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História Sweetened - Capítulo 1


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Notas do Autor


MINSANG! MINSANG! PRECISAMOS DE MINSANG! eu fui desafiada pelo maxie a escrever algo que acontecesse numa cidade grande e que resultasse numa confusão. bom, deu nessa história aqui. aproveitem 💕

Capítulo 1 - Capítulo Único


9 de agosto de 2020, 16:35.


Yeosang sabia que deveria parar de ocasionalmente checar seu celular enquanto andava de skate no meio de uma cidade movimentada. Era, sem dúvidas, uma receita para confusão, mas o loiro só era… curioso demais. Desde pequeno, foi repreendido por meter o nariz onde não era chamado, e durante sua vida inteira sempre soube de todas as fofocas possíveis nos seus círculos sociais. No entanto, ele era um bom menino, nunca espalhou nenhuma confissão de ninguém! Sua boca era um túmulo, menos o fedor — felizmente.


O aplicativo de mensagens estava aberto no grupo com seus melhores amigos, no qual estavam contando fatos sobre a festa do dia anterior que Yeosang não pode ir. Ele estava se sentindo extremamente desinformado, poxa, e precisava se atualizar!!! Era importante demais saber que Jongho, o calouro popular que tinham feito amizade, havia arrancado a camisa e começado a quebrar frutas com as próprias mãos para fazer batidas como um maníaco em cima da mesa depois que ficou bêbado! Yeosang soltou uma gargalhada baixa, começou a digitar algo para enviar e deu um pequeno impulso com o pé para o skate continuar se movendo quando sentiu um baque, ouviu uma exclamação de susto e viu seu celular sair voando. O loiro caiu de peito no chão, enquanto o skate continuava em sua rota para frente. Ouch, doeu. Apoiou as mãos na calçada e se sentou, avaliando os estragos. O objeto no qual ele bateu — uma caixa? — estava espatifado no solo. Era branca, com letras cursivas bonitas (ilegíveis por terem sido completamente amassadas pelo seu corpo), e pedaços do conteúdo saíam pelos cantos. Um bolo. Tinha um aroma doce de morango, e caso não estivesse arruinado, seria delicioso. Os braços de Yeosang ardiam um pouco onde haviam se arrastado ligeiramente no concreto, mas praticamente não estava sangrando e ele sobreviveria. No momento, estava mais preocupado com o homem em pé do seu lado, em frente a uma delicada confeitaria. Ele estava em choque, ainda com os braços estendidos, anteriormente segurando o bolo que Kang havia destruído completamente. Ai, merda. 


— Puta que pariu, você tá bem? Desculpa, moço, eu estava distraído no celular, não vi você saindo da loja… — Kang falou, levantando rapidamente do chão tentando balançar a camisa para os pedaços de bolo, morango e glacê desgrudarem dela. Oh, o celular. — Espera aí, já volto. 


Yeosang correu o mais rápido que pôde até seu celular. O aparelho estava vivo! Mas com uma nova rachadura no canto. Havia enviado sem querer uma mensagem que dizia “não acrednau’~¥{* ss ks8 @s” e alguém havia respondido “O Yeosang teve um derrame?” mas ele lidaria com isso depois. Seu skate, por sorte, havia sido parado por um poste e não havia quebrado. Ele nem entendeu como o objeto havia ido para frente, porque logicamente deveria ter ido para trás, mas isso teria feito Yeosang se foder e se machucar ainda mais, então ele não reclamou. Pisou na ponta do mesmo e o carregou, correndo novamente ao encontro do dono do bolo. Era um homem alto, meio desengonçado, com cabelo vermelho desbotado e lábios carnudos. Ele vestia um suéter em cores pastéis e uma bermuda de lavagem clara, definitivamente o oposto de Yeosang, que era a personificação das trevas (se você não levasse em consideração a cobertura rosa de bolo que se encontrava na blusa dele).


