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História Sweet Hot Doctor (Imagine Jin - BTS) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bouuuua leituraaaaa kkkk🌎💋💜😄

Capítulo 1 - Always In Love For You, Doctor Kim


Fanfic / Fanfiction Sweet Hot Doctor (Imagine Jin - BTS) - Capítulo 1 - Always In Love For You, Doctor Kim

"Nós faremos tudo isto sozinhos...

Nós não precisamos de nada ou de ninguém...

Se eu deitasse aqui, se eu apenas deitasse aqui, você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

Eu não sei bem como dizer como me sinto, aquelas três palavras são ditas demais e elas não são o suficiente...

Se eu deitasse aqui, se eu apenas me deitasse aqui, você deitaria comigo e apenas esqueceria do mundo?

Esqueça o que nos foi dito...

Antes de nos tornarmos muito velhos, mostre-me um jardim que esteja explodindo em vida...

Vamos perder o tempo perseguindo carros em volta de nossas cabeças...

Eu preciso de sua graça para me lembrar, para encontrar a minha própria..."

(Chasing Cars ~ Snow Patrol)


Quando se é médico, você faz de tudo para ver a melhora do seu paciente. De tudo mesmo! Desde um controle melhor para a TV do quarto até uma dose amais de morfina.

É bem visível que nós, médicos, somos os profissionais mais capacitados e os mais capachos ao mesmo tempo. Mas voltando ao paciente... Se nós nos esforçamos tanto para agradar e tornar a estadia no hospital a mais tranquila e confortável possível e ainda manter uma relação de profissionalismo, então por que é tão difícil manter o ambiente tranquilo e confortável e profissional de médico para médico?

...

São 03:30 p.m.

Faz quase trinta e oito horas que estou trabalhando e auxiliando sem parar nem para uma pausa.

Claro, antes de você iniciar sua carreira em Medicina ninguém te avisa que é extremamente exaustivo e pesado. De certa forma, os médicos - principalmente os cirurgiões, em geral - funcionam como juízes. Eles tem a vida dos pacientes nas mãos e um pequeno erro pode ser fatal.

É bem por aí que eu entro. No atual momento, estou auxiliando em uma cirurgia para dessecar um tumor presente no pulmão de uma senhora. Sra. Daves, se não me engano.

Eu ainda não sou realmente uma cirurgiã, sou interna. Comecei nesse hospital há três meses e até agora tem sido bem evidente a minha futura escolha: cardiologia. É muito interessante ver um profissional responsável por um órgão tão pequeno e ao mesmo tempo super importante.

Eu gosto disso.

A adrenalina que é liberada no corpo e faz o meu sangue fluir e me deixa viva sempre que meu nome é chamado para auxiliar em cirurgias que envolvem o coração.

Só tem um detalhe.

Um pequeno detalhe.

O cardiologista mais capacitado e brilhante desse hospital é Kim Seokjin. É exatamente bem aí que os meus problemas começam.

Há três meses, quando comecei o programa de internos, no meu primeiro dia, encontrava-me junto aos outros colegas quando as funções começaram a ser designadas pela residente...

~

-- Ortega? -- meu sobrenome, sou eu. -- Cardiologia. O Dr. Kim precisa de uma interna no segundo andar, sala 7. Vai!

Sinto como se meus pés voassem até o elevador e de lá seguissem para a sala 7, onde nunca imaginei que - assim que passasse por aquela porta - descobriria minha vocação.

Eu e mais outros se ajuntaram em volta da mesa cirúrgica e esperamos até que a voz deliciosamente sexy e autoritária do Dr. Kim se fez presente pela primeira vez para mim. A partir daí, meu sensor de pessoas sexys passou a sempre determinar como parâmetro exatamente Kim Seokjin.

-- Bom dia, hoje nós vamos começar com um aneurisma da aorta torácica. O paciente está fazendo alguns exames, mas adianto que a provável resposta será uma cirurgia. Então... alguém aqui sabe qual o procedimento para um aneurisma da aorta torácica?

