História Sweet Poison - Jikook ABO - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Alfa, Bangtan Boys, Bts, Fanfiction, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Ômega, Park Jimin
Visualizações 2.442
Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 16 - - Fifteen -


Fanfic / Fanfiction Sweet Poison - Jikook ABO - Capítulo 16 - - Fifteen -

“Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.”

Jimin P.O.V’s                      

     Sabe aquele momento, onde você torce por estar em férias eternas, só para não ter que levantar da cama? É assim que me encontro, a dor em cada músculo é um pouco intensa, mais nada que deva se comparar a dor em minha cabeça, como se estivesse levado uma pancada, ou sofrido um acidente bem grave. Senti meu corpo meio frio, como se estivesse deitado em frente a um freezer, abri meus olhos lentamente, tentando me acostumar com a luz local, nunca havia sentido sensibilidade a iluminação como agora.

     Chovia muito ao lado de fora, dava para ver os respingos de água na janela. O tempo estava mesmo frio, mas constatei que minha sensibilidade a temperatura, é devido ao fato de meu corpo estar descoberto, e a única coisa que o cobre minha pele, é uma boxer preta, e uma camisa branca que nem minha era. Meus olhos varreram cada centímetro do ambiente nem tão estranho assim, as paredes em tons de vermelho e preto, indicavam muito bem onde estava, e não era minha cama.

     Mesmo com dores fortes na cabeça, tentava me recordar da noite anterior, mas tudo parecia ter fugido a mente. Sabia que o alfa havia aprontado uma, mas não conseguia sentir raiva, pelo contrário, sentia falta de seus braços fortes em volta de minha cintura. Seu lado da cama estava vazio, me perguntava que horas eram, já que a casa estava em um completo silêncio. Meu estomago rodava, causando mais uma dor física, e minha garganta estava completamente seca. Olhei para o criado mudo, em busca de meu celular, mas a única coisa que encontrei foi um bilhete, escrito em uma letra confusa, e nem um pouco caprichada.

“Bom dia, Bebê!

Desculpe por ser um estúpido, você tinha razão. No momento estou na universidade, assim que chegar, nós poderemos conversar melhor. Não se preocupe com seu colégio, falei com Omma que estava um pouco indisposto. Antes de vir para aula, passei em seu colégio, e conversei com o diretor. Bom, vai encontra um comprimido sobre o criado mudo, ao lado dele um copo com suco de laranja. Beba, por hora deve aliviar seu mal estar. Novamente me desculpe, quando estiver em casa, cuidarei melhor de você.

Jeon Jungkook.”

     Deixei o papel no mesmo lugar que estava, peguei o comprimido e o copo, tomando tudo de uma vez. Me levante com certa dificuldade, até colocar os pés no chão estava difícil. Cambaleei um pouco em direção ao banheiro, não por tonteira e sim por fraqueza. Jungkook havia deixado minha escova de dente ali, possivelmente adivinhando que aquele seria o primeiro local que iria. Encarei meu reflexo no espelho, os cabelos bagunçados, os lábios inchados e um pouco avermelhados, os olhos levemente inchados por conta do sono, e algumas olheiras escureciam a volta de meus olhos.

     Pequenos fragmentos do dia anterior passavam em minha mente, Yoongi me carregando junto a Taehyung, depois Jungkook me jogando debaixo do chuveiro, e meu corpo tremer violentamente, talvez por conta da temperatura. Então o motivo de estar daquela forma me veio à mente, como um caminhão desgovernado. A ômega, seus olhares para o lado de Jeon, seus toques propositais nos braços do mais velho, e o quase beijo nos lábios, o pior de tudo, foi o alfa não ter feito nada. Meus olhos se encheram de lágrimas, me lembrando que quase havia me declarado para o mesmo, mas antes que as pequenas gotas escorressem por minha face, abaixei no sanitário, colocando tudo do meu estômago para fora, me fazendo ficar ainda mais fraco.

     Todos os sintomas da maldita ressaca, a fraqueza, as dores, o estomago ruim, a sede excessiva, a falta de memória, a sensibilidade a luz, tudo culpa do álcool, mas a dor em meu peito, poderia jogar a responsabilidade em cima de uma só pessoa. Com um pouco de dificuldade, me levantei, escovei meus dentes e lavei meu rosto, em seguida, caminhei de volta ao quarto e me joguei contra o colchão. O relógio digital marcava pouco mais de onze da manhã, provavelmente o alfa chegaria a qualquer momento.

