História Sweet Shout - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~CoffeeKing

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Anna Heartfilia, Erza Scarlet, Evergreen, Flare Corona, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Ashley, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Metalicana, Michelle Lobster, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rufus Lore, Sayla, Scorpio, Sting Eucliffe, Taurus, Ur, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Nalu
Visualizações 93
Palavras 3.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá de novo ^^
Essa é minha nova fanfic que foi tirada da minha pequena cabecinha conturbada. Essa história será escrita com a ajuda de ~CoffeeKing.

Espero que gostem, assim como estou gostando de escrevê-la.

Pequenos avisos↓

•×• Os personagens dessa história não me pertencem, e sim, ao querido Tio Hiro.

•×• Por conta da personalidade de Lucy, vocês podem ver algumas semelhanças com a Arlequina, mas algumas frases dela não serão usadas o tempo todo.

•×• Como tenho outras três fanfics, mais uma só iria me sobrecarregar ainda mais. Mas, como eu não consigo deixar uma idéia passar, decidi postá-la, mas seus capítulos serão postados apenas uma vez no mês.

•×• Não sintam raiva da Lucy, digamos que ela apenas tenta evitar sofrer outra vez.

•×• Lembranças serão escritas com letras em negrito (mais escuras) e itálico (mais curvadas).

•×• Pensamentos serão escritos em itálico. Igual a citações, como o começo do capítulo (letras curvadas).

•×• Negrito (letras mais escuras) será usado para ênfase.

•×• Imagens de capa não tem significado nenhum.

Só isso que tenho a dizer. Boa leitura a todos ^^

Capítulo 1 - PRÓLOGO.


Fanfic / Fanfiction Sweet Shout - Capítulo 1 - PRÓLOGO.

Sweet Shout.

Escrita por: Hearts_ e CoffeeKing.

Data de postagem: 12.11.2017


Sweet Shout

PRÓLOGO.


“Os pingos de sangue espalhavam-se por seu rosto. Seu olhar estava apavorado, já não parecia mais a adolescente sorridente de horas atrás. Agora, seu dia, que era para ser o mais especial de todos, se transformou em seu pior pesadelo.”

— Heartfilia! Não temos o dia todo, saia logo daí! – ouvia a voz grossa do homem de aproximadamente quarenta anos. Mas, àquela informação não era importante, tanto para ela, quanto para qualquer outra pessoa. – Não me faça entrar ai, garota! – a irritação era presente em sua voz, mas tudo aquilo só a entretia ainda mais.

O som de uma pequena risada foi ouvido. A loira ria como se tivessem acabado de lhe contar uma ótima piada. Levantou sua cabeça lentamente, se acomodando melhor na simples cadeira de ferro daquela sala vazia, podendo-se ouvir o barulho das correntes que tocavam o chão.

— Que ridículo. – disse parando de rir, porém, manteve um sorriso lateral, mostrando o quanto estava se divertindo. – Não acha melhor ir atrás da vadia da sua esposa, ao invés de tentar me tirar daqui?

O guarda grunhiu raivoso, como uma simples garota poderia ser tão irritante e estranha.

— Cala a boca e venha logo. – Disse entre dentes, se aproximando em passos pesados até a garota. – É hora do banho de sol.

— Não estou afim! – sua voz agora, sairá em um tom irritado. Era incrível como seu humor mudava repentinamente.

— Não perguntei se está. – O homem disse, arrastando-a para fora daquelas quatro paredes.

Ela andava sem muita pressa, tudo que menos gostava naquele lugar era se encontrar com suas ‘colegas’. Seus pés descalços se arrastavam pelo chão gélido e áspero do corredor, ouvindo o único som das correntes de seus tornozelos se chocando contra ele.

— Volto daqui a vinte minutos para buscá-la. – O guarda disse sério, mas parou segundos antes de cruzar a porta de grades metálicas – E por favor, tente não causar nenhuma confusão desta vez. – E foi embora.

— Tsc. – Caminhou até o muro e se sentou no chão, aproveitando a sombra que o mesmo proporcionava. Odiava claridade.

— Ora, ora, ora, vejam só que retornou. – Ouviu-se uma voz debochada, fazendo a loira olhar a garota de longos cabelos castanhos a sua frente.

