História Sweet doctor. - Capítulo 4


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Jalil Kubdel, Lila Rossi (Volpina), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mestre Fu
Tags Adrien Agreste, Adrinette, Fluffy, Hentai, Marinette Dupain-cheng
Visualizações 417
Palavras 4.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MAOEEEEE GALERISS!
Esse capítulo era para ter sido postado hoje de madrugada, mas acabei dormindo e esquecendo, e eu ainda quase perdi ele (meu not reiniciou, e eu não sabia se tinha salvo).
E céeeus, o capítulo ta e-nor-me, mas tem varios acontecimentos, e principalmente o beijo que vocês me pediram ¬u¬
Acatando o que vocês pediram, algo bem baseadinho em CTDC, e de bônus até foto do capítulo ¬u¬
Espero que gostem! Tia agora vai começar o segundo livro de Amos e Masmorras q
Boa leitura ~~

Capítulo 4 - Capítulo 4 - No elevador.


Fanfic / Fanfiction Sweet doctor. - Capítulo 4 - Capítulo 4 - No elevador.

IV

Acordei, e minhas costas doíam. Só nesse momento percebi que havia dormido com meu celular e com o controle remoto. Bufei irritada e me sentei na cama.

Espreguicei, e peguei o celular. Olhei o horário e vi que já eram quase dez da manhã. Oh, céus!

Me levantei em um pulo, quase caindo sobre a cama. Meu pé estava melhor do que no dia anterior, mas graças ao pisão forte que dei no chão, senti toda a dor passando pelo meu corpo. Puta merda!

Respirei fundo, e me sentei sobre a beirada da cama. Contei até dez, e me levantei novamente, dessa vez com cuidado. Saí pela porta, um pouco exasperada. Eu havia dormido demais, e esquecido completamente que Nathan passaria aqui!

— Bom dia, dorminhoca! — Ouvi a voz de Alya, e olhei em direção a sala. Ela estava sentada na cadeira giratória, de fronte a escrivaninha. Sua caneca repousava na ponta do móvel, e ela se mantinha focada no que quer que digitava no computador.

— Bom dia. — Murmurei, e bocejei em seguida. Mas que droga! Continuava com sono, e isso me irritada. — Céus, Nathan já veio aqui?

— Já, e eu entreguei as chaves para ele. — Alya murmurou, levando sua caneca a boca. Girou a cadeira, e me encarou. — Ele até mesmo tirou uma foto sua dormindo e babando sobre o travesseiro! Espero que ele a use no seu aniversário.

— Cretino! — Murmurei, fingindo estar irritada. Alya gargalhou, enquanto levava uma mão até a barriga. Baguncei meus cabelos enquanto andava até a cozinha. — Não acredito que dormi tanto!

— Você precisava! Faz tempo que você não tem uma noite de sono decente. — Ela disse. Pensei em retrucar, ou dizer que ela estava errada, porém ela estava certa. O trabalho me deixava horas acordada. Desenhar e criar era uma tarefa um tanto dura. — Deveria tirar folgas mais vezes.

— Não posso, e você sabe muito bem disso. — Murmurei, fazendo uma careta enquanto despejava um pouco de suco no copo. — E falando em folgas, acho que vou visitar meus pais hoje!

— Visitar a padaria? Tô dentro! — Alya disse, com entusiasmo. Bebi um gole do suco, enquanto me encostava no balcão. — E depois vamos ao Shopping! Depositaram meu pagamento, e eu quero gastar boa parte dele com coisinhas para o bebê!

— Achei que você já tivesse o suficiente. — Disse, indo até a sala com o meu copo e um prato com panquecas. — Você disse que não tem espaço para mais nada.

— Não no meu quarto, mas assim que Nino voltar, começaremos o quarto do bebê e eu preciso ter muitas pelúcias para deixar aquilo uma fofura! — Alya disse, e seus olhos brilharam. — Estamos pensando em usar o tema de animais.

