História Sweet Home Louisiana - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Alice, Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Alice Rogers, Emma, Emma Swan, Femmeslash, Henvy, Ivy (drizella), Mad Archer, Madarcher, Regina, Regina Mills, Robyn Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 121
Palavras 2.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Voltamos com o segundo... Esperamos que gostem 😉
Mas antes de prosseguir, queríamos apenas esclarecer alguns detalhes:
- Nessa fic, Robin Hood será chamado de Robbie, pois todos o chamam pelo apelido. Isso é muito para não fazer confusão com Robyn (Mills), que será sobrinha de Regina, porém filha de Ruby e Jefferson.
- Gold será chamado prioritariamente de Robert nessa história.
Obrigada a quem favoritou e comentou no primeiro capítulo.
Sem mais, boa leitura!

Capítulo 2 - Rumo a Hyperion Heights


O sol mal havia despontado quando Regina e Henry começaram a organizar os cavalos no trailer, preparando-se para a viagem até Hyperion Heights. 

O trajeto incluía um longo trecho de estradas desertas passando por pontes elevadas sobre pântanos até alcançar os bonitos cânions já no Texas, mas os animais exigiam paradas frequentes, por isso estavam partindo com um dia de antecedência para evitar que algum imprevisto os fizesse chegar atrasados à competição. Com tudo correndo bem, chegariam ao destino por volta do anoitecer, embora as inesperadas nuvens escuras no céu fizessem prever que a viagem poderia não ser tão fácil.

— Tudo pronto? — Regina indagou e Henry fez sinal positivo com a cabeça antes de entrar no veículo.

O garoto parecia constantemente aborrecido desde a discussão durante o café da manhã alguns dias antes, mas Regina sentia-se aliviada por ele não ter cumprido a ameaça de desistir do rodeio.

— Espero que não chova o caminho inteiro — ela comentou, fitando uma vez mais o céu cinzento. — Acho melhor irmos logo. Ainda temos que encontrar Jeff, Ruby e Robyn em Longview.

O irmão e a cunhada de Regina tinham uma loja de insumos agropecuários em Storybrooke e formavam com ela e Henry uma equipe campeã de rodeios e, como uma equipe, os quatro sempre viajavam juntos. Mas dessa vez, Jefferson e sua esposa estavam em Longview, onde tinham passado as últimas semanas com a filha. Robyn estava de férias da universidade e também se juntaria a eles naquela viagem. Por isso, o grupo ia se reunir apenas no meio do caminho entre Storybrooke e Hyperion Heights.

— Robbie não vai com vocês? — o pai de Regina perguntou, parado junto ao carro.

— Não. Por quê?

— Pensei que, sabendo que seu irmão não estava, ele fosse querer acompanhá-la.

— Mesmo que quisesse, eu não aceitaria. Nós podemos nos virar sozinhos. — Regina garantiu. — Não precisamos que ninguém nos acompanhe... Muito menos Robbie de Loxley.

Robbie vinha tentando há anos convencer Regina de que haviam sido feitos um para o outro. Na verdade, tinham vários interesses em comum, incluindo o amor por cavalos e rodeios, porém Regina nunca lhe dera a menor chance.

O que ele via como teimosia dela era apenas sua natureza independente. Regina não queria ter ninguém além dela mesma tomando conta de sua vida, e apesar de Robbie admirar sua perícia em lidar com cavalos, ele tinha uma personalidade tradicional. Vivia insistindo que ela se encarregava de muitos trabalhos no rancho, mas Regina percebia que no fundo o que o incomodava era o fato de muitas das suas atribuições não serem muito “femininas”, segundo a ótica dele. Por isso, mesmo gostando de Robbie, seria impossível vê-lo como algo além de um amigo.

— Talvez eu devesse ir com vocês dessa vez, só não sei se minhas costas iriam aguentar… — Robert comentou.

Regina sabia que não era a dor nas costas que impedia seu pai de viajar, mas as lembranças. O rodeio sempre fez parte da vida de seus pais, mas depois da morte de Cora, Robert perdera todo o interesse pelo esporte. Na verdade, parecia ter perdido o interesse por tudo, até a noite fatídica em que o avião de Daniel Mills caíra em um pântano da Louisiana e Robert precisou apoiar a filha e o neto, passando a morar com eles no rancho. Mas nunca mais voltara a um rodeio.

— Não gostaria de tentar, pai? — Regina sugeriu buscando ajudá-lo.

— Melhor não... Alguém precisa cuidar das coisas por aqui.

— Tudo bem… — achou melhor não insistir — Quem sabe no próximo, não é? — e deu um abraço no pai antes de subir na cabine do veículo. — Deseje-nos boa sorte.

O homem sorriu confiante.