— Olhe só, se não é a vadia número um. – Soltou uma gargalhada – o que quer, Kagura? – perguntou sem paciência.

— Ooooh ela está bravinha! – Riu se agachando em frente a loira – O que foi, Lucy? Não gostou do último castigo? – a morena soltou uma gargalhada, sendo acompanhada pelas outras detentas.

— Deixa eu te falar uma coisa bem engraçada, Kagura. – A loira se aproximou. Seu rosto estava a pouco centímetros de distância do da garota, com seus olhos semi-cerrados. – O quão deve ser divertido, ver uma cadela pedindo para sair da coleira? – a confusão na fase da garota era perceptível, mas logo teve seus olhos arregalados, ao sentir a pressão das correntes do pulso de Lucy em seu pescoço.

— P-pa-par... – a garota mal formulava uma palavra. Seu rosto já estava vermelho, pela tamanha falta de ar. Lucy, por outro lado, ria como criança.

— Oh sim! Você não imagina o quão é divertido!

Com os barulhos das vaias que as mulheres faziam, guardas começaram a invadir o pátio para ver a razão de tanta balbúrdia. Logo puderam ver a loira sob o corpo de Kagura, que estava quase inconsciente.

— GUARDAS! TIREM A DETENTA F-322 DE CIMA DA DETENTA B-318!

Mas antes que os guardas se aproximassem de Lucy, ela se levantou com as mãos para cima. Ela sabia que alguns estavam armados e que apontavam para ela. Estava quieta e de cabeça baixa, ninguém sabia o que passava pela cabeça conturbada da garota. Afinal, ela quase matou uma ‘colega’.

— Não se preocupem. – Pronunciou-se chamando a atenção de todos – Eu não iria matá-la. –Sorriu ironicamente abaixando as mãos – Mas, não seria surpresa caso eu fizesse isso, não é mesmo? Afinal, não é isso que sou? Uma A.SSA.SSI.NA. – falou pausadamente, se aproximando de um dos guardas que se mantinha em pose para atirar. Mas, ele não iria fazer aquilo, e ela sabia. – A garota que matou a família. – disse em um murmuro, gargalhando mais alto, tocando no cano da “38” que estava na mão do policial – Bela arma – ela disse sincera – agora só faltam as balas. – E deu as costas – Quero ir para minha cela.

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— Outra vez, Heartfilia? Eu já lhe disse que comportamentos assim não serão admissíveis nesta unidade de reabilitação! Acho que já lhe informei das regras de convivência e não quero voltar a vê-la de baderna com as outras detentas. Espero que tenhamos entendido. – Aquele era o diretor do lugar. Ele era moreno e usava roupas engraçadas, igualmente seu bigode. Chamava-se José. – Espero que tenhamos entendido! – ele repetiu, podendo ver a loira se remexer na cadeira de ferro.

— Tsc. Manicômio idiota. – Ela disse, abaixando sua cabeça na cadeira onde era mantida acorrentada.

José soltou um longo suspiro e saiu da sala simples, composta apenas por uma cadeira e uma pequena prateleira com livros não muito novos.

*

José chegou em sua sala e sentou-se em sua cadeira, logo chegaria sua visita. Estava totalmente nervoso, pois quem entraria por aquela porta, não seria qualquer pessoa.

Toc-toc

— Entre.

— Senhor José, sua visita chegou. – Disse a secretaria, em seu tom formal.

— Mande-os entrar.

Logo, porta se abriu, e um moreno alto de terno preto e gravata vermelha entrou. Sua pele era um pouco bronzeada, sua barba malfeita e seus cabelos curtos. Haviam algumas cicatrizes ao lado de seu olho esquerdo e mantinha-se em uma feição séria. Estava acompanhado de uma mulher com longos cabelos rosas, dando-lhe um certo destaques. Ela vestia um terno cinza, e em suas mãos segurava uma prancheta.

— Prazer senhor José, meu nome é Mest Gryder. Sou responsável por representar o Governo Japonês.