Eu quis responder. Quis e muito, porém a resposta dele foi mais rápida.

-- Tudo bem, é esperado que iniciantes não saibam. Bom, no momento ele está tirando um Raio X. Esse é o procedimento para detectar com precisão onde a cirurgia será realizada. -- seus olhos vagaram pela sala e prosseguiu: -- Bom, vamos seguir com...

-- N-Na verdade, senhor, o procedimento padrão é fazer uma Tomografia. Claro, faz uso do raio x também. M-Mas a precisão é maior na localização do aneurisma.

Eu queria calar a boca. Queria imensamente não dizer nada e continuar da mesma forma que todos os outros, contudo eu não conseguiria deixar algo errado passar assim. A necessidade de estar certa era mais forte do que eu.

Dr. Kim ergueu os olhos e no segundo em que repousaram sobre mim, tive medo do que viria a seguir. A feição dele dizia claramente o quanto estava com raiva por ter sido corrigido na frente dos aprendizes e, além do mais, eu sentia que de alguma forma aquilo me marcaria como a interna que corrigiu um cirurgião.

-- Seu nome. Você é a...

-- ________ Ortega, senhor.

-- Dra. Ortega, já que parece saber tanto sobre Cardiologia, por que não fica pra me ajudar nessa cirurgia? É óbvio que apenas observar e aprender é pouco pra alguém como você. Imagino que saiba exatamente como remover uma aneurisma.

-- Dr. Kim, eu...

-- Não negue, eu agradeço. Na verdade, fico bastante "contente" que um dos internos vai me dar o ar da graça de me ajudar hoje.

~

Desse dia em diante, sempre que o doutor Kim precisa de alguém para auxiliá-lo, ele me convoca. Não porque precisa realmente de ajuda, mas sim porque nunca parou de tentar provar para mim que eu sempre serei a "interna metida" e ele, o grande cardiologista Kim Seokjin.

A voz direta e incisiva da minha residente, doutora Choi, desperta-me com a mensagem de que nosso paciente sofreu 'Parada Cardíaca' e precisamos agir rápido. O desfibrilador está ao lado, por isso pego e imediatamente após esfregar as partes uma na outra grito:

-- Carregue em 200. Afasta!

De primeiro momento nada acontece.

-- 250. Afasta!

Nada acontece e estou ficando preocupada que hoje seja um daqueles dias em que eu terei que "declarar".

-- 300. Afasta!

Essa foi a última chance de vir uma boa resposta, contudo o universo não aproveitou a oportunidade e agora eu terei de dizer.

-- Hora do óbito, 03:56 p.m.

E essa é a pior parte da vida de um cirurgião, o fim que nenhum de nós quer encarar e ainda assim é necessário. Infelizmente, hoje não foi o melhor dia para a senhora Daves.

Eu me retiro da sala de cirurgia e retiro a máscara do rosto, dando um longo suspiro. Novamente a voz de Choi me avisa que tenho de acompanhar outra cirurgia agora, e não estou nem surpresa com quem me requisitou.

-- Dr. Kim, sala 2 no primeiro andar. Vai!

Limpo-me depressa e sigo para meu próximo destino.

Voltando ao doutor Kim Seokjin, bom... Eu não posso negar que depois daquele dia eu não pensei em nada. Gente, eu não sou nem uma puritana e isso seria bem visível se todos pudessem ver todas as vezes em que fantasiei com ele, foi bom demais e com certeza não chega nem perto do real.

-- Cheguei!

A cirurgia já está em andamento e o olhar superior que recebo do mesmo de antes desestabiliza meu corpo em partes. Primeiro, minhas pernas ficam bambas.

-- Dra. Ortega, quem bom que veio se juntar a nós -- com esse timbre, agora estou extasiada e sinto que estou ficando molhada. -- Atrasada.