Yeosang iria abrir a boca para pedir mais desculpas, quando percebeu que o garoto tinha lágrimas se formando em seus olhos — que eram adoráveis, por sinal. Os olhos, não as lágrimas. Kang entrou em pânico com elas, inclusive.


— Merda, eu te machuquei? Você- você tá bem? Eu sinto muito, você precisa ir ao hospital ou algo assim?


O ruivo respirou fundo e tentou sorrir um pouquinho, falhando. Os olhinhos lindos dele piscaram algumas vezes fazendo lágrimas redondas escorreram pelo seu rosto, e embora ele tivesse tentado não conseguiu segurar o biquinho adorável que se formou em seus lábios. Ok, Yeosang tinha que parar de prestar atenção no quanto ele era fofo e bonito porque no momento o garoto estava literalmente chorando e visivelmente desapontado na sua frente. Foco, Kang Yeosang!


— N-não, tá t-tudo bem, você não me machucou. Eu só… e-eu não sei, acho- acho que fui pego de surpresa, o dia não tá muito bom hoje… — O ruivo sorriu triste, fazendo seus olhos expulsarem ainda mais lágrimas. Suas mãos grandes se fecharam em punhos para esfregarem as orbes, parecendo um bebezão. 


Se fosse outra pessoa, decerto não tentaria se meter nos assuntos de quem nem conhece. Provavelmente, perguntaria o preço do bolo, entregaria o dinheiro para o garoto, desejaria melhoras para o mesmo e seguiria seu caminho. Entretanto, Yeosang era curioso, e além disso, ele realmente se importava demais com as pessoas. Sentia genuína vontade de ajudar, de sentar e escutar, de ser um ombro amigo — até pra quem não conhecia muito bem. O loiro não conseguiria virar as costas pro garoto grandão adorável e triste diante de si, de forma alguma.


— Acho que você precisa de alguém pra conversar, não é? — Yeosang falou baixinho, com um tom que tentava confortar o maior. Ao ouvir as palavras, a respiração do ruivo acelerou e um soluço baixinho saiu de sua garganta. Yeosang sentiu seu coração apertar, e levou a mão livre até o ombro do garoto, apertando suavemente. — Vamos fazer assim: Nós entramos na confeitaria, pedimos um novo bolo igual ao que você tinha, e também pedimos uma bebida para você tomar enquanto esperamos o pedido. Dessa maneira, eu posso me redimir por ter destruído o seu bolo e você tem tempo para me contar o que tá te deixando pra baixo. O que acha? É um bom plano?


— S-se não f-for um incômodo… — Fungou e retirou mais uma trilha de lágrimas da bochecha. — V-você não p-precisa fazer isso, tá t-tudo bem.


— Ei, não vai me incomodar nem um pouquinho, pode ficar tranquilo. — Kang sorriu, consequentemente arrancando o primeiro sorriso verdadeiro do ruivo daquela tarde. Foi uma curvatura suave em seus lábios, mas fez toda a diferença. Yeosang queria muito ver o rapaz feliz. — Meu nome é Yeosang, prazer. Pode me chamar de Terror dos Bolos também.


Ah, se o loiro havia amado o sorriso tênue do mais alto, ele definitivamente não estava preparado para sua gargalhada. Os olhinhos (aqueles que eram lindos, lembra?) sumiram completamente, e um ENORME sorriso tomou conta da feição do ruivo. Se Yeosang tivesse que descrevê-lo, diria que o rapaz era a personificação do emoji sorridente :-D. Fofo. Amável. Maravilhoso. Incrível. Espetacular. Incomparável. E mais mil outros adjetivos.


— Prazer, Terror dos Bolos. Eu sou o Mingi. 


•••


17:45.