— Seja bem-vindo ao Manicômio Phanton Lord. Fui alertado da sua visita, mas, o que o governo Japonês quer aqui? – indagou José. Mest, logo fez um pequeno sinal com sua mão, o que fez sua acompanhante lhe entregar a prancheta. Ele pegou e passou para José, que a segurou com cuidado.

— Algumas autoridades do centro psicológico do estado, afirmaram um plano que está em fase de teste. Esse plano serve para Adolescentes com problemas mentais tentarem se curar através de suas relações com a sociedade. Enviaremos Adolescentes que estão internados nesse manicômio a escola por uma semana.

— O que? O governo ficou louco? – José jogou a prancheta na mesa e olhou incredulo para o homem a sua frente. – Adolescentes ou não, a alguns aqui acusados de matarem a própria família a sangue frio! O que acha que eles poderiam fazer com a tal sociedade lá fora? Os estudantes vão correr perigo!

— Estará tudo sobre o nosso controle, senhor José, nós estaremos de olhos neles vinte e quatro horas por dia. Enviaremos pessoas disfarçadas, completamente treinadas e capazes de pararem até um assassino de elite só para ficarem de olho nos pacientes. E também iremos escoltar a escola durante o período de aula para que não tenha nenhum acidente.

— M-mas... – José se sentou sobre sua cadeira totalmente nervoso pela declaração. Afinal, havia Lucy, uma garota totalmente louca e perigosa, internada ali. Que não mediria esforços para acabar com qualquer pessoa que a irritasse.

— Mais um detalhe, os pacientes serão divididos, cada um irá para um internato diferente. Assim, não haverá confusão se um paciente encontrar outro paciente e querer causar qualquer baderna que seja.

José suspirou e pensou mais um pouco. Mest então, pegou uma caneta e colocou sobre a prancheta com linha de autorização e empurrou a José.

— Será uma boa forma de tratamento. – O homem insistiu.

— Por favor, impeçam qualquer problema que aquela garota possa oferecer. – Disse baixo e assinou o papel.

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No dia seguinte, Lucy ainda permanecia de cabeça baixa. Seus longos cabelos louros tapavam a total visão que poderiam ter sobre seu rosto. Resmungou baixo, revirando-se na cadeira de ferro.

— Heartfilia, você foi chamada para ir até o pátio. – disse um guarda diferente do dia anterior. Aquele parecia ser bem mais novo.

— O que aconteceu com o Bob? A mulher o largou de vez? – ela riu, levantando a cabeça, deixando assim, seus cabelos caírem como fios dourados sob seu colo.

— Não tenho permissão para tal informação, apenas me siga em silêncio. – Ele disse a pegando pelo braço, nada que a machucasse, apenas um meio utilizado pelos guardas.

— Quantas vezes tenho de dizer, que não gosto de me encontrar com aquelas idiotas? Vocês ignoram tanto isso que me fazem pensar serem burros! – ela disse irritada, recebendo apenas silêncio como resposta do mais velho.

Ao chegar no pátio, Lucy fechou os olhos levemente, por conta da claridade. Mas, pode ver que outros pacientes com idades parecidas com a sua enfileirados no pátio. Na frente deles, estava José, e ao lado, um homem e uma mulher vestidos elegantemente.

— O que está acontecendo aqui? – Resmungou Lucy e o guarda continuou em silencio.

Depois que todos os pacientes estarem em fila. Mest, deu um passo à frente, alargando a gravata e olhando para os adolescentes com sua pose séria.

— Bom dia a todos vocês, meu nome é Mest Gryder e eu vou ser responsável por uma nova força tarefa que nós do estado, estaremos iniciando a partir de hoje!

— Estado? O que o governo quer com um bando de loucos como nós? – gritou um dos pacientes e Lucy olhou com atenção a resposta de Mest.

— Vocês vão voltar para a escola.

Houve-se um grande silêncio. O espanto de todos que estavam ali era evidente. Mas logo puderam ouvir uma risada, fazendo todos olharem em direção a loira de corpo esbelto.

— Voltar a escola? Quer dizer, estudar de novo? Com pessoas normais? – Perguntou Lucy desconfiada, porém, enxugava pequenas lágrimas no canto de seus olhos, resultado do pequeno ataque de risos.

