História Sweet Madness - Capítulo 5


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Atena, Charles "Charlie" Beckendorf, Clarisse La Rue, Frank Zhang, Frederick Chase, Grover Underwood, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Piper Mclean, Poseidon, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Tyson, Will Solace
Tags Annabeth Chase, Mistério, Percabeth, Percy Jackson, Romance
Visualizações 211
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


I'm back bitches. Não tenho muito a dizer nesse, só espero que divirtam-se :)

Capítulo 5 - Sweet: IV


O resto do fim de semana e a semana em si passaram rápido, com quietude e tranquilidade incomuns. Thalia viajou com o pai, talvez numa tentativa de reconciliação após anos de indiferença mútua. Não vi ou falei com Percy desde a noite da festa, e Luke não ousou ir atrás de mim depois da minha cena na casa dele. Na escola, fora alguns olhares e sorrisos de admiração relutante, não se falava sobre eu ter ficado quase pelada no meio de todos numa festa.

A única coisa incomum em minha semana foi o fato da minha mãe estar em casa. Ela chegou na segunda de manhã e não viajou nem uma vez durante a semana. Era estranho, mas de certa forma muito bom ter o meu café posto na mesa quando eu acordava ou ouvir ela digitando no teclado do notebook até tarde da noite ao invés da solidão característica.

Tínhamos, inclusive, marcado para sair nesse sexta-feira, então foi com certa expectativa que abri o portão de casa e estacionei a minha bicicleta ao lado do carro de Atena após voltar da escola.

Abri a porta e a encontrei deitada no sofá assistindo qualquer coisa que passava na TV. Estava com os cabelos castanhos presos num coque desarrumado, e ela vestia um moletom cinza e folgado, as pernas me cima do sofá e os óculos de leitura largados em cima de um livro que ela mantinha junto ao corpo. Ela tirou os olhos da televisão para me olhar e deu um sorriso.

— Então, onde você quer almoçar? — perguntou animada. Sorri de volta; eu tinha sentido falta daquilo.

— Acho que você pode escolher o lugar dessa vez. Desde que não me leve para aquele restaurante vegetariano como da última vez, aquilo foi horrível.

— Você está em fase de crescimento, Annie, precisa comer coisas saudáveis pelo menos quando eu estiver aqui pra monitorar isso.

— Preciso de algo mais sólido que um punhado de folhas com nomes impronunciáveis. Que tipo de coisa comestível se chama brócolis?

Ela revirou os olhos e resmungou algo sobre eu não saber absolutamente nada sobre comida vegetariana, e me mandou tomar um banho enquanto ela trocava de roupa. Sairíamos em vinte minutos.

XXXXXX

— Deus, há quanto tempo! — Exclamou minha mãe ao tomar a primeira colherada do sorvete que escolhera como sobremesa. — Eu tinha até me esquecido do gosto.

Dei uma risada, tomando meu próprio sorvete. Estávamos em um daqueles restaurantes para turistas que ficava perto da praia, de onde soprava uma brisa fresca e salgada. O sol estava torrando, e muita gente resolvera aproveitar o clima mais ameno do fim de verão para se jogar no mar. Minha mãe e eu, no entanto, não fomos preparadas para tomar banho.

— Então... E aquele menino que você tava saindo? – Perguntou ela após um tempo de silêncio. Eu tinha falado de Luke para ela algumas poucas vezes, mas ela sempre dava um jeito de perguntar se iria se tornar mais sério ou quando conheceria ele. Acho que esqueci de mencionar que não tinha dado certo.

— Não deu certo. Diferenças irreconciliáveis — Dei de ombros. Achei estranho ela ter mencionado Luke agora, quando todo o caso da festa tinha sido tão recente, e fiquei me perguntando se ela sabia de alguma coisa. – Ele insistiu por um tempo, mas eu consegui dar um basta definitivo.

