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História Sweet Sin - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 10


Love estava realmente apaixonada por Charlie Novak como nunca esteve e nem imaginou estar por ninguém. Ela era exigente e não era qualquer pessoa que poderia estar dentro dos seus critérios. Aparentemente Charlie não apenas estava como superava qualquer expectativa que um dia Love pode ter tido em relação às pessoas. A jovem e riquíssima americana tinha ambições de um grande amor, um amor avassalador de tirar o fôlego. Mas não era igual dos filmes. Não dos melosos e cômicos. Talvez os de suspense em que o final era uma reviravolta. 

 

Love desejava ser amada profundamente. Um amor visceral, sem limites. Aquele amor que abraça a outra pessoa como ela é; com todas as suas dores e angústias; com seus defeitos e crimes. Talvez o que ela realmente quisesse fosse um amor perigoso, nos moldes das histórias policiais…

 

Seus pais eram ausentes e dispersos. Inundados de dinheiro, passavam o tempo gastando e investindo nas coisas mais aleatórias possíveis. Eles nunca foram realmente presentes e nem atentos em Love e em seu irmão Forty. Na verdade, Love se sentia quase como uma mãe para o irmão porque ela que o protegia desde criança. Ela sempre precisou protegê-lo de todos os perigos à espreita, inclusive o último que aconteceu no ano anterior. De longe o mais perigoso, mas aparentemente ela havia obtido sucesso e agora o irmão estava internado em uma clínica de reabilitação. 

 

Charlie não estava certa sobre seus sentimentos em relação a Love. Quer dizer, estava bastante envolvida, gostava dela, de seu sorriso radiante, dos beijos ardentes, dos abraços apertados, do cheiro de lavanda. Love era divertida, super esperta, descolada, empolgante. Fora que tinha uma beleza estonteante. Era difícil estar perto dela sem se apaixonar e sem querer tê-la para si o tempo todo. Charlie se perdia fácil no charme e na beleza dela. Se não fosse sua grande força de vontade, provavelmente já teriam dado passos adiante na intimidade física. Love era ousada e tinha toques que a enlouqueciam. 

 

Não tinha muita informação a respeito de sua história. Sabia que seus pais eram ausentes e que Love não gostava de falar sobre eles. Era bastante evidente. Mas não ouvia muitas histórias a respeito da família Queen. Love costumava contar apenas de suas travessuras com o irmão. Eles pareciam muito próximos. 


 

— Não fazia ideia disso, eu sinto muito — Charlie disse com pesar após Love contar que seu irmão estava internado após assassinar a babá que abusava dele. As duas estavam sentadas no jardim da mansão Quinn. — Eu nem imagino como você se sente… 

 

Em partes, imaginava. Talvez fosse parecido com seu sofrimento ao ver a mãe sendo violentada pelo pai no passado. 

 

— Não tinha como saber, eu não te contei e meus pais abafaram o caso com muito dinheiro. É o que eles fazem de melhor — sorriu sem graça. — enfim. Vamos logo para eu te mostrar meu quarto. 

 

Era a primeira vez que Charlie entrava na mansão. Era realmente enorme, maior ainda do que parecia. Tantos cômodos e tantos móveis e objetos visivelmente caros. Definitivamente Love era muito rica. Milionária. 

 

Quando chegaram no quarto, a boca de Charlie pendeu. Tudo ali dentro era muito "pesado". Cores escuras, uma parede pintada de preto, pôsteres de filmes de terror e bandas de metal. Love não era uma menina frágil que gostava de rosa, isso sempre foi óbvio, mas Charlie não pensou que ela fosse ser tão sombria. 

 

— Uau.

 

Love riu. 

 

— Me achou muito gótica? Aposto que fui eu quem te surpreendi agora. 

 

— Definitivamente, sim. Estou bem surpresa com toda essa vibe dark. Não sabia que Love Quinn era tão sombria — brincou sem fazer ideia da verdade. 

 

Love se aproximou, a puxou pelo quadril e colou suas bocas. 

 

— Você não faz ideia — sussurrou provocativamente antes de beijá-la forte. 