— Isso mesmo. – Mest se aproximou, olhando para Lucy. – Mas antes, vocês irão passar por um teste.

Todos o olharam estranho. Estavam confusos com tudo aquilo. Mest, apenas deu um sorriso de canto e disse:

— Irão passar uma semana dentro de um internato. Até lá, vocês serão analisados e avaliados por psicólogos que estarão juntos com vocês. Se vocês passarem, vão poder estudar normalmente como estudantes comuns e se socializar com outras pessoas. Mas claro, se houver alguma anormalidade ou quebra de regras, nós tiraremos vocês das escolas imediatamente e vocês voltarão para cá e nunca mais sairão até a segunda ordem.

A moça de cabelos róseos o entregou uma folha de chamada, e ele começou a ler em voz alta.

— O nome que eu dizer, dê um passo a frente. – Ele disse, vendo todos confirmarem – Quero dizer que será apenas um teste, então não serão todos mandados para os internatos. – Ele se ajeitou e começou a ler a folha. – Kagura Mikazuchi. – Ele disse fazendo a morena ri e dar um passo à frente. – Minerva Orland, Sheron Mary, April Smith, Chelia Blendy. – Ele dizia enquanto as garotas davam passos à frente – E por último, mas não menos louca, Lucy Heartfilia. — Mest chamou e Lucy olhou incerta para o mesmo, mas mesmo assim deu um passo à frente e pegou um papel que a moça de cabelos róseos a entregou.

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“Isso é loucura! Onde está a cabeça do governo para quererem mandar um bando de loucos de volta à escola? Isso é simplesmente patético!”

Esses pensamentos passavam pela cabeça de Lucy, enquanto ela era “arrastada” de volta para sua cela. Poderia levar o que quisesse, desde que não fosse uma arma. Mas, em que raios de lugar ela acharia uma arma?! Não tinha muita coisa. Afinal, sempre usava o uniforme branco da clínica, e suas mãos viviam acorrentadas.

Depois de meia hora, ela havia escolhido três livros de “sua” pequena prateleira. Seria levada naquela tarde para uma pousada perto do aeroporto, onde pegariam o avião na manhã seguinte. Claro, ela não iria sem escolta.

Depois de algum tempo, dois homens grandes e musculosos entraram no pequeno “quarto”, sendo acompanhados pelo diretor que tinha uma chave em mãos.

— Vim soltar você. – José disse a contra gosto, arrancando uma risada da loira.

— E para isso precisou dos guardas costas. – Ela riu, sentindo um alívio estranho em seus pulsos e tornozelos. Era estranho depois de tanto tempo, finalmente está “solta”.

— Levante-se, não temos o dia todo. – Ele saiu, ignorando-a, mas logo os dois homens a pegaram pelo braço, levando-a embora dali.

“Que comece a diversão”

Pensou Lucy, com um grande sorriso em seus lábios.

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— Então... – a loira quebrou o silêncio, mas ninguém se deu o trabalho de olhá-la ou prestar atenção no que iria dizer. – Ah claro, não se preocupem, podem me ignorar! – ela disse cruzando os braços emburrada.

Chegando fora do manicômio junto com as outras detentas, pode ver o homem de mais cedo, o tal de Mest. O homem de estava acompanhado de cerca de vinte homens fardados e muito bem armados.

— A partir de agora, vocês serão escoltadas por meus homens até o aeroporto, onde encontrarão dois soldados de elite do governo. Eles irão acompanhá-las para suas novas casas. – Ele disse sério – Como esse novo método de reabilitação ainda não foi anunciado oficialmente, ainda é segredo de estado, então peço que fechem a boca e não falem até falarem com vocês. – Terminou de falar, se virando para a loira que levantava o braço.

– Licença...

— O que quer... – olhou a ficha – Heartfilia?

— Tenho fama de ser bem irritante – ela riu – só para deixar claro.

— Já estou percebendo... – Mest disse revirando os olhos.

— Se vamos sair daqui, precisaremos de um lugar para ficar, e eu tenho certeza que ninguém da minha família vai querer ficar comigo. – disse Kagura – Onde eu vou ficar?

— Como eu disse mais cedo, vocês vão para um internato. – Mest disse.

