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História Sweet Revenge - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Incorrect Password


Ásia, Dubai, 29 de Fevereiro, 1:30 AM

P.O.V.'s Kayla Tageryan

Fiquei olhando para o teto do meu quarto, suspirando pesadamente, me levantei e fui tomar um banho rápido, olhei para meus cabelos, estão enormes.

Pego uma tesoura na gaveta.

Cortei os cabelos, na altura dos ombros, joguei os cabelos cortados no lixo, fui para meu closet, vesti uma calça preta e minha blusa preta curta colada no corpo, com a jaqueta de couro branca por cima, com minha bota de cadarço de plataforma.

Arrumo os cabelos, os jogando de lado, e faço a maquiagem, delineador, e batom vermelho.

Desci e comi alguma coisa, pegando um notebook e procurando por Hailey. Ela está em um hotel duas estrelas. Pego minha Lamborghini Veneno, e vou dirigindo, coloco a rádio e começa uma música "Rare", já escutei essa música em algum lugar... Troquei de música, colocando em 7 Rings, de Ariana Grande.

Antes de parar na frente do prédio, alguém aparece do nada, me fazendo parar rápido.

A mesma vem até a porta do meu lado e entra no carro.

- Bom dia, acordou cedo hoje? - Fala Hailey.

- Nem dormir. - Falo suspirando, a olhando de soslaio.

- Vamos para algum lugar. - Concordo com a cabeça e começo a dirigir, com a gente parando em uma praia.

Descemos do carro e vamos andando até perto do mar.

Conosco sentando na areia, comigo observando a lua beijando o mar, é simplesmente lindo sua luz refletida nas águas negras, nessa mar escuro.

- O que você quer Hailey? - Pergunto mexendo no cabelo.

- Você devia está na Rússia, não está protegida aqui. - Rir.

- Aqui é o lugar mais protegido do mundo para um Tageryan.

- Kayla, sua mãe não era burra, ela sabia que eu estava viva, a alguns anos atrás ela foi atrás de mim...

- É mesmo? E porquê?

- Porquê você está em perigo, e pediu para te avisar que seu inimigo está mais perto do que imagina, ela não sabia quem era, só sabia que estava próximo. - Fala a mesma desenhando um círculo na areia.

- Eu tenho muitos inimigos, mas ninguém pode comigo, eu sou uma Tageryan, não tenho medo de nada e nem de ninguém. - Ela revira os olhos bufando.

- Eu sei, eu sei, mas eles podem te machucar de outras formas, você sabe que sim. Você ama, e amar... Não é uma coisa boa.

- Eu não amo ninguém. - Eu não sei o que é amar, como amar ou como se sentir amada.

- Ama sim, só não sabe disso, e... Você gosta daquele tal de Justin Bieber, aliás, ele é um gato.

- Não gosto dele, porém, é mesmo um gostoso aquele homem. - Disse fazendo nós duas rir.

- Já imaginou, se não tivesse nascido nessa vida?

- Qual vida? Bonita, rica, popular e inteligente?

- Não, maltratada, torturada, fria e não amada.

- Amor não existe Hailey, já devia saber disso, o amor não nos leva a canto nenhum, apenas é uma mar negro e profundo que só nos afunda.

- Daqui a alguns anos, talvez você mude de ideia.

- Com certeza não, eu não acredito e ponto.

- Você precisa tomar cuidado, com tudo e todos ao seu redor, nem todos viram para o bem, ok?

- Não que eu seja do bem. - Faço ela rir.

- Você tem a alma boa, só foi... Instruída de forma errada.

- Eu não sou boa. - Falei com raiva.

- Ok. Senhorita sou do mal. - Escuto um barulho e me viro.

- Você escutou isso? - Pergunto tentando olhar na escuridão.

- Isso o quê?

- Tipo energia acumulada, como uma arma de choque. - Falei atenta.

Alguém pega no meu pescoço, me levantando e apertando o local, prendendo minha respiração, e a apertando minha veia direta para o cérebro, me deixando sufocada e tonta.

- Bem que disseram que você era boa com armas, Kayla. - A voz de homem ao pé do meu ouvido é abafada com os gritos de Hailey, vejo ela sendo eletrocutada. - Sua vez.