-- Desculpe, estava auxiliando a Dra. Choi. Eu vim o mais rápido que pude.

-- Bom, vamos continuar. O bisturi, por favor.

Ele acena para mim e rapidamente o entrego. Quando seus dedos - ainda que cobertos pela luva - encostam nos meus, descargas elétricas começam a vagar dentro de mim.

Enquanto tudo isso acontece, pergunto-me se ele tem consciência do efeito que causa. Ou melhor, consciência do efeito causado sobre mim.

-- Dra. Ortega -- o meu sobrenome entre os lábios dele é gostoso de se ouvir. Matenho minha atenção no corpo exposto sobre a mesa. -- Sabe por que escolhi a cardiologia?

-- Não, senhor.

-- A cardiologia me permite estudar as propriedades do coração. Como um órgão tão pequeno pode ser tão fascinante?

Limpo a garganta e só assinto com a cabeça.

-- Mas o mais intrigante de tudo são os olhos. Os olhos são a chave pra tudo, eles te permitem sentir repulsa ou alegria... Até desejo apenas com um olhar. Você me entende, doutora? Impressionante, não?

-- É c-claro, Dr. Kim.

No mais, a cirurgia foi um sucesso. Conseguimos manter nosso paciente vivo, o que foi um alívio considerando a falta de atenção que me consumiu. Estou aliviada que com todo esse tempo ainda não fui responsável pela morte de alguém nesse hospital. Não diretamente.

Quando saio da sala, os demais já se limparam e se direcionam para fora. Será que terei um tempinho livre agora?

-- Dra. Ortega.

Espanto-me com o timbre rouco tão próximo do meu ouvido e dou um pulo para trás. Seokjin está sorrindo, estou admirada pelo fato de que consigo ver seu sorriso ladino que normalmente fica escondido sob a máscara. Seus olhos castanhos são arriscos e isso me fascina.

-- Sim, senhor?

-- Você está de plantão hoje?

"Não, não estou. O que significa que o senhor pode me pegar pela cintura e me jogar sobre a mesa de cirurgia e me examinar por completo. Eu não vou me importar nem um pouco."

-- N-Não, eu serei liberada daqui a pouco.

-- Perfeito...

"Perfeito pro senhor me possuir aqui mesmo, eu não dou a mínima se não é suficientemente higiênico para um médico."

-- O que isso quer dizer, senhor?

-- Bem -- ele é mais alto, com seu porte imponente se apoia contra a parede e me examina com seus olhos. Gostaria realmente que "desejo" definisse o olhar que ele está me lançando agora. -- Se não estiver ocupada, gostaria de sair pra jantar comigo Dra. Ortega? Hoje. Às 07:00 p.m.

A pergunta é direta demais e preciso de alguns segundos para processar. Será que ouvi direito?

"Eu adoraria ir pra sua casa e brincar de Daddy ou então de Cavalgar, mas no momento consigo me conter só com um jantar."

-- E-Eu... -- engulo em seco e comprimo os lábios. Por um lado, minha cabeça é uma excelente companheira quando estou sozinha. Ela cria fantasias sexuais que me divertem por dias; mas por outro, na vida real, não consigo responder a algo tão simples como isso.

-- Não preciso de uma resposta imediata, Dra. Ortega. Pode pensar.

-- Obrigada senhor...

Ele se aproxima e por instinto caminhao para trás. Minhas costas vão de encontro a parede gelada. Seu peito comprime o meu e sinto sua respiração quente próxima demais. Minha boca começa a salivar inconscientemente.

-- Mas pense bem, Dra. Ortega. Eu não costumo fazer um convite mais de uma vez. -- sua boca se acerca ao meu ouvido e engulo pesado quando seus lábios encostam em minha orelha, como um beijo delicado porém repleto de segundas intenções. Sussurra: -- Entendeu, ________?

O homem sai e me deixa sozinha, afogada em muitos pensamentos nada educados de se dizer em voz alta. Quero gritar o quanto é desconfortável e nada profissional deixar uma interna perdida assim no meio de uma cirurgia delicada e fora dela também.