— Internato? – ela perguntou confusa.

— É uma escola que você pode morar nela, sua caipira. – Disse Lucy calmamente, o que fez uma veia saltar da testa de Kagura.

— Eu.não sou.caipira! – a morena disse entre dentes.

— Acho que ao invés de mandar esse coiote para um internato, deveriam exportá-la para uma fazenda, quem sabe assim, seria útil enquanto tirava o leite de suas ideais. – A loira falou com um sorriso no rosto, ignorando a garota que era segurada por um guarda, enquanto tentava ir até Lucy. – Fique calma, Kagura. – Lucy se pronunciou descontraída – Estou apenas te elogiando. – Deu uma piscadela.

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Olhava totalmente encarada todo o cenário do lado de fora do carro pela janela, era incrível como praticamente tudo havia mudado em apenas três anos. Ainda pensava seriamente sobre tudo o que estava acontecendo com ela. Primeiro, seu dia aconteceu normalmente, igual a todos os dias. Segundo, havia sido chamada no pátio pela segunda vez, o que nunca acontecia, por isso estranhou. Terceiro, estava indo para outra cidade como se nada tivesse acontecido, para que pudesse fazer o terceiro ano e, talvez, poder cursar uma faculdade. Riu internamente. Aquilo tudo era muito louco, chegava a ser tão surreal, que ela nunca tinha optado ou pensando que algum dia poderia ver o mundo de “fora” novamente. Até se sentia com um pouco de medo, afinal, três anos sem convivência com adolescentes “normais” a fazia de certa forma, ficar insegura. Mas, ela não iria deixar alguém notar que ela estava se sentindo daquele jeito, iria continuar sendo a louca assassina que todos pensavam, mas que estavam enganados.

— Dez minutos até chegarmos ao aeroporto de Chicago. – Um dos seguranças falou para seu parceiro, fazendo com que o mesmo confirmasse.

Apenas soltou um suspiro e se acomodou no banco de couro preto.

— Você é bem bonitinha. – o segurança que estava no banco do carona se virou para ela com um sorriso no rosto. – Uma pena é que não bate bem da cabeça – riu alto.

A loira riu ironicamente, ignorando as idiotices que o homem lhe falava.

— Deixe a garota em paz. – disse o motorista, fazendo Lucy soltar um suspiro de alívio – Ou ela pode tentar te matar também. – riram juntos.

— O que? Devo matar os dois e fugir? – falou chamando a atenção dos dois homens – Ah! São as vozes. – ela riu – não se preocupem, não foi o que elas disseram... – A garota então, apenas se apoiou no banco do motorista, e se aproximou do ouvido do mesmo, sussurrando calmamente. – Mas, até que não seria má idéia... – pôde ver o homem dar um pequeno sobressalto, fazendo o carro sair um pouco do caminho. Ela apenas riu, voltando a se recostar no banco.

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Pov's Lucy

Tinha acabado de desembarcar na capital de Fiore. Magnolia parecia ser uma cidade bem acolhedora e movimentada.

Peguei a pequena mochila que me deram com meus livros e coloquei pendurada em um de meus ombros. A roupa que estava usando já estava me incomodando a um tempo, já que era de um tamanho inferior ao meu. O tempo todo eu era seguida por dois ‘muros’, que vigiavam até a porta do banheiro.

Pelo o que eu entendi, vou ser mandada para um dos internatos mais procurados dessa cidade. Isso me fez lembrar de antigamente...

“— Internato? Por que? Nunca dei trabalho para vocês dois! – a garota perguntou irritada, enquanto cerrava os punhos.”

“— Vai ser melhor assim, Lucy, Apenas aceite a vá para o seu quarto. Depois do seu aniversário de quinze anos, que será daqui a três semanas, você irá para o mesmo internato que minha mãe estudou na juventude. – O homem alto, de cabelos meio ralos disse calmamente.”

Sacudi a cabeça quando percebi que começava a tremer de tais pensamentos. Não quero voltar para aquele lugar de idiotas malucas, então vou tentar parecer... Normal.

— Vamos naquele carro preto. – avisou um dos homens.

Apenas conformei, não estou muito a fim de conversar com esses postes.

