História Sympathy for the Devil - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Palavras 6.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!

Voltei! MUITAS surpresas no cap. de hoje! Espero que gostem!

Nova personagem:
Nathalie Hawkins - Natalie Portman.

Beijos <3

Capítulo 37 - Mudanças


Fanfic / Fanfiction Sympathy for the Devil - Capítulo 37 - Mudanças

Sofya Viatcheslav

O grande dia de Shantell e Preston está quase chegando. A minha função de melhor amiga e melhor madrinha está sendo mais exaustiva do que imaginava porque Shantell está pirando. Perdi a conta de quantas vezes fui até a loja de vestidos nos últimos dias para fazer a prova final, sem contar que também estou fazendo o papel de ajudante da cerimonialista, já que Shantell está mais surtada do que pipoca estourando. Conheço o gosto da minha melhor amiga e por isso ela deixou isso em minhas mãos. Na verdade, estou preocupada com ela, pois nunca a vi desse jeito. Ela está mais cansada que o normal e tudo isso está fazendo com que ela passe mal praticamente todos os dias, por isso eu a obrigasse a ir no médico alguns dias atrás. Ela alega estar cansada dessa correria toda e isso mexeu com seu sistema imunológico, explicando suas crises... mas eu não cai nessa, tem mais coisa aí. Ainda pensando em nossa conversa de uma hora atrás, quando estávamos em um Café, tentei acalmá-la e arrancar a real dela, mas ela insiste na mesma história sempre, pedindo somente para que eu confiasse nela e que a ajudasse até o grande dia. Como eu sou uma boa e GRANDE amiga, aceitei.

E bota grande amiga nisso, pois logo depois da bomba do noivado de John, Shantell moveu montanhas para ir trás de mim e explicar essa história toda... acho que foi a partir desse momento que ela ficou ainda mais surtada e, vendo seu desespero em tentar se desculpar por não ter me dito isso antes, eu logo tratei de dizer a ela que está tudo bem, mas que ela me devia uma explicação. Segundo ela, Preston recebeu uma ligação de John em uma madrugada qualquer, dizendo que estava bêbado em um bar e que tinha ficado noivo de Jenna. Preston não quis dar maiores explicações sobre isso a Shantell, mas disse que os dois haviam ficado noivos e ponto. ARGH! Eu quero matar John, fazer picadinho dele e daquela Barbie Malibu ridícula! Eu rasgava os papéis em minha mesa furiosamente, imaginando ser John e Jenna, quando Lea entrou em minha sala, trazendo alguém atrás dela.

- Chefe? – A cara dela não é muito boa.

- O que foi? – Perguntei, ficando surpresa logo depois que vi Ed avançar junto a ela para dentro de meu escritório.

- Ed? – Sorri, mas logo meu sorriso desapareceu quando vi sua cara triste. – O que aconteceu?

- É o vovô, Sosô... ele não está bem. Estamos com medo de que ele se vá... – Disse ele, tentando controlar sua voz. Desabei na cadeira com essa notícia que me deixou sem palavras. – Ele está internado, a esclerose piorou... não sabemos se ele vai conseguir... – Ele não conseguiu controlar suas lágrimas. Lea tentou consolá-lo, também chorando.

- Oh, Ed... – Me levantei, o abraçando e fazendo de tudo para controlar minha emoção.

- Ele está acordado agora... os médicos estão fazendo o possível, mas não dão certeza de nada. Ele me pediu para buscar algumas coisas para ele, inclusive você... – Disse ele, um pouco mais calmo, abraçando Lea pelos ombros.

- Sim, claro, eu vou com você, quero muito visita-lo... ele é importante para mim também. – Falei, indo pegar minhas coisas. – Lea, eu gostaria que viesse conosco, mas não posso deixar a redação a não ser que você esteja aqui...

- Não se preocupe, chefe... eu dou conta, só me deem notícias. – Disse ela a nós dois.

- Tudo bem... assim que der seu horário pode sair. Muito obrigada. – Falei, beijando sua bochecha. Ed deu um abraço apertado nela, tentando buscar conforto nos braços de sua namorada. – Eu encontro você lá embaixo, Ed. – Disse, dando aos dois um pouco de privacidade e saindo de minha sala.

Droga... John deve estar devastado também. Vovô não pode nos deixar, não agora. Ele é uma das pessoas mais sãs daquela família e não sei o que será da mesma sem o seu patriarca. Desci, rezando mentalmente para que ele ficasse bom e que isso não passasse de um susto.

***

No caminho do hospital, não pude deixar de perguntar a Ed como John estava com tudo isso... e sua resposta me deixou ainda mais apavorada.

- Ele está péssimo... nunca o vi assim. Não fala com ninguém, praticamente não come e só sai do hospital para beber. – John está se tornando um alcoólatra! – Pra ajudar aquela noiva doida dele... – Assim que mencionou Jenna, Ed me olhou visivelmente arrependido de ter dito isso, me fazendo sorrir sem emoção. – Você já sabe?