 

Charlie agarrou sua nuca e correspondeu no mesmo desespero. Quando viu, estava caindo na cama super confortável e Love veio para cima dela sem pudores. 

 

— E seus pais? — Perguntou com medo, não tanto dos pais, mas da situação em si. 

 

— Viajando como sempre — falou enquanto beijava o queixo de Charlie, não dando tempo para ela escapar. — Não se preocupe, ninguém virá nos incomodar. Avisei aos empregados que traria visitas. 

 

Charlie se surpreendeu ao ouvir aquilo. Precisou apertar os olhos e um som parecido com gemido escapou de seus lábios com a mordida precisa em seu pescoço. Love parecia muito experiente. Suas mãos eram rápidas e precisas. Ela tocava Charlie de um jeito que a esquentava toda. Apertou um dos seios por cima das roupas. 

 

— Eu ainda não consigo fazer isso — murmurou, olhando para os grandes olhos azuis. Pela cor eles lembravam o de sua mãe, mas eram tão diferentes. Os olhares… — Me desculpe. 

 

— Hey, não se preocupe. Eu não tenho pressa. Só não resisto em te dar uns amassos… — admitiu com um sorriso levado que fez Charlie rir. — você se importa? 

 

— De ser amassada por você? Nem um pouquinho. 

 

As duas riram e continuaram se agarrando por um tempo. 


 

Ingrid estava em casa estudando na sala. O notebook sobre a ilha assim como uma cabeça de café. Não havia comido nada o dia todo. O estômago estava esquisito e a cabeça a milhão. Não parava de pensar em Charlie, em sua declaração na noite anterior. Ficava repetindo a mesma em sua cabeça, relembrando do olhar da menina ao dizer aquelas palavras tão fortes… 

 

"Eu te amo como mulher. Eu te desejo." Será que estava dizendo a verdade? Que em nada sua declaração tinha a ver com sua doença? Será que Charlie sentia o mesmo que Ingrid? Era difícil ter certeza. E Ingrid precisava ter. Não podia fazer nada sem ter certezas. 

 

Charlie havia dito que não queria que ela fosse sua mãe para poder ser sua mulher. Aquelas palavras a faziam se arrepiar da cabeça aos pés assim como faziam suas entranhas dançarem. Dava tesão. Seu corpo esquentava. Seu sexo pulsava e escorria. Charlie tinha um jeito de falar, uma voz grave, um olhar profundo e sedutor. Ingrid começou a imaginar o que teria acontecido se tivesse deixado a filha a beijar. Começou a imaginar aquela voz sussurrando tais coisas em seu ouvido. "Eu te desejo. Eu sou louca por você."

 

Quando Ingrid deu por si, estava deitada no sofá com a mão dentro da calça de linho se masturbando vagarosamente, gemendo baixinho o nome da filha como se fosse normal. Como se fosse aceitável. Ainda que se julgasse horrível por fazer aquilo, não conseguiu parar até cada parte do seu corpo estar se contorcendo. 

 

Charlie girou a maçaneta de casa no exato momento em que a mãe gozava. Ingrid puxou a mão instintivamente e se sentou, totalmente assustada. O coração bateu ainda mais disparado só ver a filha na porta, lhe encarando confusa, não compreendo o que estava havendo. Ingrid sentou no sofá e apertou as pernas, seu rosto estava todo vermelho. 

 

— Olá, querida — se forçou a dizer com um sorriso, temendo que ela percebesse o que havia acabado de acontecer. — Chegou cedo. 

 

Charlie fechou a porta e franziu o cenho ao ouvir aquilo. Cedo? Era mais de 15h horas. Foi da escola direto para a casa de Love. 

 

— São quase 16h. 

 

— Oh — falou sem graça, levantando do sofá. — Eu devo ter perdido totalmente a noção do tempo — e do certo e do errado assim como do perigo. — Estava estudando. 