"Quero que esse homem deliciosamente sexy tome conta de mim, que ele seja tão "bom" aponto de me deixar cansada o suficiente para dormir assim que recostar no travesseiro."

Balanço a cabeça repetidas vezes, de um lado para o outro. Não posso continuar deixando minha mente brincar desse jeito comigo em horas inoportunas.

Rumo para o primeiro andar e paro diante do "Quadro de Cirurgias". Aparentemente, não fui requisitada por mais ninguém, o que é ótimo porque quer dizer que serei liberada mais cedo. Já o lado ruim, não posso convidar meus colegas internos para nada porque ainda estão em cirurgia e provavelmente ainda acompanharão outras.

Estou frustrada e essa frustração me leva direto ao convite ambíguo de Jin. Luto contra mim mesma para encontrar uma resposta, quero tanto dizer "sim" quanto "não". Isso é permitido? Um doutor profissional da mais alta classificação sair com uma "interna metida"? Creio que se não for, consigo segurar a "tensão sexual" que sinto por esse belíssimo e provocativo homem.

Assim que pego minhas coisas e entro no elevador, finalmente respiro em satisfação por estar em minha própria companhia. Infelizmente, não é algo que dura muito já que imediatamente depois o espaço é preenchido pela pessoa que eu menos desejava ver agora. Seokjin põe-se atrás de mim e encosta as costas no metal gélido do elevador. De repente, sinto como se o oxigênio daqui fosse insuficiente para manter nós dois respirando.

Evito me mexer e tento focar a atenção nos andares que estão diminuindo, agora parecem mudar mais lentamente que antes. Quero fugir desse campo minado em que me encotro. Sinto como se qualquer movimento ou reação da minha parte tenha a capacidade de pôr todas as cartas na mesa e ele finalmente entenda tudo o que sinto por ele. Ou melhor dizendo, o que sinto por causa dele.

-- Dra. Ortega -- era só o que me faltava! -- E então?

Fico estática e engulo em seco.

-- E-E então...?

-- E então -- ele dá um passo e aperta no painel de controle o botão que para totalmente o elevador, depois para literalmente colando minhas costas em seu peito. Sinto algo dentro de mim se estilhaçar. -- Já tem a minha resposta?

Sua mão sobe pela minha cintura dando inicio a um calafrio e prossegue se arrastando pelo braço descoberto e para na curva do meu pescoço. Não sei o que esperar disso até que sou puxada para encostar totalmente no peito dele. Um leve gemido me escapa quando seus lábios são postos do outro lado do meu pescoço e distribuem beijos por todo o comprimento.

Ele pretende me enlouquecer?

-- E-Eu ainda não sei...

"Deixa de ser idiota, é claro que eu sei. Sei que quero montar nesse homem e levá-lo a loucura assim como está fazendo comigo agora!"

-- Por que não? Algum problema comigo, Dra. Ortega? Algo que estou fazendo a incomoda?

Ele sussurra pausadamente e morde o lóbulo da minha orelha. Mordo o canto da boca em consequência, não vou deixá-lo arrancar qualquer gemido amais.

-- Se tiver qualquer reclamação contra mim, pode dizer. Estou disposto a ouvir, mas sinceramente... Eu prefiro ouvir outra coisa vindo de você, ________.

-- Dr. Kim... -- tento manter a calma, entretanto minha respiração entrecortada prova que não estou pensando em outra coisa agora além de atacar a boca perfeita dele. -- Poderia, por favor, parar com...

Sua outra mão desliza por baixo de minha blusa e masageia minha barriga lentamente com a ameaça de descer mais para baixo.

Por favor não! Eu não vou conseguir me segurar se isso continuar!

-- Parar com o quê, exatamente? Poderia dar mais detalhes, Dra. ________ Ortega?