— Vai ficar uma fofura! — Falei, olhando para ela. — Do jeito que você é detalhista, o Nino vai sofrer!

— Não só ele, mas você também! — Ri, enquanto ela cruzava os braços. — Quero você aqui, com as mangas arregaçadas ajudando a pintar o quarto, e claro, Adrien também.

— Por que você cisma em colocá-lo em tudo? — Perguntei, com a sobrancelha arqueada. Mordi um pedaço da panqueca.

— Porque ele é o padrinho do bebê. — Ela disse, de um modo casual e eu quase me engasguei. O que?! — Esqueci de te contar, não é?

— Aham. — Murmurei, e ela gargalhou, possivelmente pela careta que fiz.

— Ok, ok, voltando ao assunto. — Ela disse, e ajeitou seus óculos. Me deu um olhar, e um sorriso malicioso. Suspirei, ela diria alguma coisa nada correta. — Imagine... Adrien Agreste de regata, exibindo todo aquele corpo...

— Pode parar por aí. Isso não vai acontecer! — Eu disse, e revirei os olhos. Lhe cortei quando ela abriu a boca novamente. — E mesmo que aconteça, não vai rolar nada entre a gente. Ele namora, e a namorada dele é muito problemática para o meu gosto.

— Como você sabe? — Alya perguntou, e só agora percebi que não havia lhe dito sobre o acontecido na recepção. Merda! — Você conheceu a bruxa?

— Bruxa? — Perguntei, e ela assentiu. —  Aquilo tá mais para dragão chinês!

Alya novamente gargalhou, e eu lhe acompanhei dessa vez. Assim que se acalmou, resolvi lhe contar sobre o acontecido na bendita recepção na noite passada, e suas caretas foram de indignação para surpresa, e por fim, para a famosa "você-é-foda" que ela reservava para quando eu fazia algo fodidamente cômico ou fodidamente estúpido.

— Woah, e falando nisso! — Me levantei em um pulo, quase derrubando o resto do caldo das panquecas no meu pijama. — Preciso responde-lo!

— Hmmm, o homem maravilha está atrás de você então? — Alya disse, em um tom malicioso enquanto eu ia até a cozinha com um pouco de dificuldades. Larguei o copo e o prato sobre a pia, antes de sair andando. — Eu acho que...

— Você não acha nada, Cesaire. — Lhe cortei. — Somos... conhecidos. Nada mais, e nada menos. E enquanto aquele dragão estiver em nosso caminho, nada vai acontecer entre a gente!

Alya murmurou algo, no qual não me importei em dar muita atenção. Fui andando até o quarto, e somente ouvi o seu grito de "Vou tomar banho". Entrei ali, e peguei meu celular. Desbloqueei a tela, e fui até o meu WhatsApp. Abri, me deparando com sua mensagem. Resolvi responde-lo de uma vez.

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Adrien


[ EU // 10:58 AM ]
Oi! ✓
Não precisa se desculpar, eu entendo. ✓
Nós mulheres somos mesmo complicadas, bêbadas então? Piorou! ✓
E sim, estou bem! Obrigada por se preocupar ;) Espero que você tb esteja!
E o meu pé? Longa história....

 

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Chequei as outras mensagens, e vi que não havia nada importante. Alguns bom dia no grupo de família, vídeos fofos encaminhados pela Rose no grupo da loja, Luka perguntando como eu estava...

Assim que respondi todas, deixei o celular sobre a cama e resolvi ir tomar um banho. Abri a porta para o box, e vi que seria uma missão difícil, principalmente para não molhar o curativo. Suspirei.

*****

Já eram quase duas da tarde. Eu e Alya seguíamos de táxi até a padaria dos meus pais. Eu estava animada para vê-los, fazia algumas semanas desde que eu não os visitava. Me sentia mal por não conseguir ir sempre até a padaria.

