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História Sweet sin - Vhope - Capítulo 3


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Notas do Autor


Tô orgulhosa de mim por estar conseguindo atualizar Ss com frequência 🥺

Tenham uma boa leitura ☕

Capítulo 3 - Capítulo 3: Caindo em tentação


Fanfic / Fanfiction Sweet sin - Vhope - Capítulo 3 - Capítulo 3: Caindo em tentação

                         ∞

Assim que cheguei em casa após o fim do meu expediente, tratei logo de me enfiar embaixo do chuveiro, tomando uma ducha fria para ver se conseguia clarear as ideias e é claro, abaixar o calor que precedia em meu corpo após meu terceiro encontro com Kim Taehyung, embora já fizessem mais de quatro horas que tenha ocorrido.

Logo após, alimentei o Tom Ellis e me afundei no sofá da sala com um pote de sorvete de chocolate nas mãos, devorando-o quase que instantaneamente, buscando uma forma de aliviar a ansiedade que me consumia lentamente.

Kim Taehyung havia me feito uma proposta, que se me fosse oferecida por qualquer outra pessoa eu não acharia nada demais, entretanto não estamos falando de qualquer pessoa.

Sinto que há uma atração mútua entre nós, ou talvez Hyeon esteja certo e eu estou há tanto tempo sem transar que já estou imaginando coisas.

“Eu jamais me interessaria por um homem mais velho “ disse o otário que não para de pensar no gostosão que tem literalmente o dobro da sua idade.

Quer saber? Tudo isso é culpa do bocudo do Hyeon, que me rogou uma praga das bravas.

E falando no diabo...

— Xô, praguinha — ao adentrar nosso apartamento, meu primo foi atacado por um Tom Ellis todo serelepe, expulsando o bichinho que só queria atenção. — Devia prender esse diabinho — rosnou de volta para o cachorro.

— Eu devia prender você — rebati irritado. — Boboca.

— Ah pronto... — Hyeon riu contido, retirando a jaqueta que usava e mais alguns objetos do bolso da calça, deixando-os sobre o móvel que sustentava a televisão. Em seguida ele caminhou até mim, parando a poucos centímetros de onde eu estava, com os braços cruzados. — O que foi que eu fiz agora?

— Você me rogou uma praga — murmurei emburrado, cruzando os braços e as pernas sobre o sofá. — Seu bocudo.

— Acho que devia parar de tingir o cabelo de vermelho, a tinta parece estar afetando esse seu cérebro minúsculo — satirizou, me dando um peteleco na testa. — De que porra ‘tá falando?

— Hyung, eu mordi a minha língua — disse por fim, me ajoelhando sobre o sofá, ficando da altura do mais velho agarrando-o pela blusa como uma criança que quer colo.

Hyeon franziu o cenho e abriu a boca intencionado a dizer algo, mas fechou antes de fazê-lo.

— Não se lembra da nossa conversa de ontem na hora do almoço? — indaguei impaciente, não queria dizer com todas as letras o que estava tentando dizer. — Então, eu mordi a minha língua, Hye — choraminguei.

— E daí que você mordeu a su... Espera... — como se tivesse tido um estalo em sua mente, ele mudou drasticamente a sua feição de tediosa para maliciosa, sentando-se ao meu lado no sofá, unindo as mãos sobre sua coxa direita. — Oh, então é isso, você mordeu sua linguinha comprida. Eu disse para nunca dizer nunca. — ele gargalhou, e o jeito como seus olhos se fechavam enquanto ele o fazia era gracioso.

Eu sabia que não precisava dizer com palavras o que estava tentando dizer, pois meu primo e eu temos nossa própria forma de comunicação.

— Não ri, idiota — voltei a me afundar no sofá, olhando de soslaio para ele. — Não sei o que faço. Eu não queria me sentir assim — minha mente chegava a dar nó, sempre que tentava encontrar uma solução para o meu problema.

— Querer um homem mais velho é algo super natural. Se ‘tá interessado, dá pra ele ué — disse simplesmente, prendendo um riso sapeca entre os lábios.