 

Charlie a olhava com desconfiança. A mãe parecia suspeita, só não tinha certeza do quê. Apesar dos "sintomas" óbvios, era difícil acreditar que sua mãe tão pudica poderia estar se masturbando no sofá delas. E por que diabos ela faria isso? Por um acaso estava excitada por causa de Robin? Era melhor não pensar no assunto para não ter outra crise de fúria.  

 

— Onde você estava? — Ingrid perguntou de repente embora já soubesse da resposta. Tudo que sua filha fazia envolvia a maldita Love. 

 

— Estava na casa da Love. Ela queria me mostrar. 

 

Ingrid deu um sorriso de deboche. Sabia bem o que aquela garota queria mostrar a sua filha e não era a merda da casa. 

 

— Devia chamá-la para vir aqui. Quero conhecer a garota que conquistou minha filha — se sentiu bastante estranha ao dizer aquilo. Não soube porque o fez. 

 

Charlie fez uma expressão de poucos amigos. Depois de se declarar para a mãe era essa a atitude que ela tomava? Convidar sua quase namorada para ir a sua casa?

 

— Aposto que ela vai adorar se eu fizer isso. Love é louca para te conhecer.

 

Ingrid se levantou e caminhou para perto da filha com olhos super abertos.

 

— Então faça isso! Convide-a para o jantar de hoje. Vou preparar uma receita deliciosa.

 

— Hoje a noite? Você tem certeza? — nem Ingrid conseguia acreditar no convite que havia acabado de fazer. Era uma loucura, mas precisava conhecer Love. Saber quem ela era. Ver com os próprios olhos que garota estava querendo entrar na vida de Charlie e roubá-la de si. 


 

Mesmo sendo um convite inesperado de última hora, Love aceitou às pressas. Estava sonhando com o dia que conheceria a sogra. Significava dar um passo a mais em seu relacionamento e principalmente entender a dinâmica de Charlie com a mãe. Love queria descobrir qual história fantástica estava por trás da garota mais incrível que conheceu. 

 

Com um jeans apertado, uma blusa rendada e um casaco de couro, Love se maquiou e calçou botas. Seu visual era uma mistura do seu jeito ousado e gótico num nível aceitável para conhecer Ingrid sem chocá-la. Mal sabia ela que suas roupas era o que menos importava. 

 

Charlie abriu a porta quando a campainha tocou. Estava tensa e até seu sorriso era nervoso, embora tenha se distraído por um instante ao ver os trajes de Love. 

 

— Você está linda demais — sussurrou para que só ela ouvisse mesmo sua mãe estando no andar de cima. 

 

— Eu tinha que caprichar para vir conhecer minha sogra — selou os lábios dela e já foi entrando na casa, que embora não fosse uma mansão era bastante aconchegante. 

 

Ingrid desceu nesse momento. Também estava se arrumando para o grande evento. Botou um vestido para valorizar seu corpo e mostrar que apesar de ser mãe de uma adolescente, estava em forma. Havia se maquiado e tudo. Charlie ficou surpresa, não pensava que a mãe faria algo assim. Não fazia muito sentido, mas…

 

— Love? — sorriu simpaticamente ao ver a belíssima jovem ao lado de sua filha no meio de sua sala. Ela era alta e bonita como uma modelo, o que Ingrid não esperava e a fez ficar ainda mais insegura. — Que prazer em conhecê-la!

 

Se aproximou para dar beijos de comadre e olhá-la mais de perto. Sorrindo a maldita garota ficava ainda mais deslumbrante. Agora podia entender porque Charlie estava deslumbrada. 

 

— Você é ainda mais linda do que minha filha disse. 

 

— A senhora também! E é tão jovem! Nem parece mãe de Charlie. Estou impressionada. 

 

Sou jovem porque fui estuprada ainda adolescente sua filha da puta. Ingrid sorriu ao apenas pensar em tal resposta. 

 

Charlie assistia a cena confusa e preocupada pois conhecia bem sua mãe e já conhecia Love o suficiente para saber quando ela estava no modo defensivo. No menor sinal que sua mãe estivesse provocando Love a mesma reagiria. 

 

— Gostei das suas roupas, estilosa — Ingrid respondeu ao elogio. 

 

— Foram as menos assustadoras que achei para esse primeiro encontro nosso. 

