História Sweet Madness - Capítulo 14


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Categorias Adam Levine, Ashley Benson, Camila Cabello, Chris Hemsworth, Ian Somerhalder, Lucy Hale, Shawn Mendes
Personagens Adam Levine, Lucy Hale, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Comedia
Visualizações 31
Palavras 4.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, voltei. Estou aproveitando que estou com tempo e com alguns capítulos já prontos que eu tinha feito pra poder postar mais rápido. Esse é a terceira e última parte do cap de Halloween, espero que gostem.
PS: A Penny na fanfic é a atriz Claire Holt.

Capítulo 14 - Halloween (parte 3)


Fanfic / Fanfiction Sweet Madness - Capítulo 14 - Halloween (parte 3)

Assim que voltei para o salão, fui abordada por Penny.

- Lucy, eu preciso falar com você.

- E o que você poderia querer falar comigo? – eu perguntei sem nem um pouco de humor.

- É sobre o beijo com o Adam…

- Ah, o quê? Poupe-me, eu não quero saber!

- Lucy, por favor me escuta, eu não estava afim de roubar o seu desenrolo. – o que? essa garota não está falando coisa com coisa.

- Penny, você está bêbada. É melhor conversarmos uma outra hora

- NÃO! – ela gritou me assustando – É que… Eu queria te dizer que beijei o Adam a força, me desculpa eu não sabia que ele estava com você! Achei que vocês já não tinham mais nada e…

- Espera aí, você beijou o Adam a força? – perguntei para ter certeza.

- Isso, garota esperta! – ela disse batendo no meu ombro – Além dele eu também beijei o Gerente, o Paul, o Fred… – eca.

- Ta bom Penny, eu já entendi que você se deu bem essa noite. – sorri forçado pra ela.

- Eu sei, mas eu queria poder me dar um pouco melhor... – ela disse me olhando de maneira estranha.

- O que você quer dizer com isso? – perguntei sem entender.

Não atiça Lucy.

- Você está tão linda nessa fantasia... – ela disse aproximando se mais de mim. – Mas seu batom está um pouco borrado.

- Aonde? – eu perguntei pegando um espelho e começando a me olhar.

- Aqui. – ela me puxou de repente fazendo-me derrubar o espelho e selou nossas bocas em um beijo.

Penny adevorava minha boca, e eu não tinha forças para me separar dela. Pensei que fosse morrer sem ar naquele momento.

Se não fosse pelo seu desespero e pelo odor de cerveja que vinha de sua boca, eu podia até dizer que o beijo havia sido bom. 

- Ahhhh... – ela murmurou após separarmos nossas bocas.

- Penny, você me beijou! – eu disse ainda descrente.

Aquele havia sido meu primeiro bejo lésbico.

E porra, tinha que ter sido logo com a Penny?

- É, e você não beija muito bem Lucy. – ela riu de mim. Olha quem fala. – Mas tudo bem, olha treina com o gelo, com o pote de Danoninho ou sei lá. Quando você estiver mais experiente, me procura.

Penny saiu de perto de mim e começou a chavecar una outra menina que estava perto do frigobar. Eu fiquei sem acreditar. Eu não sabia que a Penny também jogava em outro time – se é que vocês me entendem.

Mas, será que o que ela disse foi verdade? Será que eu beijo tão mal assim?

Claro que não Lucy, ela só te pegou desprevenida. – eu repeti aquilo mentalmente para mim mesma. Só espero que ninguém da empresa fique sabendo disso. 

Pensei em procurar o Adam de novo para pedir desculpas pelo mal entendido com a Penny (eu realmente havia achado que eles tinha ficado) Mas como eu não o encontrava em parte alguma, desencanei. Fui então atrás do Lance no intuido de pedir para ele me levar pra casa. Essa festa já está ficando insoportavel. 

 

POV Ashley 

 

A festa estava bombando! Sid estava registrando todos momentos com uma câmera tirando várias fotos e gravando vários vídeos para depois postar tudo em seu Instagram. Nesse momento ele estava tirando a minha quinta foto consecutiva com o Ian.

