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História Sweet Night - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Esta história entra em um mundo que amo, onde há príncipe do bem, guerras e reis malignos... Espero conseguir realmente trazer na escrita tudo que está na mente!
Me esforçarei, pois TaeTae, meu querido menino merece!!
Vivemos momentos de terror no mundo, dias piores ainda virão, mas que não percamos a fé e nos permitamos fazer o que amamos, no meu caso é escrever...

Capítulo 1 - Nine O'Clock


Fanfic / Fanfiction Sweet Night - Capítulo 1 - Nine O'Clock

No século XVII nascer príncipe não é uma escolha, apenas você cai naquela família que se importa com estas coisas de realeza, mas ser o segundo filho era interessante, pois ninguém esperava muita coisa e também havia a liberdade de andar por aí sem ser notado.

Tae fora uma criança arteira e sorridente, juntava-se aos seus dois amigos Jimin e Safira e transformavam o castelo em um parque de diversões, o amigo era filho do chefe da guarda do rei, enquanto ela, a mais nova do grupo, aparecera um dia qualquer, não tinha os quatro dentes da frente, o cabelo cortado como de um menino e com uma agilidade de dar medo, ela e sua “mãe” vieram para o castelo trazidas pelo pai de Jimin, foram trabalhar na cozinha, mas a menina só aparecia lá para furtar alimentos, foi exatamente este hábito de “mão leve” que os aproximou.

Inicialmente Jimin a odiava, pois muitos diziam que ela era uma filha bastarda de seu pai, mas a própria mãe lhe explicou que ela era filha de um grande amigo de seu pai e do rei, mas era segredo e ele jamais contaria a alguém. Assim eles passaram a observá-la, ela parecia um gato subindo nos muros e árvores, se enfiava em todos os buracos que encontrava e roubava como ninguém, também adorava nadar no riacho.

Um dia ela foi pega roubando um brinquedo no quarto do primeiro príncipe, para que ela não fosse castigada, Taehuybg assumiu a culpa dizendo que a abrigou a pegar escondido para ele, exatamente desta forma, após algumas palmadas, ambos se tornaram amigos e transformaram o castelo no seu mundo encantado, não havia porta secreta, corredores sombrios, galeria, ou calabouço que eles desconhecessem.

   Eles tiveram toda a liberdade do mundo até o pequeno príncipe completar os seus 10 anos, foi quando seu irmão adoeceu e nunca mais foi o mesmo, a fraqueza dos pulmões o transformaram em uma pessoa mais mesquinha e desagradável. Com a incerteza de que seu irmão viveria dias de glória como um rei a vida de Tae mudou,  ele já não era mais tão desnecessário, ou deixado de lado, várias obrigações e aprendizados lhe foram destinados, em um momento de piedade o rei determinou que Jimin fossem seu pajem e o acompanhasse em todas as obrigcações, mas Safira desaparecera, como num passe de mágica, simplesmente ela e sua “mãe” não estavam mais lá.

Inicialmente os meninos sofreram, por várias noites dormiram chorando de cansaço e saudade da amiga, mas com o passar do tempo, o exaustivo treinamento onde aprenderam sobre todas as ciências possíveis, a arte da guerra, como um nobre deve se comportar na sociedade e claro os 12 anos que se seguiram lhes transformaram o caráter e comportamento ao ponto de serem quase sem emoções, os sorrisos foram trocados por olhares frios, os movimentos de descontração se tornaram perspicazes e calculados, a mente estava sempre agindo no futuro e o coração esquecido.

 - - - - - XX - - - - -

- Vossa majestade. – Jimin reverenciava o amigo, ele se tornara a sombra de Taehyung, um exímio homem de guerra, seus traços doces e delicados escondiam um homem capaz de matar em  segundos, não tão fiel ao rei como ao segundo príncipe, aprendera a arte de envenenar de todas as formas, até mesmo com dardos, sabedoria importada de terras distantes.

- Já disse para parar com estas baboseiras quando estamos a sós, Jimin o que você acha?