Ele quer provocar, isso funciona como um teste e ele quer testar o quanto consigo manter o controle em uma situação como esta. Bom, se continuar a única coisa que Kim Seokjin vai testar será quanto tempo dura uma transa dentro de um elevador.

-- Dr. Kim, pode por favor parar com... Isso. -- tenho dificuldade em completar a frase quando seus dedos brincam com o início da minha peça íntima.

-- Então isso está te incomodando? -- sua risada quase silenciosa me assusta, contudo não deixa de ser excitante. -- Sabia que algo está me incomodando também? O fato de você continuar me chamando de "Dr. Kim", mesmo em uma situação como esta.

-- C-Como o senhor quer que eu o chame então?

"Daddy não é má ideia", penso eu.

-- Acho que essa é uma resposta que você tem, ________.

-- D-Dr. Kim, eu...

-- Ah, por favor, ________. Chega disso! -- por um momento ele se exalta, contudo se recompõe e volta ao tom anterior. -- Não se faça de inocente porque isso é algo que você não é. Acha que eu não vejo a forma que você me olha todas as vezes? Acha que seu nervosismo ou desejo passam despercebidos? Você me quer, me quer tanto que não sabe onde se esconder toda vez que olho pra você. Mas o interessante disso tudo é a forma como você lida com isso.

Vontade de evaporar daqui é pouco, eu chamaria mesmo é de uma súplica silenciosa por ajuda. Minha face está tão corada e só quero me esconder em algum lugar.

-- E-Eu não...

-- Eu literalmente te conheço muito bem. Você é o tipo de pessoa que, por fora, banca uma de puritana ou cria uma imagem de inocência que você não tem; por dentro, bom..., por dentro você é a pessoa mais pervertida e insaciável da face da Terra. E nem se dê ao trabalho de me corrigir porque eu sei exatamente como é isso. Na verdade, fui do mesmo jeito por muito tempo -- Jin se acerca de novo e envolve-me com seus braços e roça o nariz em minha pele. Seguro um gemido. -- e sinceramente, não aguento mais isso. Talvez isso seja o motivo de você me causar tanta excitação, talvez esse seja o motivo deste nosso momento aqui ser tão convidativo.

Estou tremendo como se estivesse sozinha e desolada no meio do Polo Norte, sem abrigo sem mantimentos e sem algo para me esquentar. Não consigo mais encará-lo e quero me enterrar no chão e me esconder do olhar cheio de luxúria e paixão do meu supervisor.

-- Essa é a sua chance de me mostrar quem você realmente é, Dra. Ortega. Vamos... -- uma última vez a boca dele toca meu ouvido -- Me mostre quem você é de fato. Foi pela verdadeira ________ Ortega que eu me apaixonei.

Já chega! Isso é literalmente o cúmulo para mim, para minha cabeça suportar toda essa informação é demais! Ele está apaixonado por mim? Eu... Eu não posso acreditar...

Eu...

Eu preciso...

Viro-me bruscamente e, apesar de quase tropeçar nos saltos, ataco os lábios rosados e convidativos e tão desejáveis de Kim Seokjin.

No exato segundo em que minha boca cola-se a dele, um fogo nasce do mais íntimo do meu ser e vai se apoderando de tudo e sinto como se fosse entrar em combustão e queimasse todo o meu corpo de uma forma deliciosa.

Algo que desejei por tanto tempo foi algo exatamente como isso... E agora estou realizando meu sonho, meu desejo, minha fantasia tudo de uma vez!

Seokjin morde meu lábio e me beija de volta enquanto ri por entre os beijos, suas mãos se prendem a minha cintura e me empurram contra o elevador. Tomo impulso e logo minhas pernas estão enroscadas ao redor de seu quadril.

Meus dedos tomados de ansiedade por descobrir agarram seu jaleco branco e empurram para baixo, sua camisa é aberta e pouco importa os botões que provavelmente foram arrancados. Sua boca se ocupa do meu pescoço enquanto isso.