- Sei. – Falei, parando o carro ao lado do hospital.

- Somente Miranda faz gosto desse casamento... parece que nem John faz.

- O que?

- John está a evitando todo momento. Ela sempre dá alguns por causa disso, até mesmo vê-lo no hospital ao lado de vovô é motivo para ela começar com essa estupidez. Acho que isso não o ajuda em nada... mas quem sabe você não o ajudaria? – Ed me olhou, esperançoso.

- Ed... – Comecei, dando um suspiro, mas decidi mudar logo de assunto. – Isso não importa agora, o que importa mesmo é o vovô. Vamos. – Falei, saindo do carro junto a ele.

Entrei no grande hospital especializado em tratamento de doenças crônicas com um arrepio na espinha. Odeio hospitais. Assim que pegamos o crachá de visitante, pegamos o elevador e fomos para o corredor que vovô está internado. Assim que chegamos no grande corredor, congelei ao ver John sentando no banco em frente ao quarto de seu avô. Seus cotovelos estão apoiados em seus joelhos, seu tronco curvado e os ombros caídos em sinal de cansaço... derrota, assim como seu rosto triste, quase irreconhecível, encarando o chão, suas mãos estavam juntas, como se ele estivesse suplicando por algo. Vê-lo assim partiu meu coração novamente e precisei me controlar para não abraça-lo e confortá-lo. Como se sentisse minha necessidade, ele virou seu olhar para mim, devagar. Ao ver seu estado, coloquei minha mão não boca, tentando conter minha emoção... ele está devastado. Ele se levantou, e vi um pouco de esperança em seu olhar quando ele ainda me encarava...

- Sofya... – Sussurrou ele, de mãos atadas.

Não pude conter minha vontade e apressei meu passo na direção dele, que avançou alguns passos também. O abracei, num abraço apertado, tentado de todas as maneiras consolar sua dor... sua tristeza. Não foi preciso dizer nada naquele momento, apenas sentir. Por mais que tivéssemos magoado um ao outro, a compreensão e a necessidade de nossos corpos sempre falava mais alto. John me agarra fortemente... como se eu fosse fugir, prendendo seus braços gigantes em volta do meu corpo e pousando sua cabeça na curva do meu ombro, quase curvado para me abraçar, mas logo depois, ele ergueu seu corpo levando o meu junto, me suspendendo no ar e quase me esmagando com seu aperto. Tentei suportar por alguns instantes, mas ele é forte demais.

- John... – Falei, quase sem ar, mas ele não me largou.

- Querido, já chega... ela não vai fugir. – Disse Mag, pousando sua mão no ombro dele, o fazendo acordar e me deixar no chão novamente. Dei uma lufada de ar assim que senti meus pés no chão. Ele é realmente um urso. – Fico feliz que veio, Sofya.

- Olá, Mag. – A surpreendi, dando-lhe um abraço carinhoso.

Me afastei, fitando os dois. John tem lágrimas escondidas em seus olhos, mas não as deixou transparecer. Mag tem o semblante preocupado e cansando. Ela pegou minhas mãos e me olhou com atenção.

- Ele ainda está em um quadro delicado... não sabemos o que acontecer. – Disse ela. Neste mesmo momento, Ed saiu do quarto, me encarando com um pequeno sorriso tímido.

- Ele quer te ver. – Disse ele a mim.

Engoli a seco, suspirando pesadamente para manter minha força e coragem. Assim que dei o primeiro passo em direção ao quarto, senti a mão de John pegar a minha, chamando minha atenção novamente para seus olhos tristes e caídos... mas ainda com um fio de esperança.

- Obrigado por te vindo... – Disse ele. Assenti, lhe dando um meio sorriso.

Soltei a mão dele, abrindo a porta do quarto e encontrando vovô envolto com diversos aparelhos hospitalares. Juntei minhas mãos a boca assim que o vi na cama, sorrindo lindamente ao me ver. Foi impossível não sorri também e não se emocionar. Conheço esse simpático e corajoso velhinho a pouco tempo, mas tenho uma ligação inexplicável com ele. Larry é o tipo de pessoa que John sempre descreveu para mim e, assim como ele é o herói do neto, ele se tornou meu herói também. Peguei a sua mão, que apertou a minha com vontade, me fazendo sorrir.

- Você veio mesmo, hein. – Sussurrou ele, fazendo um riso sair de minha garganta.

- É claro que eu vim! Ah vovô... como o senhor está? – Falei, tentando conter a emoção.

Ele sorriu, suspirando com dificuldade entre os tubos em seu nariz, e fechou seus olhos, como se tudo isso não fosse nada para ele.

- Pronto para encontrar minha Ally. – Disse ele. – Eu já vivi demais, minha querida.

- Não fale assim, vovô. – Falei, segurando sua mão com as minhas e sentando-me ao lado de sua cama. – Tenho certeza que Ally quer você junto a sua família... junto a Liam, Josh e John, pois eles precisam de você!