- Arrasaram! – ele disse após bater mais uma foto. – Vocês são o casal mais quente.

- Obrigado Sid. Mas agora chega de fotos nossas, né – Ian disse já sem paciência

- É Sid, tem mais gente que quer aparecer em suas fotos. – eu disse.

 - Eu sei, eu sei. Mas antes, vamos tirar uma selfie – ele disse posicionando-se entre mim e o Ian, ergueu o celular e disse – Digam X. 

- Xisss – dissemos em uníssono. Sid e eu sorrimos para foto enquanto Ian estava com uma feição séria. Mas não importa, ele é fotogênico e fica sexy de qualquer maneira.

Depois que Sid se distanciou, Ian murmurou pra mim:

- Que franguinha mais chata!

- Ah, eu gosto dele – eu ri tomando meu drink. – Vamos dançar um pouco?

- Ah, já estou cansado de dança. Quero algo a mais – ele deu aquele sorriso malicioso que tanto me excitava. – Que tal uma rapidinha?

- Mas aqui? Agora?

- É, os andares de cima, estão todos vazios, nós podemos...

Não o deixei responder, saí o puxando até o elevador. Assim que chegamos no andar de cima Ian nos levou até a sala de Chris. Ao entrarmos o meu vampiro já trancou a porta e me imprensou contra a parede, distribuindo beijos pelo meu pescoço e afastando meu vestido.

Eu comecei a passar as mãos por seu corpo. Nós estávamos ofegantes. Ian agia como se quisesse me devorar todinha naquele instante.

Ele arrastou ligeiramente os objetos que estavam sobre a mesa de Chris e me deitou nela. Começou a alisar minhas coxas, e depois se aproximou de meus seios beijando-os por cima de minha blusa, assim, passando as mãos sobre minha barriga lentamente, e depois voltando para minhas coxas, adentrando minha saia e alisando meu sexo por cima do tecido da calcinha. Eu estava cada vez mais empolgada e querendo me envolver com ele.

Comecei então a tirar sua camisa e passar a mão sobre seu peito nu e sua barriga definida. A respiração dele estava muito acelerada, era como se naquele momento ele já estivesse pronto para um orgasmo daqueles.

Continuei então, abri sua calça enquanto ele fazia um ótimo trabalho massageando meu sexo. Eu tentava abafar alguns gemidos, queria guardar a melhor parte para hora H. Até que Ian desceu minha calcinha e a tirou, fazendo com que eu ficasse exposta para ele. A chama acendia a cada minuto.

Me levantei e encostei Ian na parede, comecei a acariciar seu membro por cima da cueca – o garoto já estava a ponto de bala -, ele agarrou em meus cabelos e me beijou sedentamente. Interrompi o beijo e desci sua cueca e calça até o joelhos. Me abaixei e comecei o meu trabalho introduzindo seu membro em minha boca, Ian suspirou. Fechei uma mão sobre a base de seu membro, comecei a passar a língua sobre a cabeça. Eu revirava a língua em volta daquela pele sensível. Joguei um olhar sexy para ele.

- Hm... você gosta disso? – falei passando mais uma vez minha língua, sobre a cabeça de seu membro. Ian apenas soltou um gemido abafado.

Sem demora engoli seu membro rígido, alternando entre chupadas e passadas de língua e massageando a base do mesmo. Após terminar o meu trabalho ali ele me levantou e me pegou no colo, me levou até o sofá e deitou-me sobre ele. Ian artiu para meus seios, ele os mordia por cima da blusa, enquanto voltava a acariciar meu sexo, ele massageava com o dedão meu clitóris e me penetrava com o dedo médio.

- Hm... isso é tão bom. – eu disse entre arfadas e gemidos.

- É? Você gosta? Então agora vem a melhor parte!

Ian se posicionou sobre mim e me penetrou de uma vez só, fazendo com que eu agarrasse no forro do sofá e soltasse um gemido que provavelmente só não seria escutado por causa do som alto que rolava lá embaixo.

