História Syrion - Os filhos da Magia - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Demonios, Espíritos, Lobisomens, Loucura, Magia, Mistério, Romance Gay, Segredos, Vampiros
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Nunca confie em fadas Parte I


Nico


Após a compra dos suprimentos e os olhares nada discretos das garotas para Lucyos, provavelmente tentando entender de onde ele saiu, se elas soubessem.

Elas foram na frente para 3 Rios com Freya.

Voltamos a estalagem e guardamos os suprimentos para quando “meu treinamento” acabar. Ou ele me matar, as duas opções servem.

E é claro como um bom tirano ele me mandou correr em volta da cidade próximo a floresta.

Só tem um problema eu estou correndo a horas, suado, fedendo, acabado e morrendo e o filho da puta ainda não voltou para me mandar parar. Nem a bosta de uma garrafa d’água esse animal trouxe!

O por do sol chega e sem mais forças Caio de joelhos. Sem ar e sem fôlego.

Me sento no chão sem me importa com minha calça, estou quase pondo os bofes para fora aqui!

A única coisa que eu quero agora é água.

Ouço som de passos e galhos e respiro aliviado.

Nico – Finalmente!...Eu tô morto aqui sabia!? Mas foda-se só quero água!

Da pequena moita um vulto pula vindo na minha direção.

Aquele não era Lucyos!

Por reflexo eu me jogo no chão e rolo me levantando já invocando minha espada.

Um goblin que ótimo.

Goblin não são seres fortes nem muito inteligentes, e sozinhos são fáceis de lidar o problema quando estão em grupo.

A criatura possuía pele verde e usava panos e peles como roupa. Tampando suas “partes”, se é que eles tem isso. Ele possui garras negras e afiadas e um cinto com uma adaga e outra na mão. Caninos visíveis e orelhas pontudas e compridas.

Sorrio girando a espada.

Nico – Fácil.

O goblin aperta ainda mais a adaga rustica e ataca cortando o ar.

Pulo para trás mas o goblin mesmo pequeno é rapido.

O maldito nem deve chegar ao meu peito.

Ele pula descendo a lâmina acertando do ombro ao peito.

Trinco os dentes sentindo o sangue suja minha camisa.

Merda!

O goblin parece esta sorrindo

É seu filho da puta!

Vou para cima dele tentando decapita-lo mas ele desvia com facilidade e me rodeia. Como se fosse uma piada.

Eu mantenho a espada o atacando mirando seu pescoço ou peito quando ele tenta avançar. O maldito é rápido e difícil de acertar.

Um som de algo cortando o ar e uma dor aguda me fazem cambalear. Uma seta de besta estava cravada no meu braço acima do cotovelo.

O goblin se aproveita e arremessa sua adaga na coxa da minha perna me fazendo cair no chão. A espada desaparece. E perco a concentração.

E em um movimento rápido ele pula na minha direção já puxando a outra adaga do seu cinto.

Eu me arrasto olhando para ele usando minhas mãos e uso minha perna boa para chuta-lo com força. Ele cai de costas.

E em um movimento rápido tiro a adaga e mordo o interior da boca para não gritar.

Me levanto recuando e arrastando a perna.

Não tá tão fácil quanto eu pensei.

Invoco a espada espectral.

Me sentindo cansado.

Ele se levanta rápido pulando a minha volta e quando dou por mim estou encurralado na parede. O medo faz eu perde a concentração e a espada oscila mas consigo mantê-la.

Então lembro do treinamento de ontem.

E engulo em seco sorrindo para o goblin. Se isso não funcionar eu só morro.

Uma flecha vem em direção do meu pescoço, porém me esquivo e ela acerta a parede.

O goblin vem para cima de mim com a adaga cintilando em suas mãos com garras.

A espada espectral perde a densidade se tornado quase invisível e do tamanho de uma adaga e a lâmina e a adaga se chocam mas seu ataque atravessa a minha lâmina e sua adaga acerta meu ombro e seguro seu pulso evitando maiores estragos.