- Pfff... eu não quero ver meu filho e meu neto cometendo mais burradas. Josh já é um caso perdido... John era a minha esperança, mas se mostrou um completo idiota e um verdadeiro burro ao te afastar dele.

- Não fale assim, vovô...

- Querida... eu lhe trouxe aqui porque ainda tenho esperança em relação a você e John. Não quero que meu neto cometa os mesmo erros de Liam, deixando eu e Ally ainda mais desapontados. – A forma como Larry sempre falou de sua querida Ally é realmente linda, como se ela nunca tivesse o deixando em espírito. – Não deixe John cometer o erro de casar com aquela menina mimada... aquela cópia de Miranda... – Ele continuou, me fazendo rir.

- Vovô isso não está em minhas mãos... – Falei, desmanchando meu sorriso. Eu ia continuar, mas vi John e Ed entrando no quarto, fazendo vovô bufar. Nem mesmo entubado o velhote deixa de ser rabugento e isso me fez rir.

- Nem privacidade eu tenho mais. – Resmungou ele.

- O tio Liam está aí fora... quer falar com o senhor, parece que é urgente.

- E é mesmo. – John confirmou a constatação do primo. Larry suspirou, ainda pegando em minhas mãos.

- Tudo bem... mas antes, Ed, por favor... – Ed entendeu o que o avô quis dizer no pedido silencioso, buscando algo na mala em que ele trouxa para o avô, pegando uma pequena caixinha marrom que parece ser bem antiga e a entregando nas mão de Larry. John e eu vimos a cena curiosos. – Quero que fique com isso, minha querida...

Larry abriu a pequena caixinha, revelando um delicado cordão de ouro com um pequeno medalhão, que parece ter um santinho gravado nele, e outro pequeno pingente de coração talhado em madeira, visivelmente, isso é uma relíquia.

- O cordão da vovó... – Sussurrou John, surpreso. Eu o olhei e ele encontrou meu olhar, também surpreso. Voltei a olhar vovô, ainda com meus olhos arregalados.

- Vovô eu não posso...

- É o meu desejo, jovenzinha. Não quero que o cordão de Ally pertença a nenhuma mulher daquela casa. – Cuspiu ele, fuzilando o neto com o olhar.

- Mas vovô, eu não sou da família, Ally não iria gostar disso...

- Bobagem... Ally te acha mais da família que qualquer um aqui. Venha, deixe-me colocá-lo em você. – Olhei para Ed, que me encorajou a fazer isso, e para John... que abriu um lindo sorriso torto, me fazendo sorrir também.

Me abaixei para que vovô pudesse colocar o lindo cordão em meu pescoço e assim que ele fez, o analisei com carinho.

- Quando eu conheci Ally, ela estava usando esse cordão. Lembro-me de quando ela me disse que sua tia havia lhe dado para que a protegesse. O medalhão é de St. Patrick, padroeiro da Irlanda, e o coração em madeira fui eu que fiz para ela, demonstrando o meu amor por ela e o quão o coração dela era especial.

- É lindo vovô... – Sussurrei, ainda olhando o lindo cordão.

- Ficou lindo em você... você me lembra muito ela, querida. – Disse ele, com a voz embragada. – Mesmo sendo cabeça dura, tem um coração especial, igualzinho a ela. É por isso que você merece ele, Sofya. – Uma lágrima escapou de meus olhos com as palavras daquele gentil senhor.

- Obrigada, vovô... – Sussurrei, para evitar as lágrimas. Ele pegou minha mão e me olhou atentamente.

- Use-o sempre, ele irá te proteger também. E, por favor, pense no que conversamos antes... – Olhei para ele, com um grande conflito interno em minha cabeça. Mas se era a vontade de Larry... irei tentar. Assenti positivamente, limpando as lágrimas em meu rosto.

- Tudo bem... mas com uma condição. – Falei, o fazendo sorrir. – O senhor precisa melhor... ou nada feito.

- Você joga baixo igual a ela também, isso não é justo.

- É pegar ou largar, vovô. – Falei, sorrindo.

- Aceito. – Disse ele, nos fazendo rir, apertando minha mão e, a parti de agora, temos uma promessa um com o outro. Senti as mãos de Ed em meu ombro, chamando minha atenção.

- Precisamos ir agora.

- Tudo bem. – Falei. Me abaixei e dei um beijo carinhoso na testa de Larry, pegando em sua mão. – Você vai fica bem, vovô.

- Obrigada, minha querida.

Olhei para John, que me acompanhou até o corredor junto a Ed. Assim que saí do quarto dei de cara com Liam e Marion. Desde nosso último encontro, que não acabou muito bem, não os tinha visto ainda, mas durante este tempo, recebi uma ligação carinhosa de Marion e um buquê de lírios de Liam junto a um bilhete preocupado, perguntando se eu ainda o considerava como um pai biológico e aquilo me fez rir. Para tranquiliza-lo, também o mandei flores com um bilhete lhe dizendo que ele sempre estará em meu coração, não importa o que aconteça. Marion disse que aquilo o acalmou, pois ele realmente me considera como uma filha que nunca teve, mas sempre quis ter. Porém, hoje, o clima não estava dos melhores. A cara de Marion não é muito boa, mas Liam se mantinha apático, mas sorriu ao me ver.