— Vocês são ótimos, não precisam contar com a sorte. Só me mantenham informado sobre os prêmios que ganharem. — falou enquanto dava a volta no carro para também abraçar o neto.

— Juízo, rapaz. Mantenha-se concentrado e vai dar tudo certo.

— Pode deixar, vô.

— Tenho certeza que se sairá muito bem. Os rodeios estão no nosso sangue.

Com um aceno de chapéu, Robert afastou-se, observando o veículo azul, com duas listras brancas pintadas no capô, puxar o trailer dos cavalos pela estrada de terra que levava à rodovia principal.

Regina olhou atentamente para o filho, pensando nas palavras de despedida do pai. Os rodeios estavam desde sempre no sangue da família. Como Henry podia não querer fazer parte daquele mundo?

Sua avó fora uma das primeiras campeãs femininas, capaz de competir de igual para igual com qualquer homem. Regina aprendera a montar aos cinco anos e sempre ajudava a mãe a cuidar dos cavalos depois de voltar da escola. Agora, mais de trinta anos depois, continuava montando e competindo. Algum dia teria de parar, e talvez não demorasse muito tempo, mas não gostava nem de pensar nisso. 

Já o filho, tinha um futuro promissor pela frente, mas parecia não estar entusiasmado.

Mesmo após vários quilômetros percorridos, Henry permanecia mudo no banco do passageiro, mexendo em seu celular, como se ele e a mãe fossem dois desconhecidos. Não aguentando mais o clima estranho, Regina baixou o som do carro e resolveu sondá-lo.

— Filho, você ainda está chateado comigo?

— Não. — respondeu sem desviar os olhos do aparelho.

— E por que está tão calado desde que saímos de casa?

Ele deu de ombros.

— Não tenho nada pra falar.

— Está ansioso pra reencontrar o pessoal do rodeio? — ela tentou de novo, dessa vez colocando alguma animação na voz.

— Sim.

— Tem mesmo certeza de que não há nada incomodando você?

— Sim.

Regina respirou fundo perdendo a paciência com o jogo monossilábico:

— Pare com isso e converse comigo, Henry Daniel Mills!

Só então o garoto se dignou a olhar para a mãe.

— Desculpa. Eu estou chateado, mas não tem nada a ver com você. 

— Não… O que há então? —  perguntou mais calma.

— Eu e Ivy terminamos... 

Regina não soube ao certo se devia ficar feliz ou triste com a notícia. Provavelmente feliz por ela própria e triste pelo filho.

— Oh... — Ela hesitou, sem saber se deveria insistir no assunto. — Quer conversar sobre isso?

— Não precisa… Eu que decidi que não queria continuar.

— Sendo assim, acho que você tomou a decisão correta. — Regina aprovou aliviada, observando o perfil do filho, notando os traços suaves que o faziam lembrar Daniel.

Sabia que muitas garotas em Storybrooke queriam namorá-lo, mas ainda não era o momento para ter envolvimentos sentimentais sérios. Haveria muito tempo no futuro. Antes disso, Henry precisava cursar uma faculdade, pois um diploma em veterinária seria importante para competir no mercado de cavalos.

Aquela fora a meta dela desde a morte de Daniel: criar cavalos para suprir os rodeios. Uma vitória no circuito de Hyperion Heights seria um grande passo para colocá-los em evidência. Ainda bem que Ivy Swan ficara para trás. Assim que Henry colocasse os pés na arena e reencontrasse a emoção do rodeio novamente, a moça de Nova York estaria completamente superada.


🐎


— Ela foi embora!

— O quê?

Emma Swan ficou confusa com a ligação inesperada e demorou alguns instantes para compreender sobre o que a irmã estava falando.

— Está me ouvindo, Emma? Ivy foi embora!

— Como assim, pra onde? — Emma sentou na cama esfregando os olhos.

— Texas!

— Texas?! É sério, Mary… Não estou conseguindo entender nada.

— Esta manhã Ivy pediu o meu carro emprestado para fazer umas compras e como não havia problema, eu entreguei a chave. Ela tem sido tão amável e o verão tem sido tão produtivo… Você devia ouvi-la tocar, Emma. Ela progrediu de forma notável… Mas hoje resolveu aprontar essa.

— O que exatamente ela aprontou? — Emma indagou impaciente com a falta de objetividade da irmã.

— Quando chegou a hora do jantar e ela ainda não tinha voltado pra casa, comecei a ficar preocupada. Fui até o quarto dela e percebi que uma das malas havia sumido, assim como alguns objetos pessoais. Imediatamente deduzi que ela fugiu para o Texas.

Emma não soube se era o fato de ainda não estar totalmente acordada ou se aquela história era mesmo muito maluca. 

— Por que você acha que ela foi exatamente para o Texas? Já tentou falar pelo celular, já checou se não foi pra casa de uma amiga e esqueceu de avisar?

