História Sweet Surrender - Capítulo 25


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bottom, Dona, Drama, Lgbt, Romance, Sobrenatural, Submissa, Suspense, Top, Violencia, Yuri
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Palavras 2.641
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei o/

Então, aqui chegamos, ao fim.

Sim, esse é o fim, finalmente.

Agradeço imensamente a todos que chegaram até aqui, todos que me apoiaram e me incentivaram a continuar.
Sweet Surrender vai sempre me deixar com gostinho de quero mais, porque amei criar Emilly e Elizabeth.
Fico feliz que mais gente tenha gostado de conhecer ambas, e conhecer um pouquinho o mundo do BDSM sem a visão que o senso comum costuma ter.

Estou relendo a historia, quero acrescentar, e como nunca disse antes, sinto muito por todos os erros que cometi na grafia. Vou reparar todos, prometo.

Sem avisos.
Boa leitura.

Capítulo 25 - Planos


Chegamos em casa quando estava de noite. Sentia meu corpo exausto. Mas as dores me mantinham acordada. Minha garganta ardia, minhas gengivas estavam sensíveis, minha cabeça rodava e as vezes quase perdia a consciência, mas imaginava que não era no sono que cairia se deixasse o cansaço me vencer. Se fechasse os olhos, sentia que perderia o pouco controle que tinha, e atacaria quem estivesse mais perto. De novo. Assim como ataquei Liz quando abri os olhos.

Quando ela estava perto de mim estava mais fácil controlar, mas agora ela tinha se afastado, e a culpa era minha. Eu a deixei magoada, desafiei e ignorei um pedido direto. Eu mesma estava decepcionada comigo. Meses servindo a ela, fazendo tudo para deixá-la feliz e recebendo todos seus cuidados e preocupações, para num único dia fazer parecer que ela nunca mandou em mim. Eu tinha que consertar isso. Ela já tinha sido muito compreensiva em cancelar o contrato quando o combinado era diferente, quando sempre disse que queria ser sua escrava.

 –Se precisarem de qualquer coisa, já sabem que estou morando aqui perto. – Liam disse, olhando entre nós duas. – Então remarquem logo o casamento, porque brigas acontecem o tempo inteiro, e depois de tudo que passaram, não vai isso que vai vencer vocês, não é mesmo?

Pela primeira vez Liz não respondeu, havia um pequeno espaço entre nós, mas com aquela tensão, havia um espaço ainda maior.

–Não se preocupe, vamos ficar bem. – Digo num pequeno sorriso.

Estávamos os quatro em frente a casa, Owen mais atrás, Liz ao meu lado e Liam a nossa frente. Avancei, querendo acabar com aquele clima, e o abraçar, mas ele recuou um passo, estendendo as mãos em frente ao corpo. Senti a mão de Eli se prender no meu braço, e Owen saltou no mesmo lugar. Todos alertas, é claro, eu sequer podia reclamar, porque afinal, não podia afirmar que estava em pleno controle. Mas fiquei frustrada com isso ainda assim.

–Eu não ia atacar. – Digo depois de suspirar, olhando para todos. – Ia abraçá-lo.

–Acho melhor esperar. – Liz falou por fim, soltando o meu braço. – Seus sentidos ainda estão sensíveis.

–Quando receber o selo de aprovada, você vai receber todos os abraços. – Liam tentou me consolar, oferecendo um sorriso confiante.

–Engraçadinho. – Reviro os olhos, cruzando os braços, mas acabo sorrindo.

–Qualquer coisa ligue. Vou voltar para a minha família.

Ele abraçou Liz, e eu me aproximei minimamente de Owen, ficando a alguns passos consideráveis, tentando manter o foco em respirar devagar.

–Vai voltar para a sua família também? – Pergunto, colocando as mãos nos bolsos.

–Vou, agora que você está...

Ele deixou a frase morrer, mas eu entendi.

–Morta... Então viva. Então vampira.

–Você entendeu. – Ele assentiu, desconfortável. – Você acha que ainda pode se transformar?

–Em lobo? Acho que sim, mas acho que vou levar um tempo para tentar isso. Já era difícil controlar sendo eu. Pelo menos... Até...

Gesticulei minha garganta, engolindo em seco, e ele voltou a balançar a cabeça. Estava visivelmente incomodado, e ficou quieto a viagem toda, mas estava ali ainda assim, e isso era suficiente para mim.

–Você vai contar a eles? – Perguntei, movendo-me inquieta no lugar. – Aos nossos... Seus pais?

–Depois do que tentaram fazer a você? Não. Se quiser que saibam, diga você. Não vou procurá-los mais. Quero minha família segura.