- Temos que tomar cuidado, não sabemos o que passa na cabeça do seu irmão, parece que depois de se tornar rei o único objetivo dele é que você esteja a frente nas guerras, e não paramos de invadir e invadir, não consigo entender se ele quer poder, ou tem medo que você tome o poder.

- Sinceramente, nunca achei que iria para guerras invadir outros lugares, devemos nos proteger, mas matar outras pessoas assim, se não fosse o instinto de sobrevivência...

- O que você acha deste lugar? Esta tapera era o único lugar que encontramos para suprir as necessidades de nossos homens. – Jimin sabia o quanto seu amigo odiava matar.

- Vinho, comida e prostitutas... Acho que eles precisam um pouco disto antes de chegarmos ao nosso destino.

- E você não? – O sorriso de Jimin se estendeu, pois o segundo príncipe era famoso por ser um sedutor incontrolável na corte, ou no mundo.

- Sinceramente meu amigo, hoje eu não estou interessado, preciso de um banho e descansar.

- Que assim seja vossa majestade. – a reverência desta vez tinha um sorriso de maldade- Não gosto de competir com você. – Ele deu um tapinha no ombro de Tae e saiu para se divertir.

Jimin era um cara mediano, seus olhos eram da cor dos cabelos: castanho, os quais, por sinal, estavam sempre sedosos, sua pele branca era um grande contraste no meio dos outros soldados, seu corpo era totalmente voltado em músculos, suas barriga era tão definida que as mulheres emitiam gemidinhos só de olhar, não obstante ele era conhecido por ser um dançarino fascinante e seu rosto delicado enganava o homem dominante e extremamente sádico na cama, sua fama se espalhava por sempre deixar paixões por onde passava e as mulheres estavam em polvorosa ao vê-lo chegar.

Discreto ele observava a todos, tomava seu vinho de forma tranquila enquanto comia um bom pedaço de pernil com pão.

- É uma honra recebê-lo mestre Jimin. - A cortesã do prostíbulo.

Ele apenas assentiu com a cabeça.

- Posso me sentar? – Uma jovem linda que a acompanhava perguntava com um sorriso onde podia se ver ouro nos dentes.

- Eu estou comendo, se precisar a chamarei mais tarde. – Ele era assim lindo como um anjo e estúpido como uma besta, a jovem suspirou e saiu andando, ele a observava e imaginou que cavalgar naquela garota seria incrível, mas lhe faltava algo e ele gostava de sempre procurar este algo, por mais que soubesse que nenhuma deles teria os braços da mulher que era dona de seu coração, um amor de infância é algo que nunca poderá ser vencido.

Os seus olhos varriam o ambiente, foi quando algo lhe chamou a atenção: dois soldados seguravam os braços de uma jovem, enquanto um terceiro se sobrepunha sobre ela, que lutava para se soltar, antes que se levantasse viu algo incrível, aparentemente a garota havia arrancado um pedaço da orelha do seu algoz e ele puxou sua espada para ela, como um puma ele saltou sobre as mesas e gritou:

- Baixe esta espada imediatamente. – O homem o olhou incrédulo, pois reconhecera a voz do seu superior, mas não sabia o motivo dele proteger uma prostituta.

- Senhor esta jovem arrancou um pedaço da minha orelha.

- Você a forçava a fazer algo que ela não queria, soltem-na imediatamente!

O normal seria uma mulher naquelas circunstâncias sair correndo, mas ao ser solta ela encarou o cara que levou a mordida e disse:

-Eu vou repetir para você: EU NÃO SOU UMA PROSTITUTA, apenas sirvo as mesas. – E sem nenhum medo em seu rosto lhe deu um belo chute nas partes baixas, virou-se e saiu caminhando.

Jimin estava de boca aberta, não podia acreditar no que estava vendo, ela podia ter crescido, sua pele estava mais queimada do sol, seus cabelos estavam muito maiores do que na infância, mas aqueles olhos verdes, o tom ousado e ameaçador só podiam ser de uma pessoa: Safira.