**

Já estava em frente a grande estrutura feita inteiramente de tijolos do século vinte. O lugar era bem grande e bonito. Tinha algumas bandeiras com um símbolo bem estranho, parecia até um passarinho contorcido.

Não sei quanto tempo fiquei ali, admirando tudo, mas acabei saindo de meus devaneios quando senti esbarrarem em meus ombros.

— Se aparece, garota. Não temos o dia todo para esperar a maluquinha. – falou um dos guarda que já entrava pelo portão.

— Não encoste em mim, idiota... – falei entre dentes, enquanto era puxada pelo braço por outra guarda.

— Apenas cale a boca, garota.

Espero que seja atropelado quando sair. – pensei.

**

— Finalmente sozinha! – comemorei ao entrar em um cômodo que, pelo o que a diretora falou, será o quarto que dividirei com outra garota.

— Tadaima... – ouvi o barulho da porta se fechando e me virei, encontrando uma garota de cabelos azuis – deve ser uma adolescente rebelde – e baixinha com uma mala de rodinhas. Seu rosto tinha um pequeno sorriso gentil.

Ótimo, minha colega de quarto é um Smurf.

— Ou nem tão sozinha assim... – falei com uma careta – Fala ae, tampinha, vai ficar aqui também?

Vi o sorriso dela desaparecer, tomando lugar uma careta emburrada.

— Já não basta o Gajeel, vou ter que aguentar outra pessoa falando do meu tamanho. – Ela murmurou, mas, graças a três longos anos de solidão, aprendi a apurar meus sentidos.

— Não seja por isso. – sorri meu aproximando dela, depois me agachei até sua altura – Posso tratar você como o ser insignificante que você é, e fazer de conta que não existe. – baguncei seus cabelos e ouvir a porta sendo aberta de novo. A garota azulada estava estática, mantendo os olhos arregalados. – Qual é! Quem mais vai dormir nesse quarto?! – foi quando vi que era um daqueles caras que vinheram comigo.

— Coloque logo o uniforme, você tem aula em vinte minutos. Não irei ficar atrás de você o tempo todo, até porque tenho minha vida. – sorri com isso – Mas não se alegre, vou estar de olho e não sou o único que irá fazer o mesmo. – Disse por fim e saiu, me deixando com a maior carranca que já fiz na vida.

— Bem feito, sua grossa! – A nanica disse, saindo do quarto em seguida.

— O que essas pessoas estão fazendo aqui? São todas loucas! – ri com isso.

**

Depois de quinze minutos reaprendendo a colocar um sutiã, sai de ‘meu’ quarto, enquanto terminava de fechar os botões da blusa branca.

Terei que pedir para comprarem roupas maiores... A saia desse uniforme não está ajustada corretamente ao meu corpo. Posso ser considerada louca, mas não virei uma vagabunda qualquer.

Assim que cheguei em frente a sala 3-F, remexi na mochila em minhas costas, até achar um pequeno papel com o nome do professor e as matérias dele.

Bati alguma vezes e pude ouvir as vozes lá de dentro se calarem e passos se aproximarem. Logo, um homem de barba rala e cabelos alaranjados abriu a porta. Ele usava uma roupa toda preta e um óculos de armação simples.

Ele remexeu os lábios e endireitou os óculos, fechando o livro depois de marcar a página a qual havia parado.

— Pois não? – ele perguntou calmamente.

— Sou a aluna nova. – Falei sem muita empolgação, vendo-o confirmar e sair da frente, me dando espaço para entrar.

Assim que passei pela porta, senti os olhares sobre mim, mais precisamente minhas pernas, que era coberta apenas por um mísero pedaço de pano.

Ainda bem que coloquei um short por baixo...

— Pessoal, essa é a aluna nova. Senhorita...?

— Lucy, Lucy Ashley.

— Certo, sente-se ao lado do senhor Dragneel. – ele voltou para sua mesa.

— Quem é esse? – perguntei rodando meus olhos pela sala.

— O de cabelos cor-de-rosa que está com a cabeça deitada na mesa.

Confirmei e fui até a mesa que dividiria com outra pessoa pelo resto do ano, isso se, essa idéia cômica do governo der certo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e até o próximo ^^


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