Ele luta para terminar o que começou

Antes que a dor me domine eu aumento a densidade e o tamanho da lâmina e a espada acerta o coração do goblin.

Ele me olha de olhos arregalados quando a lâmina vence a carne e atravessa os ossos e músculos, cedendo e começa a cuspir sangue. Eu posso sentir seu medo, e isso me apavora.

Seus olhos estão cheios de medo e aos poucos a luz de seus olhos se esvai e se tornam opacos. Engulo em seco. E faço a espada desaparece. E antes que perceba Caio no chão assim como o corpo do goblin morto.

Lucyos me mataria por isso. A outro inimigo escondido no mato, próximo se mais. E materializar e desmaterializar a espada gasta muita energia. Já que ainda não aprendi a preservar e acumula-la.

O goblin com a besta sai do mato e diferente do outro possui uma pele cinza. Porém também é baixinho.

Ele rosna para mim e mira na minha cabeça. Me desespero.

E tiro a adaga do meu ombro sentindo o sangue escorrer a giro na minha mão e arremesso no goblin. Ao mesmo tempo que ele solta a seta.

A seta e a adaga passam lado a lado cortando o ar.

A adaga acerta o pescoço do goblin e a seta meu peito.

A dor é intensa. E tudo parece sem foco. Minha visão se torna embaçada. Tudo parece tão distante.

Mesmo sem vê direito posso ouvir o goblin cinza engasgar em seu próprio sangue, só em pensar que vou morrer, aqui com eles.

Não consigo me mover, nem falar. Meu coração dispara acelerado como nunca esteve e minha respiração está intensa e descontrolada.

Merda.

Esse “facil” vai me matar.



Acordo sentindo todos os meus ossos quebrados. Tento olha em volta mas tudo está fora de foco. Só vejo vultos e consigo ouvir palavras distantes mas noto aqueles olhos verdes inconfundíveis. Era como se tivessem luz própria. Eram medonhos e belos. Me concentro neles e isso me deixa leve, não me importaria de morrer agora e apago.

Acordo sentindo cheiro de lavanda e ervas. Abro os olhos vendo um teto cheio de imagens ancestrais e a deusa da luz, Lux. Batalhando contra seres das trevas

Me sento sentindo pontadas e dores mas nada que não esteja acostumado nessa nova vida. Merda de vida

Vejo uma pasta de ervas e unguentos espalhadas pelas minhas feridas e algumas ataduras.

Me levanto mas quase caiu tendo que me segurar na cama.

Olho em volta vendo mais 3 camas no quarto, ocupada por pessoas feridas. Respiro fundo sentindo tonteira

A porta é aberta e uma sacerdotisa de cabelos brancos adentra no cômodo me fuzilando com os olhos.

Sacerdotisa – O que pensa que está fazendo Energúmeno! Deite agora seu tolo.

Nico – Mas....

Ela me paga pelo braço e me fuzila. A obedeço não quero morrer cedo.

Nico – Onde estou?

Ela bufa e atravessa o cômodo indo até um armário cheio de ervas e medicamentos.

Ela pega uma um vidro onde tira um tipo de pasta e mistura com algumas ervas. E coloca um pouco de água na vasilha. Ela se aproxima e me dá a vasilha.

A pego sem saber o que fazer.

Sacerdotisa – Beba logo ou prefere que enfie esse remédio por sua garganta.

Engulo em seco e tento beber mas aquilo era tão azedo que tento cuspir. Mas acho que ela é médium, ela segura meu maxilar tampando minha boca.

Sacerdotisa – Anda! Honre suas bolas e beba!

Engulo aquilo(obrigado) o que era igual mastigar vidro e engolir.

E pela primeira vez ela sorri.

Enquanto eu tento não desmaiar.

Aquilo acerta meu estômago como uma bomba. Acho que eu vou vomitar.

A porta é aberta.

E ouço aquela risada debochada e maliciosa.

Lucyos – Vejo que ele sobreviveu ao seu remédio. Quem diria...

Sacerdotisa – Meu remédio é maravilhoso!

Não é não!

