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História Sweet Family (nomin) - Capítulo 5



Notas do Autor


Oii

Capítulo 5 - Capítulo 5- Companhia


JENO

Eu não era um grande fã de Na Jaemin, mas nem por isso seria um idiota e o deixaria desamparado no que parecia ser uma crise de ansiedade. Com cuidado o coloquei deitado na própria cama e depois de apagar as luzes me aconcheguei em baixo dos edredons com ele. Imaginem a minha surpresa quando ele se aproximou de mim e se "escondeu" em meu corpo. 

Fiquei acariciando os fios loiros ao mesmo tempo em que rezava baixinho pedindo para que o dono da casa chegasse logo, por ser o irmão mais novo eu nunca precisei cuidar de ninguém e por isso minha experiência nessa área era nula. Meu desespero piorou quando o Na se encolheu ainda mais e choramingou parecendo com dor, sabia que febre alta poderia causar convulsões e isso era meu maior medo no momento. 

- Jeno, meu corpo doí. - Continuei acariciando os fios suados e as bochechinhas coradas pela febre até que ele dormisse. Quando seu aperto em meu corpo ficou mais fraco, me afastei com cuidado para que ele não acordasse. Com pressa desci as escadas indo procurar no primeiro andar alguma caixa de primeiro socorros ou sei lá, qualquer remédio que ajudasse, porém, para o meu desespero não consegui achar nada. 

- Calma, Jeno. - Me apoiei na mesa e respirei fundo, precisava manter a calma para pensar com clareza e foi isso que fiz. Me apoiei na mesa e fiquei tentando lembrar o que os meus pais faziam quando eu ou minha noona adoecíamos - Oh, é isso - Lembrei que sempre que meus pais não estavam em casa e minha irmã precisava cuidar de mim, ela usava uma toalha molhada para baixar minha febre. Com pressa corri para o banheiro e peguei um balde o enchendo de água em seguida, sem cuidado algum subi as escada voltando para o quarto do Na. Procurei em suas gavetas algum pano que pudesse usar e quando o encontrei me sentei com cuidado na cama, sacudindo o maior até que ele acordasse. 

- O que aconteceu, Jeno? 

- Sua febre continua aumentando, Jaemin - Ele concordou e eu expliquei o que queria - Preciso que fiquei acordado, pode ser perigoso se dormir agora.

- Jeno, não é melhor ligar para os seus pais? Já faz algumas horas que você chegou aqui em casa e está escurecendo. 

-  Oh, meus pais ainda devem estar no trabalho e de qualquer forma minha casa não é longe daqui. - Fiz um carinho singelo em sua bochecha e meu estômago se revirou quando o maior segurou meu pulso querendo mais daquele contato.  - Não precisa se preocupar.

- Se você esperar mais um pouco, logo logo Jaehyun deve chegar em casa e com certeza ele não vai se importar de te levar em casa. 

- Jaehyun? - Perguntei com as sobrancelhas franzidas em duvida. 

- Meu pai. - Minha confusão foi de 5/10 para 10/10 com aquela frase. Jaemin poderia estar delirando por isso não dei muita bola mas antes que eu pudesse falar alguma coisa ele acrescentou - Meu outro pai.

- Outro pai?

- Sim, Jeno, meu outro pai. - Eu rolei os olhos por causa do seu tom debochado - Só por curiosidade, tudo o que eu disser você vai repetir em seguida? - Minhas bochechas coraram e eu dei um soco fraquinho em seu ombro. 

- Cala a boca, Na Jaemin ou eu deixo você aqui sozinho e com febre.

- Oh, que medo. - Ele se remexeu na cama e para minha surpresa optou por ficar cara a cara com a minha pessoa. Se um de nós resolvesse se mexer apenas um pouco, acabaríamos nos beijando - Eu sinto muito por ser eu a te dizer, mas você não passa de um filhote de samoieda Jeno.

- Como pode saber disso? Nunca passamos mais de 10 minutos conversando seu idiota.

- Na verdade fazem algumas hora que você está na minha casa, logo faz mais de dez minutos que estamos conversando. - Coloquei uma almofada na minha cara e berrei, pensando em como o leonino era irritante porém meu foco mudou quando lembrei do fato de que ele tinha dois pais, fiquei olhando para ele sem saber se podia ou não perguntar - Está curioso sobre mim, Lee Jeno? - Minhas bochechas coraram ainda mais e eu me encolhi na cama - Eu não mordo coisinha fofa e respondendo sua pergunta, eu sou adotado. Jaehyun e Taeyong me adotaram quando completaram 2 anos de casamento.

- Oh, hm... pode ignorar se for algo que ainda machuca você mas o que aconteceu com seus pais?  

- Eles foram assassinados.

- Jaemin, eu sinto muito eu- - 

- Calma Jeno, não precisa se desculpar. - Ele sorriu para mim mas algo em seu olhar disse que aquilo era apenas para me acalmar - Já faz alguns anos, eu estou bem. - Por um segundo eu cheguei a acreditar naquilo, mas quando me virei para o maior, ele carregava aquele mesmo olhar perdido de quando achou que alguém havia invadido sua casa.

- Jaemin-

- amanhã é o aniversário de morte deles. - Sua voz saiu em um sussurro dolorido - Eu amo o Jaehyun e o Taeyong mas me parece errado com os meus pais biológicos estar vivo, afinal eles morreram me protegendo. 

- Bom, acho que você mesmo provou que seu pensamento está errado. - Ele me olhou curioso e eu continuei - Se eles escolheram morrer em seu lugar, é por que você era a coisa mais importante do mundo para eles. Pense que eles morreram para que você vivesse e por isso você não pode passar nem um segundo em uma cama se lamentando, acho que não era essa a vida que eles gostariam que você tivesse. - Ele concordou e cada um se perdeu em seu próprio mundinho, aproveitei para trocar a água da toalha. 

- Jeno, como eu respondi uma pergunta sua, você pode responder uma minha? 

- acho que isso é o justo, então sim. 

- Por que você me odeia, Jeno?

- Eu não odeio você, apenas prefiro ficar longe. - Respondi acanhado - Talvez você ache que não faz nada demais, mas pelo menos para mim, não tentar impedir ou não falar nada sobre o que ocorre naquele merda de escola e tão ruim quanto quem se impõe com violência.

- Jeno, eu -

- O mais surpreendente é que eu sofro bullying por ser gay e você sendo filho de dois homem, nunca impediu nada disso. Eu realmente não odeio você Na Jaemin, mas também não vejo motivos para me aproximar.

- Compreendo. - Fiquei brincando com meus dedos como se eles fossem a coisa mais legal do mundo, incomodado com o silêncio que se formou - Eu quero fazer um acordo.

- Que acordo?

- Quero que me dê uma chance de provar que não sou alguém ruim. Já faz alguns dias que me questionava sobre meus posicionamentos e definitivamente você tem razão, me deixe ser seu amigo Jeno.

- O que eu ganho com isso?

- Minha amizade oras. - Ele riu quando revirei os olhos - Por favor. - Fiquei alguns segundos pensando sobre aquilo e no fim decidi que ele merecia sim uma chance de provar que não era um ser humano ruim. 

- Uma chance. - Ele concordou alegremente - Não me decepcione, Na Jaemin. 


Notas Finais


💕🥰


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