História T R A U M A - WonTaek - Capítulo 3


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Categorias VIXX
Personagens Hyuk, Leo, Ravi
Tags Leobin, Levi, Taekbin, Taekshik, Vixx, Wontaek, Woonbin
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Palavras 1.239
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei again com outro capítulo.
Por incrível que pareça, estou conseguindo, pela primeira vez, fluir bem com a história.
Não tô tendo problemas com a criatividade de tudo mais...
Espero que aproveitem a leitura.

Capítulo 3 - Calando-o com mentiras


Fanfic / Fanfiction T R A U M A - WonTaek - Capítulo 3 - Calando-o com mentiras

Ver Hongbin entrar no seu quarto, beijar lhe os lábios e sorrir como se nada tivesse acontecido, tinha enfurecido Taekwoon, tanto que não demorou para suas mãos voarem no lindo terno do ex e empurrá-lo com força para longe.

Ele havia voltado sim, após um mês, para talvez terminar o serviço mal feito de seu cúmplice, isso é, se Taekwoon não tivesse realmente perdido a memória, pois se tivesse a perdido, tinha certeza de que Hongbin ia fingir normalidade e querer agir como se nada tivesse acontecido.

Ao ouvir do enfermeiro, o que esteve consigo desde sua internação, que ele estava ali pois havia caído jogando futebol, era o cúmulo, e o fez rir internamente.

Hongbin sempre foi um cérebro. Tinha tudo planejado, e quando as coisas não saía conforme seu plano, ele passava por cima de tudo e todos para conseguir o que queria. E foi o que havia feito consigo, mas por sorte o deixando no hospital ao invés de sete palmos abaixo da terra.

Taekwoon pensou em enganar o ex, deixar que ele realmente acreditasse que ele havia perdido a memória, mas não, decidiu, após vê-lo entrar sem dificuldades em seu quarto, mostrar que estava em si, orientado. E que com certeza iria acabar com ele quando saísse dali.

—Não permita que ele entre aqui novamente.—Falou ao voltar para a cama, ainda trêmulo de medo, enquanto o enfermeiro o seguia boquiaberto.—O que? Está surpreso ao me ouvir falar?—Voltou se para o de branco, que o seguiu com os olhos e a prancheta contra o tórax.

—Bem… é claro que sim.—Se voltou de costas e mexeu nos materiais do balcão, derrubando algumas coisas pelo nervosismo.

—Não diga a ninguém.—Pediu em baixo tom. Wonsik não precisava perguntar o que. Ele já sabia e agradecia a política de privacidade da sua profissão por isso.

Wonsik tinha acabado de chegar em casa após o turno da noite. Retirou as coisas da mochila, levando os equipamentos para o armário e roupas para a lavanderia.

Aconteceu que novamente, ao desvirar do avesso o jaleco para por na máquina, viu outro papel cair do bolso.

"Obrigado novamente."

A caligrafia continuava horrível, tomando pelo menos alguns minutos para entender o hebraico que havia no papel.

Antes que fizesse algo para comer, se lembrou de ligar para SangHyuk e pedir mais informações sobre o acidente.

—Bom dia.—Disse quando o outro atendeu resmungando por ele ter o acordado cedo da manhã.—Me desculpe, mas é importante.—O outro assentiu e disse para não enrolar e ir direto ao ponto.—Se lembra do acidente do jovem do futebol? Aquele que sofreu hemorragia interna e…—

—Sim, me lembro. O que tem?—

—Como você o encontrou no campo?—

—Ele não estava no campo na hora, mas sim fora do gramado. Um amigo o havia puxado para o cimento.—

—Você percebeu se havia muito sangue no local?—

—Hm, não. Apenas aplicamos os primeiros socorros e o trouxemos. Não havia motivos de chamar a polícia, era um acidente comum…—

—E quem era esse amigo que estava junto?—

—Hm… você só me faz perguntas difíceis, Kim.—Ele ficou em silêncio na linha por alguns segundos.—Algo como Jaehwon, Lee Jaehon, Jaehwan. Não me lembro muito bem. Ele havia me dito que precisava ir, e não disse onde.—

—E vocês permitiram? Era para ele ter vindo acompanhando Taekwoon.—

—Por que tudo isso agora?— Hyuk pareceu preocupado mas ao mesmo tempo irritado.

—Estou achando que não foi um acidente, Han… até mesmo o médico não acredita nisso.— Instalou-se um silêncio tenso antes de Kim se despedir.—Qualquer informação me ligue.—

Estava tomando café quando o enfermeiro apareceu. Olhou de canto e viu que ele aguardava para levar a bandeja e iniciar com os procedimentos.