- Hei, espere, eu quero falar com você! – Ela nem olhou para trás e entrou na cozinha, mas ele a seguiu. – Hei garota estou falando com você!

Ela se virou para ele segurando uma faca: O que foi? Vocês soldados parecem que estão no cio... Jimin! – Ela estava tão cega de raiva que nem olhou para o cara em cima da mesa, mas aquele sorriso divertido e olhos pequeninos só podiam ser dele. – JIMIMMMMMMM!!

Safira largara a faca e se jogara nos braços do amigo que a rodou igual quando eles eram pequenos, com a diferença de que agora ela tinha seios e grandes seios.

- Onde você encontrou tudo isto? – Ele apontou para os seios dela e riu.

- Não seja tolo, você só desenvolveu o corpo, o cérebro parou nos seus 10 anos? – Ela sorria, pois sabia que ele não tinha maldade alguma com ela.

- Com 10 anos eu já admirava belos seios, era só que você não os tinha! Taehyung não vai acred....

- Safira, Safira! Meus Deus Safira te machucaram? – A mulher a segurava em um dos braços e a conferia para ter certeza de que não havia se machucado? – Mostre-me quem foi e eu vou matá-lo. – Ela falava olhando para Jimin quase o fuzilando.

- Não fui eu! Mas posso te garantir que ele nunca se esquecerá dela, pois além de um chute no saco o infeliz perdeu um pedaço da orelha.

- Quem é você?- A mulher o encarava olho no olho, apesar dele não ser alto, era difícil encontrar uma mulher quase de sua altura, mas esta era,foi quando ele reconheceu aquelas bochechas rosadas e cabelos loiros presos em um coque, um olhar gélido e escuro lhe dava um ar de perigoso, mas que no fundo guardavam marcas de uma tragédia. Sim era ela Cristal!

- Mamãe ele é Jimin? Você não se lembra dele?

- Jimin? O pequeno Jimin, meu Deus é um homem agora! – Ela o abraçou e ele se arrepiou, ela não era mãe de Safira, o pai dele inventara esta mentira para não serem separadas, ou molestadas, a irmã era 10 anos mais velha que ela, eram filhas de um arqueiro que servia o rei em anonimato, seu pai havia morrido em nome do rei, porém nada receberam, apenas foram expulsas de sua terra e quase vendidas como escravas, o pai dele chegara no dia certo para encontra-las. Ele as levou para o castelo mantendo segredo de suas identidades, achando que assim poderia protegê-las, mas meses depois ele veio a falecer, e tanto elas, como a sua família viveram a mercê de um rei excêntrico e egoísta. O Grande segredo de Cristal era que ela era uma excelente arqueira, que praticava toda madrugada, ele perdeu a conta de quantas vezes a espiou, até que um dia ela passou a ensiná-lo, ele nunca tinha visto uma mulher tão corajosa e capaz. Porém o que mais lhe marcara era quando ele se esgueirava com Tae para verem a irmã mais velha de Safira tomar banho no riacho, o corpo dela o enfeitiçara, poderia dizer que era a entrada na adolescência, mas o fato é que nunca a esqueceu e agora ela estava ali.

Quando ela o soltou ele estava tão absorto entre lembranças, sentimentos e surpresa quee apenas se curvou a cumprimentando.

- Senhora é uma honra reencontrá-la.

- Que isso garoto, eu envelheci, mas não me casei, ainda sou uma senhorita. – Ela falou sorrindo e ele ficou perdido no sorriso que muitas vezes ele se esforçou para não esquecer.

- Ouvimos dizer que o príncipe Kim Taehung III estaria aqui, mas não imaginamos que encontraríamos com um de vocês dois.

- Ei vadias eu não pago vocês duas para conversarem, este lugar está um inferno e vocês aí paradas.

- Desculpe Jimin, temos que trabalhar, foi bom reencontrá-lo. – Safira piscou e Cristal já havia sumido entre a porta. Ele não podia acreditar, o rei havia lhes dito que as duas tinham ido trabalhar para o duque Hoseok, eles foram muito inocentes nunca tendo ido chegar, aquele lugar não era para elas, e se não fosse a urgência de encontrar o amigo e lhe contar a novidade, iria mostrar para aquele otário quem eram as vadias.