-- ________, você vai me matar assim...

Logo minha boca encontra a pele de seu peito que, aliás, é bem tonificado e perfeito demais para alguém normal resistir.

Jin solta gemidos prazerosos e em seguida me solta, rapidamente se ajoelhando e abrindo minha calça. Mordo o lábio em ansiedade e o vejo abaixar inclusive minha calcinha. Logo seus dedos são inseridos em mim e gemo em resposta, arqueando as costas. Ele faz movimentos rápidos e estou ficando molhada demais e sinto que não falta muito para alcançar meu ápice.

-- Daddy...

-- Eu tinha certeza que você sabia como me chamar. Me diz -- em um solavanco sou puxada para frente -- Eu conheço você bem ou bem demais?

Riu fraco e o beijo novamente, sua mão ainda me estimulando e estou prestes a me desfazer em seus dedos. Antes que ocorra, Jin habilmente pega-me no colo e põe-me em uma posição oportuna e logo sua boca começa a distribuir beijos entre minhas coxas até atingir meu ponto crítico. Quase grito de tesão.

Meu coração não vai aguentar, está acelerado demais e sinto que pode saltar do peito a qualquer minuto.

Continua estimulando-me com sua língua ágil e habilidosa e percebo que esse homem exala sexo de todas as maneiras, ele é a idealização do erotismo na Terra!

Meu primeiro orgasmo finalmente se manifesta. Consigo respirar normalmente por alguns segundos, porém não tardo em pôr-me de joelhos e começar a desabotoar a calça dele. Consequentemente minha boca saliva e comprimo os lábios, isso tudo não pode estar acontecendo de fato. Seria sonho da minha mente engenhosamente travessa e poluída?

Seu membro salta para fora com o volume grande e tudo que quero é dar o mesmo prazer e satisfação que ele me causa mesmo sem fazer nada.

Abocanho seu membro e ele urra de satisfação, sou tomada por uma verocidade que me faz acelerar nos movimentos.

Seokjin não tarda em se desfazer na minha boca e então me puxa para um beijo quente e apaixonado e cheio de significado mesmo em meio ao ambiente que aparentemente somente manifesta um ato ilícito. O ósculo é ampliado e o beijo vai se tornando cada vez mais tórrido, intenso.

Sem delongas, meu superior vira-me e obriga-me a me apoiar contra as portas travadas do elevador. Ele não me dá muito tempo e sou preenchida rapidamente por seu pênis ágil que se move compulsivo, depressa. Jin intensifica mais ainda e masageia meus seios sob a blusa.

Ele tem esse poder. Detém todo o poder de me fazer enlouquecer com um simples olhar ou um pequeno toque, tudo me parece especial.

Sou uma tocha incandescente, uma chama insaciável e que nunca se apaga. Ele me domina sem acabar com minha paixão intensa e ardente. Estou tão quente que poderia me queimar se não pudesse controlar.

Logo nós dois gozamos juntos e eu ainda estou ofegante e minha respiração está desregulada sem obter sorte na vã tentativa de voltar ao de antes.

Eu começo a pegar minha roupa e me visto em silêncio, encontro-me vermelha demais para manter contato. Felizmente, Jin não está diferente e mesmo assim vira meu rosto para um último beijo. Ele ainda se encotra sorrindo quando nos separamos.

-- E então? -- tento conter meu peito e os movimentos de sobe e desce que não param por nada. -- Conseguiu o que queria?

Não quero sorrir.

Não vou sorrir.

Não estou pulando de alegria por dentro, absolutamente não!

-- Então -- termina de se vestir -- o jantar ainda está de pé?

O encaro visivelmente chocada. Ele quer mesmo sair comigo? O Grande Doutor Kim Seokjin quer um encontro com a "interna metida"?

-- Certo.

É tudo que consigo dizer e aperto o botão para que o elevador volte a se movimentar. Sou avisada que cheguei ao meu andar e ando sem virar.