Vontade não me falta, mas não é tão simples assim.

— Ele é um caso impossível pra mim, primo. Além do mais, eu nem sei se ele também se atrai por mim, nem mesmo sei se ele gosta de homens — suspirei derrotado com a ideia de que Taehyung possa ser hetero, e tudo o que ele quer comigo se resume apenas em ajudar o melhor amigo do único filho.

Se ele só estivesse tentando fazer uma caridade pra mim, o tombo seria grande.

— Vai, desembucha logo — se levantou indo até a cozinha, sumindo para trás do balcão e logo retornando com uma long neck na mão — Quem é o cara mais velho? — bebericou uma quantidade generosa de cerveja, estreitando seus olhos já pequenos em minha direção

Espremi meus olhos, puxando o ar com toda a força que eu possuía.

— Kim Taehyung — o disse finalmente, tão baixinho que ele se inclinou para frente tentando compreender melhor.

E assim que o fez, seus olhos se arregalaram e prontamente fui presenteado pelo gosto salgadinho da Stella, quando meu primo cuspiu a cerveja que havia em sua boca no meu rosto.

Bem na minha boca, poxa.

— Caralho — murmurou pausadamente, limpando a cerveja que escorria por seu queixo com a manga da blusa, enquanto eu fazia o mesmo. — Caralho, caralho, caralho — ele prosseguiu, parecendo realmente estar chocado.

— Eu já entendi, Hyeon — murmurei em um rolar de olhos.

— Tu ‘tá falando de Kim Taehyung, o advogado milionário, gostosão e pai do bonitinho? — se jogou desleixadamente ao meu lado, deixando a cerveja sobre a mesa de centro.

— É...

— Caralho — e lá vamos nós... — Puta que pariu, Hoseok! Isso vai dar uma merda das grandes

— Obrigado pela ajuda, Hyeon. Valeu mesmo — falei sarcasticamente, me abaixando para dar colo ao Tom Ellis, que latia por alguma atenção.

— Se você tá afim do coroão, vai lá e dá pra ele, simples assim — simples assim?

Pra que eu fui falar pra ele, meu pai?

— Você só sabe falar isso? — retruquei irritado

— Priminho, você ‘tá fazendo uma tempestade numa tampinha de xarope — resmungou fazendo pouco caso do meu drama — Você quer o gostosão, então é só arranjar um jeito de ficar sozinho com ele e ó — quando eu achei que já havia visto tudo de estranho, barra, pervertido que o meu primo podia fazer, ele começou quicar no sofá emitindo sons que deviriam soar como gemidos, no entanto parecia que ele estava engasgando.

— Hyeon! — o reprendi aos berros — Tom Ellis, não veja isso — tapei os olhinhos do meu filho pra que ele não presenciasse a cena deplorável do meu primo. — Não sei se você se lembra, mas Taehyung é pai do meu melhor amigo – uma lastima esse fato.

— Foda-se — se aquietou cruzando as pernas sobre o móvel. — Você só vai trepar com ele, não casar e adotar um Spitz alemão como irmão caçula do diabinho — grunhiu para o meu bebê que apenas balançou o rabinho empolgado.

Essa suposição foi tão específica que me assusta.

— Ainda assim é errado — rebati, entretanto no fundo estava contente por ser incentivado a cair em tentação. — E tem mais uma coisa...

Hyeon se virou defronte a mim ansioso pelo que viria, e quando disse a ele sobre a proposta de Taehyung, meu primo comemorou como se tivesse ganhado na loteria, e até beijinho no Tom Ellis ele deu.

E é claro que omiti certos pequeninos detalhes como por exemplo, o fato de eu mal conseguir respirar quando estou diante de Kim Taehyung, ou como minhas pernas ficam tão firmes quanto gelatina quando ele sorri.

Aquele maldito sorriso ladino.

Kim Taehyung parece brincar comigo, suas ações parecem calculadas minuciosamente apenas para me afetar. Ele é sádico com o seu olhar, e eu gosto disso, eu não queria gostar, mas eu gosto.