Sacerdotisa – E estou surpresa por ele não ter desmaiado ou vomitado. Isso é um homem.

Lucyos – Ele não vomitou, ainda ...

A sacerdotisa empina o nariz. E resmunga.

Sacerdotisa – Fiz minha parte. Agora é com ele. Tenho pessoas mais importantes para tratar.

Diz se retirando.

Posso ouvir Lucyos bufar e logo a porta é fechada. Me sento ainda me sentindo estranho. Que porra de remédio faz isso. Me sinto pior do que antes!

Lucyos puxa uma cadeira e se senta.

Lucyos – Até que você está bem.

O encaro com raiva.

Nico – BEM! EU PODIA TER MORRIDO!

Grito

Ele me encara e faz silêncio apontando para as pessoas feridas no cômodo ainda dormindo.

Reviro os olhos e me acalmo.

Nico – Onde você estava? Eu me ferir por sua causa seu idiota!

Bem...ok não tô tão calmo assim.

Ele revira os olhos.

Lucyos – Não tenho culpa que subestimou seus inimigos. E nem dos seres mágicos estarem atacando a cidade. Muito menos de você ser tolo e não manipular sua magia corretamente. E de confiar tão cegamente.

Fico tenso. Que tipo de mestre esse merda é?

Nico – O que quer dizer?

Lucyos bufa.

Lucyos – Alguém está interferindo no equilíbrio da floresta. Enviando criaturas das trevas para 3 Rios e assim eles se espalham pela floresta. Os animais mágicos e seres da floresta não vão simplesmente ficar parados esperando serem mortos.

Nico – Eles estão fugindo e com isso Nabran está sendo afetada.

Olho para as pessoas nas camas. Muitos mutilados e sem membros.

Lucyos – Vários quartos do santuário de Gaia, estão ocupados.

O encaro de olhos arregalados.

Lucyos – Você teve sorte de ter lutado com apenas goblin. Outros não tiveram a mesma sorte e tiveram que lutar contra Orks, Najas, Troll e lidar com fadas...

Diz com nojo o último.

Nico – Então a coisa tá feia... Qual o problema com fadas?

Ele sorri sombrio gelando minha espinha.

Lucyos – Nunca confie em fadas.

Ele se levanta e se estica.

Lucyos – Amanhã vamos para 3 Rios. *Ele suspira* Não da para esperar. Não como as coisas estão.

Ele se levanta e sai.

Ouço a porta bater. E suspiro vendo “meus colegas de quarto”. Tenho que ficar mais forte.




Saímos da estalagem com nossas coisas nas costas. Lucyos deixou claro. Que a viagem até 3 Rios duram 9 dias.

E no meio do caminho há uma estalagem e talvez cavalos. Mas também deixou claro. Que as garotas foram 2 dias antes. E com certeza teríamos que ir a pé.

Mas como um bom pé no saco. Ele acredita que o dono da estalagem da floresta está morto.

Por 6 dias a viagem foi tranquila..mas o ritmo era lento. Em parte pelo meu estado. Lucyos me obrigava a treinar sempre minha magia e dizia que era uma feiticeiro e que apenas um guerreiro poderia me treinar em combate.

Como se eu não soubesse disso.

Lucyos havia saído para verificar os arredores. Só não tenho ideia de como. Já que isso eram habilidades de batedores.

Ele apenas sorriu de forma debochada e disse “Pq sou um feiticeiro com alma de ladrão.”

E sorriu daquela forma idiota que tanto me irrita.

Olho para o céu estrelado e não posso deixar de sentir saudade de casa. Da mamãe e da chata. Como elas devem está.

Pego o celular da mochila e olho a foto de todos juntos.

Sorrio e o guardo na mochila. Não é hora disso.

Suspiro olhando para o fogo fraco do nosso acampamento.

Onde aquele cara se meteu.

Começo a ouvir pequenos sussurros. E me levanto tenso.

Sentindo um pouco melhor com o peso da malha de couro. Afinal era uma proteção a mais. Graças às sacerdotisas pq se for para depender do maldito feiticeiro, eu estaria apenas de blusa e calça.

