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História Tá na hora! - Capítulo 1


Escrita por: e KacchakoPjct


Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Tá na hora! - Capítulo 1 - Capítulo único

Ochako terminou de digitar o último relatório do dia e suspirou. Já estava cansada de todo aquele trabalho administrativo, era um saco ficar o dia todo sentada, apenas digitando relatórios e mais relatórios. Com um sorriso orgulhoso por acabar o trabalho, a morena desligou o computador e se levantou com dificuldade. Passou a mão carinhosamente pela enorme barriga de gestante de quase nove meses, sorrindo sozinha.

A morena vagarosamente foi até o seu armário, pegando suas coisas sem pressa. Sabia que não adiantava tentar ser rápida, pois ela não conseguia mais ser tão ágil quanto antes, mas ainda era atenta. Ochako ouviu passos se aproximando desde que eles haviam passado pela porta de entrada da sala dos funcionários. Curiosa, tombou a cabeça para o lado, para conseguir ver pela lateral da portinha do armário quem se aproximava. E não poderia ficar mais feliz e abrir um sorriso maior.

- Katsuki!

- Oi, meu amor – ele a cumprimentou carinhoso, lhe dando um leve beijo nos lábios. Então ele se abaixou, colocando as duas mãos na barriga dela e depositando um beijo ali também. – E aí, campeã!

- Ou campeão – a morena arqueou a sobrancelha. – Ainda não sabemos.

- Maior palhaçada essa sua ideia aí de não querer saber até a data do parto – ele revirou os olhos. – Mas eu sei que vai ser uma menina! E vai ser a melhor em tudo, como os pais foda dela.

- Menos, meu bem – agora foi ela quem revirou os olhos, voltando a terminar de ajeitar suas coisas dentro da bolsa e fechando seu armário. – A criança nem nasceu ainda.

- Ah, fala sério, Ochako! Tem como um filho nosso nascer menos do que foda?

- Eu prefiro nem responder – ela riu.

- É porque não tem, oras! – ele ainda tentou discutir, mas ela lhe lançou um olhar mortal, que o fez acabar com o assunto no mesmo instante. Tinha que admitir que as olhadas bravas dela estavam ainda piores na gravidez. – Então, podemos ir? – ele pegou a bolsa da mão dela.

- Podemos sim! – ela começou a andar em direção à saída, parando para se despedir de quem ainda estava ali. – Tchau, pessoal. Até amanhã!

- Até amanhã, Uravity! – os colegas de trabalho responderam.

O casal entrelaçou os dedos das mãos e saíram andando em direção ao carro. Eles nem moravam tão longe assim da agência, mas Katsuki não gostava da ideia da esposa se esforçando demais durante a gravidez. Ele nunca havia a achado frágil nem pensado nela como alguém que precisa ser protegida ou coisa parecida, mas desde que Ochako anunciou a gravidez, ele tem sido muito mais cuidadoso do que costumava. Isso às vezes até causava algumas leves discussões, mas a morena compreendia que ele só queria a deixar segura e confortável.

O caminho pra casa foi silencioso, apenas algumas trocas de sorrisos e carinhos. Ao chegar em casa, Ochako foi direto tomar um banho. Mesmo não estando tão suada, ela ainda gostava de manter aquela rotina de quando saía em campo. Por vezes, Katsuki a acompanhava no banho, mas ele havia prometido para ela que faria a janta naquela noite.

Em pouco tempo, a morena já estava de banho tomado e trocada. Enquanto esperava o marido terminar o jantar, resolveu ir ao quarto do bebê. Ela gostava de passar um tempo ali, relaxando e imaginando como seria depois do nascimento. A morena adentrou o ambiente, abrindo a janela e se sentando numa poltrona que havia num canto, ao lado do berço. Deitou um pouco o encosto e abriu a parte de baixo, onde poderia esticar as pernas e relaxar melhor.

Fechou os olhos, prestando atenção ao que estava ao seu redor. Dali, podia ouvir Katsuki preparando o jantar enquanto passava alguma coisa aleatória na televisão. Da janela aberta ao seu lado, uma leve brisa entrava e deixava o quarto mais fresco. Aos poucos, começou a sentir suas pálpebras pesando, dificultando sua vontade em querer abrir os olhos. A única coisa que a incomodou, foi o molhado da poltrona. Espera, molhado?

Ochako abriu os olhos, claramente confusa, e olhou pra baixo. Como raios a poltrona estava molhada e ela não havia percebido? Aliás, como havia molhado? A janela estava fechada antes. A morena se levantou devagar e com dificuldades, para que pudesse examinar melhor o que havia acontecido. E qual não foi sua surpresa que, ao se levantar, o molhado começou a escorrer por suas pernas. Finalmente ligando os pontos e caindo a ficha, a morena arregalou os olhos e colocou a mão sobre a barriga. Havia chegado a hora. Indo o mais rápido que conseguia, a morena foi até a cozinha.

- Katsuki! – ela gritou.

- Que foi, amor? – ele se virou assustado. Estava tão concentrado que nem percebeu a esposa indo até ele.

- Tá na hora!

