História Sweet Memory - Capítulo 3


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Categorias TWICE
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Indo morar com TaeKook


Fanfic / Fanfiction Sweet Memory - Capítulo 3 - Indo morar com TaeKook

Desde que eu acordei no hospital minha cabeça girava várias vezes tentando lembrar do que acontecerá comigo e quem eu era, mas nada vinha a minha mente, o que me deixava triste. Acho que nunca ninguém teve aquela sensação de não saber quem é, literalmente, e eu sentia isso. Eu não fazia a menor ideia de quem eu era, qual era o meu propósito antes de acordar no hospital, quem era minha família,  amigos e etc. Será que eu realmente não tinha ninguém? Eu passei um ano em coma e se ninguém veio atrás de mim é  por quê eu não tinha. 

Dahyun havia me dado algumas roupas de doação, já que as delas não cabiam em mim, pelo óbvio dela ser menor do que eu. Eu usava um moletom vermelho, calça jeans que mostrava minhas canelas e um tênis azul escuro. 

Jungkook e Taehyung estavam me esperando na recepção do hospital, eu iria morar com eles. 

Antes de eu deixar o quarto Dahyun me chamou para me devolver alguns pertences. Ela me entregou uma muda de roupas rasgadas e uma caixinha. 

- Isso estava com você. – Ela disse me olhando apreensiva 

Eu abri a caixinha e dentro dela havia uma aliança. Olhei para Dahyun sem entender.

- Isso estava com você quando te encontraram. Tive esperança de que despertasse alguma memória.

- Pois é, não foi dessa vez. Acho que o meu caso não tem cura, acho que isso nem deve ser meu. – Sorri de forma melancólica.

- Por que diz isso? – Dahyun me encarou triste.

- Quem iria me dá uma aliança? Ou para quem eu iria entregar? Eu Fiquei um ano em coma e ninguém veio atrás de mim. Certamente deve ser algum erro essa aliança, assim como eu.

Dahyun se aproximou de mim e segurou minha mão forte, mas não forte o suficiente para machucar. As mãos de Dahyun eram pequenas e secas. 

- Você não é um erro! Não fale mais isso de você. Eu seu que deve ter alguma explicação por trás disso tudo e juntas vamos descobrir, mas agora que está aqui e está viva aproveite essa oportunidade. Faça novos amigos. – Dahyun sorriu e seu sorriso era lindo.

- Quer ser minha amiga, já que agora eu não sou mais sua paciente? – Perguntei.

- Seria um prazer, Sam. – Ela continuou sorrindo.

- Então obrigada por tudo. – Abracei Dahyun e fui com JungKook e Taehyung.

(...)

 

Chegamos no apartamento deles, que não era muito grande, mas era bem fofo. Assim que entrei me deparei com um pequeno corredor, onde deixei meu tênis e quando entrei mais avistei a sala e a cozinha, que era dividida apenas pelo sofá. Na cozinha tinha a mesa de 5 cadeiras, geladeira, um mini balcão, pia e outros objetos de cozinha. Ao lado da cozinha tinha dois lados e nesses lados um deles ficava um quarto e o banheiro e no outro um corredor que dava para um outro quarto. Do lado da sala tinha uma espécie de Jardim, onde tinha várias plantas, que os meninos plantaram e algumas cadeiras para observar o tempo quando eles estavam estressados ou algo do tipo. Eu havia adorado o apartamento deles. Eu nunca tinha visto nada igual, ou pode ser que tinha visto sim, mas eu não sabia, eu nunca iria saber. 

Taehyung – Sam, hoje você vai dormir no sofá até arrumarmos o seu quarto, que não tem nada.

- Tudo bem. Só tendo um teto é o que importa. – Sorri para eles e depois abaixei a cabeça.

Jungkook se aproximou de mim e me encarou confuso.

- O que foi? 

- Vocês estão sendo muito bons para mim. Como podem abrigar uma pessoa totalmente desconhecida como eu? E se eu for uma pessoa ruim? Como podem ser tão bons? – Lágrimas percorriam o meu rosto. 