Me preparo para um ataque mais ninguém surge.

Nico – Acho que estou ficando louco.

Sorrio e me sento mas os sussurros retornam.

Me levanto e começo a seguir os sussurros.

Quase posso ouvir a voz de Lucyos na minha cabeça dizendo o quão estúpido estou sendo para seguir vozes e sussurros em uma floresta mágica.

Várias luzes começam a dançar a alguns metros de onde me escondo.

Nico – Fadas!

Percebo melhor notando que os sussurros são uma canção.

E... é tão linda.

Elas voavam saltando um tipo de pó mágico e colorido de várias cores.

Antes que perceba eu saio do esconderijo elas param e se escondem entre as árvores parando de brilhar.

Nico – Eu não vou fazer nenhum mal.

Uma fada azul sai das árvores e brilha intensamente se tornando uma garota com assas de borboleta ela era linda.

Sua pele era lisa e perfeita e suas orelhas um pouco pontudas mas tirando isso e as asas transparentes e as luzes e pó magico. Ela era uma garota normal e mega bonita.

Fada – O que está fazendo nessa parte da floresta viajante.

Sua voz era divina me causando um calor engraçado.

Antes que perceba eu falo...

Nico – Indo salvar 3 Rios.

mas pq eu falei tão rápido?

Ela sorri me fazendo ficar vermelho.

Fada – Então nos ajude herói, salve a floresta e assim salvará a cidade humana.

Nico – Como?!

A fada brilha intensamente e volta a se torna um ponto azul brilhante. Todas a fadas saem dos seus esconderijos e começam a brilhar mostrando um caminho.

Eu nem mesmo penso. Antes que perceba as sigo.

Elas me levam a um tipo de bosque. E se escondem. Antes que pergunte o que devia fazer.

O lugar era aberto e belo cheio de grama e flores. Um pequeno lago e uma caverna em meio às raízes. Ela parece subterrânea.

As fadas sussurram.

“Mate o monstro, nos proteja”.

Invoco a espada e me aproximo da caverna. Ouvindo uma respiração densa.

Olhos brilhantes surgem da escuridão. E uma criatura de dois metros sai da caverna. Um ogro, que ótimo.

O ser tinha braços e pernas grossos. Tendo uma estrutura muito parecida com de um humano, menos o fato de serem maiores. E muito mais fortes. Seu rosto era animalesco assim como os seus dentes afiados e podres.

Ele urra me fazendo estremecer.

Engulo em seco.

Ogro – Vá embora, Humano! Esse lago é meu, essa terra é minha! Essa terra me pertence!

Sua voz era grossa e monstruosa.

O ogro urra e sai da caverna mirando um soco. Pulo para o lado desviando por pouco. Recuo e desvio de outro soco que acerta uma árvore rachando seu tronco.

Pulo para o lado e desço a espada acertando seu braço. Mas sua pele parecia pedra e só causa um corte superficial.

Ele me acerta com seu braço e tudo apagou por um momento. Só volto a mim quando me sinto molhado. Nado até a superfície saindo do lago. Suspiro o vendo bufar.

Ogro – Essa floresta é minha!

Nico – Essa floresta não é sua! Não me obrigue a....

Ele corre na minha direção como um canhão.

Pulo para o lado desviando de sua ombrada.

Ele parecia um touro.

Nico – Então que seja monstro.

Ogro – Essas terras são minhas!

Giro a espada e me preparo.

Ele tenta me soca mas desvio estocando em sua coxa. Mas ele era resistente de mais.

Ele tenta me dá agarra mas pulo para trás e recuo ele bufa furioso.

Engulo em seco.

Um soco dele e morro.

Basta pensar ...

Ele corre em minha direção como um louco eu desvio. Ouvindo os gritinhos de medo das fadas.

Ele acerta uma árvore.

Me aproximo por trás. Mas ele gira tentando me acertar com seu braço.

Me jogo no chão deslizando e encolho o tamanho da lâmina e giro junto a lâmina a tornando maio e perfuro seu calcanhar.