- Sofya! – Disse ele, me abraçando. Assim que ele se afastou um pouco, seu olhar foi para o cordão de sua mãe que está em meu pescoço. Surpreso, ele pegou o cordão, sorrindo. – É o cordão de minha mãe... – Ele ri, balançando a cabeça. – Não sei porque isso me deixou surpreso, é claro que ele iria deixar isso para sua neta postiça. – Disse ele, voltando a me abraçar e devolvi seu abraço, feliz por ele ter aceitado isso também.

- Obrigada por me acolher na família, Liam... nunca tive a oportunidade de lhe dizer isso e eu sei que as coisas estão diferentes agora... – Olhei para John, que baixou seu olhar. – Mas vocês ainda me mantem por perto e isso é importante para mim, pois eu amo todos vocês.

- Você sempre será da família, Sofya, não importa o que aconteça. – Disse Liam, dando-me um sorriso. – Preciso conversar com meu pai, se me der licença agora.

- Claro.

Liam olhou para Marion, que tem o olhar em tempestade, incomodada com algo. E assim que ele entrou, fui em direção a ela, que recebeu meu abraço de bom grado, pegando meu rosto em suas mãos em seguida.

- Como você está? – Perguntou ela.

- Estou bem... mas e você? – Ela me olhou de maneira preocupada e depois olhou por entre meu ombro. Me virei e encontrei o olhar de John, assentindo para ela, como se estivesse dizendo “tudo bem, não se preocupe” apenas com o gesto. Voltei a olhá-la e ela me puxou para um canto mais afastado. – O que aconteceu, Marion?

- Liam pediu o divórcio. – Sussurrou ela. Foi impossível não ficar boquiaberta.

- O que?

- Sim, foi isso mesmo o que você ouviu. E agora está tudo de pernas para o ar... – Disse ela, gesticulando com as mãos e andando para lá e para cá, visivelmente nervosa.

- Mas isso não é bom? – Perguntei. Ela sorriu, sem ânimo, colocando sua mão na testa e fechando seus olhos.

- Eu esperei por isso há anos, Sofya... – Confessou ela. – Mas as consequências dessa decisão podem ser catastróficas para a família... e para mim.

- Como assim?

- Miranda não aceitou, claro... disse que nunca deixará isso acontecer, levando todo esse processo para o litigioso. Isso pode ter um baita impacto negativo na carreira política de Liam, o prejudicando de várias maneiras e me culparei pelo resto da vida se isso acontecer.

Me lembro de quando Liam havia me dito que durante anos tentou se divorciar, mas Marion nunca o deixou, justamente por isso... sua carreira.

- Sem contar que Miranda está usando a chantagem emocional para cima de Josh, que teve uma briga feia com Liam, deixando a situação mil vezes pior... – Deus... ela tem razão, Miranda vai tornar a vida de todos um inferno e usará todas as armas para que isso não aconteça, especialmente seu filho mais velho, e o mais próximo dela, Josh. Mas...

- Mas como Liam chegou a essa decisão, finalmente? – Perguntei, fazendo Marion sorrir.

- Larry. – Disse ela, resumindo tudo e me fazendo entender. Mas é claro... – Ele sempre adiou essa decisão por minha causa, mas ao ver o pai quase morrendo, tomou essa decisão de uma vez por todas.

- Claro... isso faz sentido. – Falei, a fazendo suspirar. – Marion, tudo vai dar certo... vocês merecem isso e tenho certeza que juntos, vocês irão enfrentar essa tempestade... – Ela sorriu para mim e continuou.

- Depois da tempestade surge o arco-íris, não é?

- É isso aí. – Falei, lhe devolvendo um sorriso. Ele me abraçou novamente e me olhou, atentamente.

- Não sei como agradecer seu apoio, Sofya. Você é uma garota incrível!

- Obrigada, mas não precisa me agradecer. – Disse. Ela olhou para trás de mim novamente e se apressou em se despedir.

- Eu tenho que ir agora... espero que o arco-íris apareça para você também. – Disse ela, me mandando uma piscadela e saindo.

Olhei para trás e encontrei John, vindo em minha direção. Olhei para o lado, tentando disfarçar esse momento de climão até que senti sua mão pegar o cordão de sua avó em meu pescoço e voltei a olhá-lo. Ele olha atentamente para o cordão, dando um sorriso torto que eu preciso me controlar porque eu ainda amo esse sorriso.

- Meu avô tem razão... – Disse ele, voltando seus lindos olhos azuis brilhantes para os meus novamente.

- Sobre o que? – Perguntei, receosa. Será que Larry contou sobre nossa conversa para ele?

- Você tem mesmo um coração especial.