- A gente acredita que você seja uma pessoa boa, Sam. – JungKook falou e Taehyung se aproximou dele, o abraçando por trás e me encarando com um sorriso amistoso. – Não estamos te abrigando por pena, mas sim por quê sabemos que precisa. Quando você se encontrar por dentro e deixar toda essa confusão então você vai poder fazer o que quiser. 

- Eu só não sei quando isso vai passar, mas não se preocupem eu já posso fazer muitas coisas, inclusive encontrar um trabalho.  – Sorri. 

- Ei calma aí, você ainda tá de repouso médico e fora que não é tão simples assim, você vai ter que arrumar documentos para poder trabalhar. Amor, acho que alguns documentos temporários ajudariam ela, não é? – Taehyung largou JungKook e o encarou.

- sim, vai servir até sabermos quem ela realmente era. – JungKook explicou.

- Eu sei bem quem pode te ajudar com isso. – Taehyung – Amanhã você vai pra faculdade com a gente, mas agora deve estar morrendo de fome. Vamos pedir pizza. Gosta de pizza?

- Bobo, como ela vai saber? – JungKook balançou a cabeça negativamente. 

Taehyung sorriu feito um bobo mesmo e eu também. Eu não sabia que tipo de comida me agradava, mas sabia bem o tipo de pessoas que me agradavam ao olhar para os dois.

Depois que comemos pizza eu fui tomar banho e fui pra sala assisti filme com os meninos.

Taehyung estava deitado no sofá com a cabeça no colo de JungKook, que estava sentado. Eu me sentei na cadeira e fiquei observando o filme. 

- Que filme é esse? – Perguntei

- Dez coisas que eu odeio em você. -JungKook respondeu – O filme favorito desse bonitinho aqui. – ele apontava para Taehyung.

- Esse filme é maravilhoso! – Taehyung falou todo emocionado. 

Estava passando uma parte em que o protagonista cantava na frente de vários alunos tentando descolar um encontro com a outra protagonista, quando de repente a campainha tocou e Taehyung correu para atender e quando ele voltou trouxe consigo Dahyun. Eu me levantei imediatamente para cumprimenta-la. 

Dahyun estava de short jeans, moletom listrado e com uma bolsa. 

- O que faz aqui? Veio ver os meninos? – Perguntei.

- Na verdade vim ver você. Precaução médica, apenas. – Dahyun sorriu. 

- Precaução médica, sei. – JungKook falou ironicamente. – Certo, eu e o Taehyung vamos para o quarto namorar um pouco, por favor, não incomodem. Beijos. 

JungKook puxou Taehyung pela mão e entraram no quarto, trancando a porta. 

Eu e Dahyun fomos para o sofá, nos sentamos uma de frente para a outra. 

- Bem, vamos começar? – Ela perguntou.

- pode me examinar. 

Dahyun se aproximou de mim e começou a examinar minha cabeça, tocando com as pontas dos seus dedos, fazendo cócegas. Dahyun estava muito perto de mim, pude ver bem o seu rosto e ele era bonito, como um anjo. Foi o primeiro rosto que eu vi depois de muito tempo presa em um sonho sem fim no qual eu não lembrava de nada. Ver o rosto de Dahyun era como ver uma borboleta e não sei por quê sentia isso, mas ela me trazia tranquilidade. 

- Está doendo? – Ela perguntou. 

- Tá não. – Respondi. 

Dahyun agora me encarava e estávamos próximas demais uma da outra. Isso era certo? Eu só a conhecia a uma semana e já sentia algo por ela, acho que era amizade de verdade. 

- enfim, acho melhor você ir dormir cedo hoje, amanhã já pode fazer atividades mas bem simples, algo que não exija tanto.

Fiz que sim. 

