História Sweet Lies - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Suho
Tags Imagine, Imagine Suho, Italia, Junmyeon, Kim Junmyeon, Lehnn, Suho, Verona
Visualizações 35
Palavras 1.127
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Tribus


Junmyeon

 Depois de tomar seu milk-shake, ela convidou-me a ir á casa de Julieta, mas acabei recusando. Ela me deu um sorriso e me agradeceu, antes de seguir o seu rumo. Ela foi muito gentil em solicitar esse tipo de passeio, mas apenas segui o meu caminho pelo centro de Verona. Passei por algumas butiques e comprei alguns agasalhos novos. Segui até alguma loja que vendesse óculos, para que eu pudesse ter momentos mais sossegados, antes que paparazzi venham me rastrear e vender algumas fotos para a Coreia. Contudo,  seria um imenso prazer conhecer as fãs. Amo-as do fundo do meu coração.

 De qualquer forma, ninguém havia me reconhecido até o momento. Comprei uns quatro pares de óculos, antes que ficasse muito tarde para ir embora.

 O manto da noite caiu sobre Verona e eu estava relativamente perto do hotel. Observava as luzes das ruas enquanto buscava alguma inspiração. Mesmo que a viagem seja um descanso, provavelmente o Soo Man me cobraria algumas músicas. Também estava perguntando sobre os meninos no celular. Eles estavam treinando bem e estavam se esforçando para o próximo comeback do EXO.

 Entrei no hotel, enquanto pensava em algumas letras para rabiscar.

Você

 Estou indo relativamente bem no livro. Minha inspiração veio mais intensa que nunca enquanto passeava pelas esquinas de Verona. Minhas mãos doíam de tanto que escrevia, mas fazia questão de anotar qualquer ideia que fosse. Meu caderno estava apoiado na grade da ponte de um porto, onde o rio passava por baixo. Passava-se das 16h.

 O celular vibrou dentro da bolsa. Deixei o caderno de lado e fui ver a notificação:

 Você usou 50% do seu saldo de internet. Adquira mais assinando um plano de 3GB.

 Guardei o celular na bolsa novamente, enquanto pensava no próximo parágrafo. Apertei a caneta na mão pronta para escrever, mas... Cadê o caderno?!

 Olhei para baixo, pensando no fim de uma bela história que poderia ser a minha primeira obra publicada. Seria esse um sinal dos céus para que eu desistisse de minha carreira como escritora? Olhei para a água, com mais precisão dessa vez, procurando pela capa amarela, com a esperança mínima de encontrá-la. A bela cor de meu caderno repousava sob a proa de um barco. Corri.

 Uma brisa soprou leve contra mim enquanto eu corria para buscar minha melhor história até agora. Corria como se aquele barco fosse algum tipo de barco celestial que me levaria para o céu, mas eu já estava atrasada e ele estivesse se preparando para partir sem mim. O barco realmente estava se preparando para partir. Aumentei a velocidade das minhas pernas e julguei que corria mais rápido do que uma tigresa atrás de seu almoço. Tomei um pouco mais de cuidado ao descer as escadas do tamanho do mundo, com medo de cair, me machucar e ficar sem o caderno.

 Parecia não ter fim.

 Eu vou processar a minha operadora!

– Com licença! – gritei em inglês. Eu não sabia muito de italiano, então escolhi não passar mais vergonha em ter uma pronuncia horrível. O turista que sentava sob o barco virou as costas. Usava óculos escuros e provavelmente não estava entendendo nada.

 O gondoleiro também deu uma espiada.

– Com licença! – usei meu tom normal de fala dessa vez e consegui frear antes que eu andasse sobre a água. – Será que...hm... Será que vocês poderiam me deixar apanhar meu caderno? – apontei.

 O turista caiu na gargalhada. Ele provavelmente falava inglês e estava se divertindo bastante com toda a minha situação.