Ele se movia sobre mim com muita maestria, cada estocada fazia com que eu fosse até o céu e voltasse, ele não parava um minuto sequer, ele estocava rápido e depois desacelerava, eu já podia sentir os espasmos tomando conta do meu corpo. Vendo isso, Ian começou a estocar com velocidade outra vez. Como já esperado, o meu orgasmo veio, seguido do dele, que tirou seu membro de mim e soltou seu líquido em minha barriga.

Depois de algum tempo ainda com a respiração descontrolada, nos beijamos e nos recuperamos. Fomos até o banheiro daquele andar nos limpamos e voltamos para o elevador.

- Foi a rapidinha mais gostosa que eu já dei danada – Ian disse puxando-me para si e cheirando meu pescoço.

- Eu também adorei. Quem sabe hoje tem mais – eu disse piscando para ele.

 

POV Lucy 

 

Encontrei o safado do Lance dançando com a amiguinha do Adam, a tal Jullie. Era só o que me faltava.

- Bonito – eu disse batendo palmas, os dois pararam e ficaram me olharam. – Por que pararam? Continuem! – eu disse fingindo animação.

- Será possível que você tem que estar em todos os lugares! – Jullie esbravejou com ódio.

- Ei, calma aí loirinha. A Lucy está comigo. – Lance explicou.

- Ah é, e o que ela estava fazendo com o Adam então? 

- Noé. – eu disse.

- É o quê? – ela perguntou sem entender.

- Noé da tua conta! Lance, eu quero ir embora, pode me levar? 

- Claro. – ele disse já indo comigo. Mas Jullie o puxou de volta. 

- Não, ele não vai a lugar algum. – disse firme – Primeiro você me rouba o Adam e agora quer me roubar o Lance também? O que você vai querer me roubar depois hein Lucy, o meu nome? A minha cara? 

Não me aguentei e gargalhei.

- Pode ficar tranquila. Se um dia eu for roubar a cara de alguém, será de uma pessoa mais bonita. – pisquei pra ela.

- Lucy, você está brincando né. Mais bonita que essa Deusa? – Lance disse fazendo um gesto para o corpo de Jullie. Aquilo foi suficiente para ela já começar a se sentir.

- Lance, você vai me levar ou não? – perguntei já sem NENHUMA paciência.

- Por que não pede para o Adam? – ele perguntou debochado. 

- Não! Essa horrorosa não vai ficar com o Sugar, mas não vai! – acalme-se Lucy, ela só está tentando te irritar, não de atenção. – O Adam é muita areia para o seu caminhãozinho, já eu... – ela não parava de falar, respira Lucy. Você não vai machucar os seus punhos por causa dessazinha, não vai – Nem na cama você deve satisfaze-lo. – ok, dane-se. Depois eu vou ao médico e corto meus punhos se necessário.

Fui até Jullie e dei-lhe um soco nos olhos, como já esperado, isso foi o suficiente para ela começar a chorar. 

- O que você fez? – a idiota me perguntou com as mãos nos olhos.

- Bem... eu te dei um murro. – falei fazendo descaso – Mas é melhor você cuidar disso logo, porque vai ficar bem roxo.

Jullie tirou a mão dos olhos parando de chorar, refletiu um pouco e saiu gritando.

- ANGELA, LIGA PARA O MEU CIRURGIÃO PLÁSTICO, AGORA!

Ué, a Angela também veio para essa festa? Onde que eu não vi.

- Ei Lucy, você não precisava socar a coitada apenas por minha causa. – Lance disse cheio de si.

Eu respirei fundo, contei até cinco, e me aproximei mais dele.

- Feche os olhos, gatinho. – pedi sorrindo.

O idiota me obedeceu e até fez um biquinho, então eu lhe soquei na boca. Ele cambaleou um pouco para trás e voltou massageando a boca.

- Droga Lucy, o quê... – eu não o deixei responder, lhe dei outro soco de baixo para cima, acertando-lhe o queixo e logo seguido de um pontapé entre as pernas, isso foi o suficiente para Lance desabar no chão.

Aproximei-me do infeliz e pisei com um dos meus pés pressionando meu salto “naquela” região.

- Nunca mais me chame para sair de novo. – eu disse apertando um pouco mais o meu salto no local “sagrado dos homens” e depois saí de perto dele.