Olhamos para a televisão quando um comercial nos chamou atenção. A TV estava alta e uma música começou a tocar, fazendo Taehyung sair correndo do seu quarto. Ele estava com o zíper do short aberto, mostrando parte da cueca box e sem camisa, mostrando seu corpo bem definido. Assim que a música tocou ele começou a dançar na frente da sala, fingindo ser um modelo. JungKook veio logo atrás, ele estava sem camisa, mas com o short abotoado. Ele olhava para o namorado com reprovação.

- Estávamos quase no meio de uma foda e esse filho da puta para pra ver comercial de famosa. – JungKook fez face palme.

- Não é uma famosa qualquer, é a minha celebridade favorita. – Taehyung parou e explicou de forma categórica para o namorado.

Eu olhei para Dahyun e comecei a rir, ela também riu. 

- Esses dois são assim mesmo, vai se acostumando. – Ela falou.

Olhei para a TV e vi que a celebridade era uma jovem muito bonita, ela era modelo, bem alta e cabelos castanhos e ela tinha uma franja. Seu semblante era sério, ela bem tinha uma expressão fria.

- É normal ela ser assim seria? -Perguntei.

- Essa mulher é mal amada. Não sei como o Taehyung gosta dela, se bem que sei, é só por quê ela é a mulher mais rica do mundo. Quer dizer, uma das. É a socialite mais jovem do mundo e rica, porém parece que tem merda de baixo do nariz dela de tão cara de soberba que tem. – JungKook deu nos ombros.

- Não fale assim da minha Tzuyu. Um dia ainda vou conhece-la e ter um dia de beleza com ela. Eu exijo que retire tudo de ruim que disse sobre ela.  – Taehyung correu até o moreno.

- Eu não vou tirar nada. Eu sei bem do que tô falando. 

- Isso é inveja. Você queria ter a vida que Tzuyu leva, glamorosa, cheia de viagens internacionais e felicidade.

Olhei bem para a garota da propaganda e percebi que JungKook tinha razão, ela parecia ser tão soberba.

- Sinceramente, quem gostaria de ter uma vida igual a dessa garota? Ela pode ter dinheiro, mas parece tão infeliz. Eu sinto pena dela. Sinceramente, prefiro esse apartamento a morar em uma mansão enorme e viver de forma seca, como ela aparenta. – Falei. 

Dahyun ficou me encarando com um sorriso surpreso. Eu havia dito algo de ruim?

Os meninos voltaram para o quarto e eu fui deixar Dahyun na saída, indo até o portão de fora com ela.

- Aquilo que você disse agora a pouco foi muito bacana. – Ela falou. 

- Acha que eu exagerei? É o que eu acho. – Sorri sem jeito. 

- Não mesmo. Sabe, eu também tenho o mesmo pensamento. Eu prefiro as coisas mais simples. 

- Pois é, eu também. Desde que eu acordei eu só consigo me imaginar morando em um lugar afastado, perto da natureza e longe da civilização e modernidade. Não sei, mas acho que isso é a única coisa que tenho na cabeça.  Talvez um dia eu faça isso, já que não sou presa a nada, aparentemente. – Sorri.

- Sam, isso é uma vontade que eu também tenho. Penso em morar em um lugar afastado e que eu possa ajudar as pessoas desse lugar, regiões mais afastadas. Apesar de te conhecer a pouco tempo somos bem parecidas, mais do que pensei.  

Me aproximei de Dahyun e por um momento ela ficou séria. Era inevitável não querer estar perto dessa baixinha de áurea tão boa. 

- Quem sabe um dia não fugimos? – Falei, mas porra... sério que eu disse isso? Dahyun sorriu.

- Não que eu esteja te cantando. – Me retratei.

- Ah sim, se não ia dizer que a Momo não iria gostar. – Ela terminou de sorrir.

- Quem é Momo? – Perguntei.

- Minha namorada. – Ela sorriu. Droga, ela tinha namorada. 