Assim que o táxi estacionou, eu desci e ajudei Alya a descer. Paguei o motorista, e quando vi, Alya já havia entrado na padaria sem ao menos esperar. Revirei os olhos.

Alya já era como uma filha para meus pais, já andamos juntas desde os tempos de colégio. Ela muitas vezes dormia lá em casa, e eu na dela. Dividíamos quase tudo, e passamos até mesmo uma parte do tempo que estudamos na faculdade dividindo um pequeno apartamento. Éramos, e ainda somos, quase que inseparáveis.

Adentrei na padaria, e vi minha mãe conversando animadamente com Alya. Mamãe logo desviou o olhar para mim, e deu um pequeno grito, correndo em minha direção. Vi alguns clientes pularem com o susto, e contive meu riso.

— Mãe, calma! — Murmurei, enquanto ela praticamente me amassava com seu abraço de urso. —  Assim você me esmaga!

— Ah, filha! Só estou com saudades! — Disse, e levantou o olhar para mim. Seus olhos cinzentos brilhavam. —  Veja só! Está tão linda! Porém, me parece muito magra! Como anda se alimentando?

— Eu estou bem, mãe. — Sorri, de um modo reconfortante. — Um pouco cansada pelo trabalho, só isso.

— Você e esse trabalho! Vai acabar secando se ficar somente fixada nisso. — Ela disse, enquanto praticamente me arrastava para de trás do grande balcão. — Tom, querido! Olha quem veio nos visitar! Nossas duas filhas!

Vi meu pai vindo correndo dos fundos. O avental sujo por farinha, e o chapéu de cozinheiro torto. Suas mãos também pareciam cobertas por farinha. Papai as limpou em um pano, antes de me agarrar em um abraço de urso, mais apertado do que o de mamãe.

— Querida! — Me levantou, e eu quase gritei. Meu pai era forte demais! — Que saudades de você, filha! É como se eu não te visse a séculos! Como está a vida? O trabalho?

— Eu estou bem, papai. — Rio, enquanto ele me põe de volta no chão. —  A vida está indo na medida do possível, e o trabalho cada vez melhor!

— E você, senhorita? — Meu pai disse brincalhão ao direcionar o olhar para Alya, que recebia mimos de minha mãe. — Como está indo? E o meu neto postiço?

— Estou ótima! Fui promovida para Editora-Chefe do Le Monde no mês passado! — Alya disse, radiante. — E o seu neto? Cada dia mais saudável e arteiro! Já me faz passar boa parte da noite em claro graças aos seus chutes! Parece um verdadeiro futebolista!

— Mais um futuro torcedor para o PSG, não é mesmo? — Meu pai disse, tocando a barriga de Alya, que sorriu. Cruzei os braços com um sorriso desafiador.

— Ah, que nada! Esse vai torcer para o Manchester! — Eu disse, e meu pai me olhou com os olhos estreitos.

— Ainda não se rendeu ao PSG? Que decepção, filha! — Meu pai disse, fingindo certa tristeza. Eu ri. —  Mas, nem tudo é perfeito!

— E falando em netos... — Ouvi a voz de minha mãe, e engoli em seco. Oh, Deus... — Quando a senhorita pensa em trazer um para nós? Você sabe, eu e seu pai estamos envelhecendo...

— Mãe! Nem pense em fazer chantagem. — Ri, de um modo brincalhão. — E... não tão cedo, tudo bem? No momento, estou feliz em ficar apenas como a dinda solteirona do neto postiço de vocês.

— Mas filha! — Minha mãe protestou, com as mãos na cintura. —  Eu não estou fazendo chantagem! Apenas comentando o quão bom seria ser vovó! Você sabe, eu na sua idade...

Ela continuou a falar. Meu pai e Alya observavam com divertimento, enquanto comiam alguns doces que minha mão havia separado. Continuei encostada no balcão, somente ouvindo até sentir meu celular vibrando em meu bolso. Peguei-o sorrateiramente, e sorri minimamente ao ver a notificação com o nome de Adrien.