Fui até o frigobar e peguei uma coca. Fiquei ali bebendo e Chris veio falar comigo.

- É, parece que minhas aulas de “auto defesa”, ou no seu caso “arrebenta defesa”, te serviram para alguma coisa – ele disse rindo.

- Você viu tudo, é?

- Sim. Você é doida Lucy.

- Chris, se você quiser levar também, é só avisar. – eu disse.

- Calma, eu vim em paz.

- Ah, sei.

- Lucy, vai mesmo ficar com essa cara amarrada a festa inteira? Vai se divertir, dar pt, sei lá. 

- Chris, o seu modo de se divertir, é diferente do meu. Aliás que milagre você não estar bêbado como os outros. Palmas pra você – eu disse irônica.

- Dancei tanto que nem tive tempo de beber.

- E você não viu o Adam por aí? – perguntei mudando de assunto.

- Pra quê quer saber do Adam? Você não tinha acabado de dar um fora nele?

- Sim. Mas como você sabe disso? – o encarei.

- Ele mesmo me disse.

- Ah… Você sabe a onde ele está?

- Ele foi embora.

- Como? Dirigindo? – perguntei arregalando os olhos.

- Claro né Lucy, nadando é que não poderia ser.

- E você deixou que ele fosse dirigir naquele estado? – perguntei incrédula. Ele abriu a boca.

- Caralho, eu nem parei pra pensar. – o idiota disse. O dei um soco no ombro.

- Mais imprestável que você só mesmo se tivesse um outro de você! – exclamei. – Faz muito tempo que ele foi embora?

- É, já faz um tempo.

- Nós temos que acha-lo, ele pode acabar sofrendo algum acidente!

- Você acha que nós somos o que Lucy? Super heróis? A gente nunca vai conseguir alcançar o carro dele, e mesmo se conseguirmos, não vamos conseguir para-lo!

- E daí? Nós não podemos é ficar aqui parados. Vem! – eu disse o arrastando até o lado de fora do salão.

- Espera aí, o meu celular – ele disse tirando seu celular do bolso que estava tocando e o atendeu. – Alô?... Adam?

- É o Adam? Me dá aqui – tirei o celular de sua mão e comecei a falar. – Adam, sou eu.

- Lucy? Porra Lucy, você tem que me ajudar. Eu fui parar na delegacia!

- Na Delegacia? Por quê?  – eu perguntei, mesmo já imaginando o motivo.

- Aah os caras são doidos, eu estava apenas dirigindo de boa e eles me pegaram! – ele disse de forma arrastada, mas eu havia entendido.

- Tudo bem. Chris e eu estamos indo pra aí. – eu disse e depois desliguei. 

- O Adam foi preso? – Chris perguntou.

- É, pelo menos foi o que ele me disse. Bom ao menos ele não sofreu nenhum acidente com o carro – eu disse aliviada. – Agora nós temos que ir na Delegacia tirá-lo de lá. 

- Tirando como? Pagando fiança? Mas de jeito nenhum! Ele que faz a merda e nós é quem pagamos? – Chris disse inconformado.

- Depois o Adam arruma um jeito de nos devolver o dinheiro. – eu disse, mas Chris permanecia com a carranca no rosto. – Você vai comigo né? Por favor, eu não estou nem um pouco afim de chamar o Ian.

- Você pedindo por favor ? – ele disse irônico. – É, acho que está amando mesmo.

- Quer parar de falar merda? – eu disse, enrubescendo um pouco.

- Haha vamos lá salvar o seu amado. – ele disse frizando o "amado". Ignorei seu comentário e subi na moto junto com ele, colocamos o capacete e ele deu rumo até a Delegacia.

 

POV Adam

 

Vinte e cinco minutos se passaram, como a Lucy havia me dado um fora eu resolvi pegar a primeira que estava me dando mole. Vimos que a festa estava ficando chata e decidirmos ir embora juntos. 

Eu e a garota que nem sabia o nome já estávamos no meu carro. Dei uma acelerada dando uma sensação gostosa no meu corpo.

- Wooooww – a garota que estava comigo gritou quando eu acelerei. 

