História Sweet Insanity - 2 temporada - Capítulo 5


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Bunny Man, Colegial, Drama, Jake Rabbit Face, Medo, Morte, Psicopata, Romance, Sangue, Sweet Insanity, Terror
Visualizações 14
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - In Passing


Karla e Bruno se divertiam assistindo Os Simpsons com os filhos quando o telefone tocou. Karla se levantou e foi atender a ligação.

— Eu jamais deixaria o Alasca para voltar para Springfield! — Disse Marion.
— Eu que jamais deixaria Springfield para ir para o Alasca! Não conheço lugar mais frio e deserto! — Falou Alexy.
— A gente tem que conhecer Springfield qualquer dia desses… Parece interessante. — Bruno disse rindo só para provocar Marion.
— Claro… Por que não nos mudamos para a Elm Street? Vou adorar conhecer o Freddy Kruegger! — Marion disse com sarcasmo.
— Não acredito que você tem medo do Freddy! Ele não é real! — Alexy disse rindo.
— Você prova? — Armin disse o encarando.

Alexy revirou os olhos.

— Sim, xerife. Agradeço por me avisar. Estamos indo para aí. — Karla desligou e se voltou ao seu marido, preocupada. — Bruno?

Ele percebeu que havia algo errado assim que encarou Karla.

— O que aconteceu? Quem era no telefone? — Bruno perguntou.
— O xerife… — Karla disse. — O Evan invadiu a casa dele e por isso está detido.
— O quê?! — Bruno disse se levantando nervoso. — Será possível que esse menino continue nos trazendo problemas? Meu deus! Ligue pro Ben? Eu vou me trocar.

Bruno foi para o quarto apressado, e Karla ligou para Ben Amudson, precisaria dos serviços dele como advogado.
    Os irmãos se entreolharam, chateados, mas não ousaram dizer nada até que Karla fosse atrás de Ben.

— O Evan nunca aprende… — Marion disse.
— Às vezes, queria que ele não fosse nosso irmão porque ele só nos envergonha. — Armin disse.
— Só espero que ele não volte a morar conosco porque eu não suporto ele! — Alexy disse, irritado.
— Eu prefiro morrer que voltar a morar com ele! — Marion disse, horrorizada.

Evan era o irmão mais velho, a ovelha negra da família. Desde cedo se mostrara rebelde e inconsequente, se envolvera em brigas até ser expulso do colégio, experimentara drogas pesadas e após algum tempo em tratamento, foi enviado para um colégio militar, e depois que deixou o colégio, morou sozinho, parecia ter tomado juízo, até agora…

O xerife York não estava de bom humor quando Karla, Bruno e  Ben chegaram a delegacia. Karla sabia que não era para menos e ficou muito sem graça em encarar Richard. Os quatro fizeram o colegial juntos e se conheciam muito bem, não eram íntimos, mas costumavam ter um bom relacionamento. Richard até se sentia culpado, antes, por acreditar que fora Natasha quem levara Evan para o mal caminho, uma vez que ambos costumavam ser próximos. Ele ainda se lembrava da expressão atônita de Natasha quando ele puxara a máscara de coelho que o rapaz usava. Nada justificava aquele ataque, nem Natasha ter se afastado repentinamente de Evan na época em que estudavam juntos, nem o xerife tê-lo prendido diversas vezes por bebedeira, roubo e baderna.

— Eu não estou nem aí para os direitos desse desgraçado! Ele entrou na minha casa e tentou matar as minhas filhas! Natasha se feriu enquanto enfrentava ele! Se eu tivesse chegado um minuto mais tarde, minhas garotas estariam mortas, agora! — Richard vociferou e esmurrou a mesa.
— Quero um exame toxicológico! Tenho certeza de que Ben não estava em seu juízo perfeito! — Benjamin (Ben) Amudson disse com sua irritante calma de advogado.
— Exame toxicológico o caralho… Drogado ou não, ele vai pagar pelo que fez! Eu liguei para o meu advogado e ele vai cuidar disso pra mim! — Falou Richard.

Ben levantou as mãos em sinal de rendição.

— Posso falar com meu cliente?
— Só porque a lei exige que sim, porque se dependesse de mim… — Richard balançou a cabeça com ódio antes de gritar por Charlie.

A policial veio apressada e Richard pediu que ela levasse Ben até a cela de Evan.

— Não chegue muito perto das grades para a sua própria segurança. — Charlie aconselhou antes de deixar advogado e cliente a sós.

Ben encarou Evan que permanecia sentado na cama, de cabeça baixa, absorto em seus pensamentos. Desde que despertara, Ben não dissera uma única palavra. O tiro que ele levara não o ferira porque ele usava colete à prova de balas. Logo, ele só perdeu a consciência quando caiu porque bateu a cabeça.