– Claro! Mas por que você não aproveita e vem passear comigo? – O turista tirou os óculos. Era o asiático do milk-shake! Estava na dúvida se o destino estava me sorrindo ou tirando uma peça comigo. Eu não sabia qual era o pior: passar por essa situação com um completo desconhecido e ir embora como se nada tivesse acontecido ou passar por essa situação com uma pessoa mais ou menos conhecida que ainda te convida para passear com ele.

  Kim Junmyeon é um cara bonito e me parecia misterioso, apesar de ser super amigável. Ontem, quando ele me pagou o milk-shake como recompensa de ter devolvido sua joia preciosa, a conversa com ele fluiu muito bem. Ele era interessante e me instigava.

– Eu adoraria, obrigada – subi no barco e apanhei o caderno em mãos, antes de guardá-lo em minha bolsa, para ter a certeza que ele não cairia dentro da água e meu futuro fosse junto. Acenei para o gondoleiro e me sentei ao lado de Junmyeon. Ele vestia uma camisa vermelha listrada com uma calça jeans preta.

Junmyeon

 – Tudo bem com você? – perguntei. Ela estava um pouco suada e arrumava os cabelos que ela achava que tinham saído do lugar. O barco começou a se movimentar nas águas do lago e a brisa das águas levava seu cheiro até mim. Era delicioso.

– Sim – ela sorriu. – Quem diria, corri até você novamente...

 Sorri.

 – Conseguiu se inspirar? – me referi ao livro. Ela o apertou na bolsa parecendo ter certeza que ele não fugiria dali.
 – Sim! Meu coração pareceu parar depois de pensar na possível possibilidade de minhas anotações virarem jantar de peixe... A propósito, esse lago tem peixes?
 – Eu não faço a mínima ideia. Posso ler? 
 – Você sabe ler em português?
 – Não.

 Ela ficou em silêncio, mas eu entendi o recado. Olhei as paisagens e observei enquanto passávamos por becos que faziam parte do passeio. O gondoleiro apoiava-se em janelas para conseguir remar melhor o barco para nós dois. Eu estava confortável com o silêncio, enquanto o gondoleiro assobiava enquanto fazia o seu trabalho. As paredes do beco eram de pedra. Eram cinza e bonitas. Dava um ar tranquilo. Eu estava relaxado. Ouvi um suspiro dela. Pelo visto ela também estava relaxando.

 O passeio infelizmente acabou. Fui o primeiro a sair do barco, enquanto estendia a minha mão para ela. Ela a segurou e saiu depois de se despedir do gondoleiro com um sorriso.

[...]

 Ela escrevia muito rápido e alternava entre escrever e tomar um gole de seu milk-shake. Era noite e estávamos sentados nas mesas de uma sorveteria próxima ao porto. As luzes da cidade se acenderam e refletiam na água. Eu tomava uma casquinha mista.

 – Você está sozinha?
 – O quê? – ela perguntou, soltando a caneta sobre o caderno e desviando seus belos olhos para mim.
 – Está viajando sozinha? – reformulei.
 – Sim.
 – Quer ser a minha parceira de viagem?

 Silêncio. Ela me olhou como se estivesse procurando algum vestígio de que isso fosse uma brincadeira.

Sorriu.

– Você está me dando mole, Junmyeon? – ela perguntou, antes de tomar mais um gole.
– Estou. Você está compromissada?
– Não. Você está?

Ainda não.

Não –  menti. Por mais que eu já estivesse falado com Soo Man, eu ainda não tinha a confirmação – Quem você acha que eu sou?
– Não sei. Mas quero descobrir. 


Notas Finais


aqui na minha cidade é feriado, por isso resolvi atualizar. Eu iria atualizar no sábado, mas eu não estava satisfeita com o capítulo que eu tinha escrito, e estou insegura até mesmo com esse, mas foi o melhor que consegui. Não planejo apagar a fanfic, mas só estou passando por um bloqueio. Um beijo e muito obrigada por ler!
o/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...