- De que? – ele franziu o cenho.

- De nascer! Minha bolsa, eu acho que estourou... Tá tudo molhado aqui embaixo!

A morena gesticulava fervorosamente enquanto apontava para si mesma. O loiro arregalou os olhos, jogando o pano de prato no balcão e tirando o avental com tanta força, que acabou estourando a alça.

- Ai, caralho! Fica calma! Eu vou pegar as coisas que precisamos! – ele se aproximou afobado. – Onde estão as coisas?

- No armário do bebê! E minha bolsa tá ali no sofá – ela apontou com uma mão, enquanto a outra segurava a barriga.

- Tô indo! – o loiro saiu correndo pela casa, pegando tudo que era necessário e voltando para a amada. – Pronto. Se apoia em mim, vamos pro carro.

Tentando ir o mais rápido que podiam, o casal chegou ao carro. Katsuki ajudou a esposa a entrar no banco do passageiro e passar o cinto, já que agora ela começou a reclamar que estava sentindo algumas dores. Correndo e deslizando pelo capô pro outro lado, o loiro se apressou em dar partida no veículo e sair dali em direção ao hospital o mais rápido que pudesse.

Depois de muitas curvas sem setas, ultrapassagens e uma freada um pouco brusca na frente do hospital, os dois chegaram ao destino e desceram do carro. Assim que entraram na recepção, Katsuki foi correndo em direção à recepcionista, afobado.

- A bolsa da minha esposa rompeu!

- Por favor, senhor, vou pedir que se acalme – ela se virou para ele, esbanjando tranquilidade. – Peço para que preencha a ficha dela, enquanto um de nossos enfermeiros vai a encaminhando lá para dentro, para verem o que será feito.

Um dos funcionários se aproximou do casal com uma cadeira de rodas, pedindo que Ochako se sentasse e indo com ela para outro ambiente. Katsuki mordeu o lábio, nervoso e ansioso. Queria ir logo para o lado da esposa, então preencheu o tal formulário o mais rápido que podia – nem sabia se sua letra saiu muito legível, mas não se importava.

Assim que terminou, mandou mensagens para todo mundo, avisando que Ochako havia entrado em trabalho de parto e voltou para a recepcionista, pedindo para ir até a esposa. A jovem funcionária pediu que um dos enfermeiros que estava ali perto o acompanhasse até onde Ochako estava – que já era a sala de parto, inclusive. Katsuki olhou espantado lá para dentro, vendo a esposa suada e cercada de profissionais. Era agora. Teria que a ajudar a ser forte.

Seguindo as instruções do enfermeiro, o herói profissional colocou um jaleco e uma máscara, indo para dentro da sala. Posicionou-se ao lado da esposa, pegando a mão dela entre as suas, na tentativa de lhe passar segurança e apoio.

- Você consegue, amor! – ele sussurrou pra ela.

A morena apenas sorriu fraco, voltando a fazer força. Aquilo parecia que nunca tinha fim. Katsuki segurava a mão da esposa, que parecia prestes a quebrá-la a cada vez que fazia força. A sorte, ao menos, é que Ochako estava de luvas, pois a fizeram colocá-las desde que entrou na sala, para não ter perigo de fazer nada sair flutuando durante o parto. Depois do que pareceram horas, o loiro pode ouvir um choro agudo. Olhando para baixo, viu o médico pegando um pequeno ser e entregando nas mãos de um dos enfermeiros. Ele só conseguia olhar abobado, sem saber como reagir ao certo.

- É uma menina – o enfermeiro os informou, se retirando para higienizar o bebê.

- Eu sabia! – Katsuki olhou para a esposa, que sorria levemente.

- Muito bem, senhora Bakugou. Falta pouco, o segundo já está saindo – o médico se pronunciou.

A morena apertou com força a mão do marido, os dois olhando abismados para o médico. Eles haviam entendido direito? Ele disse “o segundo"? Eles teriam gêmeos?

- Oh! Vocês não sabiam que eram gêmeos? – o médico perguntou.

- Eu tô com cara de quem sabia, por acaso? – a morena perguntou com uma voz fraca e indignada, juntando todas as forças que ainda tinha.

- Claro, porque essa é a cara que fazemos quando sabemos das coisas – o loiro retrucou, ainda com os olhos arregalados. – Como isso aconteceu?

- Bom, casos assim são raros, mas podem ocorrer. Mas se não se importam, eu acho melhor dar as explicações médicas depois, pois o segundo já está saindo.

- Vai lá, amor! Só mais um pouco! – o loiro voltou a se abaixar um pouco ao lado da esposa, dando todo o apoio que podia. – Se Deus quiser, só sai mais esse!

Ochako voltou a fazer força e, como o médico havia anunciado, o segundo já estava quase saindo sozinho. Dentro de cinco minutos, o segundo bebê nasceu. Outro enfermeiro se aproximou e pegou, também anunciando o sexo ao casal, antes de se retirar:

- É um menino.

- Agora não precisamos mais discutir, temos dos dois – Ochako deu um leve aperto na mão do marido, sorrindo fraca.