Correndo Jimin saiu procurando Tae, mas por mais que o procurasse não conseguia encontrá-lo.

 - - - - - - XX - - - - -

O Silêncio fora cortado por um assovio, Taehyung conhecia bem aquele chamado, ele se encontrava sentado no muro que protegia o vilarejo, estava observando as estrelas, muitas vezes era nelas que encontrava a sua paz, sem pestanejar ele apenas deu um pirueta e caiu em pé no chão.

Um novo assovio, assim ele pode entender que não er nada grave e respondeu o amigo tocando sua flauta, em menos de um minuto seu jovem amigo se apresentava.

- Tae venha comigo, Safira está aqui.

- Safira!

- Sim ela trabalha na taverna servindo mesas.

- Como assim?

- É o que precisamos saber.

Rápido eles retornaram ao local barulhento, as cenas eram assustadoras, por falta de quartos homens e mulheres se entregavam a luxúria na frente de todos, eram muitos mais homens que mulheres, as cenas eram de dar nojo, e intimamente o príncipe se sentiu envergonhado por ver seus homens naquela situação, alguns ao vê-lo paravam suas atividades físicas e se levantavam tentando prestar reverência, o que tornava aquilo tudo mais nojento e constrangedor.

- Como ela pode estar neste ambiente? – uma batida no ombro e ele viu o amigo apontar para um canto onde uma mulher limpava uma mesa.

- Safira! – A voz de Taehyung fez um silêncio parar no ar, todos o olharam, abaixaram a cabeça na presença do príncipe, apenas ela permaneceu altiva, com um sorriso no rosto, ambos caminharam na mesma direção, ao chegarem perto o suficiente, ele a puxou, jogou sobre os ombros e saiu carregando como se nada no mundo existisse além dela.

Na infância por vezes ele fizera isto com ela, e em todas as vezes a jogou no riacho mas agora não havia riacho para justificar aquela ação, ele caminhava com passos largos, atrás vinham Jimin e Cristal sem entender direito o que ele estava fazendo.

- Veja não é prostituta, mas o príncipe pode a carregar. – Jimin não acreditava mesmo sem um pedaço da orelha o cara estava ali reclamando, bastou o olhar de Jimin para ele reverenciar seu amigo.

Após estarem a uma certa distância daquele lugar ele a soltou, não disse uma palavra, apenas caminhou para frente, voltou, ergueu a mão e apontou o indicador para ela, fez menção de falar, mas fechou a boca e balançou a cabeça negativamente e a encarou nos olhos.

- Você ficou louco principezinho? Ela sempre o chamou assim e seu olhar se divertia com a cara dele, pois sabia o que ele iria dizer, o tempo passara, mas ele ainda era protetor.

- Aquele lugar, como vocês estava lá dentro? Eles poderiam te machucar!

- Eu os mataria antes lhes cortando os testículos! – A voz de Cristal surgiu de fundo.

- Cristal! – Tae olhou para ela surpreso, ela permanecia a mesma mulher, linda e com uma boca ferina.

- Como vocês vieram para aqui? Vocês não estavam com o duque Hoseok?

- Duque? Nós fomos levadas para sermos vendidas como escravas, nossa sorte foi que bobearam e conseguimos escapar, não constavam com minha habilidade com facas. Fomos perseguidas por um bom tempo, até que conseguimos nos esconder no meio de ciganos. Infelizmente um deles decidiu que deveríamos nos casar, novamente fugimos e viemos parar aqui.

Ele não podia acreditar que seu pai o traíra, ele prometeu se comportar nas aulas por causa do bem estar delas, deveria saber que não podia esperar nada dele, era como seu irmão: um covarde, manipulado por outros e extremamente sem dignidade.

- Vocês não podem ficar neste lugar!

- Nós não temos para onde ir, pelo menos aqui temos o que comer e onde dormir.

- Vocês terão o mesmo conosco e eu e Jimin protegeremos a honra de vocês.