Abaixei o olhar timidamente, mas ele tratou de levantar minha cabeça com sua mão em meu queixo, me fazendo encará-lo novamente.

- John...

- Eu sinto sua falta... – Disse ele. Engoli a seco e o olhei mais uma vez.

Ele está um trapo e, pelo cheiro de bebida impregnado em suas roupas, não toma um banho há dias. Novamente baixei meu olhar e pude ver a aliança em seu dedo, fazendo mudar minhas feições, que assim que ele percebeu, tratou de esconder sua mão. Voltei a encará-lo e a vergonha está estampada em seu rosto. Fechei os olhos, balançando a cabeça negativamente, os abrindo, logo depois, e olhando para o lado, já me arrependendo da promessa que fiz a Larry.

- Sofya...

- Parabéns, John... você merece ser feliz. – Disse, dando as costas a ele e indo em direção ao elevador.

- Sofya, por favor... – Disse ele, tentando parar o elevador, mas por sorte, a porta se fechou antes.

As lágrimas desciam involuntariamente pelo meu rosto. Não posso suportar ver John com aquela mulher, não posso mais suportar a ideia de tê-lo tão perto de mim, mas longe demais ao mesmo tempo. Não quero mais sofrer por conta disso, preciso mudar os rumos de minha vida e logo, por isso bati o martelo e me decidi: eu vou me mudar. Não posso mais ficar naquele apartamento cheio de lembranças e, por isso, venho pensando na ideia há um bom tempo, mas nunca tiver coragem de tomar uma decisão até então. Até mesmo meu pai está me incentivando a fazer isso. Agora, a coragem que não tive antes, veio quando eu o vi usando aquele maldito anel e se eu fiquei assim somente por isso, imagine quando o ver com Jenna todos os dias ao meu lado... já casados, como marido e mulher? Não posso... não dá, eu não consigo. Saindo do hospital, meu celular tocou e vi o nome de Steve na tela, me fazendo suspirar. Ele sabe que eu venho o ignorando há dias e por isso está desesperado atrás de mim, e se eu vou começar uma mudança radical em minha vida, irei começar por ele, pois ele não está em meus planos.

***

- Pai, me escuta, eu sei disso, mas eu já falei com alguns corretores e já cheguei a ver alguns apartamentos...

- Só me dê uma chance, tudo bem? Mary é uma das melhores corretoras da cidade e eu já falei com ela, por isso ela vai te mostrar apartamentos ótimos...

- Você o que? – Falei, enquanto Lea me dava alguns papéis para assinar.

Assim que comuniquei a meu pai que tomei a decisão de me mudar, ele moveu seus pauzinhos... mas não antes que eu. Em uma semana já vi dois apartamentos, um em Midtown e o outro um pouco mais afastado, em East Village. Os dois não me agradaram muito, mas me mantenho determinada em minha decisão.

- Querida, por favor? – Implorou ele. Bufei, porque parece que eu estou desaprendendo a dizer não a ele.

- Tudo bem, mas só dar uma olhada. – Falei.

- Tudo bem, te encontro amanhã ás 14h. Petrus irá te buscar. Tenho que desligar agora, meu bem. Te amo. – Disse ele, encerrando a ligação.

Mas que cara de pau. Ele está aprendendo a lidar comigo e quando percebe que irei retruca-lo ele dá um jeito para que eu não faça, como agora, desligando o celular. Bufei, continuando a andar. Nesta semana comecei a dar andamento no meu novo plano “mudanças”, só que fazer isso não está sendo muito fácil, como agora. Parei em frente a porta de Steve, pois finalmente tomei coragem de dizer a ele que não o quero como estamos. Sim, eu tinha prometido dizer isso a ele há uma semana, mas ele acabou viajando e voltou a pouco de viagem... e aqui estou eu. Toquei a campainha e esperei, impacientemente, até que ele abriu a porta... com um brilho lindo no olhar.

- Finalmente! – Disse ele, me agarrando em um abraço apertado. Retribui o abraço, mas antes que ele pudesse me beijar, tratei de entrar logo para dentro de sua ampla sala de estar. – Tudo bem?

Me virei para encará-lo e vi em seus olhos insegurança e dúvidas... ele sabe que não estamos bem, mas não podemos continuar assim, para nosso bem... mas, afinal, nem temos um relacionamento concreto para que isso acabe em tragédia, por isso tenho esperança de que tudo vai acabar bem e vamos ser somente bons amigos. Assim eu espero.

- Ahmm, Steve... precisamos conversar. – Falei, apreensiva.

- Ah... isso não é bom. – Disse ele, suspirando.

 - Eu...

- Antes de tudo, me espere aqui... trouxe algo da viagem para você que tenho certeza que irá gostar. – Disse ele, se apressando e indo em direção a sua escada. – Volto em um minuto, não saia daí, pois também tenho algo a te falar. – Exclamou ele, subindo os degraus.

- Isso não é bom. – Agora foi minha vez de dizer, sussurrando para mim mesma.

