História Sweet Poison - Jikook ABO - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Bts, Fanfiction, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Ômega, Park Jimin
Visualizações 1.695
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 13 - - Twelve


Fanfic / Fanfiction Sweet Poison - Jikook ABO - Capítulo 13 - - Twelve

"Às vezes uma pessoa é tão idiota que você pensa "Não, não é possível". E tenta ver e rever a situação. Mas é possível sim: existem idiotas."

 

Jungkook P.O.V’s

 

     Após o jantar, todos foram para seus quartos. Tomei um banho rápido, precisava de um para tirar o cansaço de meu corpo. Vesti apenas uma boxer e uma calça de moletom, apesar das baixas temperaturas, é a única coisa que costumo usar em casa, e bom, não precisarei de mais nada durante a noite, já que meu ômega dormirá abraçado a mim. Confesso que ter seus pequenos braços em volta de meu corpo é melhor que qualquer calmante, capaz de me fazer dormir em questão de segundos.

     O pequeno estava quase dormindo, quando entrei por baixo de seu edredom. Seu corpo sobressaltou ao sentir o contato de minha pele ainda fria, mas logo se aconchegou ao mim, aquecendo meu peito com uma de suas blusas de lã. As peças ficavam tão fofas em seu corpo, as mangas um pouco longas, cobriam até a metade de suas mãos, deixando os dedos fofinhos expostos, e quando a barra marcava metade de suas coxas. Era sua mania dormir assim, e confesso que sou extremamente apaixonado por este detalhe.

     -Jungkook-ssi, já está dormindo? –Ouvi sua voz tão baixa, achei que estava sonhando.

     -Não, Bebê. –Levei os lábios até seu pescoço, depositando um beijo sobre a pele ali exposta. –O que deseja?

     -Hyung, eu... –Houve um pouco de hesitação em sua voz. –Deixa pra lá.

     -Jiminnie, pode dizer. –Apertei levemente sua cintura, tentando lhe passar um pouco de coragem.

     -Não é nada sério, bobagem minha. –Senti seus lábios em minha bochecha, e sua cabeça se aconchegar na curva de meu pescoço. –Boa noite, Hyung!

     -Boa noite, Bebê! –Sussurrei, ainda encarando o teto, enquanto sua respiração ia se acalmando cada vez mais.

     O ômega dormiu rapidamente, mas apesar do cansaço, meus olhos recusavam a fechar. Minha mente estava uma completa confusão, ainda em relação aos meus sentimentos, tê-lo em meus braços, é a melhor coisa do mundo, mas tinha medo de machucá-lo, não fisicamente, consigo me controlar quanto a isso, as feridas que mais tenho medo, são às psicológicas, justo às que o garoto já carrega consigo. Sinto que talvez Jimin seja a “cura” que esperei por muito tempo, ao mesmo tempo, sua inocência me deixa completamente fascinado. Vivi por anos, em festas, bares, enchendo a cara, não por diversão, às vezes o álcool me fazia esquecer, as cenas que fui obrigado a presenciar, quando tinha apenas oito anos.

     Odeio ser comparado ao meu pai, temos a mesma personalidade, sou obrigado a concordar, mas não temos o mesmo caráter. Não éramos pessoas com uma vida luxuosa, mas tínhamos o bastante para viver confortavelmente. O mais velho também era médico, e morrer em um acidente de carro, talvez tenha sido um alívio para todos. Ele não era uma pessoa violenta, costumava levantar a voz como qualquer alfa, transpassava a imagem de pai, e marido perfeito, mas de nossa família, apenas eu sabia como o velho era de verdade. Aos cinco anos, cheguei mais cedo da escola, e o encontrei, se agarrando com nossa babá na cozinha.

     Na época me calei, ouvia meus amiguinhos do colégio dizerem o quão chato é ter os pais separados, e não queria que isso acontecesse conosco, na época meu irmão tinha apenas dois anos. Eles não perceberam minha presença ali, mas nunca mais vi meu pai como um herói. Quando o velho finalmente morreu, em um trágico acidente de carro, minha mãe descobriu a traição, afinal a maldita babá estava com ele, e a infeliz saiu viva. O assunto foi abafado, o fato de ser um dos melhores médicos do país, contribuiu para o que alfa morresse com a imagem limpa.

     Minha mãe sofreu bastante, por ter descoberto toda a verdade, mas também por conta da marca em seu pescoço, que insistia em queimar, para se lembrar que seu alfa estava a sete palmos naquele instante. Foram meses para se recuperar, e anos para enfim, encontrar alguém em quem confiar novamente. Esse é o principal motivo de não marcar meu ômega, não quero que aconteça por instinto, quero que ambos tenhamos certeza do que estamos fazendo, afinal, uma marca como aquela, é capaz de encerrar um casamento.