- Honra! – Cristal riu. – Me perdoe querido príncipe, mas o que menos queremos é estar próximas de pessoas que respirem o cheiro do trono.

- Cristal sou eu, você conhece o meu caráter.

- Tae, eu conversarei com ela. – Jimin apontou para frente e caminhou sendo seguido de perto.

- O que ele pode dizer que eu não diga? – Safira sorriu talvez fosse a hora dele saber a verdade, mas não cabia a ela decidir.

- Me conte sobre sua vida, não o vejo a tanto tempo, agora você étão alto, ela deu um pulinho tentando tocar o topo da cabeça dele.

- Como se atreve a tocar na cabeça do príncipe? – Ele deu o mesmo sorriso de criança, não sabia como podia encontra-lo novamente e tão rápido dentro de si. – Terei que castigá-la, onde tem um riacho por aqui?

Ela começou a rir, ele era o mesmo garoto doce e gentil , ó que muito mais bonito, seu corpo era magro, mas sua estrutura óssea era larga, seus ombros e quadril eram encantadores, deixavam uma mulher com o instinto alerta, o sorriso era tão largo quanto e os olhos tinham um fogo que ardia, como se brasas lá fizessem morada, seu cabelo era extremamente liso e queixo quadrado o transformava em um homem sexy, a pele morena se perdia na beleza de suas mãos, os dedos longos, com unhas perfeitas, provavelmente as mãos possuíam os calos de quem empunhava uma espada por anos, ela o imaginou em sua armadura e de repente percebeu que ele era um homem.

- Qual o problema? – Ele tocou-lhe a testa com um dedo – Você esta corada, o que houve?

- Nada, eu apenas preciso fazer xixi. – Ela saiu correndo e ele começou arir da honestidade dela.

 - - - - -XX - - - -

- Escute você não pode culpa-lo.

- Ele é filho daquele traidor!

- Não fale assim, ele era o rei.

- Mas traiu os nossos pais! Sua mãe Jimin morreu de tristeza, isto não te faz querer se vingar?

- A vida nos vingou, você está muito amarga, não pode culpa-lo por causa do pai.

- Você não sabe o quanto já sofremos, na verdade Jimin eu tive que viver como mulher de um cigano, um velho nojento e asqueroso, e só fugimos por eles quererem casar minha irmã. Você sabe por que eu não estava lá quando a agarraram? O que você acha?- O olhos dele se encheram de terror – Te assusta ouvir, isto mesmo Jimin, eu estava vendendo meu corpo para poder ganhar um pouco mais de dinheiro. Amarga?! Acho que ´o mínimo do que eu deva sentir.

Ele a olhava nos olhos, já havia visto coisas absurdas, mulheres e crianças serem assassinadas sem piedade, a fome e doenças consumirem vilarejos inteiros, mas aquela declaração destruíra toda a força que ele tinha, o seu chão havia se tornado um precipício e ele se sentia em queda. Suas mãos seguraram seu rosto, seus olhos ficaram pesados, a última vez que sentiu esta dor foi quando enterrou seus pais com a diferença de dois meses, ele a puxou para si, seu abraço era um pedido de perdão ou culpa, não sabia naquele momento em qual sentimento se entregar.

- Cristal eu não...

- Não se condene, esta é a vida, bem vindo a realidade, o que importa é que eu não a deixei sozinha.

Jimin se ajoelhou – Cristal de agora em diante minha vida será usada para proteger vocês, minha fidelidade e honra entrego a vocês.

Ela se sentia de volta ao passado, quando em um momento de desespero, após ser violentada e estar sendo vendida como escrava, um homem apareceu e ajoelhado lhe prometeu proteção. Nunca duvidara de lorde Park, ele era um homem honrado e amigo de seu pai, agora via seu filho lhe fazendo o mesmo juramento e se perguntava se ele merecia este fardo.

- Levante-se Jimin, seu pai já fez muito por minha família. – Ela ainda não sabia, mas a partir daquele momento ele só receberia ordens dela.