Antes que eu possa fazer alguma coisa, a arma de choque entra em contra a pele na minha barriga, comigo sentindo as cargas de energia passando pelo meu corpo, porém eu não grito. Olho para ele com ódio com minha bochechas tremendo pela energia.

- Essa é mais difícil. - Fala o que me segurava.

- Claro né, uma Tageryan, o chefe disse que ia ser assim. - chefe, é homem.

Sinto minhas entranhas queimando, e minha visão ficando turva, aperto o "KT" da minha pulseira, antes de cair no chão tendo convulsões por causa da energia, apaguei ficando tudo preto e distante.

{...}

Abri os olhos assustada, girando a cabeça para observar o local, é um galpão pelo formato, escuro, com uma Hailey desmaiada a minha frente.

Forço minha mãos e sinto uma dor cortante, algema. Nos pés também tem o mesmo, na minha boca tem um pano amarrado com força.

- Se acalma, Kayla... - Era a voz daquele homem, novamente. - Ou prefere, Senhorita Tageryan?

Revirei os olhos, idiota.

- Ah, esqueci que não pode falar. - Disse, comigo bufando, ele se aproxima e tira o pano da minha boca, o deixando apoiado no pescoço.

- Obrigada. - falei com sarcasmo.

- De nada, sabe Kayla, quando o chefe falou que não seria fácil te pegar, eu imaginei uma briga, sei lá, algo mais interessante.

- Deve ser porquê você me eletrocutou, se não eu tinha afundado seu nariz dentro da sua órbita.

- Ui, nervosinha, mas vamos logo ao o que interessa. - Disse ele pegando um tipo de chicote de aço. - Qual a senha?

- Senha? Senha de quê idiota, eu tenho muitas senhas. - Falei revirando os olhos, ele me olhou com raiva, posicionou o chicote e lhe direcionou com toda sua força no meu rosto, sinto o chicote acertar minha bochecha com força, e criar uma ardência horrível, grunhir de raiva, não é tão fácil assim me fazer gritar meu anjo, já passei por torturas piores.

- Só responde, você sabe qual senha.

- De quê? Bancos? Casas? Armas? Arsenais? Códigos do Governo? Da NASA? - Falo sentindo minha bochecha arder muito, como se algo quente tivesse sendo pressionada contra ela.

- NÃO! A SENHA!

- EU NÃO SEI QUAL É ESSA SENHA! - Grito de volta, tenho cara de mãe Joana pra gritar comigo amado?

- SABE SIM! - Grita ele com raiva, vai até minhas costas e me ajuda a levantar, soltando apenas os pés, pega nos meus cabelo e me arrasta até um pau de ferro, colocando minhas mãos para cima, as trancando lá.

- Nada que faça, vai me fazer falar, porquê eu não sei o que você quer. - Falei revirando os olhos e escutando uma tesoura, e sinto a ponta gelada nas minhas costas, ele rasgou minha blusa, quando acordei já estava sem jaqueta, e fez o mesmo com o sutiã. - Que merda?

- Se não vai falar, vai gritar.

- Pode ir... Eu aguento. - Já aguentei muito nessa vida, nada vai me machucar mais, nada e nem ninguém.

- Vamos ver, princesa. - bufei rindo. - Você é corajosa.

- Eu rio na cara do perigo, porquê... Eu sou ele, é meu nome do meio.

- Vamos ver.

Escuto algo, como se dois couros se batessem, tipo um barulho de cinto dobrado, quando puxamos as pontas.

Fechei os olhos esperando, e quando veio, foi com força, uma chicotada nas minhas costas, me fazendo ir para a frente com a força bruta, e com certeza, ficou marcado.

Não fiz nada além de engolir a minha dor, e fui contando.

Um, dois, três chicotadas, quatro, cinco, seis...

Ele não parava, parecia descontar toda a sua raiva em mim, e eu me mantive de pé, sem gritar, falar, nada, apenas contando na minha cabeça, absorvendo a dor.

"A dor é criada na nossa cabeça, como alerta do cérebro para avisar que algo está errado, porquê é importante, por isso sabemos quando estamos machucados, ou quase morrendo, mas se você controlar isso, poderá absorver a dor, a controlar, e é isso que vou lhe ensinar, Kayla."