Aquilo não era um encontro, ok? Eles só estavam sentados, tomando chocolate quente, comendo os biscoitos especiais da confeitaria, conversando sobre a vida, rindo e chorando ocasionalmente — Kang descobriu que Mingi era bem sentimental. Então, não, não era um encontro. Definitivamente não era. Mas, bom, isso não significava que Yeosang não queria que fosse…


Antes de chamar o coitado de emocionado, note que ele estava conversando com Song Mingi. Sim, o Song Mingi, garoto apaixonante, que o loiro havia descoberto que amava música e fazia rap, adorava a cor rosa e tinha o apelido de “Pinki Minki”, e além de tudo era muito leal aos seus amigos. Completamente lindo por dentro e por fora. O pacote completo. Yeosang estava agradecendo ao universo por a próxima remessa de bolos demorar uma hora inteirinha, pois assim pôde ter a honra — sim, honra!!! — de escutar Mingi tagarelando com sua voz grave durante todo esse tempo. 


— Espera, deixa eu ver se entendi. Você acabou de se mudar para Seul, e esse é seu primeiro aniversário aqui. Você ainda não conhece ninguém na cidade, e seus amigos não puderam vir te visitar mesmo que tenham tentado muito, então você comprou um bolo pra devorar em casa enquanto assistia comédias românticas e chorava por estar se sentindo sozinho. Mas, pra piorar tudo, um garoto emo num skate surgiu do além, atropelou seu querido bolo e estragou seus planos para o dia, os quais você já não estava muito animado pra seguir. Certo? — Yeosang recapitulou a conversa dos dois, tentando entender melhor. Mingi acenou com a cabeça em confirmação, enchendo a boca com um biscoito inteiro. Ele tentava segurar uma risada. — Nossa, Mingi, eu sinto muito! Mas, olhando pelo lado bom, agora você conhece alguém na cidade, mesmo que esse alguém seja um perigo aos pedestres. 


— É... pra ser sincero, eu tô feliz que você é desastrado. — Mingi riu de boca aberta enquanto Yeosang fingia uma expressão indignada e jogava pedacinhos de biscoito na direção do mais novo.


— Meninos! — A confeiteira interrompeu, simpática. — O bolo tá pronto! 


Os dois se encararam e levantaram rapidamente, quase jogando-se em cima da caixa delicada que continha o bolo em cima do balcão. Dentro, decorada em tons de rosa, a sobremesa tinha alguns corações e morangos, e uma cobertura vermelha soletrava “Parabéns Pinki Minki” com uma coroa pequena em cima da letra M. Os olhinhos (lindos) de Mingi brilharam, lembrando uma pequena constelação.


— Sra. Kim, esse ficou ainda mais lindo do que o outro! — exclamou Mingi com as mãos no rosto em um gesto de surpresa.


— Combina com você, Mingi. — o loiro murmurou, extremamente feliz com a animação do outro. — Bom trabalho, Sra. Kim! Quanto custa?


— Não se incomode, rapaz, é um presente. — Ela piscou para Kang, com o olhar carregando algo que ele não entendeu muito bem. Talvez fosse pena por ele ser um universitário pobre e quebrado, então o loiro apreciou o gesto solidário. — Feliz aniversário, Mingi.


— Obrigado, Sra. Kim. — Mingi pegou a sacola com o bolo e se virou para encarar o menor. — Bom, obrigado pela companhia, Yeo. Foi bem legal ter te conhecido. 


— Ah... — Yeosang havia esquecido que iriam se separar agora. Droga. — Foi muito bom ter te conhecido também, Mingi. Confesso que tô um pouco triste de não poder passar mais tempo contigo… Você é um cara legal. Cool guy.


Mingi gargalhou pela milésima vez naquela tarde. Yeosang estava ficando um pouco viciado no som.


