1. Spirit Fanfics >
  2. Sweet Prophecy - Aidan Gallagher >
  3. Chapter One

História Sweet Prophecy - Aidan Gallagher - Capítulo 2


Escrita por: EuAutorinha

Notas do Autor


Olá, Babys.

Capítulo 2 - Chapter One


S/n' s Point Of View;


Sábado, trinta de agosto, o penúltimo dia de minhas férias escolares. 

Estava a ler a minha saga de livros preferida em todo o mundo: Harry Potter. Nada é melhor do que isso, mas se tem uma coisa que pode competir lado a lado no mesmo nível, são as fanfics de Drarry e demais ships da saga. Elas são mais que perfeitas.

Meu corpo estava coberto em sua maior parte, as luzes estavam apagadas, há não ser é claro pelo abajur mediano em minha cômoda que fica ao lado de minha cama de solteiro azul – a cor que mais aprecio no arco-íris.

Estava tão concentrada na história que não percebi a presença de meus amigos em meu quarto e que eles tinham acendido as lâmpadas, reparei apenas quando escutei eles gritarem meu nome tão alto e em uníssono que derrubei meu livro no chão.

– Porra! Vocês ficaram malucos? – Coloquei a mão em meu peito.

Respirei fundo tentando controlar a minha respiração ofegante enquanto olhava brava para os dois seres em minha frente. Eles sorriram de forma inocente – ou pelo menos, foi o que eles tentaram fazer.

Mas de qualquer forma, aqui estavam eles: Sophia Lillis e Jack Dylan Grazer, meus dois melhores – e únicos – amigos. Nós estamos juntos desde o primeiro ano do ensino médio, viramos amigos depois de termos sido expulsos da nossa antiga escola.

No segundo dia de aula.

Refeitório, no meio do intervalo. Sophia estava batendo em um garoto depois dele ter derrubado todo o seu lanche no chão de propósito, Jack estava incentivando tudo e eu... Bem, eu só estava na hora errada e no lugar errado.

– O que você pensa que está fazendo,
S/n? – Jack perguntou colocando as mãos na cintura.

– Lendo, ou pelo menos estava até ser interrompida por vocês. – Respondi pegando meu livro do chão.

– Então pode ir largando esse livro e levantando a bunda da cama. – Sophia disse séria cruzando os braços.

Eu dei uma pequena risada, mas logo voltei a ficar séria.

– Não. – E voltei a ler.

Abri o livro novamente nas suas últimas páginas, levantei ele até cobrir por inteiro o meu rosto voltando a me concentrar, porém, antes que pudesse ler a vigésima palavra, o livro foi arrancado de minhas mãos brutalmente.

– Não. – Escutei eles falarem.

Fechei os olhos e respirei fundo mais uma vez.

– Nem pensar que vamos deixar você aqui. – Escutei a voz de Lillis.

– Exatamente. Hoje é o nosso penúltimo dia de férias, temos que aproveitar. – Grazer falou.

Respirei calmamente pensando em coisas como: "Não mate eles, a comida da cadeia é terrível", e: "Você não poderá levar todos os seus livros".

– Ok, vocês venceram. – Me dei por vencida.

– Isso! – Eles fizeram um Hi-five e eu revirei os olhos.

Me levantei de minha cama, calcei minhas pantufas fofas de morangos, fui até Jack pegando o livro de sua mão, me dirigi a minha prateleira empanturrada de livros e guardei mais uma vez O Cálice de Fogo na companhia dos demais.

– Ok, e para onde vamos exatamente? – Perguntei me virando para eles.

Me encostei na parede, cruzei meus braços e pernas enquanto observava Sophia e Jack.

– Pista de Skate, aquela abandonada. – Sophia se jogou na minha cama.

– O que vamos fazer lá? Fumar maconha e secar garrafas de Vodkas seguidas de uma ménage? – Perguntei sarcástica.

– Para os nossos pais sim, mas não. – A ruivinha respondeu.

– Somos amigos drogados sem drogas. – Ri da fala de Jack.

– Family Friends? – Sorri para ele que tinha acabado de se sentar na cama também.

– Sempre. – Ele piscou para mim. – Mas com o sexo, é claro. – Ele completou sua fala e se deitou ao lado de Lillis.

– Vou trocar de roupa. – Me virei para o meu tão bagunçado armário.

Peguei uma calça jeans claro com um rasgo na região do joelho, uma blusa preta colada e curta. Fechei as cortinas pretas da sacada – não quero nenhum idiota me espionando. Tirei minhas roupas logo vestindo as outras.