Eu escuto na minha mente as palavras da minha mãe, e me concentro, assim como ela me ensinou. Imagino outras coisas, e vou deixando a dor longe.

E não sei porquê, minha mente me leva para o primeiro beijo que Justin me deu, foi na casa de praia.

Me concentro nas sensações que tive naquele momento, e depois na minha casa, quando eu o chupei, ainda consigo escutar seus gemidos e isso me distrai.

- Merda, você não faz nada. - Escuto ele falando, e sinto que parou, e quando meu cérebro volta a concentrar na dor, sinto minhas costas em carne viva, como se eu tivesse pagado todos os meus pecados, minhas pernas estão para desabar, porém continuo firme, minhas costas latejando de dor, o sangue quente escorre pelas minhas costas, e a dor cruciante me queima por inteiro, ele me solta, e me arrasta até a parede, prendendo minhas algemas em um tipo de ferro, que é encrustado na parede, circular.

Vejo que Hailey já está acordada, e com os olhos assustados me olhando.

Está tudo bem.

Falei com os lábios, e ela suspirou de leve. Fechei os olhos, contraindo os músculos a me encostar sem querer na parede, me arrumo de lado.

Observo ele ir até Hailey.

- Oi, moça, como é seu nome? - Pergunta.

- Hailey Baldwin. - Fala a mesma entre os dentes.

- Você a é a famosa caçadora de recompensas? - Parece que fiquei desatualizada sobre Hailey.

- Hum, me conhece que bom. - Ele pega no seu rosto, aproximando o seu do dela, e tenta a beijar, a mesma cospe na sua cara.

- Vadia...

Ele dá um tapa no seu rosto.

- Talvez você queira levar umas chicotadas também...

- NÃO! - Grito firme, porquê me importo mesmo? Não me importo. - Você quer algo comigo, e não com ela, a deixei em paz.

- Que bonito da sua parte, porém... Não. - Fala ele sorrindo para mim.

Você vai se arrepender disso.

Imagino várias formas de fugir, e depois de matar ele, será que tem pessoas lá fora? Se sim, quantas? Consigo matar todos? Preciso de uma arma, uma faca talvez.

Meus pensamentos fogem de mim quando escuto o grito de Hailey.

- Essa grita. - Fala ele.

Observo ele cravando uma faca na perna dela, e depois a tirando, fazendo a mesma gemer de dor.

Ele passa a ponta da faca no seu rosto, fazendo um círculo na bochecha, saindo um pouco de sangue.

- Para, deixa ela, porquê não faz isso em mim? - Pergunto.

- Não... Não, Kayla... Tá tudo bem. - Hailey está sentindo muita dor, sua voz denuncia tudo.

- Isso é um desafio? - Ele me olha com chamas nos olhos.

- Isso é uma aposta. - Falei sorrindo, um sorriso lindo, até porquê... Quem seria Kayla Tageryan, se não risse da cara do perigo não é?

- E se você gritar?

- Digo o que quiser. - Falou-me.

- Mas, meu amigo, vai tortura a Haileyzinha ali. - Não!

- Não, apenas eu.

- Isso não é negociável. - Falou-me com um sorriso assassino.

- Pega mais pesado comigo.

- Com toda certeza.

Ele me leva até a cadeira novamente, dessa vez com cada pulso preso de um lado, e tornozelo também.

Ele chama o outro cara da praia, e ele começa a torturar Hailey.

- O que faço com você? É uma novidade para mim, Tageryan.

- Você vai ser procurado quando eu sair daqui, você sabe sobre o código Tageryan. - Falei sorrindo para ele.

- Qui occisus est apud nos venari

- Matamos aqueles que nos caçam, muito bem. - Falei sorrindo de lado.

Lembra que eu falei que é um crime matar um Tageryan? Pois é, aquele que tenta, ou machuca um Tageryan, fica na lista negra, e todo aquele, grandes ou pequenos, que o vê, pode matar, e receberá uma recompensa.

- Quem disse que você vai sair daqui? - Ele sorriu assassino.

