História System Anomaly - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Heróis, Interativa, Magia, Misticismo, Mitologia, Modificados, Mutantes, Poderes, Policial, Stalkerverse, Vigilantes
Visualizações 225
Palavras 1.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hoje, em coisas aleatórias que eu escrevi no aeroporto...
Deixando bem claro que isso é só um capítulozinho para complementar a história, mostrando algumas coisas sobre os meus personagens. Eu nem pretendia postar, mas eu tenho esse problema de falar "ah, eu não vou fazer isso" e quando eu vejo, a imbecil aqui já tá fazendo. Acho que é o TDAH.
Quem me segue sabe que eu sou a louca da edição. Tô sempre fazendo alguma coisa de capa para os caps, seja uma capa mesmo, seja um gif bem louco... bom, sinto-lhes informar: não deu. Meu pc falou "ah, não vou funcionar e foda-se todas as capas que você tem que fazer" e agora estou usando a porra do notebook velho da minha mãe, que não roda nem paint. Achei um gifzinho que eu identificava com o cap no tumblr, mas, convenhamos, eu faria melhor (a convencida). Quando meu pc voltar do conserto, eu dou um jeito nisso.
[Edit: já mudei!]
Agora que o momento-desabafo-da-autora-reclamona acabou... vamos começar essa bagaça!

Capítulo 2 - Prólogo II - Não se pode quebrar as regras...


Fanfic / Fanfiction System Anomaly - Interativa - Capítulo 2 - Prólogo II - Não se pode quebrar as regras...


System Anomaly
Prólogo II - ❝Não se pode quebrar as regras...❞
• • • 
“Eu não posso limpar
minha consciência
se sou diferente
dos outros.
Tenho que fugir
e me esconder?
Eu nunca disse que
queria isso,
simplesmente veio
à mim
e CONSTRUIU seu
NINHO por dentro”*

Abril de 2022

yrne Butchanan nunca foi, nem de longe, o garoto mais falante de sua sala. Muito pelo contrário, na verdade. Já estava no terceiro ano do ensino médio e continuava com o mesmo comportamento do ensino fundamental: sentado no fundo da sala, com o rosto escondido sob a sombra do capuz, com um canivete borboleta dançando entre seus dedos enquanto a caneta fazia anotações sozinha, mesmo ue isso não fosse visível para os outros graças à névoa à qual Byrne tanto agradecia.

A verdade era que o garoto realmente não se sentia exatamente confortável naquele ambiente. Melhor dizendo, naquele mundo. Havia crescido na Escócia, mas a tia que cuidave dele tinha que morrer, e ele tinha que ser adotado por uma família em outro continente, onde tudo era novo e estranho.

E a aula de Geografia era um tédio. Principalmente para alguém que queria ser médico. Seu professor tinha o hábito de falar devagar e repetidamente, o que fazia Byrne querer dormir por si só.

Até que o sinal tocou, indicando o fim da aula, e, enquanto os outros alunos saíam, Butchanan fez questão de agradecer à sua mãe divina. Fez um movimento com a mão para guardar a lâmina do canivete no cabo e o guardou no bolso, pegou os livros e cadernos que se encontravam sob sua mesa, e pendurando, desajeitadamente, a mochila no ombro esquerdo.

— Isso é um canivete no seu bolso, sr. Butchanan? — perguntou o professor ao ver a pontinha do cabo que saía do bolso lateral da calça jeans escura que o garoto usava. — Responda minha pergunta, Byrne. — repetiu o professor, depois de alguns segundos sem resposta. O garoto assentiu, e tomando cuidado para não parecer desesperado, saíu rápidamente da sala.

A escola tinha uma regra estúpida de que alunos não poderiam levar objetos cortantes. Oras, Byrne levava Falamh¹ para quase todos os luares que ía desde os doze anos, quando ganhou o canivete que pertencia ao seu pai. Mas isso era normal na Escócia, não nos Estados Unidos. Outra coisa da mudança repentina de país que incomodava Butchanan. Na verdade, tantas coisas o incomodavam naquele país que mal poderiam ser contadas.

Pegou os livros e praticamente os jogou dentro do armário. Dava graças aos deuses  por estar perto da última aula, pois poderia sair logo daquele lugar miserável.

— Bairne? — perguntou uma voz femenina atrás dele, surpeendendo-o, afinal, não estava acostumado com garotas puxando assunto com ele.