Porra!

Gosto quando ele me olha como se fosse me devorar inteiro, e se ele realmente fosse, eu faria questão de me servir a ele inteiramente nu numa bandeja de prata.

Mas aí eu me lembro do Jungkook, e de que o homem que me tira o juízo é nada mais, nada menos que o seu pai.

— E você disse que sim, né? — meu primo questionou após seu mini surto, agora sentado em uma das minhas pernas, completamente contente ao saber da proposta do Kim. — Por favor, me diga que você disse sim pra essa proposta que veio em boa hora — me chacoalhou pelos ombros

— Na verdade, eu não disse nada — sorri sem graça — Eu quero e preciso desse dinheiro extra pra pagar a formatura, mas ao mesmo tempo tenho medo do que pode ocorrer nessa viagem

— A única coisa que pode acontecer nessa viagem é você perder essas teias que já se formaram nesse seu traseiro bonitinho — Me deu uma palmada na bunda em repreensão — Você tem a oportunidade de passar dois dias junto ao gostosão do Kim Taehyung, e ainda vai ser pago por isso. Não seja idiota, Hoseok e aceita de uma vez — se levantou pegando sua cerveja esquecida sobre o móvel e saiu nem mais nem menos.

Ele sempre fazia isso e eu já deveria estar acostumado.

Falar com Hyeon apenas serviu para me deixar mais confuso, no entanto ainda me restavam quatro dias para chegar a um veredito.

[...]

Agora faltam dois.

Era terça-feira, estava no carro junto a Jungkook que sempre me dava uma carona para o Elite way. E para o meu azar, ele sabia sobre a oferta que o pai havia me feito, e a pior parte era que ele estava me incentivando a aceitar.

— Hyung, vai ser muito bom pra você. Meu pai parece meio intimidador, mas ele é legal e pode te passar algumas experiências — disse empolgado. Sua mão estava entrelaçada a minha como de costume. — Queria tanto que você fosse mais próximo do meu pai — murmurou num tom quase sonhador, me fazendo prender a respiração.

Eu também queria ser mais próximo do seu pai, Jungkook, mas não dessa forma que você imagina.

— Ainda tenho que pensar — estava tentando não ceder tão facilmente, ou ao menos me convencer de que eu não estava tão louco para gritar um sim a Kim Taehyung. — Vamos —o puxei as pressas assim que o carro estacionou em frente ao colégio, me despedindo brevemente do motorista antes de atravessar os portões.

Assim que já estava do lado de dentro, fui surpreendido por Jimin que chegou todo eufórico se pendurando em meu pescoço.

— Eu ‘tava surtando de saudades — me beijou em partes alternadas do rosto, soltando gritinhos estéticos, atraindo olhares dos alunos que passavam ali perto.

— A gente também ‘tava, Minie — o disse animadamente, dando um único beijinho na bochecha dele.

— Jungkookie — se virou para o mais novo entre nós, e por um instante o senti se incomodar ao ver nossas mãos unidas, e automaticamente soltei a mão de Jeon. — Sentiu minha falta? — ele perguntou, mas não dá forma histérica como havia se dirigido a mim. Ele falava manso, e parecia tímido, o que era estranho já que ele conhece Jungkook praticamente desde o primário

— Muita — Jeon o disse, agarrando-o pela cintura e o ergueu no ar, abraçando-o apertado quando o colocou no chão. — Os dias não são os mesmos sem você — falou risonho.

Por um milésimo de segundo me senti uma tocha humana diante dos dois, ao vê-los se olhar tão intensamente.

Depois de uma troca rápida de fofocas, e Jimin reclamando como foi difícil passar uma semana em Londres tendo que acompanhar sua mãe em desfiles de moda e festas de gente granfina, nós finalmente seguimos para a nossa sala e o dia pareceu se arrastar de tão lento.

E o dia seguinte também não foi muito diferente. Jimin, Jungkook e eu estudamos feito loucos para a prova final, e fizemos trabalhos extras para ganhar mais pontos e ter uma garantia melhor de que poderíamos passar de ano, mesmo que não nos saíssemos tão bem nas provas.