– Você está parecendo a garota do Pinterest. – Jack disse rindo assim que terminei.

– Todos estamos, Jack. – Ri me olhando no espelho.

Pensei em arrumar meu cabelo, mas meus braços cansam só de pensar na insinuação de desembaraçá-lo, então apenas dei algumas batidinhas e o deixei solto.

– Realmente. – Sophia concordou, mas não acho que ela esteja prestando atenção na conversa.

Calcei os meus habituais sapatos brancos e... pronto, acabei.

– Vamos. – Disse pegando meu celular.

– Partiu! – Sophia se levantou.

Nós saímos do quarto e descemos as escadas de minha casa, quando chegamos na sala avistei minha mãe assistindo um reality show aleatório na TV.

– Mãe, estamos saindo. – Ela se virou para mim.

– Para onde vão?

– Puteiro. – Sophia respondeu por mim.

Mamãe arqueou uma de suas perfeitas sobrancelhas e Sophia sorriu abertamente.

– Pista de Skate abandonada. – Jack explicou.

Não que isso faça muita diferença.

– Usem camisinha e voltem antes de meia noite. – Ela disse voltando a olhar a televisão.

– Certo. – Dei um beijo em sua testa. – Vamos lá, galerinhaa. – Peguei a chave e saímos.

– Já disse o quanto eu amo a sua mãe? – Sophia sorriu para mim.

– Desde que nos conhecemos na detenção.

Isso realmente é verdade. Fechei a porta e começamos a atravessar o mediano jardim de minha casa.

– Quem vai dirigir? – Jack perguntou balançando a chave.

– Eu! – Sophia disse alto agarrando a chave da mão do garoto.

Olhei para o outro lado da rua onde o Jeep preto e meio velho do senhor Grazer, pai de Jack, estava estacionado.

– Estão com o seguro de vida em dia? – Perguntei e Sophia sorriu perversa.

– Eu sou a ceifadora, baby. – Ela piscou para mim.

– E eu sou o amante do capeta. – Jack rebateu irônico.

– Eu sou apenas uma garota que não quer morrer ainda. – Suspirei de forma dramática.

Fizemos "um minuto de silêncio", mas assim que nos olhamos, caímos na risada. Atravessamos a rua nada movimentada. Entrei na parte de trás do Jeep, Sophia no banco do motorista e Jack foi ao seu lado. Lillis ligou o carro e deu partida.

– Coloca uma música. – Disse deixando metade do meu corpo no meio dos bancos dianteiros.

– Qual? – Jack pegou seu celular.

Out West. – Sophia respondeu desviando o olhar da estrada por um segundo.

Jack conectou seu celular ao carro, entrou no YouTube, pesquisou a música e colocou.

"Yeah
Buddah bless this beat
Ayy

Bangin' out west (bangin'), slangin' out west (yeah)
Gold metallic knife, I can shank ya out west (yeah)
I just put a drum on a new kel-tec (on a)
I just put my cum in her pussy, now it's wet

[...]" – Cantamos em sincronia com a voz de JACKBOYS e Travis Scott.

No meio da segunda música, Take Me To Church, Sophia acelerou o carro e começou a balançá-lo em zig zag. Quase voei pela janela, mas passo bem.

– Chegamos, crianças. – Sophia anunciou enquanto estacionava o carro.

Olhei para o lado direito do carro avistando a pista abandonada através da janela.

– Ah, finalmente. – Jack saiu apressado do carro.

Imitei o seu gesto e sai também sendo seguida por Sophia, a mesma deu a volta no carro e abriu o porta-malas tirando de lá um Skate gasto, mas que ainda "funciona". Ela fechou a porta e travou o carro.

– Segura. – Disse jogando a chave para mim.

Peguei ela no ar, guardei em meu bolso e seguimos até as mesas de concreto.

– Vão dar uma volta? – Sophia colocou o Skate no chão.

– Daqui a pouco. – Respondi e ela assentiu.

– E você, Dylan? – Perguntou se virando para o garoto ao meu lado.

– Não. E pare de me chamar assim. – Jack respondeu sério.

– Como quiser... Dylan. – Ela subiu em cima do Skate e saiu.

Eu ri da implicância dos dois.

Jack odeia ser chamado por seu segundo nome pelo simples fato de que o "responsável" pela nossa expulsão tem exatamente esse nome, e ele passou a estudar em nosso colégio também. Na nossa sala. No ano passado. É um inferno, ele é o típico atleta babaca.