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Adrien


[ Adrien // 14:13 PM]
Desculpe a demora! Dia cheio... ✓✓
E sim, preciso me desculpar. O que ela fez não foi algo normal e sequer ético. ✓✓


[ Eu // 14:14 PM]
Okay, mas vamos esquecer isso. ✓✓
É passado. ✓✓


[ Adrien // 14:16 PM ]
Se você deseja... tudo bem. ✓✓
Mas ainda estou curioso sobre tal machucado. Sabe como é, medico. ✓✓
E bom, tenho alguns minutos livres para o café. ✓✓
Sou todo "olhos" para essa longa história ;) ✓✓


[ Eu // 14:19 PM ]
Adoraria poder te explicar, mas no momento, estou um pouquinho ocupada recebendo uma bela lição de vida da senhora Sabine Cheng ✓✓
Quem sabe mais tarde? :P ✓✓

 

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Não consegui ver sua resposta. Meu pai pegou meu celular de minhas mãos, colocando sobre o balcão como se eu fosse uma adolescente malcriada. Fiz uma careta, e ele riu, bagunçando meus cabelos e murmurando um ''ouça sua mãe, mocinha!".

Passamos alguns minutos ali, papeando e até mesmo discutindo sobre diversos assuntos. Para a minha felicidade, minha vida pessoal foi quase que ignorada, e não houve nenhuma pergunta sobre relacionamentos.

Assim que saímos da padaria, fomos de táxi para o shopping, onde Alya mal me deixava parar por alguns segundos. Não sabia como aquela grávida tinha tanta disposição, e me perguntava se seus pés não doíam.

Alya fizera questão de comprar inúmeras pelúcias de diferentes tamanhos e formas, principalmente as que representavam animais. Roupinhas e sapatinhos também não ficaram de fora. Eu já estava segurando a sexta sacola da oitava loja em que havíamos entrado quando ouvi meu celular tocando no meu bolso.

Alya me mandou um olhar curioso, e eu retribui. Nos sentamos na praça de alimentação, para que eu pudesse atender e para que descansássemos um pouco. Peguei o celular do bolso, vendo que já era a segunda ligação perdida de Nathan, e que também haviam cinco mensagens não lidas. Arqueei a sobrancelha.

Liguei de volta, e depois de dois toques, ele atendeu.

— Oi, Nath. — Disse, e meu tom de voz emanava preocupação. — O que aconteceu?

— Mari... — Ele disse, e parou para respirar fundo. Meu nível de angústia aumentou ainda mais. — Fomos assaltados.

*****

Empurrei a porta da loja com força, praticamente me jogando para dentro da mesma. Mal importava com a dor no meu pé pelo esforço feito para chegar até ali. Simplesmente havia enfiado Alya em um táxi com as compras, e andado a pé até a loja.

A adrenalina, misturada ao meu nervosismo falavam mais altos que um machucado filho da puta no meu pé.

Fiquei surpresa ao entrar ali, e ver Nathanael conversando com o oficial Rogers. Rose estava sendo amparada por Juleka, que lhe entregava um copo com água e mais alguma coisa, possivelmente açúcar.

Meu coração se apertou por ver os olhos da doce Rose em um tom avermelhado, e lágrimas ainda descendo por sua bochecha pálida. Céus, mas o que porra aconteceu?!

Nathan não quis me dar muitos detalhes por telefone, e eu soube de imediato que algo grave havia ocorrido, por isso não pensei duas vezes em sair em disparada até ali. Resolvi ir até ele, e não até Rose. A coitada precisava de um tempo para se acalmar, e não ser interrogada por mim prestes a um ataque de nervosos.

— Nathan, oficial Rogers. — Cumprimentei-os ao me aproximar. Eles me olharam. — O que aconteceu?