–Espero poder conhecê-los logo. Você deve ser um pai incrível.

Ele sorriu finalmente, relaxando um pouco.

–Se eu conseguir ser melhor que nossos pais, ficarei contente. Quando quiser nos visitar, já sabe nosso endereço.

–E você sabe o nosso. Apareça quando estiver descansado.

–Então não arranje mais problemas, e não saia mais de casa, por favor.

Nós rimos disso, e ignorando todos os sinais, ele avançou e me abraçou. Fiquei parada, segurando a respiração, tentando não arruinar o momento, mas ele se afastou rápido e segurou meu rosto, sorrindo aliviado.

–Fique bem, Emilly.

–Você também, Owen.

Ele se afastou, e eu soltei o ar aliviada, vendo-o se afastar e montar na sua moto, indo embora. Liam foi logo em seguida, e Liz entrou em casa sem dizer nada. Resolvi o clima com meu irmão, faltava resolver as coisas com ela. Então entrei também, ouvindo o ambiente silencioso, mas sorri. Estava em casa, finalmente em casa, e estava feliz. Tudo estava no mesmo lugar. Ou quase tudo. Avancei alguns passos, e olhei para o jardim, lembrando de uma das coisas que Margot tinha dito enquanto eu fingia dormir. Loup. Fui para o jardim, vendo que as coisas dele não estavam mais ali, mas tinha algo novo. Um pedaço de terra úmida, onde costumava ficar a casinha dele.

Escutei Liz dentro do quarto, e então voltar pelo corredor. Fui até o aglomerado de terra, e então me ajoelhei, tocando a superfície e agarrando um punhado de terra, deixando sujar minha pele. Ele estava morto de verdade, ela não tinha mentido. Perdi meu cão, e sequer estive aqui para me despedir.

–Emilly.

–Eu sei.

Liz se aproximou devagar, abaixando-se atrás de mim sem me tocar. Senti meus lábios tremerem, e eu fechei os olhos.

–Eu a odeio. – Digo entredentes, sentindo um nó na garganta. – Se eu pudesse matá-la de novo...

–Eu queria ter chegado antes. Sinto muito, Emilly. Queria ter chegado antes de ela ter te levado, e chegado antes de ela ter pensado em vir atrás de nós. Eu sinto muito.

Virei para ela, estreitando os olhos, e segurei seu rosto em mãos, acariciando lentamente.

–Não é sua culpa. Não tínhamos como imaginar que ela viria atrás, nas vésperas do casamento.

–Eu sei que não. Ainda assim, a sensação de chegar aqui naquele dia, sem você, e ver Loup morto...

–Sinto muito Liz. Não queria que passássemos por isso, não queria mesmo. Sinto muito pelo que tive que fazer para ganhar dois dias para você, e sinto muito por te magoar durante a viagem.

–Emi...

–Desculpa, Liz. Eu devia ter te escutado, e respeitado seu pedido. Sinto muito, de verdade. Eu não vou fazer isso nunca mais.

–Espero que não, Emilly. Não quero que me escute somente diante do contrato.

–Confie em mim. Não era por causa do contrato que te obedecia.

–Não?

Balancei a cabeça, ficando ajoelhada a sua frente. Ela sentou no gramado, envolvendo minha cintura e deslizando os dedos nas minhas costas.

–Você sempre me fez desejar te servir, te venerar, te contemplar. Isso é de você. – Sorri, lentamente envolvendo uma perna de cada vez nas suas laterais. – É algo seu, esse poder, que faz a cidade toda se curvar aos seus pés.

–Está dando em cima de mim para que eu te desculpe?

–Eu sempre vou dar em cima de você, dona.

Ela ergueu a sobrancelha, e eu acabei rindo ao notar o que disse.

–Entende? É automático. Você sempre será minha dona.

–Sempre?

–Não precisamos de um contrato para isso ser verdade.

Ela pareceu gostar de ouvir isso, porque abriu um grande sorriso antes de me beijar, movendo lentamente os lábios nos meus, trazendo a mão em meu rosto e acariciando com carinho.

–Liz... – Sussurrei contra os seus lábios, afastando-me lentamente para poder olhá-la. – Está difícil controlar ainda.

–Quer que eu me afaste?

–Não, mas não quero perder o controle. Quero ficar perto de você, mas o cheiro... Minha garganta...

–Eu entendo. Venha comigo. Vou te alimentar e você vai dormir.

–Não. – Beijei seus lábios, tocando seu queixo. – Deixa-me cuidar de você. Já fez muito por mim durante essa viagem, quero fazer algo para agradecer.