— Oi? Se lembra de mim, Evan? Sou o Benjamin Amudson… Pai do Castiel… Vocês eram amigos.

Evan começou a murmurar algo enquanto balançava o corpo para frente e para trás, mas não encarou o advogado.

— Você foi longe demais, invadindo a casa do xerife, Evan. Não sei se consigo ajudá-lo dessa vez. Talvez, se você me disser o nome do seu parceiro? Quem era a pessoa que estava com você, Evan?

— Vocês nunca vão pegar o Homem Coelho! Vocês nunca vão pegar o Homem Coelho! — Evan repetia, perturbado.

— O que está dizendo? Evan? — Ben perguntou assustado e disfarçou, rindo.

Evan se levantou e se aproximou das grades rapidamente, agarrando-as com força. Havia uma expressão de puro ódio em seu rosto quando ele gritou, deliberado:

— Vocês nunca vão pegar o Homem Coelho!

Ben recuou.
Evan voltou para o seu lugar e voltou a sussurrar a mesma frase como se fosse um mantra. Ele estava completamente fora de si. Os exames toxicológicos revelariam posteriormente que ele não havia ingerido álcool ou drogas, que estava sóbrio no momento do ataque.
    Ben decidiu conversar com os pais de Evan fora da delegacia porque depois de ver o estado em que o rapaz estava, não tinha certeza se conseguiria lidar com o mau humor de Richard. Seria estresse demais para um dia. Já bastava em casa, com seus filhos em pé de guerra.

— Eu sugiro uma avaliação psiquiátrica. Talvez, possamos alegar insanidade. Isso torna as coisas mais fáceis. — Ben disse.
— Evan não está insano, ao contrário… Ele sempre esteve consciente de seus atos. — Karla disse. — Devo reconhecer que ele é cruel.
— Karla? — Bruno disse e suspirou.
— Dou graças a Deus por não ter parido ele, e me arrependo do dia em que escolhi adotá-lo. — Karla disse e se levantou, deixando a cafeteria.

Bruno não foi atrás dela nem tentou detê-la porque no fundo, pensava como ela. Evan era uma completa decepção. Felizmente, Marion e os gêmeos eram os filhos perfeitos, também eram adotados – não sabiam, no entanto –, mas diferentes de Evan, não traziam problemas.

— Às vezes me pergunto se a Sonya não se sente assim em relação a Dalila. — Ben disse, chateado e desviou o olhar.
— A Sonya é uma boa mulher… Não só perdoou a sua infidelidade, como aceitou criar uma filha que não era dela. Nenhuma outra mulher teria feito isso. Você é um homem de sorte, e Dalila também é sortuda por ter a Sonya como mãe. — Disse Bruno.
— Espero que Dalila nunca descubra porque sei que ela não me perdoaria. — Ben disse.
— Como o Evan não nos perdoou quando soube que fora adotado. — Bruno disse, triste. — Ele pensa que só os irmãos são nossos filhos biológicos.
— Por que não contou a verdade a ele? — Ben perguntou.
— Para ele revelar aos outros e eles me odiarem também? Prefiro que eles acreditem que são nossos filhos de sangue. É assim que sentimos, é assim que deve continuar. Fazemos qualquer coisa para proteger nossas crianças, não fazemos?! — Bruno disse.
— É claro… Tudo por eles. — Ben concordou.


† † †


Natasha ainda não conseguia acreditar que justo Evan tentara matá-la. Como alguém que fora seu amigo, podia tentar machucá-la? Como alguém podia mudar tanto? Então, ela se lembrou de Kentin e sentiu um aperto no peito. Ele também mudara, se para melhor ou pior… Só o tempo diria.

[…]

Rose preparou alguns bolinhos e café e levou até a viatura do policial Jordan. Seu pai o colocara para vigiar a casa enquanto ele estava fora.

— Olha só o que eu trouxe para o meu policial favorito? — Rose disse, sorrindo.
— Oh, não precisava. — Jordan sorriu sem graça.
— Imagine… É sempre um prazer. — Rose disse. Depois que Natasha tomara alguns pontos na perna, e seu pai levara Evan detido, Rose voltara aos afazeres domésticos para se acalmar. — Se quiser entrar e ver TV, saiba que é bem-vindo!
— O seu pai me mataria! — Jordan riu.
— E a Violette? Como está? — Rose perguntou, certa de que ela estava arrasada com a notícia da morte de Iris. Rose também ficara triste, mas por acreditar em vida após morte, sabia que a hora de Iris apenas havia chegado, talvez cedo demais, mas havia chegado.
— Ela está triste por causa da Iris. Não consigo consolá-la de forma alguma. Eu me sinto mal por passar tempo demais no trabalho, mas, infelizmente, não há outro jeito. Se a minha esposa ainda estivesse viva, pelo menos, a Violette não se sentiria tão sozinha. — Jordan suspirou, aborrecido e pegou o tupperware e a garrafa térmica das mãos de Natasha.
— Estaria tudo bem se eu a convidasse para vir aqui essa noite? Estou com saudades. — Rose disse.
— Se conseguir convencê-la a sair de casa… — Jordan disse.