—Você tem que estar sempre inflando essa bomba no meu braço? Contando meus pulsos ou respirações?— Taekwoon questionou o enfermeiro, que no canto da sala, segurava uma bandeja de inox.—

Wonsik assentiu com a cabeça.

—Você tem que estar em constante vigilância. Não sei se o médico lhe disse, ou se você sabe, mas sofreu uma hemorragia interna.—Disse se aproximando.—Taekwoon... quero te perguntar algo, já que suas memórias... possivelmente, estão de volta.—

O paciente terminou de mastigar e esperou o de branco começar a falar.

—O que houve naquele dia?—Apertou os dedos até se esbranquiçarem na bandeja.

Taekwoon fechou os olhos e recostou a cabeça na cabeceira. Não demorou para abri-los novamente, olhando diretamente nos olhos de Kim.

—Por que está me perguntando isso?— Seu olhar queimava sobre o enfermeiro.

—Porque em hipótese alguma tudo isso foi causado por uma queda de própria altura.—

Ouviu o moreno suspirar e tomar um gole do café preto.

—Está enganado. Eu torci o pé enquanto corria em alta velocidade. Mas por azar meu, acabei batendo a cabeça no chão. E sobre a hemorragia…—Tomou outro gole.—Bem, eu faço uso de medicamentos que podem ter desencadeado-a justamente naquele momento.—

Taekwoon sabia que Wonsik não era idiota. E que ele não havia acreditado naquela teoria. Mas se fosse para calar a boca dele com essa mentira, faria sem dúvida alguma.

Assim que o enfermeiro fez os procedimentos de rotina, saiu da sala, levando consigo a bandeja. E nesse momento, Taekwoon se pôs em pé, buscando seu celular que sua mãe havia trazido no primeiro dia que esteve internado, mas que não usou até então. Não queria ver chamadas, mensagens e nem falsos textos espalhadas por redes sociais a seu respeito.

Nunca sentiu tanta ira em sua vida. Suas mãos se fechavam em punho assim que lia as mensagens de um mês atrás do ex.

Taekwoon havia quebrado os laços com Hongbin assim que descobriu suas traições, e mesmo que o moreno abominasse tal ato, o principal motivo e tanto ódio não havia sido apenas por isso.

Descobriu tardiamente que ele o drogava, abusava de si enquanto inconsciente e filmava-o. As fitas estavam todas num baú, o qual o menor nunca havia deixado Taekwoon abrir.

Naquele dia, todo o seu corpo se arrepiou e seus olhos estavam vidrados na televisão, que passava um filme seu. Se lembrava daquela noite, e não era tão antigo, já que a data de gravação constava pelo menos vinte dias antes.

Hongbin havia chegado em casa, e assim que viu o moreno na televisão, estático, ao assistir os filmes gravados por si, explodiu.

Eles brigaram muito aquela noite, e foi a primeira a última vez que ambos se agrediram fisicamente. Taekwoon não só apanhou como agrediu, pois no dia seguinte ele estaria sendo empurrado do quarto andar de um edifício, o qual Hongbin insistiu para encontrar consigo numa tentativa de reconciliação.

E foi de lá que ele caiu. Quando rejeitou o ex, que incrédulo, o empurrou quatro andares abaixo.

Ainda estava consciente quando Jaehwan, o melhor amigo de Hongbin, o puxou pelos pés, alguns minutos depois da queda, até o campo de futebol ao lado do pequeno edifício. Ligando para o socorro em seguida.

Ouviu as mentiras que ele disse ao enfermeiro que o socorria, sobre ele ter sofrido uma queda enquanto treinava para o campeonato. Após isso, desmaiou e acordou só no dia seguinte, à noite, encontrando um homem de aparência séria, que segurava seus braços por cima do termômetro.

Ele se apresentou, e isso não fez diferença alguma para Taekwoon. Sua cabeça latejava insuportavelmente, em consequência com seus pés e costelas.

E foi naquele momento que pensou em fingir não se lembrar de nada. Hongbin achou que ao empurrar daquela altura o mataria, e ele estava certo, de certa forma aquilo o matou, mas não literalmente.

“Eu estou vivo". Foi a primeira coisa que pensou ao abrir os olhos naquele quarto. "Eu vou matar aquele desgraçado". Foi a segunda.


Notas Finais


Bom, é isso por hoje.
Estou tentando postar sempre que achar necessário, já que possuo capítulos prontos, não vejo o motivo de demorar tanto para postar.


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