     Me levantei suspirando, e segui até meu quarto. Haviam várias mensagens em meu celular, muitas delas de Yoongi, perguntando se ainda estava vivo, e me mandando o número de um tal de Jaebum, dizendo para entrar em contato com o mesmo, pois foi ele quem me socorreu de início. Deixei o aparelho sobre minha cama, e caminhei até meu banheiro, o cômodo estava uma completa bagunça, haviam roupas espalhadas por todos os cantes, inclusive uma camisa de Jungkook.

     Não me importei com a bagunça, precisava de um banho para aliviam um pouco o mal estar, e despertar um pouco. Retirei minha roupa, entrando em baixo da água morna. Não demorei muito, apenas o suficiente para lavar meus cabelos e tirar o cheiro do álcool. Voltei para o quarto enrolado em uma toalha, peguei uma boxer branca, uma calça jeans preta, e uma blusa de manga inteiramente listrada. Não me importei como havia ficado em meu corpo, só estava em busca de algo confortável. Penteei meus cabelos, deixando os fios loiros secarem ao natural, continuei encarando minha imagem no espelho, agora estava um pouco melhor, foi então que ouvi o barulho de moto estacionando.

     -Bebê! –Não demorei a ouvir a voz do alfa, mas nem mesmo saí do lugar. –Jimin!

     Ouvi passo na escada, e em menos de um minuto, Jungkook entrou correndo no meu quarto. Continuei arrumando minha cama, nem me importando com sua presença ali, o mais velho respirava com dificuldades, possivelmente por ter acabado de subir cada degrau em uma velocidade absurda. Permaneci de costas, arrumando cada centímetro do lençol, na expectativa de um movimento, ou de que o alfa falasse alguma coisa. Senti sua aproximação, mas o garoto nem ao menos tocou em mim, ficou apenas parado, encarando minhas costas, enquanto meu corpo travou no lugar, ao sentir sua respiração bater contra a pele de meu pescoço.

     -Jungkook, por favor. –Suspirei, encarando um ponto fixo na parede. –Não estou em clima para discutir com você.

     -Não quero discutir, Jimin. –Sua voz saiu baixa, abalado por um possível choro, ainda não havia visto sua face. –Quero me desculpar.

     -Não tem que me pedir desculpas, fui eu quem confundiu as coisas. –Me virei, a tempo de ver a primeira lágrima escorrer por sua bochecha. –Por que está chorando? Quem está quebrado sou eu, não você.

     -A culpa disso tudo é minha. –Sua voz vacilou ainda mais, nunca havia visto um alfa chorar, exceto meu pai, e ainda sim foi pela morte de minha mãe.

     -Não, a culpa é de nós dois. Minha por ser inocente, deixar meu coração amar a sensação de estar ao seu lado, e sua por dar esperanças, de algo que estava na cara ser praticamente impossível. –Levei uma das mãos até sua bochecha, secando as lágrimas que ali estavam. –Obrigado, Jungkook-ssi! Obrigado, por me dar as melhores duas semanas da minha vida, e as mais conturbadas também.

     -Bebê, eu... –Sabia que se terminasse sua frase, tudo seria ainda pior.

     -Não, Jeon. Não me confunda mais, me deixe viver em paz, juro que vou ficar bem. –Sorri, ficando na ponta dos pés para selar o canto de seus lábios. –Assim como espero que você também fique bem.

     Caminhei para fora do quarto, deixando o mais velho parado na mesma posição, de costas para a porta. Segurava minhas lágrimas, eu não havia me confundido, só não estava a fim de me machucar mais. Ouvi seus suspiros, o alfa estava chorando, e aquilo me cortou o coração, mas é aquele ditado, “As pessoas lhe querem bem, mas nunca melhor que elas.”, não quero que Jungkook seja obrigado a me amar, quero que ele descubra se seu amor, ou qual seja seu sentimento por mim, seja algo completamente livre de dúvidas.

     -O coração é como uma criança, Jungkook. Deseja tudo o que vê. –Saí sem esperar por sua fala, e segui até a casa da árvore, onde poderia passar meu tempo sozinho.

     A chuva ainda caía fina sobre a grama do jardim, me sentei na beirada de proteção, da pequena varanda que havia na casa sobre a árvore. Vez ou outra, me atrevia a olhar para as janelas do segundo andar, nem sinal de Jungkook. Não sei quanto tempo fiquei parado nos mesmo lugar, pensando em onde havia colocado minha vida. Vi o carro de minha madrasta parar em frente à mansão, e desci para ajudá-la com as comprar. Jihyo sempre passava no mercado, segundo ela verduras frescas são melhores.  

     -Oh, querido. –A ômega mais velha disse beijando minha bochecha. –Está melhor? Jungkook disse que estava indisposto.

     -Estou sim, obrigado por perguntar. –Sorri minimante, para disfarçar a tristeza em meu rosto. –Precisa de ajuda?