— Se quiser- ok, a gente acabou de se conhecer, e eu espero que você não seja um psicopata, mas- se quiser você pode assistir filmes comigo? No meu apartamento? E comer o bolo? Que deve estar delicioso? Se você puder, claro, eu nem sei se você tem algum compromisso… E eu posso te emprestar uma camisa, a sua tá meio suja… E seus braços estão machucados, acho que tenho alguns curativos em casa…  — O rosto do ruivo parecia ficar cada vez mais perto da cor do seu cabelo com cada frase que ele falava, e Yeosang iria explodir por achar o grandão tão fofo. 


— Vamos, vai ser legal! — Yeosang sorriu, e ficou na ponta dos pés para dar leves batidinhas na cabeça do maior. — Aposto que como mais fatias de bolo que você. 


•••


22:30.


Dois baldes de pipoca, dois filmes de comédia romântica e inúmeras fatias de bolo depois, os garotos se encontravam um pouco mortos no sofá do apartamento de Mingi. Yeosang acariciava sua própria barriga como se fosse uma grávida, sentindo-se aconchegado num suéter azul claro bem maior do que ele — cortesia de Mingi. Era estranho usar roupas coloridas, mas o aroma suave que emanava da blusa e o conforto do tecido o convenceram a abandonar sua estética trevosa por um tempo. Além disso, cada arranhão do seu corpo estava bem protegido por bandaids de estampas fofinhas. Ele tinha um curativo da Hello Kitty no queixo, mesmo que não lembrasse de ter se machucado no local, e estava desconfiado que Mingi havia posicionado-o lá apenas para rir da cara do loiro. Os dois se aproximaram bastante em poucas horas, e até já haviam arrotado um do lado do outro, se desfazendo em gargalhadas. Sim, eles eram bestas.


— Eu não quero mais comer bolo por um ano. — Mingi reclamou, tão cheio quanto o menor.


— Nem eu. Acho que próxima vez que vou comer bolo será no seu aniversário do ano que vem. Eu vou explodir. — Yeosang brincou, tentando se sentar no sofá. — Mango, acho que precisamos caminhar um pouco pra fazer a digestão. Se você conseguir andar, tem um lugar aqui perto que eu queria te mostrar. Se não conseguir, podemos ir rolando.


Mingi riu e gemeu de dor com o estômago cheio. Com esforço, se levantou do sofá como um idoso. 21 anos, a nova terceira idade. Depois de arrumarem bem atrapalhadamente a sala de estar, saíram e começaram a caminhada. Na verdade, Mingi caminhou enquanto Yeosang o acompanhava lentamente com o skate do lado, sem olhar para o celular dessa vez. Ele não atropelou ninguém e nem caiu de cara no chão, uma vitória.


Chegaram ao destino, um parquinho aconchegante que estava vazio por ser um pouco tarde. Tinham algumas gangorras, balanços, uma estrutura que lembrava um navio pirata combinando com uma fonte de água engraçadinha e, por fim, uma pista de skate cheia de desenhos que pareciam ter sido feitos por crianças. Fazia um tempo que Yeosang não visitava esse lado da cidade, trazendo um sentimento nostálgico para seu peito.


— Eu vinha aqui sempre quando era criança. Levei minhas primeiras quedas nesse lugar. — Yeosang murmurou. — Ah, olha só! — Puxou Mingi pela mão, correndo até a pista de skate. Num pedacinho dela, com uma letra bem desengonçada, estava escrito “Kang Yeosang”. — Escrevi isso aqui quando eu tinha 8 anos. Precisamos trazer uma caneta pra você escrever o seu nome da próxima vez que viermos aqui!


Mingi sorriu e concordou, olhando cada uma das centenas de assinaturas que existiam no local e rindo de algumas engraçadas. A mão de Yeosang ainda segurava a dele. Na verdade, nenhum dos dois pareceu se importar. As mãos deles continuaram entrelaçadas por um bom tempo.


•••


23:59.


Depois de explorarem todos os brinquedos do parquinho e até se molharem um pouco na fonte de água, os rapazes deitaram-se no meio da pista de skate e observaram o céu enquanto conversavam. Não era possível ver muitas estrelas por estarem numa cidade grande, mas a lua estava lá, bem bonita. Mingi olhou o celular rapidamente e depois o guardou no bolso de novo.