- Qual é seu nome?! – gritei

- Phoebe! – ela gritou de volta – E o seu?!

- Eu… O meu nome?

- Sim.

- Eu não me lembro. – disse com sinceridade.

- Tudo bem. Quando você se lembrar, você me fala. – ela disse parecendo não se importar.

Estavamos andando a muito tempo, foi quando decidir levar Phoebe para casa, mas por ironia do destino uma sirene soou atrás de mim e eu parei bruscamente. Eram três motos, um moto tinha um policial careca, na outra tinha um policial de cabelos castanhos e o outro era um policial de cabelos grisalhos. O policial de cabelos grisalhos desceu e veio em minha direção.

- Ai meu Deus! – Phoebe sussurrou nervosa.

- Calmaa, eu cuido disso – sussurrei para ela – Não vai acontecer nada com você.

- Boa madrugada, jovens – disse o policial.

- Boa madrugada! – disse sorrindo.

- Quantos anos você tem meu jovem? – ele me perguntou.

- Tenho… – eu disse contando nos dedos, após alguns minutos pensando eu o respondi. – Acho que eu tenho 25, senhor. 

- E a jovem? – perguntou direcionando para Phoebe.

- Tenho 21. – ela respondeu toda retraída.

- Sabia que estava em alta velocidade senhor... Como se chama?

- Eu não me lembro cara. Mas por que vocês querem saber? Querem uma entrevista? Então é bom marcarem horário, pois já estou com a agenda lotada – disse gargalhando.

- É, acho que nem iremos precisar fazer o teste do bafômetro. – disse o policial de cabelos castanhos.

- Posso ver sua carteira de motorista e o documento do carro? – o policial coroa perguntou-me. Eu abri minha carteira e peguei os mesmos, entregando ao policial.

- De onde estão vindo? – perguntou ele olhando os documentos.

- Eu não me lembro. – respondi e o policial revirou os olhos.

- Estamos vindo de uma festa. – Phoebe o respondeu. Ele me olhou erguendo a sobrancelha.

- Se importa de fazer o teste do bafômetro, senhor? 

- Não me importo cara. Até porque quem não deve não teme, certo? – eu disse rindo mais.

- Exatamente senhor. 

Ele me entregou os documentos e pegou o aparelho, apontou em minha direção. Desci do carro, coloquei o aparelho na boca e dei uma baforada. Phoebe saiu do carro também e agarrou meu braço. Ela era pequena, sua cabeça batia em meu ombro.

- Bom… Parece que vou ter que levar o senhor, passou do limite.

- Vocês não vão me levar a lugar algum! Estão pensando que sou o que, garoto de programa? – eu perguntei consternado.

- Senhor, é melhor ir com a gente numa boa. Se não posso aumentar sua pena por desacato a autoridade.

- Adam, é melhor ir com eles – Phoebe sussurrou, tentando me acalmar. – Não se preocupe, você vai sair dessa.

- Ah, tudo bem. Mas isso não vai ficar assim, vou processar vocês!

- Charlie, toma cuidado por que ele vai nos processar. – o policial careca disse.

- Eu não vou nem dormir hoje. – disse o policial que havia me abordado com um sorriso irônico. Ah esses filhos de uma rapariga…

Me afastei de Phoebe indo em direção ao policial. Ela puxou meu braço, me dando um papelzinho.

- Eu amei essa noite! – ela sussurrou – Não dessa parte – ela disse e eu sorri, guardando o papel em meu bolso. Phoebe me lembrava a Lucy, mas muito menos maluca. E menos atraente, também, mas quem é que liga pra isso? 

- Pode levar ela pra casa? – pedi ao policial.

- Travis cuidara disso, não é Travis? – ele virou para o outro policial.

- Sim senhor – respondeu o policial careca. – Ficarei com ela esperando o guincho, depois levo.

- Obrigada! – ela disse.

Subi na garupa do policial de cabelos grisalhos e agarrei minhas mãos na parte de trás da moto. O policial arrancou com a moto, sendo seguido pelo policial de cabelos castanhos que parecia ser o mais jovem do trio.

