História Sweetheart (TobiHina) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo não revisado, por preguiça mesmo. Amanhã o farei sem falta... Desculpem essa autora cansadinha. :(

Capítulo 2 - Chapter One


Fanfic / Fanfiction Sweetheart (TobiHina) - Capítulo 2 - Chapter One


0.1

° ° °

Manhattan – Nova York, Estados Unidos

Greenwich Village – Residência Hyuuga


Plena felicidade, era o que definia Naomi Hyuuga naquela manhã de sábado. Ela estava mais do que satisfeita e aliviada em ver sua primogênita, Hinata, em casa. Faziam o quê? Quase cinco torturantes dias que a mulher não via a garota.

Céus, Hinata até parecia mais magra, ou era impressão sua? Talvez fossem seus olhos de águia – e mãe coruja, mas, com toda certeza ela tinha profundas olheiras embaixo dos olhos bonitos.

— Filha… – a matriarca chamou-a. — O café da manhã ainda está servido, Hanabi pegou o hábito de acordar um pouco mais tarde aos fins de semana. – acrescentou.

Hinata tinha acabado de entrar na residência, fechando a pesada porta atrás de si.

— Eu não a julgo, o ensino médio é bem puxado. Fora as atividades extracurriculares que a Constance exige.

A universitária colocou a mochila no chão, enquanto a mãe tagarelava sem parar. Era tão bom estar em casa, com a família, e a sua gatinha Amora. Assim que o mês de dezembro iniciou, e ela soube do recesso na universidade pelas festividades de final de ano, fez de tudo para cumprir o cronograma com excelência, passando em todas as matérias mantendo as notas no padrão Hyuuga de qualidade.

— Ela anda bem exausta mesmo. – afirmou a matriarca, e começou a se afastar. Hinata sorriu, seguindo a mãe pelo extenso corredor.

Tudo na residência Hyuuga remetia ao bom gosto da artista plástica, e a elegância e tradicionalismo de Hiashi, que tem raízes japonesas. Eles sempre foram aquela típica família de comercial de margarina...felizes e completos. Ou pelo menos achavam que eram. Naomi e Hiashi vivem um casamento sólido e saudável há pouco mais de vinte e sete anos, seguem apaixonados e cúmplices até os dias de hoje. Hinata e Hanabi acostumaram-se com um lar sossegado e extremamente amoroso.

— Onde está o papai? – a morena quis saber, achando estranho a não presença do neurocirurgião. — Não me diga que ele tá trabalhando…

Naomi riu anasalado, olhando o bico emburrado da filha. Parece que algumas coisas não mudavam mesmo, ainda admirava-se por Hinata ter escolhido seguir os mesmos passos do pai na profissão que tanto reclama e amaldiçoa. Por mais que ela achasse a medicina muito nobre, bonita e importantíssima, não conseguia deixar de se ressentir pela ausência de Hiashi durante boa parte da sua infância, e de Hanabi.

Ninguém poderia julgá-la por isso, não?

— Não, querida. – Naomi riu anasalado. — Seu pai não está trabalhando, ele foi buscar um amigo para passar as festividades conosco. – respondeu, enquanto servia-se com o chá de camomila, e inconscientemente aguçava a curiosidade da outra. — Tem rolinhos de canela, coma enquanto estão quentinhos.

Os olhos esbranquiçados da mais nova brilharam, ela amava aquele doce, mas, só comeria depois de descobrir mais sobre o tal amigo. Não que se importasse realmente, mas aquele era o seu feriado favorito, e gostaria de passar exclusivamente com a sua família, sem agregados, esse era o plano.

— Quem é o amigo do papai? – indagou como quem não quer nada, pegando dois rolinhos de canela e depois colocando um pouco de chá em uma xícara para si.

A mais velha sorriu abertamente antes de responder, Hinata que olhava para a mulher de esguelha não pode deixar de arquear uma das sobrancelhas bem feitas estranhando a atitude da mãe.

Porque ela estava tão alegre?

— Tobirama Senju. – revelou tranquilamente. — Lembra-se dele? – A jovem quase engasgou com o pedaço do doce que mastigava, sim, a tentação foi maior.

Pela deusa aclamada Taylor Swift, ela estava com algum problema auditivo? Era a única solução plausível para o que acabará de ouvir.

— Desculpe… – tossiu, tomando um gole generoso do chá morninho.

— Oh, querida! – Naomi bateu nas costas dela. — Você está bem?

Hinata afirmou, recuperando-se rapidamente. — Sim, sim. – forçou um sorriso nervoso. Hétero panic, pelo amor de Deus! — Eu não entendi direito, quem está vindo passar alguns dias conosco?

As duas estavam tão entretidas na conversa que não viram a entrada sorrateira da Hyuuga caçula, com um sorriso malicioso no rosto, cabelos desgrenhados e o andar confiante demais para uma adolescente de dezessete anos.