Só não sabe ele, que tenho certeza que vou sair daqui, se não, não me chamo Kayla.

P.O.V.'s Bonnie Tageryan

Estava na sala de computadores quando recebi um alerta, e apareceu uma localização, e sabia que era Kayla, não chamei ninguém e me troquei, pegando armas e pegando um carro, indo em direção de onde dizia que ela estava.

Parei um pouco longe abandonando o carro, era no meio de um lugar meio deserto, ando até onde o sinal de sua localização fica mais grande.

E é um grande galpão, bem protegido, com... Começo a contar os caras armados que andam ao redor... Vinte e sete, consigo passar por todos eles?

Vou testar.

Pego o silenciador dentro da bolsa que preparei, e coloco na arma que é de longo alcance, miro no primeiro cara, e a bala vai bem no pescoço, os outros começam a procurar de onde veio, e me escondo, mudando de lugar devagar, mirando em outro cara.

E assim eu matei oito, ok, agora falta só dezenove. Mas o pior é que todos agora estão mais atentos, e me procurando.

Sinto algo no meu pescoço, como um fio de aço, e começo a ser enforcada, sinto meu pescoço doer. Dei uma cotovelada na pessoa, com força na barriga e me virei rápida quando ele afrouxou o fio, e lhe dei um chute certeiro no rosto.

- AQUI ELA ESTÁ AQUI! - Grita ele e lhe dou um murro na cara.

Olhei para todos ali, e liguei o foda-se, saí correndo em direção de um, me abaixei quando ele me apontou a arma e chutei sua perna fazendo ele cair, quebrei seu pescoço.

Pegando sua arma e atirando em outro, alguém chuta minhas costelas e me viro pegando sua perna e puxando, o fazendo cair.

Meu rosto vai para o lado com força, quando recebo um murro.

{...}

Corro para dentro do galpão, me escondendo, meu nariz escorre sangue, minha boca está com gosto

de ferro, cada parte do meu corpo dói.

Me escondi, e escutei gritos, meu deus são elas...

- Mini Tageryan... Cadê você? - Uma voz grave pergunta.

Estão me procurando, merda, pego meu celular e mando uma mensagem para Jazmyn.

"Atende a porcaria do celular, Jazmyn Bieber"

Depois disso eu ligo para ela.

- Jazzy... Aqui é escuro... Não sei onde estou... Jazzy, me ajuda - Falei, e sinto uma vontade enorme de chorar, escuto os gritos, e a voz de Kayla.

"DEIXA ELA EM PAZ"

- Cadê você Bonnie? - Essa voz de novo, ele tá atrás de mim.

- Eles vão me pegar, pegaram ela... Pegaram elas.... Escuto seus gritos... Pegaram elas.... Escuto os gritos.

- Bonnie, se acalma, onde você está? - Pergunta Jazzy, com a voz calma.

- ACHEI VOCÊ! - Grita ele.

O mesmo pegar no meu pé e me puxa, chutei seu rosto e ele soca a minha cara, me fazendo derrubar o celular. O empurrei e o chutei, o socando várias vezes, comigo botando o celular no ouvido.

- NÃO! NÃO! JAZMYN POR FAVOR ME AJUDA! JAZMYN! JAZMYN! - Ele pega o celular e joga na parede com força o fazendo quebrar.

Ele bate na minha cabeça com a arma, e tudo fica preto.

{...}

Abri os olhos devagar, com minha cabeça pesada, escuto um grito e me desperto, olho para o lado e vejo uma Hailey toda machucada, sim, eu sei quem é ela.

Está com a cara toda vermelha, com sangue saindo de todo lado, muito machucada, e gritando pra caralho.

Kayla se encontrada parada, muito machucada e torturada, ela me olha e sorrir de lado fraco.

Vai ficar tudo bem.

Falou, com seus lábios, eu comecei a chorar a vendo daquela forma.

Meu deus.

- Bom dia!

Fala um homem ao longe, e nós nos viramos para olhar.

- Saudades Tageryan?

- Tio? - Pergunto o olhando.

Ele se vira olhando para mim.

- Olá, mini Tageryan. 


Notas Finais


Voltei, quem amou? Ninguém, pq ninguém ler isso aqui sksksks


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