— Senhorita Dupain-Cheng. — Rogers retribuiu o cumprimento, em um tom sério. — Pelo que seus funcionários disseram, fora um assalto a mão armada. Usaram a garota loira como refém.

Porra! Logo Rose? Meu coração se apertou ainda mais.

— Iremos analisar as câmeras de segurança, mas uma de nossas equipes estão atrás dos suspeitos. — Rogers continuou. — Parece que foram vistos em outra loja aqui perto, são amadores.

Amadores? E olha o estado em que deixaram minha funcionária! Imagina se fossem profissionais? Alguém já poderia estar no hospital agora!

Bufei discretamente, e respirei fundo em seguida.

— O que levaram? — Perguntei, de maneira séria.

— Todo o dinheiro do caixa, além de alguns produtos. Também arrancaram a força as joias das garotas. — Rogers disse, enquanto olhava para o seu bloco de anotações. — Tentaram invadir seu escritório, mas não conseguiram. Alguma das garotas conseguiu chamar a polícia, e eles fugiram ao ouvir a sirene.

— Ok, muito obrigada pelos seus serviços, oficial. — Eu disse, oferecendo minha mão para um aperto formal.

— Só estou realizando meu dever, senhorita. — Ele disse, apertando minha mão. — Preciso ir agora, mas voltarei assim que tivermos novas notícias ou recuperarmos.

Assenti com um menear de cabeça, enquanto o via sair pela porta. Suspirei, e olhei para Nath, que estava quieto.

— O que houve, Nath? — Perguntei, me encostando ao seu lado. — Você está estranho.

— Não é nada, Nette. — Ele disse, e suspirou. — Só estou atordoado com isso, foi uma porra de susto e tanto.

— Imagino. — Eu disse, e até abri a boca para dizer algo, mas fui atrapalhada ao ouvir um grito. Olhei para o lado, e vi Juleka um pouco desesperada segurando Rose, que parecia ter desmaiado. — Porra!

Eu e Nathan corremos para ajudá-la, bom, na realidade ele correu. Eu não conseguia andar muito bem. Todo o esforço feito parecia ser cobrado agora, e meu pé doía para um caralho. Não conseguia pisar sem sentir uma fisgada quase que assassina.

Nath e Ju pegaram Rose, e eu abri a porta para eles. Por sorte, Nath havia vindo de carro hoje. Levaram Rose com cuidado, mas agilmente para o pequeno Citroën C3 vermelho que o ruivo havia comprado no começo do ano. Eu entrei no banco do carona, enquanto Ju fora com Rose no banco de trás. Me angustiava ver a preocupação da garota pela sua namorada, e eu me perguntava se teria sido a mesma coisa caso eu estivesse na loja.

Nath acelerou, tentando ir o mais rápido que podia em direção ao hospital mais próximo. Demos sorte que o trânsito estava mais pacato, por ainda não ser tão tarde, e conseguimos chegar com rapidez em Saint-Louis. Minha cabeça doía de preocupação.

Saímos do carro, e fiquei até mesmo surpresa ao ver Juleka conseguindo carregar Rose em seus braços. Parecia desesperada, com medo pelo desmaio repentino da garota. Eu e Nath fomos atrás. Nath me ajudava, já que meu pé parecia não estar disposto a fazer isso.

Rose foi encaminhada para o PS, enquanto eu fiquei na sala de espera com Nath e Ju. Estávamos em silêncio, preocupados, mesmo que no fundo soubéssemos que havia sido por causa do estresse causado pelos ladrões.

Depois de quase duas horas, as visitas foram liberadas quando Rose acordou. Como eu já previa, o estresse havia feito com que ela desmaiasse, mas não era grave. Corremos até o seu quarto, e ficamos aliviados ao vê-la ali, sorridente, mas tomando um pouco de soro na veia. Precisaria ficar em observação naquela noite.