O táxi de Dahyun chegou. Ela me deu um beijo na bochecha e correu para dentro do carro e partiu. Eu fiquei observando-a enquanto tocava meu rosto, no local onde ela havia me dado um beijo. O beijo de uma borboleta. Eu poderia alcançar o céu com isso. Porém eu não sabia o que esperar amanhã, pois não há nada no mundo depois de um sonho infinito e esse é o único sentido que tenho e eu não posso perde-lo. Mesmo sabendo que as asas de Dahyun não são confiáveis, eu não posso perde-la, algo me faz querer ficar próxima dela, como ua boa amiga, será?

 

 

《 Tzuyu 》

•Taiwan 

Eu estava em mais daquelas sessões de fotos. Eu não estava sozinha, estava com a minha amiga Jennie. Nós tínhamos o mesmo estilo de vida e éramos o que muitos consideravam de socialite, mulheres que mantinham um padrão de riqueza, nós éramos as jovens mais ricas que existiam e éramos famosas por isso. 

Quando terminou a sessão de fotos fomos comemorar mais um dia de trabalho. Eu, Jennie e nossa equipe ficamos no Studio até tarde tomando champanhe e ouvindo músicas. Eu já era de maior então poderia fazer uso de bebida a vontade. 

Eu estava com as garotas quando me afastei para pegar mais champanhe, e fui puxada de repente para o outro lado da sala, que estava vazia e pouco iluminada. Quem havia me puxado fora Wonho, que me encostou na parede e começou a me beijar. Eu retribui seu beijo, pois tínhamos um caso, mas ninguém sabia. Não era como se eu o amasse, mas ele era algo que me fazia passar o tempo.

Wonho deixou de me beijar e me encarou. 

- Quando todos vão saber sobre nós? – Ele acariciava meu rosto com delicadeza com o dedo.

- E por quê saberiam de nós? – questionei. 

- Até quando você vai ficar sem me assumir, Tzuyu? – Wonho perguntou categoricamente.

- Nós não temos nada para assumir, pensei que tivesse deixado isso bem claro. – Falei séria, me afastando dele. 

- Até quando vai ficar com medo de relacionamentos? Eu só quero o seu bem, Tzuyu. 

- Eu já disse que deixei bem claro sobre nossa relação. Por qual motivo exige tanto de mim? – Dei as costas para Wonho e o deixei sozinho, voltando para os outros. 

Me aproximei de Jennie e a chamei para ir embora. Olhei para o lado e vi que Wonho havia voltado e me encarava sério, mas não se aproximou. Jennie saiu para chamar o motorista e não demorou muito. 

Saímos pela saída de emergência, onde não havia nenhum fã, entramos no carro e eu finalmente pude fumar. 

- Nossa Tzuyu, você ainda está com esse vício? Faz quanto tempo? Um ano? – Jennie perguntou.

- Quase isso. – Respondi. 

- Você ainda está tomando aqueles remédios? 

- Não, não estavam me fazendo bem. – Dei nos ombros tragando o cigarro. 

- É bom te ver bem melhor depois de tudo. Fazem um ano não é? Ou quase isso. – Jennie me encarava com pesar.

- Acho que sim. Sinceramente eu até esqueci. – Assoprei a fumaça toda para fora. 

- Que bom amiga. 

Depois que cheguei na minha enorme cobertura, tirei os saltos, jogando em qualquer canto da casa. Liguei o som e começou a tocar uma melodia sensual, peguei meu maço de cigarro, uma garrafa de vinho e fui até o banheiro, me sentei na banheira onde acendi meu cigarro, bebi o vinho no gargalo e comecei a chorar. Abri meu celular e vi novamente a foto da Sana. Eu fazia isso todos os dias e mesmo com tempo eu não conseguia esquece-la. Tudo para amenizar a dor que ela me causava. Eu havia tentando muitas coisas para parar essa dor, eu tentei inclusive me matar. Eu não sabia existir em um mundo sem Sana, o meu amor. 

- Por quê você teve que morrer, Sana? Eu queria pelo menos ter um corpo para enterrar. – Me encolhi na banheira e chorei mais ainda. 



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