Eu e Jack passamos a mão na mesa limpando a mesma, nos sentamos e enquanto observamos a ruiva de olhos azuis fazendo algumas manobras, nós conversamos.

– Ah, eu esqueci de te contar. – Jack se virou para mim. - Sábado vamos comemorar meu aniversário.

Franzi a testa e olhei para ele.

– Sério? – Ele assentiu. – Achei que tinha dito que não queria nada. – Me virei de volta.

– E eu não queria, quer dizer, quando mamãe perguntou o que eu queria eu disse uma viagem de uma semana, mas já que as aulas vão começar, não deu certo.

– Então decidiu fazer a festa? – Ergui uma sobrancelha.

– Não, eu falei que não ia comemorar, ela concordou de primeira, mas mudou de ideia ontem. – Suspirou.

– Porque? – Fiz uma careta ao ver Sophia cair.

– A vovó está vindo para cá nos visitar, então como ela vai embora no domingo, porque não uma festa no sábado? – Ele deu uma risada irônica.

Olhei para ele.

– Não está feliz? – Perguntei suavizando minha expressão. – Achei que fosse apegado a ela.

– Meu tio Harry vai vim também. A semana inteira lá em casa. Ele, a vovó, tia Beth e Taylor. – Ele deu um sorriso triste.

– Nossa, Jack, mas que merda! – Ele concordou.

Harry Grazer, irmão da mãe de Jack, ele é um filho da puta, vive fazendo "piadas" de gay, os pais de Jack sempre brigam com ele por isso então ele só faz quando não tem ninguém por perto.

– Sinto muito por você. – Toquei seu ombro.

– Eu também. – Suspirou de novo.

Nós voltamos a ficar em silêncio.

– Quer um conselho? – Me virei para ele.

– O que? – Ele me olhou.

– Manda ele se foder, mostre a ele que toda ação tem uma consequência e a dele também. – Ele parou um pouco.

– É, talvez tenha razão. – Ele sorriu abertamente para mim.

– Sei que tenho. – Sorri convencida.

Nós continuamos na pista de Skate por mais ou menos três horas. Quando saímos de casa era uma hora da tarde, agora são quase cinco. Eu e Sophia nos revezamos algumas vezes no Skate, mas logo cansamos e paramos para descansar.

– Estou com sede, alguém trouxe água? – Sophia perguntou fazendo uma careta.

– Tem uma garrafa térmica no carro. – Jack disse. – No banco do passageiro.

– Eu pego. – Disse me levantando.

– Obrigada. – Sophia sorriu cansada para mim.

Eu caminhei até o carro que estava estacionado a poucos metros de onde estávamos sentados, tirei a chave do bolso, destravei o mesmo, dei a volta nele e abri a porta do passageiro. Olhei rapidamente pelo lugar e logo avistei a garrafa. Peguei e bebi um pouco antes que Sophia acabasse com tudo.

Fechei a porta, voltei a travar o carro e guardei a chave, mas quando me virei para dar a volta no carro avistei quatro pessoas a correr rapidamente a alguns – muitos – metros de onde estávamos. Segui os mesmos com o olhar, era um homem, uma mulher, uma garota que parecia ter os cabelos grandes e loiros, eu acho, e um garoto.

– Ei, S/n! – Sophia me gritou e eu olhei para ela. – Vem, eu estou com sede. – Ela balançou a mão.

– Ok. – Disse em um tom alto para que ela escutasse.

Olhei mais uma vez para as pessoas, continuei a segui-los com o olhar e com o cenho franzido impressionada com a velocidade que eles corriam, era muito surreal! Nunca vi ninguém correndo dessa forma, nem mesmo atletas olímpicos. Dei uma última olhada para eles então balancei a cabeça, contornei mais uma vez o carro e voltei para onde estavam.

– Porque demorou tanto? – Jack perguntou pegando a garrafa de minha mão antes de Sophia.

– Nada, não. – Dei um pequeno sorriso.

Olhei para trás. Os quatro estavam quase sumindo, mas antes vi o garoto se virar em nossa direção e eu tenho a leve impressão de que ele olhou diretamente para mim. Senti um arrepio incomum em minha espinha e então, eles sumiram.

Voltei a olhar para os meus amigos.

– Que tal se formos para o Klaus 's Diner? – Jack sorriu sugestivo e balançou as sobrancelhas para cima e para baixo.

– Para eu ficar de vela? Não, obrigada. – Respondi dando um sorriso irônico.