Conversamos um pouco, mas logo disse que precisava ir. Havia deixado Alya sozinha e preocupada, e tinha medo que algo lhe acontecesse. Saí do quarto, e fui até a sala de espera. Deixei uma mensagem para Alya no celular, dizendo que tudo já estava bem, e que iria fazer um curativo novo antes de ir para o apartamento.

Fui até o PS, e conversei com uma enfermeira, que me levou para uma sala onde faziam os tais curativos. Me sentei na maca já sem minhas sapatilhas, enquanto ela preparava o que precisaria para fazer tal troca. Mexia minhas pernas como uma criança no tédio, enquanto observava a enfermeira.

Era uma mulher já adulta, mas não idosa. Talvez estivesse na casa dos cinquenta? Não sei dizer com clareza. Possuía cabelos curtos e cacheados, e era gordinha. Parecia ter saído de um filme. Em seu crachá, o nome "Enfermeira Yohanna D." estava em destaque. Usava o uniforme padrão do hospital, além de óculos e possuía olhos em um tom de mel.

Se virou, com um sorriso calmo, e eu me deitei na maca.

— O que houve com seu pé, jovenzinha? — Perguntou, enquanto retirava toda a faixa que cobria meu pé. Era bem cuidadosa.

— Pisei em um caco de vidro, não soube cuidar e infeccionou. — Eu disse, de um modo simples. Ela sorriu, de um modo brincalhão.

— Bom, talvez devesse ser um pouco mais cuidadosa. — Disse, e eu suspirei. —  Ainda dói?

— Um pouco. — Respondi com sinceridade. — Principalmente porque me esforcei demais hoje, mesmo que a médica tenha dito que eu precisava ficar um pouco afastada.

Ela abriu a boca, e iria me repreender. Via isso em sua feição um pouco mais séria, mas não conseguiu dizer nada. Sua atenção foi desviada para a porta, onde duas singelas batidas e o barulho da maçaneta girando lhe distraiu. Também olhei, e assim que a bendita porta fora aberta, me deparei com duas esmeraldas verdes.

Puta que pariu, tudo o que faltava para que meu dia ficasse perfeito!

— Yohanna, a dou... — Começou a dizer, mas assim que me viu ali, perdeu a fala por alguns momentos. Me sentei novamente na maca. Ele pigarreou, antes de novamente olhar para a enfermeira. — A doutora Fahroll está te chamando. — Ela abriu a boca para contestar, porém ele voltou a falar. — Pode ir, eu termino isso para você.

Yohanna assentiu, murmurando um baixo "com licença" antes de sair do local, fechando a porta suavemente. O loiro intercalou seu olhar entre meu rosto e meu pé, antes de se aproximar.

— Mas que bela surpresa. — Ele disse, de um modo divertido. — Não achei que fosse te ver por aqui.

— Eu não sei trocar um curativo. — Murmurei, enquanto observava-o retirar o resto da gaze que estava preso por esparadrapos sobre o local dos pontos. — Aprendi isso de uma maneira bem dolorosa.

— Vai finalmente me contar como? — Ele disse, ainda mantendo o tom anterior. — Temos alguns minutos até que eu termine seu curativo.

— Eu pisei num caco de vidro, naquele dia. — Eu disse, me apoiando na palma de minhas mãos. —  E ele acabou entrando. Eu não percebi, e tentei cuidar como um corte normal. Acabou infeccionando.

— Eu poderia ter te ajudado com isso. — Ele disse, e eu percebi um pouco de desaprovação em seu tom de voz. — Isso poderia acabar ficando pior.

— Eu sei, eu sei. Doutora Mallmann já comeu o meu rabo por causa disso ontem, não preciso que você o coma hoje. — Murmurei, e suspirei, mas logo meu rosto ficou vermelho. Mas que porra eu acabei de dizer? Direcionei meu olhar a ele, que continuava concentrado em meu curativo. — Q-Quer dizer...não preciso que você me repreenda por isso hoje!

