História Symphony - Capítulo 31


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Escolar, Orange, Romance, Yuri
Visualizações 84
Palavras 1.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Apenas quero te abraçar




Passou mais uma hora e não temos nenhuma notícia da Rosa, até mesmo o pai dela estava impaciente. Ele estava sentado no outro lado da sala de espera, com a cabeça baixa, apoiando-a nas mãos. Ele ás vezes levantava para ir beber água, falar com um policial ou fazer algum telefonema, mas sempre voltava para se sentar no mesmo local. Ele não trocou nenhuma palavra comigo e durante algum tempo apenas olhou para mim e para os meus amigos como se nos analizasse. Tem olhares que ele faz que eu não gostaria que a Rosa fizesse para mim. 

Eu nunca fui muito próxima do Tio Richard, ao contrário da mãe da Rosa que é como uma segunda mãe para mim e sempre me tratou como se eu fosse filha dela. O Tio Richard nunca conversou muito com as pessoas, não que ele seja antipático, ele é muito simpático quando quer e sempre me tratou bem (mesmo sendo reservado) quando era criança. Mas agora ele parece analisar cada centrímetro de mim, me observando com o seu olhar profundo.


— Skyllar, eu queria muito ficar mas tenho que ir buscar uma amiga no aeroporto - A Dani disse, olhando para o celular


— Quem? - A Rita perguntou


— A Beatriz


— A da nossa turma? - Eu perguntei um pouco desconfiada, não há nenhum jeito de fazer a Dani ser boa para a Beatriz, quanto mais buscar ela no aeroporto


— NÃO! Tás doida? - Ela se controlou para não gritar e disse como se fosse uma resposta óbvia - É a Beatriz Balsa, a minha amiga de Portugal


— Ah, aquela que quer tesourar contigo? - A Rita perguntou rindo baixo e eu também ri 


— Vocês são mesmo idiotas! - A Dani semicerrou os olhos e franziu a boca, nos lançando o seu olhar mortal


— Ue, pelas coisas que você já contou sobre ela... - Tirei a minha mão do bolso do casaco e comecei a contar pelos dedos e fazendo aspas sempre que dizia 'amizade' - Quando ela te beijou e disse que era por amizade, quando ela segurou a sua mão várias vezes por amizade, quando ela fica com ciúmes de você com o seu namorado por amizade, quando ela sempre diz que te ama por amizade, quando ela sempre arranja um jeito de dizer que te quer por amizade e eu nem vou falar sobre os sonhos que você tem...


Sorri de forma maliciosa e ela arregalou os olhos por eu ter falado alto.


— FOI DE TANTO ELA ME PERSEGUIR! - Ela se defendeu e tentou gritar com uma voz rouca, mas mesmo assim o tom de voz dela estava alto


— Daqui a bocado ela diz que vai tesourar contigo por amizade! - A Rita falou e não nos seguramos, começamos a gargalhar baixo, menos a Dani que ficou com a cara toda emburrada


Eu fiquei com receio do policial ''cavalo'' nos expulsar da delegacia e pedi para eles se acalmarem logo.


— Aham sei, ''perseguição'' - Falei assim que me acalmei e fiz o sinal de duas tesouras enquanto entrelaçava os dedos


Nós rimos mas paramos assim que vimos que alguns policiais nos observavam de perto.


— Sinceramente Dani, quando você se encontrar com ela é melhor ficar a pelo menos dez metros porque eu não duvido que ela te dê um beijo e diga que é por causa das saudades - O Fabras disse enquanto ria, colocando as mãos na boca para abafar o riso


Nós continuamos conversando sobre a Beatriz, fazendo a Dani ficar com raiva.


— Eu vou bater em vocês! - Ela nos ameaçou


— Bate amore, assim você vai presa de vez - Eu disse e rimos baixo, fazendo a Dani se virar e andar até a porta fazendo o dedo do meio para nós 


Ela abriu a porta e saiu, sem se despedir de nós.