† † †


Os Sayers convidaram os Dolabelle para o jantar para combinarem um evento beneficente. Contra a sua vontade, Amora teve de ir. Felizmente, seu namorado pode acompanhá-la, senão ela morreria de tédio.
    Após terminar a refeição, Amora sentiu-se tentada a correr para o banheiro e vomitar, mas lembrou-se que não deveria fazer aquilo porque errado, porque ela deveria se aceitar como era e não se deixar dominar novamente pela anorexia. O tratamento estava indo bem até aquele momento, ela só tinha de se manter firme.
    Os jovens foram deixados na sala enquanto os adultos se reuniram a portas fechadas. Não foi difícil para o casal se enturmar com Dafne e Franca, uma vez que Viktor as conhecia, e Amora era da mesma classe que elas.
    Amora desconfiou que Dafne só estava sendo tão atenciosa com ela porque, finalmente, se ligara que ela não era mais uma coitada e que pertencia a uma família de classe. Ah, o dinheiro sempre falando mais alto! Amora detestava toda aquela hipocrisia, mas não havia outro jeito. Garotas como ela eram forçadas a sorrir para pessoas idiotas como Dafne porque era o que a educação forçava.
    Pelo menos com Franca, ela sentia que a interação era sincera.

— Triste a forma como a Iris morreu, não foi? — Viktor disse sem nem imaginar que Franca e Dafne passaram a tarde toda cavalgando na fazenda dos Sayers.
— O que disse? — Franca perguntou, atônita.
— O quê? Você não sabia? Encontraram o corpo dela no lago essa manhã. Passou na TV. — Falou Viktor surpreso por ela não saber de nada.
— Não. Eu não… — Franca encarou Dafne e então virou o rosto se sentindo mal. — Com licença? — Franca foi até o jardim, pois precisava ficar sozinha.
— Me desculpem? Mas não posso deixá-la sozinha, agora. Iris era uma amiga muito querida para ela. — Dafne disse nervosa.
— Sim, nós compreendemos. Vai lá? — Amora disse, compreensiva.

Dafne foi atrás de Franca.

 

[…]


— Tenho uma amiga que ficaria muito feliz em abraçar essa nobre causa. — Monalisa Dolabelle disse a Betty Sayers.
— Oh, é mesmo? — Betty sorriu. — Então, convide-a também? Quanto mais pessoas, melhor.
— Claro. Tem razão. — Monalisa disse com seu sotaque italiano.

Betty só não imaginava que essa amiga era Carina Jenkins, a mãe biológica de Adria Levine, inimiga de Dafne. Com certeza, Dafne não ficaria nada feliz em encontrar Adria em dos eventos organizados pela sua mãe. Seria no mínimo, desagradável.


[…]


Violette ficara arrasada desde que soubera da morte de Iris pela TV. Não comeu nada e seu pai ficou muito preocupado. Violette se trancou no quarto e ficou ali até aquele instante. Seu celular chamou várias vezes, mas ela se recusou a atender.

“Suicídio”? Eles disseram que fora suicídio, mas Violette tinha certeza de que estavam errados porque conhecia Iris e sabia que ela jamais se mataria.

O celular continuou tocando.
Violette se levantou irritada e o desligou, mesmo ao perceber que era Rose. Não queria falar com ninguém naquele momento, só queria entender o que acontecera com Iris. Quando voltava para a cama, tomou um susto. Seu rádio ligou sozinho. O mais estranho foi que a canção que tocou, In Passing da banda Indica era uma das preferidas de Iris. Violette se sentou na cama, emocionada, pois, sabia que, de alguma forma, aquilo era um sinal de Iris, e a canção não podia ser mais reconfortante.

Irmãzinha
Ignore as notícias locais
Papéis vem de árvores que nunca vamos escalar
Que piada!
Eles fizeram-me parecer tão triste
Esse mau, mau lago está bem; ele lavou meu cabelo
E as ondas disseram:
Ilumine a noite
Poeira de estrelas!
Quando dói dentro
Leia todos os sinais
Siga
É normal se sentir mal
E apenas lembre-se
Que nada é feito para durar
Eu sei que você está triste
(5x) Isso também passará
De passagem
La, la, la…
De passagem
    

 



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