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História Sweet Tears - JiMon - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Doze


— Obrigada por passar essa tarde comigo, Jungkook. — Sana sorria docemente, ajeitando os cabelos depois de tirar o capacete. — Eu não conseguiria fazer tudo isso hoje. Desculpe se pareceu que me aproveitei de você, eu posso pagar pela gasolina.

— Deixe de bobagem. — Jungkook guardava o capacete de Sana na moto e se perguntava se era melhor vestir o casaco ou não.

— Eu adorei a sua companhia.

Depois de se despedirem e Sana subir as escadas de ferro para dentro de casa, o garoto imediatamente deu partida, procurando acelerar o máximo possível. Sana o deixava melancólico e ele não sabia parar aquele sentimento. A culpa era toda de Namjoon. Os dois eram parecidos quando o dirigiam a palavra. Ele tinha medo de ela reagir como o primo, caso fosse decepcionada. Na verdade era seria ainda mais exigente. Por um momento se perguntou se aquilo valia a pena. Estava ficando difícil fugir de Jimin.

Ainda não conseguia processar que o pequeno gritou com ele. Disse que guardava segredos. Disse que Jeon o fazia se sentir culpado. Não disse nenhuma mentira. Mas falara com força, com ódio, com coragem. Mesmo que estivesse tremendo, de braços colados contra o corpo, ele precisou de coragem. Namjoon estava o deixando assim? Forte? Não, isso não podia acontecer.

Jimin deveria pensar que o término foi natural. Quanto mais confiante ele ficasse, mais claro seria que Jungkook não prestava. E Jungkook tinha medo de ser desmascarado. Tinha medo de passar de novo por aquele sentimento de incompetência. De não valer nada para coisa alguma. Sua relação com Park é sua defesa. E o término não poderia derrubá-la. Ah, a quanto tempo não sentia essa dor no peito. A dor que voltava pelos seus próprios atos. Mas não podia se deixar afetar. Ainda tinha Sana.

Jungkook parou a moto em uma praça. Anoitecia, e as luzes já estavam acesas, dando um sentimento de conforto ao local. Não era grande, e as ruas que a cercava eram muito movimentadas. Depois das árvores de copas largas, enfeitadas com pipas de papel, havia uma fonte abandonada. Seca e suja. Parecia igual a três anos antes. Com as mãos nos bolsos, o garoto fechou os olhos, lembrando daquele sentimento. Lembrando de como foi se apaixonar de verdade pela primeira vez.

-*-

— Eu adorei a sua companhia. — mentiu Sana, pela primeira vez, olhando nos olhos de Jungkook, com um sorriso de compaixão.

Poucos dias depois de cobrar que o garoto fizesse algo por ela, Jeon aparece com a notícia de que mudaram seu turno para a manhã e que eles poderiam sair a hora que quisessem. De começo ficou feliz, mas logo ficou chateada por ter que pedir por um pouco mais de atenção. Se esforçava para deixar a ideia de lado, parecia um pouco mimada demais. Fora a paranoia de que Jungkook não tinha de fato um serviço. Como que ele conseguiria tão rápido mudar de turno? Se era um emprego informal, seu cargo deve ser um pouco importante, mudanças repentinas eram válidas? E para o tipo de trabalho que ele tinha, o horário da manhã seria péssimo, não?

— Sana, se você pensar mais, seus cabelos vão chamuscar.

Namjoon parecia pronto para sair.

— Onde vai, primo? Você ainda está muito machucado.

— Preciso ver alguém.

Namjoon não podia esperar para o recuperar o telefone. Ele queria fazer as pazes com Jimin logo. O garoto era solitário, não queria ser mais um que se deixou ser afastado por causa de Jungkook. Namjoon apreciava a amizade com Jimin. Sua doçura e simplicidade. Não queria perdê-lo. Via esse sentimento como algo estranho. Algo que não sentia a anos. Talvez até mais forte. Queria o pequeno Park ao seu lado. Precisava dele. Toda a dor que Jeon o fez sentir quando o bateu... Valeria a pena se ainda pudesse ser próximo de Jimin.

