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História Sweetest Wine (JIKOOK) (ABO) - Capítulo 13


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Notas do Autor


🥀 Boa leitura! 🥀

Capítulo 13 - Chapitre douze


Fanfic / Fanfiction Sweetest Wine (JIKOOK) (ABO) - Capítulo 13 - Chapitre douze

Naquela noite nem mesmo a lua cintilante servia de consolo para Jimin e sua mente tão frutífera quanto as terras de Busan. Lembrava-se da tarde infeliz que tivera, escutando sobre as lições que teria de aprender para agradar um alfa com posses, a maneira submissa que deveria agir e todas as outras características tão diferentes de tudo que imaginou em um matrimônio.

Sempre se imaginou tendo vários filhotes, cuidando do lar, morando em uma casa sem tantos empregados para que pudesse cuidar da vida de sua família do seu jeitinho, preparando as refeições e fazendo si mesmo as roupas de suas crias, porém jamais gostaria de se resumir apenas a isso.

 Algo que não entrava em sua cabeça era a razão de ser o futuro herdeiro dos parreirais, mas não era quem poderia comandá-los, tendo que deixar outro alfa tomar a frente de uma das coisas que mais amava. Não podia cuidar de sua família e ser o gestor dos bens que possuía por direito? Iria ser apenas um gerador de futuros herdeiros e um bom conhecedor de afazeres domésticos? Isso lhe frustrava em demasiado! Por que ele tinha de encarar o assoalho encerado e seu esposo lidar com os negócios? Ele era ótimo nisso! O colégio católico poderia sim ter sido um martírio, contudo, lá aprendeu, dentre as aulas de pintura, religião, música e latim, a fazer cálculos e essa era a parte que mais lhe agradava.

 Entretanto, em meio a todos seus pensamentos questionadores e revoltantes, tinha de admitir que o destino descrito por sua mãe e a Sra. Kwon lhe assustava, pois sabia que não teria sua felicidade como parte dele. Lágrimas caíam sobre o travesseiro, umedecendo o tecido branco que já se tornava mais escuro por tantas delas.

  Seu próprio lobo, que raramente mostrava-se fortemente consciente, o repreendia pelo fato de ter deixado Jeongguk de lado e ter passado o dia todo a falar sobre se unir a outro homem que não era quem seu coração desejava. Era como se tivesse o traindo em pensamento e somente essa hipótese lhe fazia inundar mais os lumes. Ele havia o esperado, aguardado seu retorno, e era daquela maneira suja que iria retribuir? Deixando-se facilmente levar pela ideia de ser de outro alfa?

- Dói tanto sentir-me como um traidor... – Lamuriou-se penando pela sensação ser quase física. Podia jurar que seu peito ardia como brasa e seus mirantes extravasavam isto como um rio.

 [...]

 Um novo dia havia se iniciado, contudo, estranhamente a alegria não invadiu o peito do ômega como anteriormente. Sabia que a governanta não lhe deixaria sair sem cumprir com as lições, a mesma havia dito no dia anterior, e isso o fez encolher sobre a cama. Talvez as duas mulheres estivessem certas sobre a fragilidade e inferioridade que haviam descrito como natural, afinal, em nenhum segundo se impôs, contradizendo aquilo.

 Sentindo os mirantes sendo os culpados por molharem suas bochechas outra vez, fungou aceitando a verdade. Iria acabar se casando com alguém que não amava, decepcionaria Jeongguk vergonhosamente e não teria mais nenhuma razão para sorrir, pois o Jeon teria desgosto por si e nunca mais o olharia quando soubesse que teria outro.

 De repente, um barulho. Um pequeno estalinho vindo de sua janela.

 De primeira pensou ser um passarinho ou a própria madeira batendo pelo vento, porém, quando o som fora mais claro, aparentou que algo estava a ser jogado na mesma. Levando suas mãos a face para que secasse o choro, empurrou os tecidos brancos que o cobriam e levantou do leito, indo descalço e vagarosamente até a tal. Abrindo as duas partes de madeira, quase deu um gritinho assustado por uma pedra pequena voar em sua direção.

- Oh, Chim! – O moreno se preocupou quando viu a expressão de olhos arregalados estampar o rosto alheio. Não era sua intenção quase acertá-lo e sim chamá-lo.

- Jeongguk? – O alfa estava abaixado atrás de um pequeno arbusto de flores que ali havia, mas as mesmas se tornaram meras plantas sem graça quando viu o outro se levantar segurando várias e várias astromélias em mãos. Elas possuíam tantas cores que mal podia contar. – O que tu fazes aqui? – Não pode conter um sorriso, esquecendo de toda a tristeza anterior. Jeongguk era tão lindo que sentiu suspirar.

- Vim te cortejar. – Sorriu mostrando seus dentes avantajados. - Eu sei que não foi certo tomar intimidades antes de fazer o cortejo e que isso o fez duvidar de minhas intenções. – Respirou fundo, arrependido, indo até a proximidade da janela. – Me perdoe, eu juro por tudo que há de sagrado que minhas intenções não são ruins. – Jimin gostava do jeito terno que estava sendo olhado naquele momento, mas não compreendia a razão exata daquilo. - Eu prometo que nunca mais te tocarei mais do que devo e, se quiser, só nos damos as mãos depois do casamento! Contudo, imploro que não te afastes de mim. Sei que se chateou e que agora duvidas das minhas intenções, mas...

- Eu não estou chateado contigo e nem mesmo duvidando de ti, Ggukie. – Interrompeu franzindo o cenho confuso. “A culpa de não terem se visto era sua, então por que estava a receber um pedido de perdão?”, pensou. – Eu não passei o dia junto a ti ontem pois... – Olhou a fundo nas orbes alheias. Refletiam tanto amor. – Mamãe quis passar um dia comigo e não pude sair para lhe avisar. – Encolheu-se por estar mentindo. Era sua segunda mentira em tão pouco tempo.

- Não estas decepcionado pela falta de cortejo? – Por pior que se sentisse por estar a ser um mentiroso, o loiro negou, mostrando um sorriso pequeno que intrigou o alfa, todavia, a euforia do Jeon era tanta por seu ômega não estar em decepção consigo que mal deu atenção a essa percepção. – Oh, passarás o dia comigo então? – Estava cheio de expectativas. – Eu consegui convencer o vendedor de flores que pagaria toda semana um pouco por esse buquê, portanto, acho que consigo convencer Seokjin, o homem que fez os doces de uva que tu gostaste, a me deixar pagar da mesma maneira! Eu vou rapidinho a vila e logo...

- Hoje eu também não poderei passar o dia contigo. – O sorriso alheio se diluiu. – Mamãe quer minha companhia novamente... – Queria tanto que fosse apenas isso. – Mas... – Vendo a lua, ainda minimente notável no céu pelo sol mal ter nascido, uma ideia pândega lhe ocorreu. – Ggukie, quando todos estiverem a dormir, tu virias me encontrar na janela pela noite?

- Pela noite? – Encontros a noite eram algo que as mulheres da taberna cerca de sua casa faziam e, bem, já havia ouvido histórias sobre o que acontecia naqueles encontros... Oh, estava a ser tão estupido! Jimin nunca o convidaria com aquelas intenções! Seu devaneio fora rude e verdadeiramente louco por crer que alguém como ele pensaria em coisas daquele gênero! – E-Eu virei.







Notas Finais


🥀 Comentários são muito importantes para mim! Caso queira deixar um, saiba que isso me motivará muito e me deixará muito feliz!

🥀 Espero que tenha gostado desse capítulo!

🥀 Até o próximo!


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