— Exatamente quem você ouviu, maninha… – sibilou, aumentando o sorriso ladino. — Tobirama Gostoso Senju. – descarada, muito descarada e pra frente.

Hinata arregalou os olhos, sentindo as bochechas esquentarem. Desde quando a irmã estava ouvindo a conversa das duas? E principalmente, desde quando ela falava aquele tipo de coisa na maior cara de pau? O mundo estava perdido mesmo.

— Hanabi, tenha modos. – Naomi repreendeu, olhando-a severamente.

A menor encolheu os ombros, porém, nem um pouco constrangida. — Desculpe mãe. – sorriu gentilmente, e logo sentou-se ao lado da irmã. — Por que não foi me acordar nee-chan? – fez um biquinho contrariado.

A morena sorriu com aquilo, feliz em ver que a irmã não havia mudado tanto assim.

— Desculpe, Nabi. – acariciou os cabelos castanhos dela. — Apenas quis garantir que descansasse o suficiente.

— O suficiente? – Hanabi inquiriu um pouco confusa, embora apreciasse o afago. — Pra quê?

Naomi quase gargalhou com a próxima fala da filha mais velha, e feição de desespero que Hanabi adquiriu logo após.

— Para decoramos a casa, ou você acha que os enfeites natalinos vão se pendurar sozinhos? – Hinata sorriu diabólica, enquanto Hanabi só pensava em fugir para as colinas. — Eu trouxe blusas padronizadas, são tão lindas.

— Eu não vou usar, sai fora sua maluca. – Hanabi bufou indignada, revirando os olhos. — Hinata, no ano passado você me vestiu de rena. Você tem noção disso? Rena, Hinata.

— Ué, você adorou. – cruzou os braços na altura dos seios fartos. — Para de drama.

— Meninas… – Naomi tentou acabar com a discussão.

— Não adorei não. – a outra negou efusivamente. — Fumou maconha estragada foi? Eu sabia que a universidade iria te enlouquecer ainda mais. Mamãe, a sua filha precisa de ajuda profissional… interna logo, vai poupar a nossa família de uma vergonha pública.

O sangue de Hinata ferveu de raiva, aquela pestinha era mesmo um pé no saco – se tivesse um. O que custava vestir a blusinha que havia comprado com tanto amor e carinho? Só tinha escrito na frente "This girl loves Christmas", definitivamente não era nada de mais.

— Cala a boca sua adotada. – esbravejou.

Hanabi gargalhou alto, nem um pouco incomodada.

— Se enxerga garota, você que foi achada na lata do lixo em uma noite chuvosa.

— Você tá lendo muitas fanfic's, Hana. – disse Hinata. — As suas amigas sabem desse seu hobby?

— Falou a que nunca leu fanfic's de Crepúsculo, né?

— Agora chega! – Naomi falou mais alto, ganhando a atenção finalmente. — Se comportem como as garotas educadas que eu criei. Não quero mais saber de brigas idiotas nessa casa, estão me ouvindo? – olhou-as seriamente.

— Sim mamãe. – responderam em uníssono.

— Agora subam e troquem de roupas. – ordenou. — Temos que decorar essa casa antes que o pai de vocês volte com o nosso hóspede.


[. . .]

Manhattan – Nova York, Estados Unidos

Upper East Side – Apartamento Senju


Ao lado da porta de entrada repousava a pequena maleta com os pertences do médico. Tobirama acordou cedo com o propósito de arrumar tranquilamente o que julgava ser necessário levar. A estadia na casa dos Hyuuga não seria tão longa, duraria não mais do que sete ou oito dias, e pensar na situação fazia com que aflorasse uma certa ansiedade dentro do peito – que ele nem sabia o motivo para aquilo, para aquele sentimento.

— Tobi? – a voz manhosa da ruiva se fez presente na suíte, com uma decoração impecável e mobiliadas sofisticadas.

Tobirama bufou, sem desviar a atenção do que fazia na frente do espelho. Ajustar os cabelos rebeldes era uma tarefa infinitamente mais importante, sabe como é, propriedades em primeiro lugar.

— Hm? – resmungou contrariado, se quer lembrava que a Terumi ainda estava ali.

Ambos vinham trocando estresses por puro sexo casual há semanas, seja no ambiente hospitalar, motéis ou no próprio apartamento do mais velho. Para Tobirama a relação era uma coisa mais avulsa, não existia sentimentos ou apego – pelo menos não da parte dele. Era cômodo, fácil, não precisava sair para caçar, tudo o que precisava fazer era soar um bipe e pronto... lá estava Mei, deliciosamente disponível e receptiva.

O que mais poderia querer?

— Você tem mesmo que ir para a casa dos Hyuuga? – questionou, verdadeiramente interessada. — Nós poderíamos…

Ele parou de ouvir depois da palavra "nós", virou-se calmamente olhando para a mulher deitada na sua cama. Franziu o cenho, ela estava tão confortável que o deixou incomodado por alguns segundos. Sabia que teria problemas futuros, e mesmo que odiasse se posicionar de forma descortês com qualquer mulher que seja, teria que o fazer naquele momento.