Ele riu, provavelmente do meu tom nervoso. Queria esconder o meu rosto em algo, mas não havia nada que pudesse esconder minha cara de palhaça malcomida. Mordi o lábio inferior, e desviei o olhar, ignorando minha mente que dizia em um sussurro "não seria nada mal se ele comesse o seu rabo".

— Pronto, seu curativo está feito. — Ele disse, depois de alguns minutos. Me ajudou a descer da maca.  — Está indo para a casa da Alya?

— Uhum. — Disse, enquanto calçava minhas sapatilhas.

— Posso te dar uma carona se quiser. — Ele disse. — Como um pedido de desculpa por ontem.

— Não quero que me dê caronas por se sentir culpado. — Falei em um modo brincalhão enquanto lhe olhava. Ele riu.

— Ok, então me deixe reformular. — Ele disse, e pigarreou. — Posso te dar uma carona, porque eu quero te dar uma carona.

— Bom, assim me parece melhor. — Eu ri, e ele também. — Mas não precisa fazer isso, caso vá te atrapalhar. Eu posso ir de metrô.

— Não vai me atrapalhar. — Ele disse, enquanto jogava os restos do meu antigo curativo no lixo. —  Meu turno já acabou, eu estava no caminho do vestiário quando parei aqui. Só preciso que você me espere pegar minhas coisas e tirar esse jaleco.

— Ok então. — Eu concordei.

Ele ofereceu que eu lhe esperasse perto de sua sala, mas eu preferi esperar na recepção já que era mais perto e eu não estava com vontade de andar. Me sentei em uma das cadeiras que haviam ali, e olhei ao redor. Até mesmo o hospital parecia um pouco vazio aquele dia.

Não demorou para que Adrien aparecesse, cumprimentando alguns colegas de trabalho que passavam por ali. Algumas até mesmo lhe olhavam de um modo mais malicioso, mas ou ele não percebia, ou fingia não perceber. Ele veio até mim, com um sorriso sincero que exibia todos os seus dentes brancos.

Fomos andando lado a lado até a garagem do hospital, que era enorme. Procurei pelo carro de Nath, mas ele já não estava mais por ali. Talvez o ruivo já tivesse indo embora. Novamente, minha cabeça latejou pensando nos momentos anteriores.

Fui trazida de volta a realidade por Adrien, que me chamou. Lhe olhei, vendo-o abrindo a porta de um Lexus GS tão branco que parecia nunca ter saído da garagem. Andei até ele, entrando no banco do carona e ele fechou a porta para mim, como um cavalheiro.

Coloquei o cinto, enquanto observava o interior do carro. Era em couro, em um tom claro. O painel era todo em preto, e assim como por fora, por dentro também era impecavelmente limpo, além de também possuir um perfume agradável. Não era como o meu, que possuía uma pequena (lê-se enorme) bagunça no banco de trás.

E naquele momento, me perguntei por que a maioria dos médicos pareciam gostar de sedans? Bom, não que eu houvesse saído com muitos médicos, mas... a maioria parecia gostar mais de sedans. Eu era o contrário, adorava carros SUVS, por isso possuía um belo Mini Countryman em azul. 

E pensando nele, precisava ligar para o mecânico e saber se ele já estava pronto.

Suspirei, eram tantas coisas na minha cabeça! Eu realmente queria férias agora!

— Você me parece tensa. — O loiro comentou. —  Aconteceu alguma coisa?

— Minha loja foi assaltada, e uma das minhas funcionárias está internada por causa do estresse causado pelos ladrões, já que ela foi usada como refém. — Eu disse. Seria melhor compartilhar isso com alguém.

— Céus, e você está bem? — Ele perguntou, preocupado. Desviou seu olhar para mim assim que parou em um sinal.