15h00min 

- Ei, você – uma moça me chamou e eu me levantei da cela – Você tem direito a uma ligação! – a moça tinha a cara de brava – Quer usa-la agora? – ela perguntou com a chave na mão.

- Claro! – eu disse esperando ela abrir a grade. Já tinha certeza para quem ligar.

Disquei o número do meu irmão mas o desgraçado não me atendia. Com certeza devia estar transando. Aquele medíocre, logo agora que eu mais preciso dele. Pensei em ligar pro Shawn mas pensando bem aquele retardado podia mais me atrapalhar do que ajudar, então eu disquei o número do Chris. Ele me atendeu no segundo toque.

- Alô? 

- Chris, sou eu, você tem que me ajudar! – eu disse rápido demais.

- Adam? – não retardado, é o Darth Vader. Espera aí, eu sou o Adam mesmo? 

- É o Adam? Me dá aqui – pareci ouvir a voz da Lucy do outro lado da linha. – Adam, sou eu.

- Lucy? Porra Lucy, você tem que me ajudar. Eu fui parar na delegacia!

- Na Delegacia? Por quê? – perguntou sem entender. 

- Aah os caras são doidos, eu estava apenas dirigindo de boa e eles me pegaram! – tentei lhe explicar.

- Tudo bem. Chris e eu estamos indo pra aí. – ela disse e depois desligou.

15h:30min 

Estava sentado no chão frio de minha cela. Meu companheiro de cela dormia na cama que tinha, perecia que não estava muito confortável ele se remexia toda hora. Ouvi passos e virei-me para a grade da cela, um policial parou em frente a mesma e olhou para mim.

- Adam Levine? – ele me perguntou.

- É, acho que sou eu sim… – eu disse me levantando.

- Sua fiança foi paga. Venha, você está livre.

A policial abriu a cela e eu saí enquanto o meu companheiro me olhava. 

- Boa sorte cara. – sussurrei para ele, que sorriu e abaixou a cabeça voltando a sua posição inicial tentando dormir.

Após pegar meus pertences, fui indo em direção a entrada da prisão onde o mesmo policial disse que duas pessoas me esperavam.

 

POV Lucy 

 

Nossa, como o Adam demora. Parecia até que queria ficar na cadeia. Alguns minutos depois ele finalmente aparece e abre um sorriso ao ver Chris e eu. Porém eu o olhei com uma face séria, muito séria. 

- Meu amor, você veio me salvar! – ele veio me abraçando.

- Nós viemos. – Chris o corrigiu. – Pagamos a sua fiança, mas eu vou querer minha parte amanhã.

- Chris, outra hora acertamos esse negócio do dinheiro – falei.

Saimos da Delegacia, o carro do Adam estava estacionado ali na frente junto a moto de Chris.

- Olha, não posso levar os dois, não cabem três numa moto. Então, como vai ser? – Chris perguntou me olhando. 

- Leva o Adam. Não se preocupe comigo, eu posso ir andando. – falei.

- Mesmo? – Chris perguntou.

- É... Não pode ser tão ruim. – eu disse fingindo não me importar. A verdade é que eu estava quase mijando de medo de ir andando pra casa uma hora dessas da madrugada, mas eu tinha que fazer isso. 

- Como quiser. Vamos Adam. – Chris disse estendendo o capacete para ele.

- Não. Eu vou ficar com ela! – Adam disse me pressionando mais contra si.

- Adam, vai com ele! – eu disse de maneira autoritária.

- Não, eu quero ficar com você. 

- Então fiquem os dois aí. Eu vou voltar pra festa. – Chris disse dando de ombros e subindo em sua moto. Ele pôs seu capacete e o infeliz saiu cantando pneu.

- Você é burro ou o quê? – eu me manifestei irritada, mas Adam permanceu me olhando com o mesmo sorriso idiota.

Foi então que eu tive uma ideia.

- Adam, cadê as chaves do seu carro?

- No meu bolso.

- Dá pra mim então.

- O quê? Nem a pau, eu vou deixar você dirigir meu carro. Mulher no volante perigo constante.