O apartamento de Steve é maravilho e muito amplo. Bem decorado e grande demais para um homem solteiro morando sozinho, mas, pelo pouco que conheço Steve, isso é extravagante igual ele... mas no bom sentindo. Steve sempre gostou de impressionar, não importa como. Ás vezes isso era bom, mas tinha vezes que eu queria soca-lo mesmo. Estava prestes a me sentar sem sua poltrona quando escutei sua campainha tocar, me chamando a atenção.

- Ahmm, Steve? – O chamei, apontando para a porta. Será que ele está esperando alguém?

- Deve ser minha encomenda! Pode atender para mim? – Gritou ele do andar de cima. Bufei novamente, indo para a porta e a abrindo... ok, essa encomenda é bem estranha.

- Olá... – Disse a mulher, tentando formar um sorriso. Ela carrega um lindo garotinho em seu colo, que aparenta estar dormindo, junto a uma bolsa gigante.

- Olá. – Disse, também surpresa.

- Steve mora aqui? – Perguntou a mulher.

- Ahmm... – Tentei desconversar, mas ela olhou para os porta-retratos que estavam atrás de mim no aparador e não pude negar. – Sim, mas...

- Eu sou Nathalie... Nathalie Hawkins. Me desculpe vir assim, mas eu realmente preciso falar com o Steve. – Disse a mulher, de maneira aflita.

Nathalie? Esse nome não me é estranho... Nathalie, Nathalie, Nath... oh meu Deus! Não pude deixar de abrir a boca quando caiu a ficha! Claro! Steve já foi casado, e o nome de sua ex mulher é Nathalie!

- Oh! Você é A Nathalie! – Exclamei surpresa, fazendo com que ela desse um meio sorriso tímido.

Nathalie é só um pouco mais baixa que eu. Tem lindos cabelos castanhos até os ombros; um lindo e delicado rosto de porcelana; olhos castanhos e parece uma boneca. Ela é linda.

- Sim... sou eu. – Disse ela.

O menininho que está em seu colo parece ter despertado de seu sono com a nossa conversa, levantando sua cabeça do ombro dela lentamente, esfregando seus olhos sonolentos e finalmente os abrindo.

- Aonde estamos, mamãe?

- Viemos visitar alguém, meu amor. Lembra que eu lhe disse isso no caminho?

- Sim... – O pequeno e lindo garotinho, que aparenta ter entre quatro ou cinco anos, me olhou e comecei a analisa-lo lentamente. Ele tem lindos cabelos louros como o sol e um par de olhos azuis lindos, bem parecido com os do... – Olá. – Disse ele.

MEU DEUS DO CÉU... mas será possível. Minha boca se abriu mais com o choque e foi impossível de conter um riso involuntário.

- Olá, lindinho... – Falei, ainda em choque. Olhei para a Nathalie, que me olhava desconfiada.

Olhei para ele novamente, pegando sua mãozinha e sorrindo para ele, que me devolveu o sorriso. Voltei a olhar para Nathalie, que, novamente, deu um meio sorriso. A pergunta está no meu olhar e a mulher a minha frente conseguiu entende-la, apenas assentindo sutilmente para mim como resposta. Dei outro sorriso para o lindo menininho e me agachei levemente, o olhando. – Você tem os olhos do seu pai... – Disse.

- Sofya, eu quero... – Me virei com um pulo, me assustando com Steve na beira da escada, olhando para porta como quem estive olhando para um fantasma. – Na-Nathalie? – Perguntou ele, visivelmente sem respirar.

- Olá Steve. – Disse ela, transparecendo o medo em sua voz.

Olhei novamente para ela e logo tratei de ajuda-la, pois é visível como ela está abalada também, pegando a grande e pesada bolsa de seu ombro e abrindo caminho a ela para que ela entrasse. Não faço a menor ideia do que está acontecendo, mas vou descobrir isso agora.

- Obrigada... – Disse ela.

- Eu sou a Sofya. – Falei, estendendo minha mão a ela, que me cumprimentou educadamente.

- Muito prazer, Sofya. – Disse ela. Pobre moça, está tremendo. – Este aqui é o Nate, meu filho... – Disse ela, virando-se para Steve enquanto eu olhava para Nate, ainda sorrindo.

- Muito prazer Nate. – Falei, o fazendo sorrir.

- Filho? – Disse Steve. Voltei a olha-lo e ele estava branco como uma vela.

As coisas que estavam em sua mão foram parar no chão com o choque. Ele olhou o pequeno Nate com atenção, avançando lentamente em nossa direção, com os olhos vidrados no menino, que, diga-se de passagem, é a cara dele.

- Não chola, mamãe. – Sussurrou o pequeno a sua mãe, que deixava suas lagrimas escorrerem por seu rosto.

- Está tudo bem, meu amor... vai ficar tudo bem. – Sussurrou Nathalie para ele, e voltou a encarar Steve, que já está ao seu lado.