— Já vai dar meia noite, meu aniversário vai acabar... — murmurou, virando a cabeça para olhar para o loiro. — Mas ele foi legal, bem melhor do que eu imaginava. Muito obrigado, Yeo.


Yeosang também inclinou a cabeça para olhar para Mingi. Ele estava bem perto. Ok, talvez o menor quisesse beijá-lo, ainda mais quando ele estava tão mágico sob a luz do luar. Mas tudo que fez foi sorrir e segurar a mão grande do ruivo novamente.


— Por nada, Pinki Minki. Você também fez o meu dia ser especial, tô até vestindo algo colorido! Se passarmos mais tempo juntos, é possível que você me convença a pintar o cabelo em tons pastéis. — Brincou.


Quando Yeosang viu o brilho nos olhinhos (l-i-n-d-o-s!!!) de Song, ele teve certeza que estava condenado. Tudo que sabia era que esse era o primeiro de muitos aniversários que queria passar com Mingi. E que, para manter esse brilho no olhar do maior, ele era realmente capaz de transformar seu cabelo num algodão-doce. 


•••


9 de agosto de 2021, 17:25.


— Shhh, cala a boca, Yunho, ele tá chegando!


— Cala a boca você, Wooyoung!


— Eu vou arrancar a cabeça de vocês.


— Jongho, para de ameaçar seus amigos!


— Para de brigar com o Jongho e se esconde, Hongjoong!


Seis garotos estavam na pequena confeitaria da Sra. Kim, encolhidos e escondidos, enquanto Yeosang revirava os olhos segurando o bolo no centro do local. Eles tinham um plano: fazer uma festa surpresa para o aniversário de 22 anos de Mingi. O plano estava se estendendo por meses, e sinceramente, todo mundo estava surpreso com o sucesso dele. Todos inventaram desculpas sobre como estariam ocupados no dia do aniversário do ruivo, causando grande chateação nele. Mas tudo bem, ele entendia. Era só uma data, afinal. E no mínimo ele poderia passá-la com Yeosang, seu namorado, certo? Era o aniversário de um ano desde que haviam se conhecido, então também era especial para os dois. Tudo bem. O lado bom é que eles teriam o apartamento de Yeosang livre de qualquer colega de quarto, logo poderiam fazer bastante barulho mais tarde, se é que você me entende… 


Entretanto, a realidade era outra: Yeosang havia planejado tudo. Os amigos que moravam na cidade de Mingi conseguiram fazer um planejamento para participarem da festa, juntando o grupo inteiro num só lugar pela primeira vez em meses — sim, todos eles haviam virado amigos depois que minsang (como eles chamavam) começaram a namorar. San serviu como a distração para Mingi, pois o levou para fazer compras de aniversário o dia inteiro. Para tirar o biquinho triste do seu rosto, San havia comprado aproximadamente 5 bichinhos de pelúcia diferentes para o maior. Não foi barato, mas quem estava patrocinando as compras era o cartão de crédito de Yeosang, então ele ignorou os preços e se fez de sonso. Enquanto isso, os outros seis garotos correram contra o tempo para organizar e decorar o estabelecimento. Balões coloridos em tons pastéis estavam dispostos em arcos, com muitos corações rosa e cheios de glitter colados em cada superfície da confeitaria. Um cartaz meticulosamente desenhado por Hongjoong dizia “Feliz Aniversário, Minmin!” e eles até tinham encomendado um totem fotográfico em tamanho real de Mingi para tirarem selfies depois. Sim, eles exageraram um pouco, mas o grandão ia amar! Ele adorava fotos de si mesmo, provavelmente ainda mais em tamanho real. O que é melhor que um Mingi? Dois Mingis!!! A parte final do plano era dizer para Mingi encontrar Yeosang onde haviam se conhecido para comemorarem o aniversário dele. Bom, essa parte era verdade, ele apenas não sabia que todos os amigos estariam lá também. Kang estava muito ansioso para ver o brilho nos olhos LINDOS de Mingi quando percebesse que as pessoas que mais amava estavam todas juntas para comemorar com ele. 