Quase ri quando disse essa última parte, mas consegui me impedir enfiando mais sorvete dentro da boca. Por mais que minha mãe não fizesse o estilo maternal convencional, não creio que ela reagiria bem se eu dissesse o que realmente fiz para me livrar de Luke Castellan. Então, mantive minha boca fechada e deixei que ela a mudasse de assunto.

— E os planos para faculdade? Já decidiu pra onde vai?

— Acho que vou tentar Stanford.

— Ainda pretende fazer engenharia civil?

— Não sei, acho que sim — Minhas opções de carreira já tinham passado por muita coisa. Aos quatro, queria ser babá. Aos seis, astronauta. Meses depois quis me tornar veterinária para cuidar das baleias encalhadas, como se tudo fosse se resolver assim que eu conseguisse o diploma. Aos oito, decidi que seria médica após pegar uma gripe. Aos doze, queria ser atriz e participar de um episódio de Glee.

Quando passei a refletir mais seriamente sobre o assunto, aos catorze anos, minhas opções de carreira já passaram por praticamente todas as áreas conhecidas e eu, prestes a acabar o ensino médio, ainda não tinha total certeza do que queria fazer da vida.

Minha mãe deve ter visto algo em meu rosto porque sorriu, com um dos cantos da boca melados de sorvete.

— Não esquente tanto com isso.

— Meu prazo pra decidir está acabando. E eu quero ter a certeza de que farei algo que eu realmente goste, sabe. Como você.

O sorriso dela vacilou quando eu disse isso. Percebi que de uma hora para outra ela tinha ficado triste. Refiz mentalmente minha fala, procurando o que a fizera mudar o comportamento tão subitamente, mas não consegui notar nada.

— Sobre isso... Não foque tanto na carreira. Há coisas mais importantes.

Me dei conta, de repente, do que se tratava.

— Mãe...

— Escute. Um dos maiores arrependimentos da minha vida foi não ter lhe dado a atenção que merecia. Afastei o seu pai. Te arrastei de um lado a outro do país sem te dar qualquer chance de um relacionamento sólido. Optei por te deixar sozinha em casa enquanto viajo, como se de alguma forma isso fosse melhor. Agora você está prestes a entrar numa faculdade, seguir seu próprio caminho. E eu tenho a sensação de que não fiz o suficiente.

Não costumo ser muito emotiva, mas senti aquele nó na garganta ao ouvir isso. Apesar do que se pode pensar, eu não sinto qualquer ressentimento por minha mãe passar tanto tempo fora, embora a culpa que ela sente por estar quase sempre ausente seja visível no modo como me trata. Depois, ela é a minha única família aqui no país, sendo que toda a minha família paterna reside na Inglaterra, e eu mal os conheço.

Atena Chase fazia o que podia, e isso bastava para mim.

— Você fez o suficiente. — Afirmei.

Ela me deu um sorriso triste antes de chamar a funcionária do local e pedir a conta.

XXXXXXXX

No dia seguinte, eu estava jogada na cama quando recebi uma ligação de Thalia.

Você tem que vir pra minha casa. Agora.

— O que ho...

Agora, Chase.

E desligou o telefone.

Suspirei e joguei minhas pernas para fora da cama. O sol estava quase se pondo, o dia continuava quente como ontem. Minha mãe já tinha arrumando suas coisas para a viagem que faria amanhã de manhã, e tirava um cochilo no quarto dela.

Enquanto vestia uma coisa mais decente que do que meu short de pijama e uma camiseta larga, me perguntei o motivo de Thalia me querer tão urgentemente em sua casa. Ela estava estranhamente lacônica. Desci as escadas e fui até a garagem. Apesar de não ter um carro, eu tinha uma carteira de motorista, tirada por muito pouco. Digamos apenas que minha coordenação motora não é das melhores.