— Se pronuncia “burn”, na verdade. — virou-se. A garota era uns 10 centímetros mais baixa que ele, tinha a pele morena e cabelos negros, longos, presos em um rabo-de-cavalo. Não se estressou em explicar a pronúncia certa, estava acostumado à pessoas pronunciando seu nome errado. “Bairne” era a mais tranquila, na verdade, depois dessa vinha “birne” e “bierne”.

— Ah, dessculpe se te ofendi. — desculpou-se rápido, com medo de ter feito tudo errado. — Eu sou nova aqui... nesse paíss, na verdade... Alice Beufort. — estendeu a mão para comprimentá-lo.

— Não precisa sepreocupar com isso, eu também já fui novo. — respondeu Butchanan, apertando a mão de Beaufort. A garota tinha um sotaque francês, mas falava com os ‘s’ prolongados, o que automaticamente lembrou Byrne de Venom. — Byrne Butchanan. Terceiro ano.

— Que droga, estou no primeiro e a única pessoa que tomei coragem para puxar assunto se forma no final do ano. — respondeu Alice.

— A próxima aula é de educação física. E nessa aula eles juntam todas as salas. — Byrne gestigulou com a cabeça. — Vamos, eu te mostro onde é o ginásio.

[...]

— Correndo, pessoal! — gritou a treinador enquanto os alunos corriam em volta da quadra.

— Isso é sempre assim? — perguntou Alice, enquanto corria ao lado de Byrne. — Tipo, correndo em volta da quadra...

— Às vezes ele passa algum jogo, mas normalmente é só isso mesmo. — respondeu Byrne, ajeitando, pela milésima vez, o cabelo cujo fixador havia vencido, e agora começava a obedecer as leis da gravidade. — Mas... isso não significa que tenhamos que participar.

— O que quer dizer com isssso? — o som estava especialmente prolongado dessa vez.

— Primeiro que você tem que aprender á controlar sua língua de serpente, Double-Soul. — Byrne sorriu sarcástico. — Sou míope, mas ainda me resta um pouco de visã, francesa.

— Você é o que então? — perguntou Beaufort, com uma certa curiosidade na voz. — Deixe-me pensar... feiticeiro neo-pagão?

— Realmente acha que eu tenho cara de neo-pagão? Magoei. — brincou. — Semideus, filho de Hécate, deusa da magia, patrona das bruxas e blá, blá, blá...

— Mas eu passei perto.

2 anos depois
Agosto de 2024

— Sete ligações perdidas e noventa mensagens não visualizadas de Alice. — Byrne leu a notificação na tela de seu celular. Ainda vestia o jaleco sujo de sangue falso do manequim usado na simulação de cirurgia, esta que havia falhado miserávelmente graças ao seu colega incompetente, resultando em manchas de sangue falso no jaleco, na máscara e no rosto do jovem. — Eu te falei que iria para a simulação, Beaufort. Sua surda.

Butchanan tirou a luva ensanguentada e deu o play em um dos áudios enviados pela amiga. Ele conseguia reconhecer sua voz e os gritos em francês, logo ficou preocupado, já que Alice costumava falar francês em situações de nervosismo. Mesmo sendo fluente na língua, não entendia graças à velocidade e o dialeto da garota na fala. Depois de ouvir pela terceira vez com atenção, pegou algo como “ligue o noticiário, rápido”.

Deixou o celular de lado por alguns minutos e lavou as mãos, vendo a água tingida de vermelho cair de suas mãos. Tirou as luvas de borracha e jogou no lixo, depois pendurou o jaleco em um dos ganchos do vestiário. Guardou o celular no bolso da calça jeans e foi até o corredor, onde a televisão de parede estava ligada em algum telejornal, e demorou alguns segundos para assimilar a notícia.

— Depois de mais de duas horas de discussão, a câmara dos deputados aprovou a ilegalização do tabaco em território americano — disse a repórter.

E era isso que você estava tão preocupada, Ali?” ele pensou. De forma alguma aqulo poderia ser tão preocupante, certo? Bom, era uma das primeiras vezes que as conspirações loucas de Alice estavam certas. Pelo ou menos uma vez, a filha da mãe havia acertado em cheio.

 


Notas Finais


*Imagine Dragons - Monster
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Sim, a pronúncia do nome Byrne é "Burn", e o nome vem do irlandês para "corvo". "Ah, mas Laura, ele é escocês" três sílabas: fo-da-ce. Eu só queria um nome que começasse com b, krai. E o significado é bacaninha.


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