— Claro que sim, Emma. Obviamente o telefone está desligado. Ela fez poucas amigas aqui, então posso dizer que falei com cada uma delas. Ninguém sabe onde Ivy está. Ela foi atrás daquele cowboy…

A loira arregalou os olhos e de repente estava totalmente desperta.

— Um momento, Mary — teve que interromper o falatório da irmã — Que história é essa de cowboy? 

— Há alguns dias sua filha pediu autorização para viajar, queria ir a esse rodeio em Hyperion Heights com um rapaz que conheceu por aqui e que vai participar da competição. 

Emma fez um esforço para manter a calma.

— E por que só estou sabendo disso agora?

— Eu disse que não cabia a mim decidir e ela me fez acreditar que tinha desistido. Pediu para não te aborrecer com essa história.

Emma passou a mão pelos cabelos, desalinhado-os ainda mais. Mil coisas passavam por sua cabeça imaginando os perigos que poderiam rondar uma garota de dezesseis anos fazendo sozinha uma viagem de um estado a outro.

— Isso é tudo? 

— Não, ela deixou um bilhete. Quer que eu leia?

Se ela tivesse falado sobre o bilhete desde o início, teria sido bem mais fácil para Emma entender a situação, mas a loira limitou-se a responder apenas "claro", pois já estava acostumada com a mania da irmã de não ir direto ao ponto.

— "Tia Mary, sei que você vai ficar aborrecida quando ler isso, mas eu fui para Hyperion Heights. Sinto muito por ter que levar seu carro, mas preciso ficar perto de Henry. Por favor, me perdoe. PS: Não se preocupe, a Sra. Mills tomará conta de mim."

Emma franziu o cenho.

— Quem é essa Sra. Mills?

— Regina Mills. É a mãe do rapaz. Ela é proprietária de um rancho, diretora da escola de equitação e cowgirl. Acho que vai competir no rodeio também.

— Tem o número do telefone dela? 

— Não, mas posso conseguir.

— Faça isso. E me mande uma mensagem quando descobrir, por favor.

As mãos de Emma tremiam de ansiedade ao desligar o telefone. Pegou o porta-retratos de madeira no criado-mudo e sacudiu a cabeça. Ivy era muito parecida com Fiona, tanto em aparência quanto em temperamento. Quatro anos depois, ainda sentia um aperto no coração ao pensar na esposa. Perguntara-se diversas vezes durante aqueles últimos anos se a vida delas seria diferente, caso Fiona ainda estivesse viva. Mas de que adiantava fazer suposições? Ela se fora e não voltaria mais. Porém Ivy... Ah, o que iria fazer com a filha? Por que havia aquele abismo enorme entre elas? Tinha tanta dificuldade em conversar e se conectar com Ivy… Fiona sempre fora a melhor em fazer isso e em manter as coisas no lugar. Não por acaso, tudo parecia um caos depois que ela se foi.

Olhou em volta para o quarto extremamente confortável. Tinham o melhor que o dinheiro podia comprar. Ivy fora educada em colégios de prestígio e frequentava um círculo social que lhe permitiria namorar pessoas com futuros promissores. No entanto, parecia ter um prazer especial em contrariá-la. Primeiro, tinha sido um músico punk integrante de uma banda desconhecida, envolvido com péssimas companhias para uma menor de idade. Agora, aparentemente tinha fugido para se encontrar com um cowboy que disputava rodeios e, por causa disso, Emma talvez tivesse que perder um dia que esperava ser um dos melhores do ano para o mercado de ações. No dia seguinte, em vez de tomar decisões envolvendo milhões de dólares, como analista de uma das maiores empresas de investimentos do país, poderia ter que pegar um avião para uma cidade desconhecida no Texas, caso não conseguisse falar com Regina Mills.

Imaginara que aquelas férias de verão com Mary seriam benéficas tanto para Ivy quanto para ela mesma. Longe da cidade grande e de algumas influências negativas, Ivy poderia dirigir sua inesgotável energia à música e ela teria chance de resolver diversos compromissos de trabalho que a obrigavam a passar várias noites no escritório. 

Talvez tivesse sido ingênua. Afinal, se não conseguia controlá-la em Nova York, o que a fizera pensar que a irmã com nenhuma experiência com adolescentes e uma condescendência infinita teria mais sucesso?

Uma coisa era certa: teria de trazer Ivy de volta. Não podia mais deixá-la longe sem que ficasse imensamente preocupada. Pensou um pouco e ligou para um número favorito em seus contatos.

— Zelena, desculpe por estar telefonando essa hora da noite, mas aconteceu um imprevisto e preciso que você me substitua na reunião de amanhã. Vou viajar para o Texas.


Notas Finais


Até o próximo!


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