— Sim, eu estou afastada da loja por alguns dias. — Murmurei. —  Por isso não estava lá quando tudo aconteceu.

— Conseguiram identificar os assaltantes? — Perguntou, voltando seu olhar para as ruas. Dirigia com atenção e suavidade.

— Não. Os filhos da puta fugiram antes que a polícia chegasse. — Disse, e cruzei os braços. Novamente, só percebi depois o belo palavrão que soltei. — Desculpe pelo linguajar.

— Tudo bem, eu não estaria diferente no seu lugar. — Ele disse, e me deu um rápido olhar reconfortante. — E tenho que concordar com você, devem ser filhos da puta para fazerem isso e fugirem como covardes.

Pisquei algumas vezes, ele realmente havia falado um palavrão? Foi a primeira vez que eu havia visto ele dizendo algo do tipo, e minha mente traiçoeira já se perguntava se ele deveria ser do tipo que gostava de soltar palavras vulgares na cama.

Isso, Marinette. Pense em sexo com o doutor maravilha e vai acabar chegando em casa frustrada e com uma calcinha encharcada.

— Pois é. Espero que a polícia consiga os prender logo. — Respondi, voltando a realidade e pedindo aos céus que eu não tivesse ficado aérea por muito tempo. — E como está você e a Kagami?

— Nós... resolvemos dar um tempo. — O loiro disse, enquanto estacionava em uma das vagas da garagem. Engoli em seco, e pensei em pedir desculpas pela pergunta inoportuna, mas ele me cortou. — Chegamos.

Saímos do carro, e fomos caminhando até o elevador. Eu entrei primeiro e ele em seguida. Só naquele momento, reparei o que ele vestia.

Sua camisa social era em um tom de azul claro, que ficava bem em si. As calças pretas lhe davam um tom sério, mas não tão formal. Eram presas pelo cinto marrom, e nos pés, sapatos sociais também em preto. Tudo parecia ser caro, até mesmo o cinto que possuía o símbolo da Louis Vuitton.

Eu já estava no meu estilo mais casual. Um par de sapatilhas, jeans escuros e uma blusa com a manga curta em preto. Não havia nem mesmo levado minha bolsa, apenas deixado meu celular no bolso de trás, e minha carteira no bolso da frente.

Ele ficou ao meu lado, e seu perfume parecia se espalhar pelo elevador. Porra, que perfume! Lhe olhei de canto, e ele me pegou lhe observando. Mordi meu lábio inferior, mas não desviei o olhar, assim como ele.

Meu coração se acelerou, e parecia querer sair pela boca. Merda, merda, merda!

Lhe olhei novamente, e agora ele parecia distraído com seu relógio, que só naquele momento reparei estar ali. Adrien parecia tão sexy, e era tão bonito.

— Quer saber? — Murmurei, e ele me olhou. — Foda-se o resto!

Me virei, encurralando-o contra a parede do elevador. Fiquei na ponta dos pés e lhe beijei. Ele soltou sua pasta, que caiu no chão do elevador, e eu me senti como Christian Grey ao agarrar a Anastásia na porra do elevador pela primeira vez.

O loiro retribuiu o beijo, segurando em minha cintura, e em um movimento rápido me virou, ficando em minha frente. Me colocou contra a parede, deixando seu corpo grudado ao meu, e invertendo os papéis. Segurou minhas mãos para cima, enquanto me deixava ainda mais contra o elevador gelado.

E na minha mente, somente uma singela frase composta por uma palavra se fazia presente.

Porra!!


Notas Finais


JFBFJBDSHKBFHSDKFB PEGA FOGO CABARÉEEEEEEE
Ai desculpem o surto
Mentira, desculpem nada! Não duvido q também estejam surtando ai qq
Próximo capítulo vai ser foda heinnn ¬u¬

Espero que tenham gostado!
Todos os comentários são bem-vindos! <3
Obrigada por lerem!
Beijo! <3


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