O barulho da voz alta de San foi escutado lá de fora, então todo mundo finalmente calou a boca. As luzes estavam desligadas, da maneira mais clichê possível, e um gemido baixinho foi escutado quando alguém bateu a cabeça em algum lugar na escuridão. Finalmente, Mingi abriu a porta e soltou um “ué” confuso com o breu do estabelecimento. Yunho ligou as luzes e todos saíram dos seus esconderijos gritando “Surpresa!” em uníssono. Até a Sra. Kim! Mingi parecia nas nuvens, olhando para todos os detalhes com um dos maiores sorrisos que qualquer um dos amigos na sala já haviam visto nele. O totem arrancou uma risada gostosa dele — mas, em sua humilde opinião, ele era mais bonito em carne e osso. Yeosang começou a caminhar com o bolo e todos cantaram “parabéns pra você”. Deu tudo certo! Lindo demais.


Só que não, né? Talvez, se Yeosang não fosse Yeosang, as coisas dariam certo. Mas, de fato, Yeosang era Yeosang, e Yeosang era desastrado. Então, no meio do parabéns, bem quando estavam desejando muitos anos de vida, Kang Yeosang pisou no próprio cadarço e tropeçou. Com o bolo nas mãos. De frente para seu namorado, Song Mingi. Ah, agora sim parecia a vida deles! Como resultado, a sala inteira ficou em silêncio enquanto viam o bolo ser esmagado entre o peito do maior e a cara do menor. 


— Puta que pariu, ele nem precisou do skate dessa vez! — San quebrou o silêncio, revoltado.


— Acho que ele tem algum fetiche em destruir bolos. 


— Seonghwa, não fale em fetiches perto da Sra. Kim! Respeito! — Hongjoong sussurrou.


— Não tem problema, Hongjoong. Eu concordo com o Seonghwa. — A pobre Sra. Kim murmurou, dividida entre dar uma risada e expulsar todo mundo da sua loja.


Mesmo com o caos, Mingi começou a gargalhar abertamente, fazendo a sala inteira rir. Segurou as bochechas meladas de Yeosang e analisou o rosto do menor, limpando o excesso do doce com as mãos. Ele era a pessoa mais incrível e bela que Mingi havia conhecido, ainda que estivesse coberto de glacê. Lentamente, juntou seus lábios aos dele, num beijo suave e cheio de bolo. Foi um pouco nojento, na verdade. Entretanto, os lábios de Yeosang eram macios, sua língua era quente, e o bolo estava delicioso. Mesmo com os protestos dos amigos, Mingi não parou de beijar seu namorado. E Yeosang se sentiu muito, muito sortudo por ser tão desastrado.


Depois que Jongho ameaçou jogar uma cadeira neles, — e, acredite, era completamente possível que ele tomasse essa atitude — o casal por fim se afastou, sujos e sorrindo um pro outro. Quem aguenta esse casal (literalmente) açucarado?


— Eu amo você, Terror dos Bolos.


Notas Finais


quem vomitou de tanta doçura?! meu deus, minsang, pra que tão fofos? ksjsksjsks isso foi um pouco diferente do que eu costumo escrever, mas espero que tenha ficado legal. obrigada por ler! qualquer dúvida ou se quiser trocar umas ideias em relação a shipps e fanfics do ateez, pode me chamar no meu twitter focado nisso, o woosangvr! (mas se quiser me ver falar coisa inútil, pode chamar no httpjongho ksjsks) se cuidem! lavem as mãos! fiquem em casa! leiam fanfics!


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