 - - - - -XX - - - - -   

Os soldados não entenderam, mas naquela manhã eles partiram com um cavalo a mais e duas mulheres montadas nele, sendo que uma carrega um arco e flecha, era proibido para mulheres lutarem, mas o príncipe parecia desobedecer esta lei.

Os dias se passaram, as moças dormiam sempre próxima ao príncipe ou o mestre, por mais que todos perguntassem nada fora dito, mas diariamente aquelas mulheres treinavam com suas armas e eram assustadoras, a irmã caçula usava adagas com uma habilidade nunca vista, além de também usar o arco muito bem.

- Mulheres no campo de guerra! Isto é um absurdo!

- Mas elas são mais capacitadas que nossos homens.

- Você diz isto por temer aquele moleque, todos o temem por causa da sua habilidade com venenos.

- Elas são amigas do príncipe! Entenda ele as protege.

 - Quero ver quando isto chegar no ouvido do rei.

 - - - - - XX - - - - -

A batalha foi sangrenta e difícil, eram poucos homens lutando a favor deles, mas mesmo assim saíram vitoriosos, porém algumas coisas estavam fora da sintonia: o príncipe fora ferido e só não morreu por que uma mulher lhe salvara a vida, sim a arqueira. Jimin se afastou de Tae quando percebeu que Safira corria risco e exatamente Cristal que tanto odiava aquela família real entrara em cena.

Os homens passaram a respeitá-la ela parecia uma fera matando a distância, seus alvos recebiam flechadas estratégicas e letais, ao ver que 5 homens cercaram o príncipe, ela seguiu atirando, cada flechada um abatido porém suas flechas acabaram, e correndo ela pegou um uma espada e conseguiu matar o homem que atingira o príncipe, o protegeu o tempo todo, ficando também machucada e tendo a certeza de que eles haviam ido para uma emboscada.

Safira não saiu do lado de seu amigo que delirou com febre e chamou pela mãe, nos olhos dela se colhia o desespero de quem temia pela vida de alguém importante. Muitos acusaram a Jimin e até intentaram prendê-lo, mas Cristal interferiu e como passara a ter respeito, eles resolveram esperar pela decisão do rei.

Aos poucos o jovem príncipe foi recobrando a saúde, seu ferimento não venceu sua jovialidade, apesar de fraco ele conseguia conversar e assim falara sobre vários assuntos com Safira, percebera que ela vivia em um mundo difícil, mas manterá sua inocência, Cristal a poupara de muitas coisas, ela lhe contou das músicas e danças ciganas, das andanças e principalmente das perseguições. Descreveu cenários maravilhosos, repleto de flores, pássaros e paz.

Ela esteve em alguns reinos, os ciganos são livres e ele os invejou, todos os reinados que estivera fora pra invadir e causar dor se sentia envergonhado e não conseguia falar, precisava apenas ouvir Safira lhe contar sobre seus dias felizes, se ela encontrara felicidade ele também era feliz. Ele não sabia explicar exatamente o sentimento dentro de seu peito, mas parecia que seu dia só começava quando via aquela menina faceira chegar, o sorriso largo e os olhos que ele por vária vezes se perdeu o deixavam com uma dor diferente em seu coração.

Em alguns momentos desejou cavalgar com ela por estes lugares e sentir os seus cabelos lhe encobrindo o rosto, poder abraçar-lhe e seguir em frente, sem nunca mais olhar para trás, ela ainda era a mesma menina doce da infância, mas parecia que seu coração agora tinha novos sentimentos, quando começou a andar novamente eles estavam viajando de volta ao castelo, estavam acampados em uma montanha e ela o levou até um lugar que dava pra ver todo o vale lá embaixo, cansado ele se encostou em uma pedra, ela ficou ao seu lado, com os braços, cabeça arqueada para trás e olhos fechados, ele a observava, foi quando ela abriu os olhos, se aproximou dele e lhe tocou a mão.

- Você se sente melhor?