...

São 06:50 p.m.

Estou quase atrasada, é um fato, no entanto a julgar pelo modo como me produzi, não abro espaço para reclamações de horário.

Sinto-me como uma princesa indo encontrar o príncipe encantado. Sabe aquele encontro que era para ser o início de tudo, mas infelizmente (ou felizmente) algo aconteceu e ele pode ser o primeiro? Pois é, agora estou tentando reconstruí-lo e retratá-lo.

Abro a porta de casa e aguardo nada paciente a chegada de Seokjin. Ainda parece tudo um sonho que sinto que logo vai se desfazer se eu tentar tocar.

Uma mensagem me desperta e abro a tela do celular. Não sei dizer se estou surpresa ou assustada.

Não vou te buscar. Não posso ir. Tchau.(Dr. Bonitão Kim)

É brincadeira? Quero ouvir que isso é brincadeira. Não passa de uma piada de mal gosto e que tudo vai ficar bem.


...

-- Mais uma, amigo.

Há alguns minutos atrás, quando ainda me lembrava com clareza das coisas, lembro de ter adentrado em um bar.

Estou muito alterada, não me lembro de nada literalmente e não dou a mínima para o que estou dizendo ou fazendo. Pelo menos aqui vou me permitir essa liberdade.

Apenas hoje.

Formulo as palavras com dificuldade e um bolo está formado na garganta, no fundo tudo que sinto vontade é de chorar e contar para todos o quão idiota e babaca é o meu supervisor.

O mesmo que me abandonou em um momento como este.

-- Você sabia que eu... Fui abandonada pelo canalha do meu chefe? -- estou bêbada, muito bêbada. Tenho quase certeza de que ainda não perdi totalmente os sentidos e que ainda estou falando coisas com nexo. -- Ele primeiro... Primeiro ele tira a minha dignidade e depois me larga na porta de casa como se eu fosse um nada, como se fosse lixo. Isso. Um lixo que não vale nada, nem um centavo. Isso não é hilário? Não é a coisa mais estúpida e cômica que você já viu?

Riu.

Riu absurdamente alto e não consigo parar.

Eu não quero parar.

Sei que não vim com ninguém, então estou sozinha sentada de frente para o barman, o qual me fita como se fosse louca ou algum tipo de desequilibrada. No fundo, não dou a mínima e continuo bebendo como se minha vida dependesse de todos aqueles copos de tequila. Não estou conversando com alguém específico, estou apenas pondo para fora tudo que sinto.

Sento sobre o balcão e balanço os braços como se tentasse conquistar toda a atenção do local.

-- Eu quero fazer um brinde. Um brinde ao Grande Médico da Cardiologia, Kim Seokjin, o homem mais cretino e cafajeste w egocêntrico desse universo todinho!

Ainda rindo muito exagerado e alto, não dou muita atenção aos comentários nada agradáveis direcionados a mim.

Assim que ponho-me no chão, algo muito forte e intenso me atinge no interior e um choro é desperto, logo estou em meio a lágrimas tórridas e melancólicas. Agora não paro por nada e ver que a atenção total está direcionada a mim parece funcionar como estímulo para que continue meu show de dor e tristeza.

...

São 07:45 a.m. do dia seguinte após o dia depois do ocorrido no elevador.

É engraçado pensar que o início de tudo, o começo entre a "interna metida" e o Grande Doutor ocorreu no bendito elevador. Não minto que de tantos lugares mais oportunos em todo o hospital, nunca jamais ocorreu-me usar o elevador para cometer atos ilícitos com meu chefe.

Como algo que foi tão bom se resumiu a cinzas e pó? Como o nosso relacionamento ganha liberdade para seguir e logo é abatido? Quero esquecer, quero obter sucesso em fingir que nada aconteceu entre mim e Seokjin.

Entretanto sou fraca.