Ele grita dobrando o joelho porem tentando me agarra mas pulo para trás cortando da temporada ao olho. E sangue verde escorre de sua ferida e ele grita.

Pulo para trás e me afasto lutando contra a vontade de tampar o ouvido. Olho para a espada notando que ele estava mais sólida. Mas ao mesmo tempo brilhava. Eu não sei o que é isso mais eu adorei!

Da caverna uma bola de luz branca com asas surge e voa na minha direção me acertando mas era tão fofinha que era como um travesseiro.

Tento afastar a bola de Belo com a mão livre mas ele insiste. Agarro a bola de belo com a mão e ela se debate.

Ogro – Solte o Mih!

Diz desesperado...pq ele se importa com essa bola de pelo.

Solto a bola de pelo porém como ele se debatia ele acaba caindo no chão.

Ogro – MALDITO HUMANO! NINGUEM MACHUCO O MIH!

Nico – Não foi de propósito! O vilão aqui é você!

Ele enfia a mão na terra e puxa uma raiz. Antes que perceba tropeço sentindo a terra em baixo de mim ceder.

Antes que perceba estou no chão. Ele manca e ergue as mãos e as desce como um martelo.

Consigo rolar para longe e giro invocando a lâmina e acerto seu peito o fazendo gritar

Pulo para trás o vendo se levanta irado.

Mesmo que a espada pudesse feri-lo agora. Ele ainda era muito resistente.

Ele dá uma sequência de socos mas consigo desvia de todos.

Ele tenta me agarra mas pulo para o lado e acerto suas costas. E giro enfiando a lâmina na sua o panturrilha o fazendo berra irado.

Me afasto pulando quase sendo acertado por seu braço

Ele tenta se levanta mas cai de joelhos.

Eu respirava ofegante percebendo os cortes e terra nas minhas roupas.

As fadas brilhavam alegres

“Mate o monstro! Mate o monstro”

Engulo em seco vendo o ogro de joelhos tentando ergue as mãos quase indefeso. Mata-lo...dessa forma fria...

A espada brilha mas a luz intensa de antes se torna fraca...olho para os olhos castanhos do ogro que me encara com irá.

O que eu devo fazer?

Lucyos – Já chega!

Pulo olhando para Lucyos encostado em uma árvore. As fadas sussurram entre si e se afastam o máximo possível desaparecendo em meio a vegetação densa

Olho em volta sem entender.

Lucyos me encara sério caminhando em minha direção.

Nico – Eu não...

Eu sinto uma dor potente e antes que perceba estou no chão sentindo uma ardência no meu rosto.

Ele havia me dado um soco!?

Me levanto ainda sem compreender.

Lucyos me encara com um olhar irado. Suas mãos estão tremendo e seus olhos verdes brilham de forma perigosa como fendas. E estou com medo tocando o local do soco.

A espada havia sumido e nem havia notado.

Lucyos – Pq iria mata-lo?

Sua voz soava seca e perigosa.

Engulo em seco.

O ogro tenta agarra-lo mas antes que fizesse algo, o ogro desmaia a bola de pelo voa até o ogro como se tentasse acorda-lo

Nico – As fadas... Disseram...

Ele me agarra pela gola da camisa e mesmo sendo alguns centímetros mais baixos me sinto pequeno e sei que ele me mataria se disse algo a mais.

Lucyos – Então se alguém te pede para matar um estranho você vai lá e mata?! Que feio Nico.

Ele me solta e Caio de bunda no chão e olhos para o ogro sentindo lágrimas quentes descendo pelo meu rosto.

Pq eu fiz isso...eu não sei...eu...

Lucyos – Eu deixei bem claro para não confiar em fadas. Elas são travessas e muitas vezes piores do que Demônios. Todos sabem o que demônios querem mas uma fada!...há meu caro isso nunca ninguém sabe.

Ele virá de costas e faz um gesto com as mãos e raízes surgem da terra levantando o corpo do Ogro.

Me levanto ainda tenso.

Lucyos – O que está esperando?! me ajude aqui!