–Vamos fazer juntas, meu amor. Você também está cansada.

Assenti, e nós duas nos levantamos, mas ainda olhei para o túmulo de Loup, respirando fundo.

–Ele foi um amigo incrível.

–Sem ele, eu nunca teria salvo você, da primeira vez. – Ela me abraçou pela cintura, pousando o queixo no meu ombro. – Vou sentir falta dele.

–Eu também. Adeus, Loup, descanse em paz.

 

Não queríamos esperar mais, ou ao menos, eu não queria, para casarmos. Liz esperou o suficiente para que o ardor em minha garganta não incomodasse tanto, então remarcou o casamento, e convidou nossos irmãos e suas famílias. Finalmente coloquei o terninho feito especialmente para o meu corpo, e assisti em expectativa Liz colocar seu vestido. Todos tinham chegado e estavam lá embaixo, conversando e comendo, com uma música sutil ao fundo. Estava animada, porque finalmente tinha chegado o dia. A juíza estava lá também, então tudo que faltava, eram as noivas.

Liz sentou na beira da cama para colocar os saltos, mas fui mais rápida, e me ajoelhei a sua frente. Peguei seu pé e pousei na minha perna de apoio, começando a calçar seu sapato.

–Com pressa, querida? – Ela se inclinou para trás, apoiando-se com as mãos no colchão.

–Não vejo a hora de dizer sim.

Beijei seu tornozelo, prendendo nem tão firme nem muito solto o salto, então comecei a colocar no outro.

–Você sabe que é só uma formalidade. O que nós temos é maior e mais forte que-

–Que o que vamos assinar. Mas nada vai mudar minha cabeça do prazer que vou sentir ao te chamar de esposa.

Terminei de colocar os saltos, e ela se levantou, um sorriso contente nos lábios. Levantei também, abraçando sua cintura e juntando nossos corpos, tecendo leves beijos no seu maxilar.

–Não vai mesmo me dizer o que planejou para a lua de mel? – Ela perguntou, acariciando minha nuca.

Esse era um ponto positivo. Ela tinha me dado liberdade de volta, e eu a usei para planejar nossa lua de mel e a manter em segredo. Ainda assim, não quis exercer toda a liberdade que tinha antes, porque eu ainda a queria como dona, então mesmo tendo liberdade, continuei perguntando a ela o que podia fazer ou não, mesmo que ela dissesse que éramos um casal, e não mais somente top e bottom. Era um hábito que queria manter.

–Não, estou gostando de te ver curiosa. – Respondo com um sorriso.

–Será que esse mistério inclui sua greve nas últimas duas semanas?

–Claro que sim. Quero te deixar sedenta, assim, quando chegar o momento, vou te surpreender, e você não vai resistir a nada.

–Já estou sedenta, baby. Se continuar me provocando assim, sua greve vai acabar em dois minutos.

–Entendeu? Dois minutos? Nunca levou dois minutos. Estou quase chegando ao ponto que quero te deixar.

–Quase? – O sorriso malicioso apareceu em seus lábios, seus olhos deslizando em meu corpo. – Espero que a viagem não demore muito, porque no avião você não tem para onde fugir.

–Quem diria. – Rio, afastando-me alguns passos, andando de costas para a porta. – Minha dona está seca.

Virei as costas e me inclinei nos joelhos, movendo o quadril para provocá-la. Ela avançou, mas sai do quarto antes que ela me alcançasse. Parei no corredor, olhando com um sorriso vitorioso para ela, que ainda possuía a expressão de predadora prestes a me atacar. Ainda assim, segurou minha mão e beijou em cima da aliança, guiando-me em direção a sala, preparada para receber os nossos convidados. Todos pararam as conversas quando nos viram, e lentamente, caminhamos em direção a mesa central, onde a juíza se postou, abrindo um caderno com capa de couro, deixando uma caneta dourada na folha. Cumprimentamos nossos irmãos e suas famílias, então paramos de frente a juíza.

Queríamos algo simples, e foi breve, perfeito. Assinamos nossos nomes, e a juíza afirmou que estávamos casadas agora. Liam e Owen assinaram como testemunhas. Então, pela primeira vez, eu beijei minha esposa, plenamente feliz.

–Finalmente! – Liam foi o primeiro a nos cumprimentar, e só então, ele me abraçou, com força. – Você já tem o selo de segurança da família Hogan, seja bem-vinda!

Ri disso, retribuindo ao abraço. Era bom ter um mínimo de controle, embora sentisse o impulso de querer atacar sempre que chegava alguém muito perto. Então me afastei rápido, respirando fundo, vendo-o abraçar Liz.