     A mais velha está novamente marcada, mas desta vez feliz. Senhor Park não me convenceu no início, mas se mostrou um bom marido, pelo menos nunca discutiram em nossa frente, e fazia de tudo para me acolher como seu filho, ou talvez, demonstrar sua confiança, a respeito de cuidados com seu pequeno filho. Encarei o ômega ressonando sobre meu peitoral, parecia um felino, agarrado a minha cintura, enquanto ambos os corpos se aqueciam. Seus lábios levemente entreabertos, um pouco inchados, indicando nossa tarefa de horas mais cedo.

     O relógio sobre o criado mudo, marcava pouco mais de meia noite. Me ajeitei melhor na cama, sentindo o mesmo se remexer levemente, entrelaçando suas pernas ás minhas. Qualquer um que entrasse no quarto, morreria de amores por sua fofura. Depositei um selinho em seus lábios, e coloquei meu rosto contra seu pescoço, adormecendo minutos depois, quando sentia seu perfume adocicado me acalmar.

[...]

     Uma música tocava ao fundo, achei que estivesse sonhando, até abrir os olhos, e me deparar com a luz do sol invadindo o quarto. Jimin ainda dormia tranquilamente, parecia um pequeno bebê com os olhinhos inchados. Tateei a superfície plana do criado mudo, até encontrar meu celular. Passava de oito da manhã, dei um pulo da cama, estávamos mais que atrasados. O ômega se levantou assustado, coçando os olhos e me encarando confuso.

     -O que houve, Hyung? –Estava um pouco rouco por ter acabado de acordar.

     -Estamos atrasados, se apresse. –Comecei a caminhar em direção a porta, mas parei ao ouvir sua pequena gargalhada.

     -Hoje é feriado, Kookie. –Só então me dei conta, por ser aniversário da cidade, absolutamente todas as instituições fechavam.

     -Pare de rir. –Voltei para a cama, me aconchegando embaixo do edredom. –Não tem graça, Bebê.

     -Desculpe, Hyung. –Sua gargalhada era a segunda coisa mais gostosa de seu ouvir. –Tinha que ver sua casa.

     -Desculpe por acordá-lo tão cedo, volte a dormir. –O puxei para meu peito, deixando sua cabeça encostada ali. –Ainda estou com sono.

     -Então dorme, eu vou me levantar, estou faminto. –O ômega passou por cima de meu corpo, correndo até o banheiro.

     Ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado, fiquei um pouco tentado a caminhar até o cômodo, já que a porta estava aberta, mas estava muito cansado. Apenas me virei para o canto, abraçando seu travesseiro, enquanto voltava a dormir. Minutos depois, senti algo molhar meu rosto, e uma alta gargalhada deixar os lábios do ômega ao meu lado. Não me irritei, mas meu reflexo foi jogá-lo contra a cama, prendendo seu corpo abaixo do meu, e suas mãos contra o colchão macio.

     -Você está sendo mal. –Arrastei o nariz e os lábios por seu pescoço, vendo seus pelos arrepiarem. –Por que não me deixa dormir um pouco?

     -Temos o dia todo sem aula, achei que pudéssemos, sei lá... –Suas bochechas ficaram rubras de repente. –Queria fazer alguma coisa com você, apenas nós dois.

     -Interessante! –Lhe lancei um sorriso sacana, vendo o mesmo ficar ainda mais envergonhado. –Prossiga.

     -Não é nada disso, seu palhaço. –O menor disse ao ver meus olhos grudados em seu abdômen descoberto. –Podíamos ir ao cinema.

     -Há essa hora? O cinema só abre no fim da tarde. –Ainda mantinhas meus olhos presos aos seus. –Faremos o seguinte, irei te levar a um lugar agora cedo, e à noite vamos ao cinema. Pode ser?

     -Sim. –Jimin se animou, passando os braços por meu pescoço, enchendo meu rosto de beijos. –Onde vamos?

     -Se arrume, vou levá-lo para conhecer um amigo. –Seus olhos brilharam com tal proposta, então o menor seguiu até o closet, para escolher o que vestir.

     Me levantei com certa preguiça, queria ficar na cama até tarde, mas o ômega parecia bem animado, querendo aproveitar o dia de folga. Tomei um banho frio, só assim para despertar meu corpo, e lavar todo o desanimo. Vesti uma calça preta, rasgada nos joelhos, uma camisa de botão, na mesma cor, e nós pés, um par de coturnos. Desci para esperá-lo na cozinha, tomando café com meu padrasto e minha mãe. Ambos também estavam arrumados, iria aproveitar o tempo livre para visitarem uma cidade vizinha, perguntou se queríamos ir, mas disse que já tínhamos compromisso.