Deixei uma mensagem no celular da minha mãe e saí com o carro dela, chegando na casa de Thalia vinte minutos depois. Thalia vivia em um apartamento bancado pelos pais, no centro de Los Angeles. O prédio tinha uma fachada elegante, e seu interior mais ainda, com sofás alcochoados na recepção e um candelabro antigo pendurado no teto. O porteiro permitiu minha passagem tranquilamente após interfonar para o apartamento de Thalia e eu dirigi-me até lá sem problemas.

Antes mesmo que eu batesse na porta, a mesma se escancarou, revelando uma Thalia agitada.

— Finalmente! — Exclamou, puxando meu braço e fechando a porta atrás de mim quando entrei tropeçando. A sala de estar estava do jeito que eu lembrava, com um carpete fofo forrando o espaço onde três sofás se encontravam em forma de U e a TV.

— O que aconteceu? Foi a viagem? — Perguntei enquanto me jogava no sofá e Thalia ia até a cozinha, voltando segundos depois com duas latas de Coca. Ergui as sobrancelhas. — Não sabia que você tinha qualquer coisa não alcoólica dentro da sua geladeira.

— Annabeth Chase e suas gracinhas. Claro que tenho algo não alcoólico, preciso beber alguma coisa quando estiver de ressaca. E não, não foi nada com a viagem com meu pai. Foi surpreendentemente boa, aliás. O problema não é esse.

— E qual é, então?

Thalia trouxe seu notebook e o colocou em meu colo, ele estava ligado na página do gmail, e havia um arquivo baixado.

— Luke me mandou esse email ontem. Continha um vídeo, e eu já baixei. — Ela abriu o arquivo, e continha nada mais nada menos do que a noite de sábado passado na festa dele. A mesma festa onde eu tinha ficado seminua. A mesma festa que Thalia tinha quebrado uma garrafa na cabeça loura e inútil dele. — Aparentemente, o amigo dele conseguiu recuperar o filme, mesmo com Percy tendo espatifado a câmera.

— E daí? — Perguntei. — Não tem nada demais nisso. O pior que pode acontecer é ele postar em algum lugar e ficarem me zoando por...

— Annie, isso é ruim. Luke pode usar isso pra processar a gente. Invasão de propriedade. Agressão física. E o que mais ele decidir tirar disso.

— Thalia, isso era uma festa ilegal. Bebidas pra menores, cigarro, talvez até algumas drogas mais pesadas. Divulgar isso pra qualquer autoridade é um tiro no pé.

Thalia suspirou, exasperada.

— Pare de ser tão inocente, Annabeth! Os pais dele podem muito bem livrar a cara do filhinho com um estalar de dedos. Se ele quiser, bebidas, drogas ou o caralho a quatro sequer vai ser relevante. A única coisa que vão enxergar nesse vídeo é você quase nua e eu espatifando vidro na cabeça dele. Se meu pai souber, ele vai me matar. E sua mãe? O que ela vai pensar?

Thalia tinha razão. O fato de Luke ter uma prova em vídeo daquela noite, somada com as testemunhas, pode muito bem colocar tanto eu quanto Thalia em apuros. E justo quando eu tinha começado a pensar que tinha me livrado dele de uma vez por todas. Me obriguei a raciocinar.

— Apague o vídeo. Exclua o email — Falei para Thalia, entregando o notebook a ela. — Se Luke te mandou isso ao invés de simplesmente processar a gente é porque ele está querendo barganhar com alguma coisa. Podemos usar isso como vantagem por enquanto, depois nos livramos do vídeo.

— Você sugere um encontro com ele? É uma péssima ideia. Você pode cabar matando ele e ser presa de verdade.

— Bem, foi uma péssima ideia que nos colocou nessa, em primeiro lugar. Ligue pra ele e marque um encontro. Vou tentar pensar em algo até lá.


Notas Finais


Vou chamar os Winchesters pra darem um jeito nos fantasminhas ahsuabsuab
Mas mesmo assim espero que cês tenham gostado.


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