- Olha quem fala, o que acabou de ser preso por dirigir doidão – eu debochei.

 - Eu fui preso? Quando?

Das duas, uma. Ou o Adam estava se fazendo de idiota ou ele devia estar muito, mas muito ruim mesmo para não se lembrar de algo que aconteceu há segundos atrás.

- Tudo bem Adam. Dirige você.

Ele sorriu pensando que tinha vencido, então, foi abrir a porta do carro.

- Adam, a fechadura não é na janela e você está segurando as chaves do lado errado!

- É que o meu carro tem um segredo...

- Claro, e qual seria? – por que eu sinto que vai sair besteira?

- Abritcésamo – ele disse balançando a mão na direção do carro – Wingardium Leviosa – falou balançando a mão como se fosse uma varinha. – Merda! Expeliarmos. Ta desisto – ele bufou.

- Me dê essa chave aqui – tomei-a de sua mão. – Primeiro, seu carro funciona por alarme, era só você apertar o botão para destravar o carro. Mágica não é mesmo? – ironizei, apertei o botão do alarme destravando-o. – E segundo, entra na merda do carro, porque hoje você está impossível.

Entramos no carro e eu tive que ajudar Adam a colocar o seu cinto de segurança.

- Por que você me trata desse jeito? Só por que eu pago um pau fodido pra você? É? Só por que eu sou o seu servo?

- Adam você nem sabe o que está dizendo! – eu disse já sem paciência e dando partida no carro.

Adam por um milagre divino ficou em silêncio. Acabei tomando a liberdade de ligar o som de seu carro baixinho, tocava Ashes da Celine Dion.

- Ah Lucy, dias assim tem que se repetir mais vezes – Adam falou cruzando os braços atrás da cabeça.

- Claro, claro. – eu disse rindo.

Mesmo louquinho desse jeito, Adam me fascina, a minha vontade era de fazer as coisas voltarem a ser como antes. Quando estou ao lado dele é como se todos os problemas desaparecessem e só restasse o nosso carinho um pelo o outro. 

- Sabe Adam, eu cheguei a uma conclusão!

- O quê? – ele disse ainda com os braços atrás da cabeça, só que agora com os olhos fechados.

- Bem, depois de algum tempo eu percebi que posso confiar em você. Você me trata diferente das outras pessoas, eu me sinto segura ao seu lado e acho que posso dizer... só Deus sabe quanto eu tenho vergonha de dizer isso, mas... eu estou... – dei uma pausa – Apaixonada por você. – o silêncio tomou conta do recinto. Perfeito, agora ele deve achar que eu sou uma idiota. – Adam? Você não vai dizer nada? – o silêncio continuou da parte dele.

Olhei rápido para o Adam e ele estava dormindo. Sorri balançando a cabeça negativamente, rindo comigo mesma.

Ao chegarmos em meu apartamento entrei na garagem e depois de estacionar. Cutuquei Adam para acorda-lo.

- Cara, acorda! – eu disse balançando seu ombro, ele nem se mexeu. – Adam, chegamooos – cantarolei em seu ouvido. Ok, ele fica muito gato dormindo desse jeito. Aproximei-me de seu rosto fechando os olhos e respirando fundo perto de sua boca.

- Lucy, você já pretende se aproveitar da minha pessoa enquanto estou dormindo?

Abri abruptamente os olhos, Adam me olhava com um sorriso cínico – digno de um bêbado – no rosto.

- Haha, pelo jeito você parece bem melhor. Acho que já posso te levar para casa.

- Na verdade! Eu acho que preciso de uma massagem – ele mudou de assunto.

- Aonde, aqui? – falei massageando um ponto dos seus ombros.

- Nossa, perfeito. – ele desfrutava da massagem.

- E agora? – pressionei um pouco mais.

- Hmmm... – ele sorriu para mim.

- E agora? – apertei com toda a minha força.

- PORRA LUCY – ele gritou. – Por que você fez isso? Estava muito bom antes. 

Eu apenas revirei os olhos e sai do carro, deixando Adam falando sozinho, não demorou muito para ele me seguir. 


Notas Finais


Comentem o que acharam, abraços <3


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