Apesar da confiança que mantinha ao sair de casa, agora ele se sentia fraco. A cada quarteirão seus pés tremiam. Estava com medo de nunca ser perdoado. De ser esquecido. De esquecê-lo. Não podia esquecer Jimin. Não podia esquecer como ele era pequeno, nem do seu cheiro suave e discreto, nem de suas mãos delicadas e inseguras. Não podia esquecer dos seus olhos redondos e de suas bochechas avermelhadas, nem de sua voz doce e cantada. Jimin era muito precioso para ficar apenas na memória.

Queria que ele fosse mais vezes na sua casa. Dormiria todos os dias no sofá se Jimin ocupasse sua cama. Queria jogar videogame com ele. Ler quadrinhos. Ir ao cinema. Ensinar sobre basquete. Queria que eles e Sana pudessem passar tardes juntos aos finais de semana. Jimin e Sana seriam bons amigos. E provavelmente Sana diria, com aquele sorriso confiante e olhos travessos, que eles são um bonito casal.

Quê? Casal?

Por que pensou nisso? Não. Não... Namjoon e Jimin juntos? Não faz sentido. Fazia tanto tempo que Namjoon não estivera com alguém. O que sentia era isso mesmo? Se fosse ele o namorado de Jimin, o garoto nunca se sentiria infeliz, desprotegido ou não correspondido.

— Boa noite, nós estamos fechando, precisa de algo?

O garoto estava na porta da padaria da família de Jimin. À sua frente, uma senhora pequena, de pele clara e olhos redondos com gentis rugas desenhando seu rosto.

— A senhora é a mãe do Park Jimin?

A senhora abriu um sorriso gentil e conduziu Namjoon para dentro do estabelecimento. Era pequeno, com umas três ou quatro mesas e um balcão. A parede ao fundo era parte vidro, onde se via uma cozinha com grandes fornos. Ali dentro, um homem pouco mais alto que a senhora, limpava as mesas de trabalho.

— Jimin é um pouco solitário. Eu finjo não notar, sabe? Jungkook não pode substituir todos na vida dele. Fico feliz que você seja um amigo.

Namjoon ao menos se apresentou. Mas por seu olhar preocupado e cabelos coloridos que Jimin um dia citou, a senhora sentiu ser um amigo. O levou até uma porta ao fundo da padaria que levava a uma escadaria estreita de espiral. Ela subiu na frente, seguido por um Namjoon demasiado preocupado por aquela senhora subir degraus tão altos. A escada terminava em uma sala, composta por um sofá grande e uma televisão.

— Vou ver se tem algo para você comer. Não, não recuse. Você parece ser um jovem gentil. O quarto de Jimin fica ao final daquele corredor. Perdoe-nos por uma casa tão pequena, mal cabem as visitas.

Namjoon tirou os sapatos devagar. Agora estava mais assustado ainda. O que falaria para Jimin? Estava com medo, estava inseguro, estava confuso. Se não conseguisse se resolver, como encararia a senhora Park? Ela é tão adorável. Aquela ideia repentina deixou ele nervoso. Aquela ideia que fazia seu estômago se enroscar e encolher dentro de seu corpo. Deveria bater na porta, ou simplesmente abrir?

— O que faz aqui? — um Jimin surpreso e secretamente feliz apareceu, abrindo a porta e encontrando o garoto alto que a tantos dias não via.

- Jimin... — Namjoon, não conseguia esconder, não conseguia. — eu estou apaixonado por você.


Notas Finais


'Sweet Tears' também é postado na plataforma do Wattpad, na minha conta @/nykluving. Link: https://www.wattpad.com/story/101576166-sweet-tears-knj%2Bpjm


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