 Esta pequena frase, ou o toque, ele não sabia ao certo, mas foi neste momento que ele percebeu que estava apaixonado, e aproveitando o toque das mãos a puxou para si e sem reservas a beijou, inicialmente foi um beijo doce e delicado, mas aos poucos se tornou uma entrega de desejo e suas línguas duelaram o desejo que ambos perceberam nutrir pelo outro.

- Você não deveria me tocar é um príncipe e eu não sou ninguém.

- Você é muito mais do que imagina. – Ele a puxou para si e a beijou novamente, mas com mais calma, pois sabia que não deveria se empolgar tanto.

 - - - - XX - - - - -

Cristal não acreditava no eu ouvia dos lábios da irmã, era inaceitável ela além de se apaixonar pelo príncipe ainda se deu ao disparate de ficar aos beijos com o mesmo.

- Escute aqui mocinha foi esta a educação que lhe dei?

- Foram só dois beijos, pare com isso.

- Só, eu devo estar sonhando. Desde quando uma donzela se entrega ao desfrute de beijos?

- Donzela? Você está louca, nós não somos donzelas e nem nunca seremos, me deixe ao menos experimentar o amor, já que não poderei vivê-lo.

- Minha irmã eles matam você se chegar ao ouvido do rei.

- Taehyung é um príncipe!

- Que foi mandado para a morte pelo irmão.

- CRISTAL CALÊ-SE!!!! - A voz de Jimin foi áspera e autoritária.

- Minha fidelidade e honra entrego a vocês... Hummm estou vendo. – Antes que pudesse continuar a falar foi arrastada por um homem extremamente nervoso e sexy.

 Após se afastarem o suficiente ele a encurralou em uma árvore.

- Você quer o quê, me diga? – Sua voz era quase um sussurro em seus ouvidos.

- Me solte Jimin.

- Você sabe que sua situação é difícil, mas se estas palavras chegarem ao rei ele a enforca. – Jimin a olhava nos olhos, seus corpos estavam totalmente colados, ele podia sentir a respiração dela ofegante, mas tinha certeza que o seu coração estava muito mais acelerado que o dela. – Eu não posso perdê-la de novo, nem posso imaginar o que você já sofreu e eu não estive por perto, agora e, por favor, me deixe protege-la.

         O olhar de Cristal se desmanchara, ele não podia suportar vê-la tão vulnerável, seu ímpeto era segurá-la em seus braços e nunca mais soltar, porém não podia fazer isto, permitir-lhe ser frágil e dependente era algo que ele desejava, mas agora não.

-No tempo certo eu lhe ajudarei a se tornar à dama que todos vão reverenciar, mas agora, por favor, seja prudente e forte. – Ela entrelaçou com seus braços a cintura dele e o abraçou, estava tão cansada, quando o reencontrou aos poucos se lembrou de como eles eram próximos no passado e de como aquele menino um dia lhe disse que quando se tornasse um homem se casaria com ela, parece loucura, mas agora aquelas palavras se parecem tão claras e doces, o único momento em que alguém a amou com genuinidade, foi à única vez que se sentiu viva, na voz de uma criança que apenas a amou por quem ela era e agora ali, já um homem, ele permanecera fiel, mesmo sabendo de toda a sua trajetória.

- Jimin eu...

- Shiii só me deixe aproveitar este momento.

 - - - - XX - - - -

As escapadas de Tae e Safira se tornaram cada vez mais constante, fingindo-se ainda debilitado ele atrasava o retorno ao lar, se é que lá era seu lar. Eles caminhavam de mãos dadas por bosques e grandes acampados cheio de flores e borboletas, um dia encontraram um lago de águas cristalinas e sem se importarem se despiram e entraram na água, inicialmente eles agiram como na infância, onde não havia maldade, mas aos poucos se viram entre beijos e toques quentes, mesmo na água fria ele podia sentir o calor emanado do corpo dela.

- Safira eu a amo tanto. – A voz dele sussurrada na boca dela era algo que a deixava extremamente excitada, mas quando sentiu a excitação dele a tocar ela chegou a gemer de desejo.