Naquela noite, foi tão trágico. A bebida não foi capaz de me consumir por completo e uma sensação de culpa estava instalada no peito. Eu não tinha parcela de culpa, mas me sentia responsável. Era ridícula! Na minha cabeça, o relacionamento era um paciente e - apesar de não ser a supervisora ou manda-chuva do caso - eu axiliei e peguei a culpa para mim.

Estou me retirando de uma cirurgia que, a propósito, foi bem sucedida. A Dra. Choi me requisitou e fico feliz de estar atolada de trabalho. Isso com certeza vai fazer com que eu tenha pouco tempo a perder  comigo e com minha vida amorosa deprimente.

Quando passo em frente ao Almoxarifado, em um ato brusco, sou puxada para dentro e um grito fica entalado quando minha visão se encotra com a dele.

"Que ótimo!"

Kim Seokjin é um homem imponente e egocêntrico e arrogante até o topo, o que me admira mais ainda é o fato de que exatamente agora ele não se enquadra em nenhuma de suas próprias características.

-- O que você quer?

Não tenho tempo de sobra para gastar com alguém que me abandonou às vésperas do primeiro encontro. Pensar nisso quase arranca outro choro, contudo impesso.

-- ________...

Sua feição assemelha-se a de uma criança chorona, alguém com culpa e arrependimento tão expressivos nas faces de Jin que deveriam ser suaves, como sempre.

-- O que? O que você pode me dizer pra melhorar a situação entre a gente? Sinceramente, se poupe disso e me poupe também. Não perca seu tempo com isso.

Sou uma espécie de faísca ainda ardente. É bom que ele escolha as palavras com cuidado, eu ainda tenho o poder de acender de vez e me tornar uma fogueira ardente.

Estou prestes a sair, de repente minha mão é puxada e meu peito é virado rapidamente e sendo colado ao peito de Seokjin. Minha respiração está pesado e sinto que começo a ficar ofegante.

-- Escute, ok? -- sua boca encosta em minha cabeça, como em um beijo. Mas a boca dele não se move.

Não sei se estou preparada para ouvir o que tem a dizer, não sei se quero ouvir. Estou perto de desabar aqui e não quero fazê-lo agora.

-- Eu... Sinto muito. Acha que era minha intenção deixar a mulher por quem estou -- uma pausa longa e já não sei o que pensar -- apaixonado e... Eu queria dar alguma informação, mandar mensagem... Mas, quando estava pra sair do hospital, achei que fosse certo contar ao chefe que estávamos saindo. Quando eu fui, ele disse que não era sensato porque...

Não diga isso, por favor...

-- ... Porque é contra as regras.

Sou um vidro frágil, daqueles que basta um toque e tudo desaba e sinto como se fosse estilhaçar por completo diante dele.

-- Eu sinto muito, me desculpe. -- não quero encará-lo, seria duro demais comigo mesma. -- Mas...

Quando estou quase fitando seu olhar novamente, os lábios dele se colam aos meus. A vida se transforma em paixão e sou tomada por ela. Minha língua começa a trabalhar e fecho os olhos intesamente, pressiono-me mais contra ele e amplio o ósculo. Tão forte, tão apaixonante... Assim é Kim Seokjin, e de todas as formas possíveis.

Quando nos separamos, o mesmo deixa o espaço sem dizer nada e sem olhar para atrás. Entendo isso como uma despedida, a nossa despedida. Nós somos assim, intensos e extremistas. Teremos de manter os sentimentos ofuscados e escondidos, eu sei que o trabalho para ele é como se fosse a vida. A vida dele. Jin não seria o que é sem isso e posso conviver - ou tentar - sem ele se for para deixar tudo como está. No entanto, minha paixão não vai desaparecer, e não permitirei que o fogo dentro de mim se apague. Ainda que não possamos ficar juntos, ele será para sempre o Grande Doutor Kim Seokjin.

Meu Dr. Kim.














Notas Finais


Ahhhh obrigada por lerem, spiriters :)
Até o próximo kkkkk


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