Me aproximo vendo a bola de pelos sem saber se me encarava ou a Lucyos. Quando me aproximo para ajudar posso jurar que ela rosnou. Mas acho que mereço.

Após muitas tentativas conseguimos levar o Ogro para sua caverna. E deita-lo em uma cama de palha e pedras.

O lugar era rústico e simples. Com móveis de madeira, amarrados com cipós.

Uma mesa grande e uma cadeira reforçada próprios para o Ogro, e alguns livros. Me sentia uma anão naquele lugar.

Olho para Lucyos que estava cuidando das feridas do Ogro.

Tento falar algo mas não tenho coragem.

O que foi que eu fiz.

Lucyos – Esse Ogro diferente da maioria. Ganhou direto a esses bosque em troca de cuidar da floresta. Aqui ele pode viver sozinho afastado de todos.

Nico – As fadas...pq elas queriam que eu o matasse.

Lucyos não me olhou nenhuma vez ele continua cuidando das feridas e suspira.

Lucyos – Provavelmente elas esperavam que você morresse. Ogros amam carne humana mas adoram ainda mais carne de fadas.

Nico – Então ele as devorava.

Lucyos – Sim.

Nico – Então ele é mesmo um monstro.

Lucyos suspira impaciente.

Lucyos – Fadas não são santas. A lenda diz que um homem de família desejava poder para proteger seus entes queridos. Durante um ataque de Orkes. E uma fada apareceu para ele. Mas o homem não sabia era que toda a magia tinha um preço.

Nico engole em seco. Esperando Lucyos dizer. Eles respira fundo.

Nico – Que preço...

Lucyos – Servidão. O homem se tornou forte e resistente para proteger sua família. Mas as fadas travessas não lhe contaram que com o tempo ele se tornaria um completo Ogro. Ogros são violentos e explosivos e tem uma compulsão em servir as bruxas

Nico – Ainda não entendi...

Lucyos o encarou e Nico sentiu sua espinha gelar

Nico – Ele perdeu o controle não é...

Diz desejando que Lucyos desminta.

Lucyos – Num acesso de fúria ele matou sua própria família e desesperado se entregou perdendo a humanidade. Por ciclos serviu as bruxas do lago Negro. E após o extermínio. Ele retornou para onde um dia foi seu lar.

Nico encara o ogro sentindo culpa, raiva e nojo de si mesmo.

Nico – É ele não é...

Lucyos – Não importa no fim quão cruel algo possa parecer. Existe um ciclo na natureza e no sobrenatural que nenhum homem ou mago deve interferir.

Nico se encolhe.

Lucyos – Além do mais fadas se multiplicam como coelhos. E não posso dizer que são os meus seres mágicos favoritos.

Nico – Elas fizeram algo comigo não é...

Lucyos sorriu travesso.

Lucyos – Só brincaram com seu ego e emoções você supera.

Desvio o olhar. Não é como se tivesse direto a dizer algo.

Eu invadi o território do Ogro e me deixe manipular por fadas.

Que merda.

Lucyos suspira

E coloca as mãos sobre o peito do Ogro.

Lucyos – A vida termina, e a morte lhe acolhe e do seu sangue que nutre a terra, florescendo as palavras antigas no renascimento dos votos esquecidos. O ciclo se firma, o tempo recomeça e se cumpri, és minha palavra e meu juramento.

Olho para Lucyos sem entender até ver pequenos vagalumes voando a sua volta. Sua luz era verde como chamas, assim como seus olhos.

As pequenas fagulhas verdes voam a sua volta brilhando e crescendo, a visão era assustadora e bela.

Em poucos segundos toda a caverna estava tomada. As fagulhas se juntam em suas mãos sobre o peito do Ogro.

O tal Mih voa a pela caverna tentando pegar as faíscas verdes.

As faíscas se concentram ainda mais criando um tipo de Luz esverdeada translúcida fazendo com que os unguentos e pastas brilhassem e quando termina as faíscas e luzes se vão.

E o ogro está com todas suas feridas curadas. E algumas cicatrizes.