A boca de Taehyung desceu pelo pescoço, ele mordia e beijava cada pedacinho, lambeu sua clavícula, mordeu seu queixo enquanto tocava seus seios, ela gemeu e ele enlouqueceu, com uma mão no quadril a levantou e ficou segurando, a água ajudava e assim ela ficou mais alta, permitindo que ele visualizasse seus seios, os quais ele começou a sugar e apertar, sua mão livre a explorava, a cada mordida em seus mamilos ela se curvava e gemia, desejoso de senti-la na totalidade ele a segurou com as duas mãos e caminhando com ela em seus braços saiu da água.

Com a delicadeza de um homem apaixonado a deitou sobre a grama, o olhar apaixonado dela o fazia se sentir o homem mais feliz do mundo, suas mãos deslizaram pelo corpo dela, ele massageou seu pescoço, desceu sobre seus seios, curvou-se e os abocanhou, o atrito dos dentes na pele macia a fazia rebolar de prazer, uma de suas mãos desceu e encontrou uma mulher extremamente excitada, seu dedo ao tocá-la tãco intimamente a enlouquecia, ele brincava com a tortura de um homem que quer oferecer prazer, sua boca começou a descer, lambeu seu umbigo, desceu ainda mais, se encaminhou para uma coxa que ele mordeu e parou, ela quis reclamar, foi quando ele abriu as pernas dela e a adorou, ela estava linda daquele jeito, toda aberta e entregue para ele, seus dedos abriram ainda mais aqueles lábios e o polegar massageou seu clitóris, Safira soltava gemidos sôfregos de prazer, ela se movia no mesmo ritmo de seu dedo, sua respiração era cortada e ela dizia palavras desconexas.

Quando ela achava que estava entregue a máxima do prazer ele parou, retirou sua mão e como um louco esfomeado a engoliu, sua língua a massageava de uma forma indescritível e ao mesmo tempo a sugava, sua língua adentrou onde nunca ninguém esteve.

- Tae, por favor, eu quero você dentro de mim. – As palavras saíram cortadas e entre gemidos.

Ele também a queria, mas achava que não podia se dar a este luxo, deveria preservá-la e assim a levou ao orgasmo com a boca, os espasmos no corpo dela o excitavam ainda mais e ele sentia que a cabeça do seu membro ia explodir, ele apenas deitou do lado dela pensando em como iria fazer aquele desejo passar.

Aninhando- se como um gatinho no corpo dele a garota parecia ter sido dispersa por uma deusa da sedução, sem vergonha ou embaraço tocou-lhe na altura do umbigo e com os dedos fazendo círculos foi descendo, tocou então a glande que fez com que todo o resto se movesse, ela deu um sorriso safado, se curvou e o abocanhou sem nenhuma reserva, aonde ela aprendera ele não sabia, mas nunca ninguém o sugou com tanto tesão, ela era perfeita, sugava a cabeça, depois introduzia o resto, várias vezes, de uma forma intensa e profunda, de repente o tirou da boca, passou a massageá-lo e sugar suas bolas, ele achou que ia morrer de tanto prazer.

Após alguns minutos de masturbação e sexo oral, sem a menor cerimônia ela se ergueu e parou em cima dele.

- Por favor, seja gentil. – a voz dela sugeriu o que ela realmente não tinha: timidez. Antes que ele dissesse alguma coisa ela abriu um pouco mais as pernas, arcou e vagarosamente foi sentando em seu membro ereto. Inicialmentec foi complicado, além dela ser totalmente apertada, ele era extremamente grande.

- Está te machucando?

- Não eu só preciso me acostumar. – Após falar isto ela pegou as mãos dele e levou em seus seios, ele se ergueu e abocanhou um dos seios que apertava enquanto ela começou a rebolar, ele voltou a se deitar, ergueu seus joelhos para que ela tivesse apoio e quando percebeu que ela estava acostumada, ele a virou para baixo e como se não houvesse amanhã, até que seus corpos se encharcassem de prazer e encontrassem sua nirvana, ele não parou.

Desta forma imprópria dos apaixonados os dois se entregaram diariamente a momentos de intimidade e prazer.



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