Assim como eu, Steve sempre foi esperto... muito, por sinal, e tenho certeza que não foram preciso palavras para dizer o que está acontecendo aqui. Nate é a mini versão de Steve e não precisa nem de um teste de DNA para comprovar isto.

- Ele... ele é... – Steve está com os olhos brilhando por suas lágrimas, ainda olhando para Nate.

- Olá... – Disse Nate, simpático, a Steve, me fazendo sorrir mais uma vez.

- Olá... – Respondeu Steve, deixando escapar algumas lágrimas.

Ele olhou para Nathalie mais uma vez, esperando sua resposta, e parecia que eu nem estava aqui... e agradeci mentalmente por isso.

- Sim. Ele é seu filho, Steve... nosso filho. – Disse Nathalie, com a voz embargada.

Steve levou as mãos ao rosto, o cobrindo, e se afastou. Droga... eles precisão conversar, mas não com o menino aqui. Como se lesse meus pensamentos, Nathalie olhou para mim, como se fosse uma suplica.

- Tudo bem, vocês precisão conversar. – Sussurrei. – Hey, Nate, quer ver uma coisa legal comigo? – Falei, oferecendo meu colo para ele.

- Sim! – Exclamou ele, me fazendo sorrir e vir para o meu colo imediatamente.

- Vamos lá! – Falei, indo em direção a outra sala do lado, onde há uma linda janela panorâmica para nossa rua.

- Muito obrigada! – Sussurrou Nathalie e dei um meio sorriso em resposta.

Indo em direção a sala, paramos em frente à janela, onde eu abri as cortinas para que víssemos a linda vista e assim que fiz isso, vi o pequeno Nate sorrir, olhando para fora.

- Uaaaau! – Disse ele.

- Legal né! Olhe só aquela árvore lá fora... em poucas semanas ela estará cheia de flores.

- Porque?

- Porque a primavera está chegando... e você sabe o que isso significa? – Perguntei.

- Não. – Negou o pequeno com a cabeça.

- Significa que novas flores nascerão, assim como as plantinhas também. É a estação da esperança, sabia?

- Não, porque?

- Porque tudo nasce novamente... novas mudanças. – Falei... e percebi que estava apenas fazendo uma metáfora com minha vida.

Senti o sol em nossos rostos, apenas confirmando o que eu acabara de dizer ao pequeno curioso em meu colo. Quem diria... vim aqui para conversar com Steve e aqui estou eu, segurando seu filho nos braços. Um filho que não é meu. Ri com a constatação enquanto Nate tagarela sobre a vista curiosa lá fora, e foi quando não pude deixar de escutar a conversa no outro cômodo.

- Como você me diz isso assim, Nathalie? Como pôde esconder isso de mim durante quase cinco anos? – Disse Steve.

- Você foi claro para mim que não queria ter filhos! E esse foi um dos motivos no quais eu te pedi o divórcio!

- SIM! Então como isso aconteceu?! – Exclamou Steve.

- QUANDO VOCÊ FOI A MINHA CASA ASSINAR OS PAPÉIS! – Exclamou Nathalie. – Você não queria o divórcio... mas entendeu minha vontade. – Continuou ela, já com a voz mais calma. – Naquela noite conversamos tanto... bebemos um pouco e acabamos...

- Sim... eu me lembro.

- Eu continuei minha vida, você foi para o Haiti com os Médicos Sem Fronteiras... e quatro meses depois daquela noite eu descobri que estava grávida. Não tive coragem de te contar... de ligar para você, pois você nunca quis ter um filho. Nem para seus pais, por isso decidi ir para Boston, onde moramos por quatro anos, mas voltei para Jersey no começo do ano... e descobri que você tinha voltado... – Disse ela, sendo consumida pelas lágrimas. – Eu não poderia esconde-lo de você, mesmo que você não o aceite...

- Ele é meu filho... farei o meu dever de pai. – Disse Steve.

- Eu não quero que você se sinta obrigado...

- Nathalie... se passaram quase cinco anos e acredite, aquele homem que você conheceu a doze anos atrás não está mais aqui. – Disse Steve. – Eu aprendi muito nestes anos fora... eu só... só preciso de um tempinho para processar tudo isso.

- Eu entendo... – Disse Nathalie.

Depois de um breve momento de silêncio, Steve voltou a falar.

- Nate, hein? – Disse ele.

Vi os dois aparecendo na sala, onde Nate sorriu para a mãe. O coloquei no chão e ele foi correndo a ela, ficando ao seu lado.

- Nate, este é Steve... seu pai.

Steve, ainda com os olhos inchados, se abaixou para olhar seu filho mais de perto, não podendo evitar um grande sorriso. E eu que achei que o meu reencontro com meu pai foi dramático... pfff.

- Olá, Nate. – Disse Steve para Nate, que ainda estava confuso.

Nate olhou para sua mãe, como se buscasse explicações, e ela também se abaixou, para apoiar seu filho.

- Amor, lembra quando a mamãe disse que o papai estava viajando? – Nate apenas assentiu, escutando a mãe. – Ele voltou... – Nate voltou a olhar Steve, se aproximando do pai.