O que foi isso?

Lucyos cambaleia e consigo segura-lo, ele estava soado e ofegante, sua respiração estava pesada e ele estava ainda mais branco do que era.

Nico – O que aconteceu?

Lucyos sorri fraco

Lucyos – Sem morte não há vida.

Engulo em seco e o arrasto até o canto da caverna o fazendo sentar em um canto.

Eu podia deixar ele ficar assim. Mas sinto culpa. Afinal é minha culpa.

Pego folhas e palha e faço uma cama improvisada. Quando iria manda-lhe deitar suspiro o vendo dormir.

Travo o maxilar.

Ele parece dormi como um anjo nem parece o filho da puta que é quando está acordado.

Consigo acorda-lo e o levar até a cama improvisada ele se deita e apaga na hora.

Matar é fácil não é mas curar...

Mih para de voar e se deita sobre o Ogro.

Suspiro.

Durante a noite coletei algumas frutas que segundo Lucyos não eram venenosas.

As carregava em meus braços. Na entrada da caverna uma mão imensa cobre minha cabeça e me joga contra o tronco da árvore.

Me debato mas é inútil. Tento invocar a espada mas não consigo.

Ogro – O que faz aqui?!

Ele me solta e ouço um resmungo.

Lucyos – PELO 9°INFERNO! ALGUM DOS IDIOTAS PODE ME DIZER O QUE CARALHOS ESTAO FAZENDO A ESSA HORA! COMO ALGUÉM PODE DORMI ASSIM PORRA!

Tusso tentando recuperar o ar.

O Ogro se encolhe e faz uma reverência.

Lucyos – Malditos! Que as arpias e a peste devorem suas entranhas.

Engulo em seco o vendo adentrar a caverna.

Coloco a mão no pescoço vendo se está tudo no lugar e me levanto respirando fundo.

Nico – Não liga para o estressado! Ele odeia que o acordem acredite.

O Ogro me encara de olhos arregalados.

Ogro – imagino...

Suspiro.

Pegando as frutas do chão.

Nico – Olha... Me desculpa....eu não devia me meter ou ter ouvido as fadas.

Ogro passa a mão pelo sua careca e começa a tenta pegar as frutas. Mesmo com suas mãos que literalmente eram do tamanho do meu crânio. E ironicamente ele consegue me ajudando a paga-las.

Ogro – Também não estou cumprindo o termo do acordo. *Ele suspira, ou tenta, já que sua tentativa parece um urro*A floresta não está mais segura. A magia nefasta se entranha na terra e no ar. Matando a floresta e ferindo a todos.

Nico – Mas pq as fadas fizeram isso?

Ele sorri o que parece um careta.

Aquilo era mesmo um sorriso?

Ogro – Elas queriam se tornar as guardiães da floresta como nos tempos antigos. Onde podiam fazer acordos e enganar os mortais com total liberdade. E sem consequências. Posso não ser o ser mais simpático mas sou justo.

Entramos dentro da caverna em silencio colocando as frutas sobre a mesa. Lucyos estava deitado no canto ainda dormindo.

O Ogro suspira.

Ogro – Não devia provoca-lo tanto.

O encaro sorrindo

Nico – Eu sei que às vezes sou idiota mas ele é só um aluno como eu.

Digo simples ele me encara sério, ao ponto que me sinto desconfortável.

Nico – O que foi?

Ele arregala seus olhos e geme

Ogro – Você realmente não sabe quem ele é realmente não é?

Coloco a cabeça de lado sem entender.

Nico – Um mestiço.

Ele suspira e se afasta saindo da caverna mas antes de sair para e olha para mim

Ogro – Ele não é apenas um mestiço humano, desvia tornar cuidado, nesse mundo nada é mais perigoso do que as palavras. Pq não importa o que faça elas nunca voltam, não importa o que faça o tempo de dize-las nunca volta. Esteja preparado.

Ele sai da caverna me deixando tenso.

Pq seres mágicos tem tanto apresso pelo drama. Eles não podiam ser mais diretos.



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