Jack revirou os olhos e bufou irritado.

– Por mim, tudo bem. – Sophia falou dando de ombros.

Agora foi minha vez de revirar os olhos.

– É claro que está tudo bem para você. – Não precisei dizer mais nada, apenas cruzei os braços.

– Para de ser chata, S/n. – Jack disse fazendo uma careta.

– Não sou chata, apenas não quero ficar segurando vela para vocês. – Disse como se fosse óbvio – e era.

– Bem, de qualquer forma, são dois contra um então vamos logo. – Sophia terminou de beber a água da garrafa.

Os dois me olharam com sorrisos convencidos e seguiram para o carro.

– Vamos logo, S/n! – Jack me chamou alto.

Bati o pé frustrada e segui os dois, dei a chave para Sophia logo entrando nos bancos traseiros. Seguimos a rota de volta para o centro de San Francisco, estacionamos em frente à lanchonete que fica perto da casa de Jack.

– Olha se é para ficar de vela, pelo menos me paguem algo para comer. – Disse antes de descermos do carro.

– Ah, tudo bem, a gente paga, podemos ir agora? – Sophia perguntou impaciente.

– Vamos. – Respondi sorrindo.

Saímos do carro. Observei olhando debochada para Sophia e Jack arrumando as suas roupas.

– O quê? – Jack perguntou se fazendo de desentendido.

– Sério? – Perguntei reprimindo um sorriso.

Ele deu de ombros e começou a andar, Sophia foi logo atrás, dei uma pequena risada dos dois e os segui. Adentramos o local que estava muito movimentado como é de costume nos finais de semana.

– Vamos sentar ali. – Apontei para uma mesa vaga mais para o fundo.

Os dois assentiram e nós fomos para lá, quando nos sentamos, pegamos os cardápios e começamos a decidir os nossos pedidos. Eu sentei de costas para a porta e consequentemente, para o balcão também. Sophia e Jack se sentaram em minha frente.

Logo Skyler apareceu, a garçonete daqui e a crush de Sophia, ela também é a filha mais nova de Colin, o dono do Klaus 's Diner. E sim, o nome do dono do Klaus 's Diner, não é Klaus e sim Colin, estranho, não é?

Sua pele era morena, sua boca muito bem desenhada e avermelhada, seus olhos eram castanhos cor de mel muito claros, seu cabelo era mediano, liso, castanhos escuros e tinha uma franja nas duas laterais.

– Olá, boa tarde. – Ela sorriu gentil para a gente.

– Oi, Skyler. – Sorri de volta para ela.

– Oi, S/n. – Disse sorrindo para mim. – Oi, Jack. – Ela sorriu para o garoto que estava observando algo atrás de mim.

– Oi. – Jack respondeu em um tom sonhador.

Eu não preciso ter olhos nas costas, me virar para trás ou ser adivinha para saber o que, ou melhor, QUEM ele está olhando. Jeffrey, o balconista daqui, irmão mais velho de Skyler e o crush supremo dele.

Jeff, como o chamamos, não é muito diferente da irmã, Sky, sua pele também é morena, os cabelos lisos e escuros, porém cortado, olhos também claros. Qualquer um poderia dizer que são gêmeos.

– Oi, Soph. – Skyler sorriu mais abertamente para a minha amiga.

– Oi, Sky. – Sophia a comprimentou retribuindo o sorriso.

As duas ficaram se encarando fixamente. Fechei a cara. Jura? Tensão sexual a uma hora dessa do dia? Pelo amor, né?

– Será que dá para vocês pararem com isso? Eu estou com fome, sabia? – Disse aborrecida.

Sophia revirou os olhos enquanto desviava o olhar, Sky abaixou a cabeça com as bochechas rosadas.

– Você às vezes é insuportável, sabia? – Sophia me olhava brava.

– Grandes merdas. – Sorri debochada.

No final de tudo, eu pedi um X-tudo com batata extra e milkshake do grande, claro que quem vai pagar tudo é Sophia e Jack.

– Levem isso como um pagamento. – Disse sorrindo para os dois.

Skyler e Jey, como o chamamos às vezes, tinham se sentado na nossa mesa por convite dos dois, mas eu parei de me importar assim que a comida chegou, então depois de quase duas horas ali, nós pagamos – e com nós eu quero dizer eles – e fomos embora.


Notas Finais


□ Fic nova na áreaa □

☆ Espero que gostem. ☆

○ Até o próximo capítulo. ○

♡ Beijú. ♡

¥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...