     -Me ajude a levar essas sacolas para a cozinha, tenho que preparar algo. Seu appa irá trazer a família de um dos sócios, para jantar hoje. –Ela disse enquanto retirava as embalagens plásticas do banco traseiro. –Falando nisso, onde está Jungkook?

     -Não o vi, desde que chegou da universidade. –Falei um pouco desinteressado, mas a mulher nem ao menos percebeu.

     -Bom, vou levar isso para a cozinha, depois irei procurá-lo. –Jihyo passou caminhando, enquanto terminei de tirar as coisas de seu carro.

     Colocamos todas as compras sobre a mesa, ergui as mangas de minha blusa, e me ofereci a ajudá-la com o corte das verduras. A mais velha separou algumas em uma tigela de água, e disse que podia ir cortando as mesmas, que ela iria à procura de Jungkook. Liguei um som ambiente, deixando as notas do piano de uma música clássica preencherem a casa. Tanto eu, quando meu pai e agora minha madrasta, amamos música calma, e sei que ela não se importaria em manter o aparelho ligado.

     Parei o que estava fazendo assim que vi a mais velha descer correndo a escada, com o celular pendurado na orelha. Ela estava um pouco desesperada,e senti todos os pelos de meu corpo se arrepiarem, achando que havia acontecido algo com meu pai.

     -Jihyo, o que aconteceu? –Sequei minhas mãos em um dos panos, enquanto caminhei em sua direção. –É Jungkook, ele está bem?

     -Sim, é com Jungkook, ele está em rut. –Seu olhar estava realmente assustado.

     -É apenas cio, por que está tão nervosa? –Não quis ser evasivo, mas ele estava sofrendo apenas o que passei há semanas atrás, a única diferença, é que alfas não sentem tanta dor quanto um ômega.

     -Ele sente algumas dores, e se não consegue controlá-las acaba descontando em algo. –A mais velha disse seguindo até sua bolsa. –Agora ele está lá em cima, desferindo socos contra a parede, á respingos de sangue pelo quarto.

     -O que faremos? –Perguntei sentindo meu corpo se arrepiar, assim que ouvi um grito do mais velho.

     -Teremos de esperar seu Appa chegar, ou Taehyung aparecer por aqui. Apenas eles têm força o suficiente para controlá-lo, assim poderei aplicar algo para as dores, ou quem sabe um supressor. –Lembrei que o alfa me impediu de tomar as pílulas, e por mais que aquilo fosse me machucar, pensei na possibilidade de ajudá-lo.

     -Não precisa, vou ajudar ele. –Comecei a subir os degraus, vendo os olhos da mais velha, grudados em mim.

     -Cuidado, Jiminnie. Não sei até onde vai o controle do meu filho. –Sua voz saiu abafada.

     -Não se preocupe, Jungkook não vai me machucar. –Falei chegando ao corredor do segundo andar. –Não fisicamente. –Sussurrei encarando a porta de seu quarto. –Vamos, Jimin. Se você entrar não tem volta.

     Estava meio hesitante, e a cada passo que dava em direção a porta, meu coração parecia sair pela boca. Encarei novamente a madeira escura, e girei a maçaneta, ouvindo pequenos gemidos de dor, e alguns de prazer. Jungkook estava no banheiro, passei trancando a porta atrás de meu corpo, sentindo minhas pernas bambearem levemente apenas como o aroma que pairava no ar. A atmosfera do quarto parecia mais quente que o normal, cheguei na porta do cômodo, encontrando o alfa, com um dos braços apoiados na pia de mármore, enquanto sua respiração estava entrecortada, algumas gotas de sangue em sua mãos, e o suor escorrendo por seus cabelos.

     -O que faz aqui, Jimin? –Sua voz saiu rouca, me encarando através do reflexo no espelho. –Achei que iria se afastar.

     -Essa era minha intenção, mas o destino insiste em pregar peças. –Me aproximei, ouvindo uma respiração mais funda do mesmo.

     -Se soubesse o efeito que seu perfume tem sobre mim, não teria atravessado aquela porta. –Seu tom saiu quase como uma ameaça. –Mas já que fez isso, não estou disposto a deixar você sair.

     -Só quero ir a um lugar, e pode ter certeza, esse fica dentro destas quatro paredes. –Minha frase pareceu ter um efeito imediato, já que meu corpo se chocou contra a parede gelada, sendo preso pelos músculos agora quentes do alfa a minha frente.

     -Espero que não se arrependa depois. –A última coisa que vi, foram seus olhos escuros em luxuria, antes de meus lábios serem tomados de forma feroz.

 


Notas Finais


Boa Sorte no ENEM! <3

Beijos e até o próximo capítulo! <3


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