     Assim que Jiminnie desceu, os mais velhos se despediram, seguindo até o carro. O ômega estava adorável, com uma calça do mesmo modelo e cor que a minha, uma blusa listrada, e em seus pés, também calçava coturnos, parece que dividimos o mesmo vício. Esperei que o mesmo tomasse café, já que disse estar faminto, depois voltou ao quarto, apenas para escovar os dentes. Deixei a moto na garagem, preferi pegar o carro, mais confortável.

     Liguei para Hoseok, dizendo que estávamos a caminho de sua casa, com certeza o alfa deveria estar dormindo. Para minha surpresa, ele atendeu, dizendo que estava esperando. Dirigi por alguns minutos até o centro, seu apartamento ficava em uma das principais ruas do local. O mais velho mora sozinho, desde que começou a cursar à faculdade de psicologia. O porteiro já me conhecia bem, e assim que chegamos, me deu livre acesso. O prédio era um pouco sofisticado, ficava em um condomínio de classe média alta, um local onde os moradores são devidamente selecionados.

     Apesar de seu um pouco festeiro, o alfa mantinha ao menos sua casa na devida ordem. Hoseok é o que chamamos de perfeccionista, tudo em seu apartamento é devidamente alinhado, sem deixa nem mesmo espaço para poeira, ao menos uma coisa em sua vida, pendia para o lado da organização. Assim que chegamos, encarei o ômega ao meu lado, pedindo para não ficar envergonhado, então finalmente toquei a campainha, esperando que meu amigo atendesse o mais rápido possível.

     -Jungkook Oppa! –Ouvi uma voz afinada, e finalmente encarei a dona.

     Senti os braços da ômega em volta de meu corpo, tão animada que chegava a me assustar, só esperava que ela não revelasse nada sobre nosso breve romance. Hoseok me paga, por não revelar que sua irmã estava em seu apartamento, mas eu também deveria imaginar, já que eles são bem próximos. A garota é dois anos mais nova que eu. Nos conhecemos no primeiro ano de sua faculdade, tivemos um breve romance, que terminou quando entendemos que não passaria de amizade, ao menos para mim.

     -É... Oi, Jiwoo. Como vai? –Perguntei um pouco surpreso.

     -Estou bem, Kookie Oppa. E você, pelo visto está ótimo. –Seus olhos varreram meu corpo, no mesmo instante que Jimin apertou levemente minha mão. –E ele, quem é?

     -Ah, o Jiminnie. –Sorri encarando a garota. –O filho de meu padrasto.

     Senti o ômega soltar minha mão, o encarei, vendo seu rosto abaixar, segurando algumas lágrimas. Sabia que havia cometido um erro, talvez o maior de minha vida, sou um completo idiota. Pensei em corrigir meu erro, mas logo Hoseok apareceu. Ficamos apenas por alguns minutos em seu apartamento, de fato a presença da garota havia me desconcertado um pouco, não por ter algum sentimento, mas tinha medo que ela dissesse algo, e sei muito bem do que Jung Jiwoo é capaz.

     -Então, Jiminnie. Quantos anos você tem? –A garota perguntou animada.

     -Dezessete. –A voz do ômega saiu baixa, quase não dava para ouvir.

     -Oh, tão tímido. Eu também era assim, até conhecer melhor o... –O olhar da garota veio direto ao meu. –Bom, não vem ao caso. Você tem um alfa?

     -Não, eu tenho a mim, e apenas isso basta. –Arregalei meus olhos diante de sua afirmação, só então percebi o quão idiota eu fui.

     -Já estamos indo. –Me levantei um pouco nervoso. –Temos um compromisso, voltamos outra hora.

     -Tão cedo. –A garota se levantou, nos seguindo até a porta. –Então adeus, Jiminnie. –A ômega o encarou, lançando um pequeno sorriso. –Até qualquer dia, Oppa! –Senti seus lábios em minha bochecha, especificamente no canto de minha boca.

     Jimin ficou completamente em silêncio, todo o trajeto do elevador até o carro. Destravei as portas, e o ômega entrou no banco traseiro, me fazendo suspirar pesadamente. O pequeno não é do tipo que explode facilmente, mas ele guarda mágoas, e as acumula, até que seus olhos pesam, e as lágrimas começam a descer sem pausa. Me apoiei na porta do carro, puxando meus fios entre as mãos, xingando mentalmente até minha última geração. Assim que entrei, encarei sua imagem pelo retrovisor. Nunca quis tanto que o garoto me enchesse de tapas, seria menos doloroso do que ver seus olhos, novamente vermelhos por minha culpa.

     -Bebê, eu... –Me calei, assim que ouvi uma risada irônica deixar seus lábios.

     -Quer calar essa boca, e me levar para casa? –Sua voz saiu profundamente magoada, e sabia que seria mais difícil pedir desculpas dessa vez.

     


Notas Finais


Beijos e até o próximo capítulo! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...