Então a tão temida quinta-feira chegou e com ela o meu desespero.

Acordei mais cedo que de costume, se bem que mal dormi a noite de tanta ansiedade. Hoje eu iria a casa de Jungkook, aproveitando que não tínhamos aula, com o pretexto de estudar um pouco mais para as provas, como se todas as horas que perdemos nos três primeiros dias da semana atolados em livros, não fosse o suficiente.

Tudo isso apenas para dar uma resposta a Taehyung.

E o safado sequer me procurou durante esses dias. Poxa, pensei que pelo menos ele daria um jeito de conseguir meu número e me enviaria uma mensagem tentando me convencer de aceitar sua proposta.

Mas nada. Ele não deu sinais de vida.

Nem sequer tomei café e já saí as pressas de casa, fazendo todo o trajeto de vinte minutos até a casa do meu amigo, roendo as unhas de tanto nervosismo.

Jungkook havia ficado tão contente em saber que eu iria visitá-lo, que me sinto mal por estar indo até sua casa apenas para ver o tesão do pai dele.

Se meu amigo soubesse o tanto que tenho pensado em formas nada puras em seu pai, certamente já teria dado um fim a nossa amizade. Apenas a ideia me dá calafrios.

Por isso temo tanto criar uma relação mais próxima com o Kim.

‘Tá, eu sei que se eu aceitar, nós só iremos passar dois dias juntos e que provavelmente Taehyung estará ocupado demais com o trabalho, mas ainda assim estaremos juntos como nunca antes

Aí você me pergunta: isso te assusta, Hoseok?

E é claro que isso me assusta! Porra, se eu não consigo parar deseja-lo apenas por ter falado com ele duas vezes, imagina só se eu estiver ao lado dele 24h por dia.

E ele ainda deixou explícito que eu preciso estar lá para ele, sempre que ele precisar.

Isso me desestabiliza, poxa.

Assim que cheguei a casa do Jeon, cumprimentei o porteiro como de costume, no entanto não admirei o jardim como sempre fazia, não tinha cabeça para isso, pois eu só pensava em me sentir culpado por só pensar no meu encontro com Kim Taehyung, enquanto meu amigo pensava que eu estava indo para ajudá-lo com os estudos.

Que bosta de amigo eu sou.

Durante a noite em que me revirei pela cama sem sinais de sono, joguei o nome do Kim em tudo quanto é site de pesquisas e fofocas, fiz o dossiê completo do homem. Meu intuito com essa investigação minuciosa, era encontrar defeitos e falhas de Taehyung, para que dessa forma meu interesse por ele sumisse.

Mas, como eu sou um puta de um azarado, tudo o que encontrei foram ainda mais motivos para me encantar por ele. É sério, Kim Taehyung não possui defeitos e se possui, até estes são perfeitos.

E é claro que as redes sociais dele não ficaram de fora, no entanto tudo o que havia lá, eram coisas relacionadas ao ramo jurídico. Chato demais.

Nisso que dá criar interesse num homem mais velho.

Deixando de lado minhas divagações, toquei a campainha, e torci os dedos na expectativa de que assim como no sábado, Taehyung viesse me receber. Mas, como eu já disse: eu sou puta de um azarado.

Quem me recebeu foi uma das empregadas, que gentilmente me guiou para dentro da mansão.

Meus olhos correram automaticamente para o sofá da sala, o mesmo lugar onde Taehyung e eu tivemos nosso primeiro contato.

Ó, chega a arrepiar!

— Magda, o Jungkook está no quarto? — questionei a mulher que cuidava da arrumação da casa.

Com a pressa de chegar até a casa do meu amigo, nem ao menos o comuniquei que já estava a caminho.

— Não, o Sr. Jeon saiu tem algum tempo e acho que vai demorar — disse receptiva. — Mas o Sr. Kim está lá em cima, em seu escritório — ela disse, me olhando de uma forma estranha, risonha. — Sr. Jung, ele disse que assim que você chegasse, era para ir até ele — me informou, exibindo um sorriso astuto.