–Se precisar de colaboração com os bebês, já sabe que tenho um saco cheio de ingredientes.

Liz encheu de socos as costelas dele, mas ambos acabaram rindo. Abracei a cintura dela, olhando entre ambos, porque era a primeira vez que ouvia falar de bebês.

–Vamos ficar grávidas? – Perguntei, recebendo as caricias de minha esposa no rosto.

–Liam quem gosta de ficar espalhando seus sêmens por aí. Vamos tomar cuidado. – Ela brincou, beijando minha têmpora.

–O que eu ouvi sobre espalhar sêmens, Liam? – Mirella, sua esposa, apareceu ao seu lado, lançando um olhar mortal na sua direção.

–Estava apenas oferecendo meu nobre produto a elas, querida, só isso. – Defendeu-se, sorrindo ao abraçá-la.

Mirella era uma mulher alta, tão alta quanto Liz, negra e com os cachos nos altos, dourados, olhos escuros. Estava linda em um vestido prata, sem alças e com as costas a mostra, deixando visível sua tatuagem de dragão. A barriga estava visível já, e os outros três filhos brincavam com o filho de Owen. Ele se aproximou, junto da esposa, e me abraçou antes de dizer qualquer coisa.

–Ouvi algo sobre bebês? – Ele disse com um sorriso de lado. – Porque posso providenciar minha contribuição também.

–Homens não podem ouvir sobre sêmens que já ficam todos animados. – Mirella reclamou, rolando os olhos, mas todos nós rimos.

–Se aguente dentro das calças, Own, deixa elas aproveitarem meia eternidade antes de pensarem em ter um desses. – Diana falou, apontando as crianças no jardim.

–Eu concordo. – Digo, inclinando a cabeça para Liz. – Temos muito o que fazer antes de termos um filhote, certo?

–Temos, mas só tenho uma coisa em mente agora. – Ela me olhou, sorrindo de maneira maliciosa.

–O bolo! Que bom que lembrou, querida. Vamos? Não queremos deixar nossos convidados com vontade.

Ela somente sorriu, acompanhando-me em direção a mesa, onde preparamos pratos variados para servir todos. O bolo era pequeno, de chocolate, e tinha surgido duas bonecas vestidas de noiva em cima, graças a Liam e Owen, pelo visto. Servimos todos antes de pegarmos nosso prato, que fiz questão de dividir com minha esposa. Ficamos sentadas, numa poltrona, vendo todos conversarem entre si. Por um lado, era para aproveitarmos e descansarmos depois de toda aquela correria que tinha sido os preparativos de hoje, por outro, era para eu não cair na tentação com todos aqueles cheiros juntos. Era uma precaução.

–Você gostou? – Ela me perguntou, roçando os lábios no meu pescoço. – Da festa.

–Muito. – Fecho os olhos, aproveitando o contato. – E você?

–Também. Não imaginava que daria tão certo, alfas e vampiros se dando tão bem.

–Nós conseguimos o impossível, não é mesmo? – Viro o rosto, roçando os lábios nos dela. – Eu te amo. Estou feliz em ter chegado tão longe com você.

–Também te amo, Emi. E se dependesse de mim, estaríamos bem longe daqui agora.

Eu ri, porque sabia que ela estava mesmo curiosa. Resolvi ceder, e disse a todos que estávamos indo para a viagem. Esperamos que eles fossem embora, e só então, ficamos a sós enquanto ela dirigia para o mesmo terreno que o tio dela possuía. Thon não precisou dever um favor para ceder o jatinho dele, então embarcamos sozinhas dessa vez, e não houve um momento em que Liz não estivesse com as mãos em mim, os lábios devorando ansiosos os meus, e o meu corpo.

–Onde estamos indo, Emi? – Ela perguntava entre os beijos, e eu sempre tinha que impedir que as mãos dela fossem longe demais.

–Você já vai ver, baby.

Ela pausou, estreitando os olhos, logo eles se acenderam, como se tivesse tido uma ideia.

–Você não esqueceu, não é mesmo? – Ela perguntou, só então parando de deslizar as mãos no meu corpo.

–Não faço ideia do que esteja falando. Mas que pena, já voltou a falar.

Fingi que sairia do seu colo, mas ela logo estava me beijando de novo. Estava fácil distraí-la, não iria demorar para chegarmos no lugar que eu queria, enquanto isso, estava divertido passar a viagem daquela forma. Em questão de pouco tempo, e ela seria surpreendida, e eu ganharia meu prêmio. Seria perfeito.


Notas Finais


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