clarke rindo tentando colocar sua amiga dentro do táxi.

Assim que o carro sai ela cambaleia e em um segundo estou a segurar em seus ombros.

— Uau ... eu nem te vi ... — ela ri.

— Não está um pouco tarde? — Pergunto e ela tenta inutilmente ligar a tela do celular — deixa que eu faço isso — pego o aparelho e o ligo.

— Hum, vinte para as cinco ... na verdade acho que está cedo!

— Onde está seu namorado? — Olho ao redor. Como é que ele a deixa sozinha nesse estado?

— Foi para o sítio com as crianças, ele ia ter um treco se eu não os deixasse ir! Até parece que são filhos dele.

— Certo, vou te levar para casa — seguro em sua mão.

— Você é sempre tão ... como é que diz — ela aperta os olhos, imagino que tentando se lembrar da palavra.

— Só estou querendo ajudar, está com frio? — Olho em seu braço que parece arrepiado.

— Com certeza não, você está?

— Eu não sinto o frio ...

— Sério? — Ela para no meio do caminho e eu preciso voltar para incentivá-la a andar.

— Sim.

— Então por que você pede que eu durma com você?

Ela continua parada, e eu estou pensando seriamente em carregá-la.

— É um pouco complicado para os humanos entenderem ...

— Você pode tentar.

Eu fito seus olhos bem no segundo que ela tropeça e eu preciso segurá-la.

— Que tal se conversarmos na sua casa?

Clarke vai o caminho todo falando sem parar. Me perguntou umas vinte vezes se carniçais comiam carne humana, ou cadáveres.

— Isso é um mito, posso te garantir que eles só bebem sangue de vampiro, quando concedido a eles, os tornando servos fiéis.

— Céus! Ainda bem, eu realmente tive pesadelos com isso!

Não sei se entendi o que ela quis dizer, mas em todo o caso conseguimos chegar no seu apartamento. Clarke demorou uns vinte minutos para encontrar a chave, eu achei que seria muito invasivo da minha parte mexer em suas coisas, quando ela estava visivelmente bêbada.

Preciso ajudá-la chegar até sua cama, onde se joga de braços abertos com um sorriso satisfeito. Eu aceno em cumprimento, estava próxima a sair quando ela diz:

— Ei! E o lance do frio?

Me viro para ela que rola para o lado esquerdo e bate a palma da mão para que eu me deite do outro lado. Eu poderia enrolá-la, mas como ela possivelmente não se lembraria de nada no outro dia, não vejo motivos para não tentar explicar.

Me deito ao seu lado. Ela se vira de frente para mim e coloca as duas mãos de baixo do rosto. Seus olhos azuis me fitam atentos.

— Quando se é vampiro, não ganha só o benefício da imortalidade. O fato é que quando você é abraçado, é um termo antigo usado para dizer que fomos transformados — complemento quando ela junta as sobrancelhas sem entender — quando você é abraçado/transformado, está na verdade virando escravo da fome. Está condenado a viver uma vida onde não importa o que você faça, o que sempre está presente é a fome. Quando a saciamos é o único momento que sentimos algo real. Alguns de nós tentamos nos enganar com as coisas dos humanos, mas a verdade é que nunca nada disso vai conseguir suprir nosso cego desejo por sangue.

— Então é isso? Você está tentando se enganar? — Ela pergunta.

— Calor é uma das poucas coisas que nós conseguimos sentir, pois é letal. Bom todos exceto o calor humano, que não nos fere. Gosto de sentir algo que não seja apenas um desejo obscuro — falo — isso me salva de me entregar completamente a escuridão do meu coração.

— Eu aposto que consigo fazer você sentir outras coisas — ela boceja e pisca lentamente.

Um leve sorriso surge em meus lábios.

— É mesmo?

Clarke balança a cabeça confirmando e então dá um leve assopro em direção ao meu rosto.

— Sentiu isso?

— Ah sim, eu senti.

— E isso? — Toca devagar a ponta do meu nariz com a ponta do seu dedo.

— Sim — digo e seus lábios se abrem em um sorriso sonolento.

A loira então se apoia momentaneamente em seu cotovelo e inesperadamente beija meu rosto.

— Você sentiu isso? — Seus olhos azuis se fixam nos meus.

— Sim — falo ao acariciar de leve seu rosto. Lá está o sorriso que eu estava esperando.

Clarke se ajeita junto do meu corpo e encosta a cabeça em meu tórax. Encosto o queixo em seu cabelo e fecho os olhos. Com certeza eu estava sentindo algo agora.


Notas Finais


Acho que volto só na segunda agora, ou na terça ...
Beijo, beijo :*


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