Não sei o que está acontecendo, mas ela geralmente não sorri assim. Magda está estranha, tenho medo.

— No escritório dele? — engoli em seco, sentindo meu corpo esquentar gradativamente. Alguém me acode aqui.

— Sim, senhor — assentiu, e nem forças para repreende-la por me chamar de senhor eu tive — No corredor, a penúltima porta a esquerda — me instruiu, em seguida curvou-se e se retirou.

Tudo bem. A hora finalmente havia chegado, meu terceiro e último encontro com Kim Taehyung.

É isso mesmo o que você ouviu, último encontro, porque eu decidi em meio a um monólogo vergonhoso dentro do táxi a caminho para cá, que eu simplesmente não posso cair na tentação que é esse homem.

Eu não vou cair, isso é uma promessa. 

Não posso continuar desejando que o pai do meu melhor amigo me pegue de jeito. Isso parece ser tão errado, mas ao mesmo tempo é tão bom de imaginar.

Só de pensar no que aquela língua que vive passeando pelos lábios atraentes do Kim pode fazer, já fico úmido.

Caramba, Hoseok, foco.

Como eu dizia, simplesmente não posso fazer isso com o meu melhor amigo, preciso tirar esse desejo absurdo que cresce dentro de mim a cada dia que se passa. E eu mal conheço Taehyung, não sei como isso pode ser possível.

Hyeon disse que isso se chama tesão a primeira vista. Que é quando você fica louco para ter alguém que você só viu uma vez, ou conversou, mas sequer possui de fato uma relação qualquer com essa pessoa.

Então é isso o que sinto por Kim Taehyung: tesão.

Basta eu tirar o meu atraso com outro homem, e será como se esse desejo reprimido pelo pai do meu amigo jamais tivesse existido.

Com a respiração levemente acelerada subi os degraus da escada um a um, tentando ao máximo me preparar psicologicamente para encarar novamente aquele Deus grego.

Então eu cheguei ao meu destino. Estava parado diante da porta grossa de madeira, buscando coragem para anunciar minha chegada. Minhas pernas já estavam moles e eu nem o havia visto ainda.

Num ímpeto, desferi duas batidas talvez meio agressivas sobre a porta, não tardando a ouvir a voz aveludada do Kim ecoando através da madeira da mesma, atingindo meus ouvidos feito um cântico, causando-me um orgasmo cerebral instantâneo.

— Entre. — foi apenas o que ele disse. O suficiente para me fazer estremecer por inteiro.

Puxei o ar com força, e timidamente girei a maçaneta até abrir a porta e dar de cara com o mais velho em pé ao lado de sua mesa impecavelmente organizada, trajado num robe preto, muito do elegante.

— Eu sabia que viria — ele disse então, me olhando de cima a baixo.

E é óbvio que dessa vez tomei o cuidado de me vestir adequadamente. Sem blusa da lindinha, e sem rabinho de cavalo, apenas uma calça jeans preta e uma blusa da mesma cor.

Não sou louco de passar aquele vexame outra vez.

— O senhor me deu o prazo de até quinta para te dar uma resposta, e bom, hoje é quinta — respondi calmamente, transmitindo uma firmeza nas palavras que não me pertencia naquele momento.

— Sente-se, por favor — puxou a cadeira acolchoada a frente de sua mesa para que me sentasse — Espero que tenha pensado bem na minha proposta. — assim que me sentei, ele soprou as palavras rente ao meu ouvido.

E nem preciso dizer que eu quase gemi com tão pouco, enterrando minhas unhas sobre o braço da cadeira. Taehyung sorriu soprado, acho que percebeu meu estado vergonhoso de excitação.

— Tudo o que eu fiz foi pensar no senhor — eu disse sem me dar conta, e Taehyung que estava se sentando, freou o movimento no meio do caminho, olhando-me com aquela desgraça de sorriso ladino preso entre os lábios. — Digo, em seu proposta, Sr. Kim — me corrigi extremamente envergonhado, desejando que aliens invadissem nosso planeta e me abduzissem dali.