 

As duas se encaravam e sorriam fixamente. Charlie não sabia se realmente estavam se entendendo ou se aquilo era uma espécie de batalha entre elas onde trocavam falsos elogios. 

 

— Vamos comer? Estou morrendo de fome — Charlie as interrompeu.

 

— Ótima ideia, baby. Estou faminta. 

 

Love agarrou o braço de Charlie deixando bem claro quem era o casal ali. Ingrid observou a cena quase sem disfarçar sua expressão de raiva. Ver alguém tocando a filha era muito incômodo. 

 

Sentarem-se à mesa assim que Ingrid serviu carne assada com batatas. A comida cheirava deliciosamente e tinha uma cara bastante apetitosa. Love foi a primeira a experimentar e dar sua opinião. 

 

— Está delicioso senhora Novak. Muito bom mesmo. 

 

— Me chame de Ingrid. Não sou tão velha e nem casada para que me chame de senhora — pediu com um sorriso e Love assentiu. — E você, meu amor? O que acha da comida? — olhou para Charlie com toda sua ternura, alçando a mão dela sobre a mesa já que ela sentava ao seu lado e Ingrid ficava na ponta. 

 

Love não tinha dimensão da coisa, mas naquele jantar pode vislumbrar o nível de intimidade que mãe e filha tinham. Elas eram realmente muito próximas e Love temia que isso significasse que a mãe podia facilmente manipular a filha caso quisesse. Era melhor que se tornasse amiga de Ingrid ainda que não contasse muito na mesma. Não podia travar uma batalha aberta ou Charlie a deixaria. Era evidente o quanto amava e dependia da mãe.

 

O jantar foi aparentemente tranquilo, mas carregado de tensão. As três estavam tensas, não havia como se negar. Por ser a anfitriã e uma adulta em meio a adolescentes, Ingrid tentava agir o mais normal possível só que o ciúmes e incômodo que sentia não podiam ser controlados. 

 

Depois do jantar conversaram um pouco na sala e a situação ficou ainda pior. Sentada entre elas, Charlie se sentia disputada, mas a sensação não era boa. Não tinha nada de legal em ter duas pessoas importantes para ela sentindo ciúmes de si. Ainda mais que Charlie nem entendia por que diabos a mãe estava com ciúme de uma possível futura namorada quando a mesma deixou claro a Charlie que nada nem mesmo relacionamentos com terceiros poderiam abalar a relação delas. 

 

Love foi embora. Ingrid foi lavar a louça e Charlie a auxiliou secando. Estavam em silêncio. A tensão permanecia. 

 

— O que achou de Love? 

 

— Simpática… Bonita. Muito bonita. Esperta também — a mãe parecia ponderar ao responder. Como se quisesse dizer mais. 

 

— Ela adorou você — Charlie tentava fazer a ponte entre elas. 

 

— Claro… — sorriu enquanto ensaboava os pratos. — Aposto que sim. Sou a sogra perfeita.

 

Charlie percebeu a ironia, mas não buscaria razões para discutir. Não estava acostumada a ficar brigando com a mãe. Não precisava de mais nada para aumentar a maldita tensão entre elas.

 

— Você gostaria que eu a namorasse?

 

Ingrid largou a louça cheia de sabão dentro da pia e virou para olhar diretamente nos olhos da filha. Que merda de pergunta era aquela afinal? 

 

— Quem tem que gostar é você, Charlie. Será sua namorada, não minha. Por quê? Você quer namorá-la? — seu olhar era aflito, a expressão preocupada. 

 

— Eu não sei… — murmurou com medo. — Eu até gosto da Love, mas…

 

Charlie encarava Ingrid igual na noite anterior. Aquele olhar profundo e confesso de quem está apaixonada e não consegue negar. 

 

— Mas? — Ingrid engoliu em seco, tinha medo do rumo que as coisas podiam tomar, entretanto precisava saber o que a filha tinha a dizer. Precisava saber se ela queria namorar a riquinha metida a besta.

 

— Porque não é por ela que eu estou apaixonada.

 



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