- Papai? – Disse ele, nos fazendo sorrir.

- Sou eu, filho. – Sussurrou Steve, abraçando o pequenino.

Foi difícil Nathalie conter sua emoção... assim como eu, que estava controlando minhas lágrimas. Deus... desde quando minha vida virou uma monta-russa dramática? Eu exijo a velha Sofya de volta agora... aquela do sexo, sem drogas – apenas MUITA bebida – e rock’n roll, por favor. Mas a verdade... a verdade é que essa Sofya não tinha nada, era oca por dentro, vivendo apenas da adrenalina e nada mais... eu era vazia. Será que eu quero isso de volta mesmo?

- Acho que agora é vocês que precisam conversar. – Disse Nathalie, me tirando de meus devaneios.

Ela pegou Nate pela mãe o levou para a outra sala, deixando Steve e eu sozinhos. Ele me olhou ainda com medo, mas riu da situação.

- Deus... que loucura. – Disse ele, me fazendo sorrir.

- Eu acho que estou ficando acostumada com isso. – Disse. Ele me encarou, pegando em minha mão.

- O que eu ia te dizer antes era que... Sofya, eu acho que eu amo você. – Disse ele. Fechei meus olhos assim que ele soltou sua revelação. – E o que aconteceu agora pode não mudar e não nos atrapalhar...

- Steve... você sabe que nada é por acaso, não sabe? – Comecei, e foi a vez dele fechar seus olhos. – E você também sabe o que eu vim fazer aqui hoje, não é? – Esperei a sua resposta, mas ela não veio. Ele voltou a abrir seus olhos, me ouvindo com atenção. – E Nathalie bater na sua porta com um filho seu, que é a sua cara, praticamente ao mesmo tempo que eu, não é uma coincidência... só era para ser. – Falei, o fazendo sorrir. – Então o que estamos fazendo? Sabemos que isso não dará certo... e que eu não quero a mesma coisa que você.

- Você gosta mesmo daquele filho da... do John, não é? – Perguntou ele.

Desviei de seu olhar com o diabo foge da cruz, tentando esconder a verdade que me corrói por dentro transparecer em meus olhos. Escutei seu riso debochado e esperei por suas palavras, mas elas não vieram. Voltei a olhá-lo, mas ele mantém seu rosto baixo, ainda encarando a verdade.

- Isso não importa agora... o que importa é que a vida lhe deu uma segunda chance batendo em sua porta, e não foi comigo. – Falei, chamando sua atenção a mim novamente. – Foi com Nathalie e Nate... e é neles que você precisa focar agora.

- Acho que você tem razão... – Sussurrou ele.

- Steve, eu quero que saiba que eu sou muito grata a tudo o que você por mim... e que sempre que você, ou até mesmo Nathalie ou Nate, precisarem, eu sempre serei sua amiga. – Falei, o fazendo sorrir.

- Isso me parece justo... – Falou, nos fazendo rir.

- Obrigada. – Falei e ele apenas assentiu. – Me leva até a porta?

- Claro.

Fomos andando até a porta e vi Nathalie pegando alguns brinquedos de Nate em sua grande bolsa. Ambos nos olharam e me abaixei para me despedir desse menininho simpático.

- Eu já vou indo, Nate... eu adorei conhecer você. Tchau, lindinho. – Falei, dando-lhe um beijão em sua bochecha.

- Tchau! – Disse ele, sorrindo.

Me levantei e encontrei o olhar compreensivo de Nathalie em mim. Não sei explicar, mas sinto que ela é uma boa pessoa e espero do fundo do meu coração que ela e Steve se acertem, para que Nate cresça feliz.

- Eu não quis causar nenhum problema entre vocês... – Começou ela.

- Não se preocupe... acho que nos acertamos. – Falei, olhando para Steve.

- É... somos amigos. – Disse ele.

- Muito obrigada, Sofya. – Disse ela, sorrindo, me pegando num abraço que me deixou surpresa, mas que retribui mesmo assim.

- Tudo bem, espero que fique tudo bem entre vocês. – Falei, andando em direção a porta. – Tchau. – Disse, antes que ela se fechasse e eu partisse.

Inspirei o ar fresco, sentindo um grande alívio. Lembra quando eu disse que a vida anda por caminhos misteriosos? Pois é, ela está cada vez mais me surpreendendo. Sempre fui o tipo de pessoa que acredita nas leis do universo... quando tiver que ser, será, mas tudo em seu tempo, e, principalmente, na lei do retorno, onde algum dia você irá encarar novamente certas atitudes de seu passado, sejam elas boas ou ruins. Foi isso o que aconteceu com Steve... e comigo, nosso passado bateu em nossa porta, mas nada é por acaso. Quando o universo conspira ao seu favor, ás vezes temos que deixar tudo para lá, esquecer o já aconteceu um dia, e seguir em frente, seja como for.


Notas Finais


E aí? O que acharam?


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