Céus, eu só passo vergonha.

— Não sabe a minha excitação ao saber disso — a forma como me olhou, pareceu sugar todas as minhas energias, tamanho era o poder daqueles olhos felinos dele.

Kim Taehyung é divino, e cada vez que o vejo me convenço um pouco mais disso.

— Deseja beber alguma coisa? — de novo essa pergunta? Juro que se ele me oferecer leite, dessa vez eu não sou louco de negar — Uma água, um café — ah, ele não disse.

— Não, eu estou bem assim — afirmei acenando com a cabeça.

— A conferência é no sábado, mas nós iremos partir amanhã pela tarde. E como não há voos para esse horário, e como também a província não é muito longe daqui, iremos fazer a viagem de carro. — ele falava sem desviar os olhos do meu, com a certeza de que eu iria com ele, mas eu sequer havia lhe dado uma resposta.

— Ainda não disse se aceito, senhor — murmurei baixamente, vendo o sorriso provocativo que ele carregava nos lábios sumir assim que disse. — Eu sei que o senhor está tentando me ajudar, e eu agradeço muito por isso — a cada palavra que eu dizia era mais difícil continuar fitando os lumes obscuros de Taehyung.

Ele sequer pestanejava, suas feições eram inelegíveis.

— Está recusando a minha proposta? — pela primeira vez, Taehyung desviou seu olhar do meu e sua voz não soara com a potência de sempre. — Não quer viajar comigo? — se levantou caminhando até onde eu estava, encostando na mesa de frente para mim, bem do meu ladinho — Responda, anjo — ordenou, elevando meu rosto com o indicador apoiado em meu queixo.

— Eu...

Porra, ele joga sujo!

Seus olhos transmitem uma inocência que eu não sabia que eram capazes. E seu dedo acariciando meu queixo, me deixava a mercê de suas tentações.

— Você o que? — inclinando-se para frente, ele perguntou. Tão próximo a mim que sua respiração morna acariciava minha pele.

E puta que pariu, como ele é cheiroso. De perto é ainda mais belo.

Cada tracinho seu é perfeito, até mesmo a sua única pálpebra dupla é linda.

— Eu aceito sua proposta, senhor — as palavras deslizaram por meus lábios sem que eu notasse. E automaticamente me aproximei mais dele, deixando nítido o que eu queria com a aproximação dos nossos lábios, entretanto Taehyung sorriu astuto e me deixou no vácuo quando arrumou a postura.

Ele me olhou de cima, e eu arfei sem medo de demonstrar o quão afetado ele me deixava.

— Tem certeza? — ele quis saber.

E ver parte de seu peitoral exposto através da fenda do robe, me deixou quente.

— Sim, senhor — me levantei quase confrontando nossas físicas — Eu aceito viajar com você. — disse convicto, feliz por ter aceitado.

E como recompensa, ganhei um sorriso dele, mas não o ladino com o qual estou acostumado. Foi um sorriso grande, um que pela primeira vez me permitiu ver o formato lindo e único que seus lábios se curvam quando sorriem verdadeiramente.

E olhando para Kim Taehyung, me dei conta de que havia quebrado mais uma promessa: eu havia caído em tentação.



Notas Finais


Eu sinceramente fiquei com um pé atrás em relação a esse capítulo. E eu espero de verdade que tenha agradado vocês.

Amo a forma como o Hoseok sempre se contradiz quando o assunto é Kim Taehyung kkkkk.

Tivemos uma interação jikook, bem pequena, mas pelo menos tivemos.
É engraçado como JK nunca tá em casa quando o Hoseok chega, hm.

A cena do Hyeon foi baseada em fatos reais. Uma coisa que aconteceu hoje, eu me senti no dever de escrever, pq achei a cara dele kkkk.

Teve pistas soltas por aí, quem pegou, pegou, quem não pegou, paciência.

Vou ver se consigo atualizar Absinthe. Fiquem ligados.

COMENTEM AQUI PRA VANTY ❤️

Até a próxima ♡


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