Eu olhei as horas no celular e vi que já eram 16:43h e à tarde teríamos aula de teatro, como é óbvio eu resolvi faltar, a Rita e o Fabras queriam fazer o mesmo para não me deixar sozinha mas eu os convenci a ir pois não seria bom que faltássemos todos no mesmo dia, sendo que somos os representantes e temos que estar a par de tudo o que acontece relacionado a peça.


— Me digam o que aconteceu depois! - Fui até a porta para me despedir deles e vi pelo canto do olho o pai da Rosa me observando


— A gente manda mensagem mais tarde para te dizer e saber se está tudo bem com a Rosa, tchau - Eles acenaram e sorriram quando saíram pela porta


Eu voltei para a sala de espera e me sentei no mesmo lugar de antes. É isso que eu amo neles, eles conseguem me fazer rir até em um momento desses, mas quando eu lembro do porquê eu estou nessa delegacia, o meu sorrido desaparece do meu rosto e toda a preocupação faz com que eu me sinta incapaz de fazer alguma coisa útil agora.


— Skyllar - Eu ouvi o pai da Rosa me chamar, a voz grossa dele ecoou pela sala e logo chamou a minha atenção


— Sim? - Eu me levantei e me pronunciei, exaltada


— Tenha calma, a Rosalya está bem, na medida do possível - Ele notou o meu nervosismo e disse calmamente, soltando muito ar dos pulmões, como se estivesse cansado


Eu suspirei tentando relaxar o meu corpo quando ouvi as palavras dele. A Rosalya está bem, ela está bem, eu já posso me acalmar... Mas eu sinto que tenho que ver ela. 


— A Karen está com ela e vai levá-la para casa, você quer carona?


Assenti rapidamente e ele fez sinal para que nos dirigíssemos para o carro dele. Nós andamos um pouco por ele não ter estacionado perto da esquadra, mas uns cinco minutos depois ele já estava ligando o carro. Eu me sentei na frente, ao lado dele e coloquei o cinto, olhando uma última vez para o celular para ver se havia alguma mensagem da Albina ou da mãe dela, já que ela estava utilizando o celular da mãe como o dela estava quebrado, mas não há nada.

A viagem está bastante silenciosa e o Tio Richard não disse nada, continou concentrado na estrada, mas sempre que podia aumentava a velocidade, ele quer ver a filha tanto quanto eu.




Não demorou para chegarmos e assim que ele estacionou, eu abri a porta sem nem antes ver se vinha algum carro passando pela estrada. Eu fechei a porta do carro com força e corri até a porta da casa deles, batendo várias vezes até que alguém a abrisse.

Eu ouvi o pai da Rosa fechar a porta do carro atrás de mim e no mesmo instante a Tia Karen abriu a porta. Eu passei por ela e fui em passos largos até a escada, começando a subir rapidamente pulando alguns degrais.


Eu abri a porta bruscamente e a Rosalya que estava deitada na cama com a cabeça entre o travesseiro, levantou a cabeça rapidamente e retirou os fios de cabelo da frente dos olhos, colocando-os atrás da orelha. Quando finalmente conseguiu ver quem era, ela se sentou na cama e estendeu os braços para mim.


— Rosa... - Eu caminhei até a cama, olhando-a nos olhos


— Skyllar.. Foi horrível, eles analisaram o meu corpo e me pediram para... - Ela começou a soluçar - Eu tive que descrever tudo que aconteceu, eu não queria me lembrar!


Eu a olhei nos olhos enquanto ela falava, os seus olhos estavam tão vermelhos que o tom dourado único deles está ofuscado.

Ela me puxou para perto dela e pressionou a sua cabeça contra o meu peito. 


Ouvi a porta ser aberta quase que bruscamente, não me virei para trás para ver quem era e continuei abraçando a Rosa forte, quase chorando junto a ela. Eu e quem quer que fosse que estava ali continuamos em silêncio, e apenas se ouvia os soluços da Rosalya contra o meu peito. Alguns segundos depois eu ouvi a porta rangendo, sendo calmamente fechada, em seguida eu também pude ouvir vários passos na escada e tenho quase a total certeza que eram a Tia Karen e o Tio Richard.