— Mei, primeiro de tudo: não existe nós, não existe e nem nunca vai existir. – interrompeu a fala da parceira rudemente. — Segundo: eu achei que tivesse sido claro feito água quando disse que o que temos não passa de sexo, bem gostoso admito, mas nada que ultrapasse esse limite. – ficou satisfeito ao ver os olhos arregalados e a respiração descompassada, talvez agora ela tenha entendido. Eram adultos, certo? Então saberiam lidar com a situação da melhor forma possível.  — Terceiro e último: sim, eu tenho certeza que irei passar as festividades na casa do meu melhor amigo e sua adorável família.

— Tobirama, você não pode tá falando sério… você não… – engoliu em seco, chocada demais com as palavras tão diretas que ele usou.

Ele suspirou cansado, e o dia mal havia começado.

— Olha, não precisamos mais fazer isso. – jogou em pauta, aproximando-se da cama, e consecutivamente de Mei também. — Tudo bem pra você?

Subitamente a executiva desesperou-se, embora mantivesse a expressão neutra de jogadora. Não daria o braço a torcer, jamais, ela o queria de todo jeito. Se seguisse firme com o plano de conquista uma hora ou outra teria o cobiçado Tobirama Senju caidinho aos seus pés e sob seus encantos.

Mantenha a calma, respire fundo e dê a sua cartada.

— Não se preocupe, podemos continuar com o sexo casual. – sorriu maliciosa. — Admiro que talvez tenha confundido no começo, mas agora que esclarecemos tudo posso lidar com a situação.

Tobirama sorriu miúdo, satisfeito.

— Isso é bom, muito bom gostosa. – deu um selinho rápido nos lábios carnudos e apetitosos.

No segundo seguinte o som da campainha soou por todo o duplex, quebrando o clima de tesão que já se instalava entre eles.

— Que droga! – Mei murmurou contra os lábios do grisalho. — Não… – tentou rodear as pernas grossas no tronco definido do Senju, porém fora impedida por mãos grandes e hábeis.

— Deve ser o Hiashi. – riu anasalado, e logo afastou-se dela. — Arrume-se, já estou de saída.

Saiu do quarto, e silenciosamente desceu as escadas. Fez uma checagem rápida, confirmando se de fato estava tudo pronto, a confirmação não tardou em vir. Agora só precisava despachar a acompanhante folgada, e tomar uma xícara de café bem forte e amargo.

Balançou a cabeça negativamente.

Assim que abriu a porta viu que de fato era mesmo Hiashi Hyuuga tocando a sua campainha, o médico cirurgião trajava um suéter escuro, calça jeans na mesma tonalidade e os cabelos presos em um rabo de cavalo baixo.

— Bom dia, acordei você? – o moreno indagou, franzindo o cenho.

— Entre. – Tobirama fez um gesto para que ele adentrasse o duplex. — E não, você não me acordou. Inclusive já estou pronto faz um tempo.

— Então vamos? – O Hyuuga parou ao pé do sofá, não se dando ao trabalho de sentar.

— Hum, preciso de mais alguns minutos. – sorriu de lado. — A Terumi resolveu me fazer uma surpresinha ontem, e apareceu aqui de repente. – deu de ombros, como se aquilo não fosse nada.

— Entendi… – Hiashi estava pronto para questionar se a mulher iria demorar, quando ouviram o tilintar do salto agulha decendo as escadas de mármore.

— Bom dia cavalheiros. – cumprimentou educada com um sorriso nos lábios carmesim, que combinavam perfeitamente com o vestido nada discreto usado. — Desculpe atrasa-los.

— Bom dia, Mei. – Hiashi disse. — É sempre um prazer vê-la.

A Terumi sorriu abertamente, mostrando os dentes brancos e alinhados.

— Oh, você que é sempre tão galanteador Hyuuga. – gesticulou com as mãos, apoiando melhor a bolsa no ombro. — Como vai Naomi? E as meninas?

— Estão bem. – os olhos esbranquiçados adquiririram um brilho diferente, ele amava falar sobre a sua família. — Naomi está dando consultoria em algumas galerias de artes, e as meninas estão focadas nos estudos.

— Isso é maravilhoso. – a ruiva afirmou.

Tobirama que havia saído de fininho enquanto os dois conversavam, voltou para a sala com uma xícara de café quentíssima.

— Servidos? – perguntou.

— Não, eu realmente preciso ir. – Mei caminhou até a porta. — Minha filha não para de mandar mensagens, algo com o namorado. – sorriu amarelo. — Feliz Natal e Boas Festas.

— Pra você também, Mei. – Hiashi desejou.

Com a saída feminina o cardiologista olhou para o outro, e questionou: — Podemos ir?

— Claro.

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

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Beijão e até o próximo 😘


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