- E eu espero que acabe por aqui... Né, doutor? – ele olhou aflito para o médico, que apenas assentiu enquanto se levantava.

- Senhor Bakugou, nós agora vamos higienizar e finalizar as coisas com a sua esposa. Por favor, espere um momento na sala de espera enquanto a transferimos para o quarto.

O loiro assentiu, ainda tentando assimilar tudo aquilo que estava acontecendo. Sendo novamente guiado por um enfermeiro, o herói voltou para a sala de espera.

- Kacchan! – uma voz conhecida chamou sua atenção.

Olhando para onde vinha a voz, Katsuki pode ver seus pais, os pais de Ochako, Deku, Eijirou, Mina, Hanta, Denki, Shouto e Tsuyu. Caramba, nem lembrava de ter avisado tanta gente. Mas graças ao seu amadurecimento emocional, ficava feliz em ver que tantas pessoas estavam ali torcendo por eles e na expectativa das notícias.

- Como foi, filho? – Mitsuki perguntou quando ele chegou mais perto.

- É uma menina saudável – ele sorriu.

- Ah, que bom, querido! – agora a mãe de Ochako o respondia.

Os outros sorriam e estavam prestes a lhe dar os parabéns, quando ele soltou a segunda bomba:

- E um menino também – ele sorriu ainda mais.

- Que? – todos olhavam confusos.

- São gêmeos? – Deku perguntou com os olhos levemente arregalados.

- Sim! Aparentemente essa merda é rara, mas acontece. Uma sorte da porra a nossa! – ele riu. – Agora temos um de cada e não discutimos mais sobre qual seria.

- Aí sim, bro! – Kirishima lhe deu um soquinho no ombro, sendo seguido pelos amigos indo cumprimentar o loiro.

- Senhor Bakugou – uma enfermeira o chamou. – Sua esposa já está no quarto, pode entrar. Pedimos para que não entrem todos de uma vez – ela completou quando viu quantas pessoas estavam ali.

- Pai, mãe, senhor e senhora Uraraka... Prontos para conhecerem os netos de vocês? – ele perguntou.

A senhora Uraraka apenas assoou o nariz, chorando copiosamente desde o momento que foi anunciado que eram dois filhos que sua pequena Ochako havia tido. Os cinco acompanharam a enfermeira, que mostrou onde ficava o quarto e se retirou.

Assim que entraram, se depararam com a heroína segurando os dois filhos no colo e chorando de alegria. Katsuki se aproximou da esposa e se sentou ao seu lado na cama, tentando pegar um dos filhos no colo.

- O menino tem os seus cabelos – ele sussurrou pra esposa, com receio de falar algo e assustar os bebês.

- E a menina tem os seus – ela riu. – Mal vejo a hora deles abrirem os olhos e eu poder ver de quem puxou.

- Vocês já sabem os nomes? – o pai da morena perguntou, admirando os netos junto com os outros.

- Miss Explodo...

- Katsuki! – a mulher se virou brava pro marido. – Já disse que não! Você nem sabe qual vai ser a individualidade dela! Nem se ela vai ter uma!

- Nem brinca com essas coisas, Ochako! – ele arregalou os olhos.

- Mas não vai ser esse nome ridículo, pelo amor – ela retrucou, fazendo uma careta.

- Não se preocupem, podem pensar com calma ainda – a mãe do loiro respondeu.

- Na verdade, a gente já tinha um nome normal para menino e um para menina em mente – a morena disse, olhando pro marido. – Queríamos estar preparados para qualquer um dos dois que viesse...

- Para ele, Osamu – o loiro disse, encarando orgulhoso o filho em seus braços.

- E para ela, Kasumi – a morena completou.

- São lindos nomes – a mãe da controladora da gravidade respondeu.

O casal sorriu e voltou sua atenção aos filhos. Katsuki não se lembrava de já ter se sentido tão feliz em toda a sua vida. Aquele, com certeza, era o melhor e mais emocionante dia que poderia ter.

O loiro sorriu para a esposa e lhe deu um leve beijo, a abraçando com um braço enquanto o outro ainda segurava o filho deitadinho em seu colo.

Ali, naquele momento, percebeu quão sortudo era em poder estar construindo sua família com a mulher que amava.


Notas Finais


E cá estamos nós de novo! Semana Kacchako quase no fim :')
Só algumas notinhas explicativas:
➾ Osamu significa governante.
➾ Kasumi significa névoa.
➾ A parte do Bakugou querer chamar a filha de Miss Explodo é da tirinha da Superevey: https://www.instagram.com/p/BzPiIMNoj26/
➾ A parte que os dois ficam em choque que vão ter gêmeos eu peguei de Friends, quando Chandler e Monica vão acompanhar o parto dos filhos que vão ser adotados. Caso não tenham percebido, adoro colocar referências à Friends, HSAIUEHASAHSUEIHSA.

E foi isso aí, galeres!
Eu amei demais escrever essa fic e gostei bastante do resultado. Espero que tenham gostado também! ♡
Amanhã será um tema bem previsível, mas vai ser bem legal também.
Até lá! :B


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