Ver a pessoa que você ama sofrer não é nada fácil, talvez seja a pior coisa que você possa presenciar. É como se o sofrimento dela estivesse me matando aos poucos. 



Pov. Dani:


Me encontrei com o meu irmão mais velho perto da delegacia e ela me levou até o aeroporto, eu com certeza vou chegar atrasada, o trânsito não está querendo ajudar hoje. 

Ainda no carro, eu recebi uma mensagem do Sérgio perguntando se eu poderia ir na casa dele mais tarde e eu logo respondi que não, pois tenho que dar atenção a Bia ou ela se mata de ciúmes. Como se ela adivinhasse que eu estava pensando nela, eu recebi uma mensagem dela dizendo que já tinha desembarcado e perguntando aonde eu estava. 


Dani: Eu devo chegar em cerca de 20 minutos, a gente pegou trânsito


Bia: Okay, não demoraaaaaa, eu quero tanto ver vocêêêê! Vem logooooo!!


Ri da ''infantilidade'' dela, e não, ela não é assim apenas por mensagem, ela é pior pessoalmente. 



Quando FINALMENTE consegui chegar no aeroporto, o meu irmão decidiu ficar no carro a nossa espera.

Eu saí do carro e comecei a procurar a zona de desembarque, mesmo perdida eu não queria perguntar para ninguém se me podia ajudar a achar, eu estou sozinha e odeio falar com as pessoas que eu não conheço, quanto mais longe eu estiver delas, melhor.

Às vezes parece que todos olham para mim e eu odeio isso. É... A depressão deixa sequêlas.


Olhando para algumas placas distribuídas pelo aeroporto, consegui chegar a zona de desembarque que está lotada, várias pessoas passavam por mim falando não só inglês mas também várias outras línguas que eu me recuso a tentar adivinhar qual é.

Tirei o celular do bolso para ligar para a Bia e perguntar aonde ela estava, mas ouvi alguém me chamar:


— DANIIIIIIII!


Notei logo que era a voz dela.

A voz dela não mudou nada, e assim que virei para trás percebi que o mesmo se aplica quanto ao físico dela, ela continua com os mesmos cabelos castanhos claros ondulados e olhos da mesma cor e, claro, branca como sempre, mas não como a Iris, essa daí é quase um fantasma. 


— E a Julia adora ter o que ''marcar'' - Pensei e fiz um sorriso malicioso rápido, balançando a cabeça para fazer esses pensamentos desaparecerem


Eu sorri vendo ela se aproximar com os braços abertos para me abraçar sem se importar com as pessoas olhando.


Nós estudávamos na mesma escola desde que eu tinha oito anos, mas quando eu tive que me mudar quanto tinha dez, ela foi uma das minhas amigas (Não que eu tivesse muitas) que mais ficou mais triste com a minha partida e mesmo com a distância nunca paramos de nos falar, mesmo ela me dizendo coisas estranhas ás vezes que me faziam suspeitar da sexualidade dela e se ela tem sentimentos fortes por mim, mas eu nunca quis e nem quero perguntar algo desse gênero para ela, eu tenho medo da resposta. 


Quando ela chegou perto de mim e praticamente se jogou nos meus braços, ela voltou a gritar o meu nome, com a voz mais fina do que o normal, me fazendo passar vergonha. E então ela deixou de me abraçar... Arregalei os olhos quando senti os lábios dela contra o meus que logo foram se afastando, foi um selinho rápido, mais um ato dela que me deixou mais confusa ainda.


— O que foi isso? - Perguntei ainda com os olhos arregalados e a boca semi-aberta, sem acreditar que depois de todo esse tempo ela ainda insiste em me beijar


— Eu estava morrendo de saudades tuas! - Ela me abraçou forte novamente e eu permaneci imóvel sem saber o que fazer, inalando o perfume forte e doce que vinha dela 


 Eles estavam certos, essa doida quer me comer.





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...